Energia Feminina | Somos Amor!

Quando nos conectamos verdadeiramente com a nossa divindade, compreendemos que somos únicas, que o que desejamos pode não ser o mesmo que as pessoas à nossa volta desejam para elas. Temos de ter empatia por todos, pois todos têm os seus próprios desafios para ultrapassar, respeitar os outros e respeitar a nós mesmas na nossa diferença.

Esta diferença é boa, é real, traz-nos a consciência que não temos que seguir um padrão pré estabelecido, basta amar quem somos e devagar vamos caminhando o caminho que se vai desenhando e materializando à nossa frente, sempre em vista a nossa evolução pessoal.

Existem sempre partes de nós que não conhecemos (somos uma imensidão), partes que por vezes parecem boas de mais para serem verdade, o merecimento tem aqui um papel fundamental  ou partes que parecem ser muito negativas, e temos de compreender que por vezes o problema não é serem negativas mas sim a construção mental e emocional que já fizemos delas.

Trabalhar o bom, o menos bom, a nossa luz e a sombra é algo que é precioso e muito necessário para a nossa própria transformação, começando pela imagem que temos de nós mesmas e depois começar também, naturalmente, a manifestar isto para fora.

Trabalhar a nossa energia feminina seja através de um curso, de círculos, de tertúlias, workshops ou de uma forma mais autodidacta permite compreender quais os fardos que estamos a querer carregar quando não é essa a nossa missão, existem vivencias inevitáveis, contudo existem também vivencias que são resultado de gastar demasiada energia a carregar fardos, histórias, valores e regras que não são verdadeiramente nossas, só quando nos libertamos do que não é nosso e do que já não nos serve (por exemplo, quando não temos necessidade de alimentar uma situação e continuamos a alimentá-la porque temos medo de largar, libertar ou receio de perder alguma coisa).

É tão importante a partilha dos nossos sentimentos e angústias com outras mulheres, outras parceiras de caminhada que realmente ouçam, realmente se interessem, realmente consigam acolher em si esta partilha e também participar de forma activa nesta troca porque é importante desmistificar que isto apenas acontece a uma pequena parte das mulheres, o que não é realmente verdade todas passamos ou já passamos por situações que não compreendemos e tivemos a necessidade de partilhar com alguém que entendesse: tentar ser para a próxima o que também gostámos que tivessem sido para nós. O objectivo não é entrar em vitimização e alimentar a situação, é sim conversar e entrar num entendimento que permita transmutar e curar profundamente aquilo dentro de cada uma de nós.

É esta partilha, este acolhimento, este amor e receptividade que nutre a alma de ambas as partes, de quem partilha e de quem tem o voto de confiança e assim aprendemos em conjunto o poder da paciência, da gratidão, da partilha, da generosidade, o poder de saber colocar limites, o amor próprio, a empatia e também não menos importante o poder de estar em silêncio.

Apenas e só em silencio, de mão dada ou num abraço profundo que apenas uma mulher livre e em plena consciência sabe dar e a alma reconhece o real poder transformador do amor.

Por: Diana Faustino | Sacerdócio do Sagrado Feminino | http://sersagradofeminino.wixsite.com/sacerdotisas

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