Deusa Diana | O que tem a dizer sobre nós?

As deusas representam arquétipos (figuras tipo) que todas temos dentro de nós que podem manifestar-se. Dentro da minha realidade, portanto o que eu acredito, são energias às quais damos uma intenção e naturalmente um nome, tal como também nomeamos um sentimento. Não que isto retire importância às Deusas, muito pelo contrário, isto permite que compreendamos profundamente a energia de cada uma e como se expressa.

As Deusas estão ligadas às mitologias, que são portanto mitos ou histórias com personagens que podem ou não ter existido fisicamente, contudo a sua energia está presente e isto é algo que não podemos negar. Acima de tudo ideia desta partilha não é estereotipar, é conduzir a um entendimento profundo de uma parte de nós, contudo esta parte pode ser denominada de muitas formas. Existem centenas de deusas, muitas delas estão em várias culturas e aquilo que representam pode também mudar de cultura para cultura, vamos portanto manter a mente aberta e permitir que novo conhecimento venha até nós e nos nutra.

A partir desta data, todas as semanas falarei um pouco de uma divindade, a sua simbologia, como a sua energia actua em nós e como podemos nos conectar a ela. Quando perguntei aos meus Guias (que aqui se incluem as Deusas que me regem) com que Deusa poderia começar, em género de piada cósmica disseram: Diana, a maravilhosa Deusa da Lua e da Caça.

Comecemos então com a Deusa Diana,

É conhecida como uma deusa virgem, porém sabemos que virgem pode ter muitos significados, por um lado uma mulher selvagem ou mulher livre, por outro lado significa alguém que ainda não iniciou a sua actividade sexual contudo neste contexto temos a presença de uma certa perda de “estatuto” (falaremos noutro artigo sobre este tema). Todavia a castidade pode ser vista como algo que não foi corrompido, portanto uma mulher ou homem que não foi educado dentro dos padrões de uma sociedade mas que por sua vez manteve a sua natureza selvagem, isto é, uma índole pura ligada ao que tem de mais básico dentro de si: a sua essência.

A Deusa Diana está ligada à Lua, à caça e naturalmente à castidade.

Se desejarmos aprofundar um pouco estes desígnios podemos compreender que a representação da lua tem várias fases consoante a incidência ou não da luz solar, sabemos que a lua não tem luz própria, não significa que não tenha valor, mas o seu movimento continua a ser contínuo com o auxilio do sol (portanto a Lua precisa do Sol para iluminar a noite e para dar força a este movimento interminável da vida e o Sol da Lua para marcar a mudança e o compasso de tempo das gestações, portanto energia masculina e feminina em conexão total). Interessante também a saber é que Apolo é considerado o Deus Sol e é irmão gémeo de Diana, e no céu temos sempre um dos astros presente, um dá lugar ao outro diariamente numa dança circular e de veneração à Terra. Mais uma vez, o feminino e masculino a liderar os ciclos da Terra.

Como é uma divindade virgem, portanto ligada à sua natureza mais profunda, é natural ser a deusa da caça pois ao respeitar profundamente a sua própria natureza também respeita profundamente a natureza dos que eram caçados, portanto apenas caçava consoante as necessidades e sempre respeitando e honrando o animal, mesmo no seu leito de morte. Ajuda-nos também a olhar para a morte como algo natural, que merece ser honrado e respeitado, tudo tem a sua magia e encantamento: seja o inicio, seja o fim.

Apesar de na mitologia os deuses aparecerem com pouca roupa a cobrir o corpo, a Deusa Diana é vista como uma guerreira com a sua devida vestimenta e com um arco e uma flecha, que segundo os mitos era bastante assertiva, e será que não é assim uma mulher que é fiel à sua natureza?

A energia desta maravilhosa Deusa manifesta-se em nós aquando a nossa procura pela nossa verdade mais básica, o que realmente nos faz feliz, que somos seres cíclicos e que devemos honrar e respeitar cada ciclo seja o da vida, seja o da morte (renascimento), representa a necessidade constante de ligação à natureza para nunca nos esquecermos do fio condutor da vida e que mesmo vivendo no meio dos perigos, ela é considerada uma mulher destemida e assertiva.

Estará mais presente em nós em  momentos que sentimos que estamos bem na nossa simplicidade e solitude, momentos em que não existe espaço para mais ninguém no nosso sistema emocional, momentos em que sentimos que a caminhada se faz sozinha. Para nos conectarmos com esta energia basta ficar na natureza uns momentos e despir de todas as ideologias, crenças, histórias e mitos, despir de todos os pesos e simplesmente sentir a liberdade pura a expressar-se. Não é um processo simples, mas é possível.

E ficar assim, apenas… a sentir a nossa verdadeira liberdade.

Por: Diana Faustino | Sacerdócio do Sagrado Feminino | http://sersagradofeminino.wixsite.com/sacerdotisas

Deixe uma resposta