Relações | O sentimento que tenho por mim!

O sentimento que temos por nós próprias é crucial para a forma como estabelecemos as nossas relações, de amizade, familiares, profissionais, amorosas…

Por vezes, deveríamos, parar um pouco e em consciência perguntar a nós mesmas.

Qual é o sentimento que tenho por mim? Já alguma vez aconteceu sentir-me frágil e com a minha auto-estima em baixo? Tal aconteceu porquê? Qual será o motivo para que tal aconteça? Serão medos, vergonhas, inseguranças que me levam a sentir isto?  Qual será a relação da minha auto-estima com a capacidade que eu tenho de colocar limites saudáveis de maneira afetiva? Quanto eu dou ao outro? E a mim mesma? Será que eu quero alimentar tudo isto?

A capacidade de estabelecer certos limites é bom para nós. Olhar, com claridade e reconhecer que sem limites firmes é muito fácil embrulhar-se e ser enredado pelos outros. Pois passamos a cuidar emocionalmente e excessivamente dos outros. E como tal, estamos a ser responsáveis, por não cuidar das nossas próprias necessidades pessoais. Porém ao impor-nos certos limites muito rígidos, a nós próprias, isolamo-nos dos outros e afastamos daqueles que nós amam verdadeiramente. E não permitimos a sua ajuda.

Ter vergonhas, inseguranças e medos são emoções tóxicas que nós debilitam pouco a pouco, a nossa incapacidade de agir, de falar de expressar emoções, faz com que nós sintamos perante o outro menos seguras de nós mesmas, fracas e frágeis. Reféns das nossas emoções tóxicas.

Como tal, mais complacentes aos desejos e as ações e vontades do (s) outro(s). Quando colocamos limites firmes e saudáveis, resgatarmo-nos a nós próprias, a nossa identidade da vergonha, da insegurança e do medo que podemos ter experimentado (ao longo das diferentes fases da nossa vida). Que nós consumia lentamente, lentamente em silêncio. Ao falar sem medos das nossas vergonhas, das nossas inseguranças perante os outros, curamos as nossas feridas e mágoas. Damos início a um processo de libertação e cura e como tal afirmamos a nossa soberania como indivíduo que somos. Como MULHER com um poder e um direito que definir quem EU sou agora!

Ao permitir em consciência, permito para mim o que não permite dentro do meu espaço sagrado a mim mesma. Ao confiar mais em mim e ao permitir confiar naquele que nós amamos. Partilhando os bons e os maus momentos. Renascemos de novo, pois quando há Amor não se é refém destas emoções. Há que despir-se sem inseguranças e sem medos. Sem mágoa ou dor.

As experiências do passado, são lições e aprendizagens de vida.  O Universo amamos e dá-nos sempre segundas oportunidades para demonstrar que mudamos.

Em Amor,

Por: Cristina Neves | Círculo da Lua | https://www.facebook.com/circulo.dalua.9

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