O meu diário de libertação! | Transformação da mulher livre.

Foto: Lieve Tobback

Lua Cheia, lua das conclusões, dos conseguimentos, dos ciclos que se fecham… ajuda-me a fechar os olhos – não para que não vejam, na cegueira que pode negar, mas para que confiem sem necessidade de confirmar… para que repousem sobre o trabalho feito, para que possam, na próxima Lua Nova, começar o novo.

Este mês com as mães d’água celebramos o tema da libertação – #umaLibertacaoPorDiaNaoSabeOBemQueLheFazia – e eu decidi juntar-me, mantendo desde a última Lua Nova um diário das minhas libertações diárias, hoje decido agrupá-las aqui. Que possam dar asas a quem necessite de voar em corajosas libertações, e que inspirem raízes em quem deseja ficar, plantar, regar suas magias.

Comecei na Lua nova, com uma oração de manifestação:

Lua Nova, lua dos começos, abençoa a minha vida com coisas novas/ puras/ positivas/ maravilhosas/ fantásticas para mim! Que seja assim (ou que seja o melhor para o bem superior) Aho!

Hoje sou grata pelo amor que recebo, todos os dias, vindo de mim e de outros à minha volta, sob as mais variadas formas. Hoje confio que o Universo toma conta de mim, e que não há razão possível para receio ou dúvida. Hoje aceito o meu Caminho sem julgamento, e também os que caminham comigo, não julgando também as suas opções. Hoje coloco a minha mão, sem peso, sobre as coisas/ eventos/ ou pessoas que me magoaram, e liberto-me delas, deixando o que já não me serve, e libertando-os também. Hoje abro o meu coração para o que mereço. Aceito, abraço e convido abundância, amor, alegria, celebração e prazer para a minha vida. Hoje escolho. Hoje Liberto. Hoje convido. Hoje sou Amor. 27/03

Hoje não deixo a dúvida minar os meus pensamentos mais livres (sim, com asas). Não me ocuparei mais, em nenhuma área da minha vida, dos caminhos que se arrastam em círculos pantanosos – de resistências, de resinguices, de jogos de “ter razão”. Hoje não tenho medo das horas que passam sem que consiga produzir, criar ou “conseguir”. Hoje desisto de insistir. Escolho a paz que vem de não insistir. Respeito os tempos dos ciclos, das estações, das fases, das luas, das relações, hoje vi borboletas, crisálidas e casulos, inspirador! Hoje aceito o elogio que vem do mundo, que me ama, com um sorriso grande. Hoje não duvido da meu valor. Hoje celebro a intenção de ser melhor, mas ainda mais a acção de mostrar melhor. Hoje não me deixo ser cruel, displicente, ou negativa. Escolho dormir assim, hoje. 29/03

Hoje…. Vou Deixar que a minha impaciência e irritabilidade se transformem em criatividade (e se não funcionar tomar um copo de vinho). Hoje eu vou olhar para as relações com coragem para ler as suas dinâmicas – sem me deixar perder nem em paixões nem em raivas – e ser grata pelas lições que trazem, aceitando também a minha capacidade para as receber/ entender e libertar. Hoje não me vou forçar a nada. Hoje não vou cobrar de ninguém nenhuma satisfação, afago, ou mesmo responsabilidade. Hoje não vou temer a dúvida, nem ser dura com alguma fragilidade ou insegurança (venha de mim ou dos outros). Hoje vou acarinhar os meus sentimentos mais doces, e também os mais sombrios (ambos precisam do meu Amor). Hoje vou confiar, respirar fundo, sorrir, e esperar. Hoje vou abraçar árvores, e dormir a sesta (pelo menos tentar). Hoje Grata por hoje 31/03

Hoje liberto-me da expectativa. Não porque não sonhe, não deseje, não planeie, mas porque escolho pôr de lado o perfeccionismo e me aceito como sou, e aos outros, tal como são. Escolho dar as mãos aos que me nutrem e “convidar para a tenda” os que me olham amorosamente, e dentro dos quais o coração bate ao mesmo som do meu. E escolho deixar. Amorosamente – respeitosamente, e com gratidão – escolho deixar para trás os que não me honram, não me vêem, não me nutrem (não me merecem até). Não os deixo por serem “maus”, estarem “errados”, ou até por não serem merecedores (sei que são. Todos somos.) mas porque ser eu, cuidar de mim, amar-me, é escolher. Escolho-Me. Avanço. Posso até avançar na sombra – que as libertações são feitas também dela – mas avanço de olhos abertos. Tão abertos. Hoje escolho assim. 01/04

Hoje não comparo. Hoje não deixo que as “opiniões” criem tensão em mim. Hoje vejo as intuições que ignorei, a sabedoria que disfarcei, a primeira impressão que não escutei. Sem mágoa – mas sem desculpa também – Hoje vejo assim. Hoje ajudo-me a ser mais honesta comigo, e a querer agradar – sim, sempre – a mim, antes de qualquer outra pessoa. Hoje releio as 100 coisas que amo em mim (lista que fiz há uns dois anos, já fizeste a tua?) e acrescento mais algumas Hoje escolho assim 02/04

Hoje re-vejo padrões na minha vida. Hoje escolho não depender de nada nem de ninguém para me sentir amada, estar feliz, ou em paz. Hoje escolho dar, dar sem pedir nada em troca. Dar porque transborda, e não por criar essa necessidade. Hoje escolho assim. 03/04

Hoje não questiono, não especulo, não “penso mil vezes antes de fazer”, não antecipo, não “assumo que”. Hoje sou mais simples do que isso. Hoje sinto, sem deixar à razão muito espaço de manobra. Hoje não componho, romantizo ou embelezo (mesmo que signifique não criar, ou não produzir muito). Hoje tento ser simples. Hoje não processo sentimentos (duros ou amorosos), hoje não escolho nada. Hoje respiro fundo, e deixo que o dia flua. Hoje não defino muitos “objectivos” e revejo-me nessa liberdade, não para registar, mas para viver. Hoje estou assim. 04/04

Hoje sei que não importa o que faço, como faço, se sou produtiva ou não, se ganho dinheiro, se estou arranjada. Chega até a não ser importante (é importante, mas não determinante) com quem estou. Hoje sei que Viver dias felizes, isso importa. Hoje deixo que cada tarefa diária, cada gesto rotineiro, seja veículo de cura. Como? Estando completamente presente em cada momento (não consigo sempre, mas hoje tento). 05/04

Hoje liberto-me do sentimento de culpa de pensar em mim, primeiro em mim. Hoje cuido-me. Hoje acredito no Amor, não me deixo fechar, não fico amarga, não tenho medo. Hoje celebro alegrias com vontade. Hoje apanho sol. Hoje vou ver o mar. 06/04

Hoje sei que a pressão que sinto às vezes – tantas! – não vem dos outros mas de mim. Sou eu mesma que estou a ser demasiado exigente comigo. Hoje perdoo-me por isso, e aceito que é um processo (é como limpar a casa, tem de se ir fazendo, nunca está feito, e aceitar que não tem fim… é essencial). E as rotinas – eu e as rotinas – as rotinas necessárias (saudáveis até, dizem alguns), que eu tenho tanta dificuldade em apreciar, ou em abraçar até. (Uma das lições que me trouxe a maternidade foi este cuidado pelas rotinas, mas é cuidado que ainda estou a aprender.) Hoje escolho viver as rotinas de modo amoroso, vivo cada gesto como um ritual sagrado, danço cada intenção e aceito – porque acontece – cada frustração que vem. Não vendo a frustração como um castigo, mas como um amigo que me vem falar de um lado sombra meu. 07/04

Hoje celebro. Vou ver o mar e não tenho medo de falar com yemanja. Hoje vou abraçar tribo, pessoas que me apreciam, que admiro, que sinto em sintonia com o meu Eu mais puro e aberto. Hoje deixo-me derreter com os sorrisos que surgem tão naturalmente nos rostos. Hoje não me afasto dos que sinto até não-sintonizados comigo, mas próximos. Hoje aceito que o carinho ultrapassa isso. E acarinho. Hoje acarinho. Hoje celebro o Amor que recebo, e a Felicidade do que vivo Agora alimenta-me. Deixo que ela tome o primeiro plano na minha vida, não entregando energia ao que já processei, deixei, arrumei. Hoje escolho assim. 08/04

Hoje responsabilizo sem me vitimizar. Refiro falha, sem culpar. Hoje afasto-me da dinâmica vítima/ abusador. 09/04

Hoje. Hoje, apesar do cansaço, vou ser paciente. Hoje, apesar de frustração, vou sorrir. Hoje, apesar das inseguranças, vou confiar. Hoje, apesar da dor de cabeça, vou sentir-me bem. Hoje escolho assim. (10/04)

E tu, de que te escolhes libertar, hoje?

Por: Joana Fartaria | ~ As Mães d’ Água são um movimento cívico inspirador que promove os benefícios (e beleza!) do Parto Natural, Na Água ~ www.maesdagua.org

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