Descobertas Internas | Oportunidades de Ouro

A vida move-se sempre em frente, mesmo que dentro do nosso mundo tudo esteja estagnado (ou que assim pareça) mas tudo continua a mover-se quer queiramos quer não. A falta de movimento pode assustar, no fundo movimento é vida, mas há movimentos que são feitos de forma gradual, calma, quase imperceptível e é nestas alturas que temos que aproveitar este ciclo para nos nutrir, há mais tempo, há mais disponibilidade e quem sabe não foi o universo a colocar as coisas desta forma para assim termos a oportunidade de ajustar determinados conceitos, formas de estar e compreender os próximos passos a tomar. Finalizar algo ou iniciar algo, as oportunidades são inúmeras e estão mesmo aqui ao alcance de quem as quiser aproveitar: quando mais tentamos segurar o velho (ou quanto mais medo temos de libertar o antigo) o novo não vai ter espaço para se manifestar. E a vida é mesmo assim: fins e inícios, fins e recomeços; decisões, decisões e decisões. Nunca pára.

Por vezes, em consulta, perguntam-me se “isto” dos processos alguma vez vai acabar e a única resposta a dar é o não, nunca vão parar, e é tão bom que assim seja porque temos oportunidade de nos reinventar, de experimentar coisas novas, de ter novas atitudes, caímos e levantamo-nos com tanta intensidade que deixa de ser importante alimentar o lobo mau.

Com o passar dos anos (hoje em dia meses parecem anos) vamos compreendendo o verdadeiro valor das tais quedas e é tão simples quanto criar uma rede de segurança: uma rede cheia de amor por nós mesmos, uma rede que é flexível mas forte, porque será esta rede que nos segurará quando a queda for mais forte do que aquilo que estávamos habituados e esta rede curará a nossa alma e o nosso ego. Esta rede tão especial também nos vai permitir ver além do que o outro representa e acabamos por compreender que todos estamos ao serviço de algo, todos estamos a representar um papel e este amor cura tudo o que possa vir que não vibre na mesma intensidade.

Esta rede de amor que irradiamos a partir do nosso coração serve portanto de escudo protector, há medida que vamos mergulhando profundamente em nós mesmas tornamo-nos muito mais sensíveis até mesmo ao que nos rodeia e é importante também aqui fazer um balanço nas situações e/ou relações que mantemos que não nos nutrem. Seja qual for a relação tem de sempre haver uma reciprocidade, quando apenas existe um dos indivíduos a doar-se então há um desequilíbrio e isso começa a destruir esta rede que construímos com tanto carinho para nos nutrirmos porque existe um alguém (que pode o fazer inconscientemente) que está a usar também esta rede em seu beneficio, claro que tudo é nossa responsabilidade: o amor próprio está a ser chamado ao serviço. E se não nos libertamos de algo que nos prejudica então a escolha é nossa para nos mantermos naquela situação.

Lembra-te sempre que és independente, que energeticamente, mentalmente e emocionalmente não dependes de ninguém a não ser de ti mesma. E quanto mais depressa compreendermos que apenas o que nos faz bem é o que deve permanecer mais depressa começamos a atrair situações e pessoas mais benéficas para nós! E tudo há nossa volta melhora: a nossa escolha cai sempre primeiro sobre nós mesmas. E estas são oportunidades de ouro que o universo nos dá em cada ciclo para aprender e crescer, caso não aprendamos na primeira o universo trará aquela experiência (ou parecidas) novamente para aprendermos. Sem exigências. Somos humanos e todos temos o nosso tempo.

Por:Diana Faustino|Sacerdócio do Sagrado Feminino |http://sersagradofeminino.wixsite.com/sacerdotisas

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