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A Mulher e a ilusão das relações românticas!

Tema difícil, verdade? Um dos “Calcanhar de Aquiles” das mulheres são as relações românticas. Quando encontramos um homem ou mulher (o género pouco importa), e sentimos que é o/a tal, puff… Já fomos. Colocamos ali toda a nossa energia, viramos guerreiras, arregaçamos as mangas e ali estamos nós prontas para a conquista. É mágica esta capacidade de entrega, de abertura ao outro, de conexão ao amor, ao que temos de mais sagrado e profundo. Se a pessoa amada, está na mesma frequência é ouro sobre azul, cria-se ali uma sinergia, capaz fecundar o maior dos milagres, a vida.

No entanto, este artigo pretende focar a parte obscura do tema, talvez sombria da questão. O que acontece quando a pessoa amada está num outro estado? O que acontece, quando essa pessoa que acreditamos ser perfeita para nós não corresponde? O que acontece quando o nosso corpo pede aquele corpo? E aquele corpo está perdido, em questões de inseguranças, desamor, insatisfação, promiscuidade, desorientação, etc…

Partindo do principio que só podemos, devemos e sabemos cuidar de nós próprios, temos como primeiro passo afastar-mo-nos dessa energia que não é a mesma que a nossa. Um ligeiro afastamento, vai criar um espaço, entre o que sentimos, a emoção gerada que nos domina e desta maneira ganhamos clareza. Desta forma, seremos capazes de vislumbrar o real, a realidade do que acontece e parar de acreditar nas ilusões das nossas emoções. Aceitando e respeitando a sua verdade… Isto implica perceber ou de alguma forma olhar aquela pessoa como ela é, não como gostaríamos que fosse (tarefa árdua, verdade?). Lembra-te que a pessoa vale pela ação que imparte, não pelo que diz ser ou fazer. Aquela pessoa tem o direito de sentir tudo o que sente, aquela pessoa tem o seu próprio caminho e a sua própria aprendizagem. Que só ela pode e deve compreender. Compreender com humildade e aceitação o que essa pessoa está disposta a dar e a receber (se estiver disposta a dar algo), em que grau e ou em que profundidade, faz parte do nosso trabalho de reconhecimento.

Quando já somos capazes de nos separar da ilusão, criada por nós, seremos nesse instante portadoras da verdade, de uma força poderosa que vive no nosso interior. Nesse estado, estamos perante a capacidade de fazer escolhas acertadas para a nossa vida. Realmente quero investir o meu tempo com esta pessoa? O que posso aprender ou desenvolver, que aprendizagem é possível? Conseguirei fazê-lo sem sair do meu equilíbrio? Esta experiência é segura e confortável para mim?

Depois de responderes a estas questões é importante trabalhar as expectativas, ou seja, se decides entrar nesse território desconhecido e arriscado é bom que estejas consciente dos riscos e dos limites a que te expões. Não será positivo fazeres algo para agradar ou para receber algo em troca, por duas razões essenciais:

1º Essas expectativas poderão nunca se realizar, o que significa que terás que lidar com a frustração.

2º Não estarás a ser fiel a ti mesma, portanto, o desequilibro emocional, espiritual e até físico poderão bater na tua porta.

A partir daqui avança. Passo a passo, vai aprendendo as lições:

1. Aprende que recebes o que pedes (ainda que o tenhas pedido de forma inconsciente).

2. Aprende a ser feliz independentemente de teres a pessoa amada ao teu lado.

3. Aprende que a exclusividade/fidelidade é algo de dois.

4. Aprende a ser paciente e a respeitar o ritmo do outro.

5. Aprende que nem sempre a beleza que vemos numa relação se materializa.

6. Aprende que a entrega e a profundidade é uma escolha e cada pessoa é responsável por ela.

7. Aprende que nem todos estamos dispostos a olhar o precipício (de emoções e sentimentos) e a mergulhar nesse mar.

8. Aprende tudo e partilha com todos os que te rodeiam.

Por: Vera Cristina

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A importância do Pai na vida de uma Mulher!

Vários estudos científicos comprovam que no momento em que escolhemos ou nos deixamos encantar por um homem, parceiro ou pessoa amada. A partir desse momento, do momento em que somos arrebatados pela paixão, já estamos a ser dominados pelo nosso inconsciente. Portanto, a pessoa com quem nos envolvemos é uma escolha da nossa mente inconsciente, e esta escolha não é feita ao acaso. Esta é a pessoa certa para trabalharmos a nossa evolução ou amadurecimento, enquanto seres humanos.

E o que é que o nosso pai tem haver com esta história? Qual a importância do pai na vida de uma mulher? Pois bem, parece ser que no nosso inconsciente temos armazenadas as memórias, experiências, assim como, o modelo masculino que experienciamos ao longo da nossa existência. É esse modelo que inconscientemente vamos procurar, reconhecendo nessa pessoa amada (ainda que sem saber) as características positivas e negativas do nosso pai. Portanto, não será completamente estranho se os conflitos que tenhas com o teu companheiro sejam os mesmos que tens ou tiveste com o teu pai. O que vai acontecer é que o teu companheiro vai ter os aspetos que tu não gostas no teu pai. Sobre os aspectos positivos nada a dizer, já que ressoarão em ti essa verdade e tudo é perfeito porque te identificas com eles.

Sobre as características menos boas e por isso, nos atormentam aqui vai um exemplo prático e real: o meu pai é uma pessoa maravilhosa, um homem de bem, um lutador, mas que na sua humanidade tem as suas qualidades menos boas, ou que mesmo sendo boas se tornaram para mim enquanto sua filha um desafio. Pelo trabalho constante, senti que durante a minha infância o meu pai estava ausente, e ainda que presente, ausente emocional. Obviamente, isto despertou no meu interior um forte sentimento de abandono ou até rejeição, que ainda hoje reconstruo. Quase óbvio, é que os homens que passaram pela minha vida de forma comprometida, eram ausentes emocionais (fisicamente presentes, mas longe, muito longe do comprometimento diário, numa alienação que dificilmente se explica e melhor, se sente). Hoje sou consciente, um homem que se preocupa comigo, que está pendente, preocupado ou me presta elogios ou reconhece a minha grandeza enquanto mulher, é de imediato rejeitado por uma parte de mim, como se não reconhecesse esse estado, como se não me reconhecesse nele. No entanto, é por um homem que me honra que conscientemente espero. Grande paradoxo, verdade?

Por outro lado, uma outra questão se levanta não seremos nós também de certa forma ou em certo grau, ausentes emocionais. Quanto damos e entregamos aos que se cruzam no nosso caminho sem esperar nada em troca? Que proteções ou escudos ativamos na hora de nos relacionarmos? Que pensamentos se iniciam quando nos apaixonamos por outra pessoa? Medo, coragem, necessidade, força, carência, amor, insegurança, partilha, controlo? Reconhecer estes sentimentos ou emoções é mais um passo no caminho da liberdade verdadeira, a liberdade interior. Aquela que existe em nós mesmos, quer estejamos comprometidos com alguém, quer tenhamos filhos ou um trabalho, porque é uma escolha, é a verdade que existe no nosso coração. É liberdade porque escolhemos estar ali e porque conhecendo as outras inúmeras possibilidades sentimos que é ali o nosso lugar. É a liberdade porque escolhemos estar ali, porque nos tornamos responsáveis por essa escolha. Libertamo-nos quando sabermos que podemos estar em qualquer outro lugar ou com outras pessoas, mas não temos dúvidas que é só ali que o nosso coração vibra.

Este é sem dúvida um exercício que podemos aplicar a todas as pessoas que entram na nossa vida, no entanto, tendo em conta a importância que depositamos na pessoas amada, maior poderá ser a descoberta que fazemos sobre nós mesmos. Assim acontece comigo, quando comecei a descobrir quem realmente sou e o que vive em mim de forma consciente e mais difícil de forma inconsciente. Passei, nesse instante, a reconhecer a força e domínio que a nossa mente inconsciente tem sobre nós. Depois de ter sido mãe uma parte de mim começou a procurar respostas, porque toda a sombra que vivia em mim saltava para o exterior. Tendo que me dedicar quase por completo aquele ser que acabava de nascer, percebi que estava sozinha, mesmo que fisicamente estivesse acompanhada. Depois de algum tempo reconheci que esta era a sensação me acompanhava desde a infância e assim começou o caminho de descoberta.

Aqui não se trata de analisar ou culpabilizar o nosso pai, até porque essa experiência permitiu-me evoluir e superar padrões ou desconstruir o que não faz sentido para a pessoa que escolho ser. Cabe a cada uma de nós resgatar a criança que ficou lá trás, responsabilizando-nos pelas nossas escolhas do presente. Olhar para o nosso pai e ver o ser humano que ele é, reconhecer as suas qualidades e os seus defeitos vai permitir-nos reconhecer essas mesmas características no nosso companheiro. Sobretudo, nas situações que são para nós um desafio, as que fazem doer, aquelas que vem tirar-nos da nossa zona de conforto.

O perdão é uma palavra maravilhosa, olhar para o nosso pai e sentir que ele nos ama mais que tudo, é saber que independentemente dos seus defeitos e qualidades, ele é o homem da nossa vida, o que moldou a nossa perceção do masculino. Honra-lo, é honrar o amor que nos une, é saber que essa ligação é eterna e ultrapassa todos os desafios. Aceitação, é aprender a ver esta relação como um lugar onde aprendemos mais sobre nós e as nossas escolhas. Reconhecer que o nosso pai traz consigo a carga de outras experiências diferentes das nossas, que ele tem as suas próprias vontades, propósitos e crenças. Que o que ele veio realizar faz parte de si e não de nós, que tampouco temos que corresponder com o que ele próprio deseja para nós porque cada um tem o seu caminho.

A importância do Pai na vida de uma Mulher!

Sentir a certeza que no coração do nosso pai vive aquela menina, que afinal nunca cresce aos seus olhos, sentir que ali é a nossa casa o lugar onde sempre, sempre podemos regressar, onde sempre existirá um colo. Assim, assumimos a responsabilidade pela mulher consciente que escolhemos ser, identificando o que está por trás das nossas escolhas, temos oportunidade de escolher novos caminhos e é assim que esses caminhos abrir-se-ão para nós.

Por: Vera Cristina

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Numerologia | 8 Vibração do mês de Agosto

Tudo o que existe, tem uma Alma e uma Personalidade. E, vibração/alma (numérica) deste mês, Agosto vibração 8, pede-nos empoderamento do nosso poder pessoal, para que consigamos concretizar as mudanças e os sonhos que fazem parte do nosso caminho. Este empoderamento, passa pela nossa força interior, pela consciência de quem somos e do que somos capazes, com força de vontade, determinação e com profunda ligação à Mãe Terra que nos suporta e ampara. É crucial, este mês termos consciência que somos Fortes, na medida em que a Terra também está Forte. E, esta força, provém do equilíbrio entre todos os corpos, físico, mental, emocional e energético.

Agosto tem uma personalidade 5 (vibração das letras), resultando numa energia de fogo, expansão e dos 5 sentidos. Por isso, se associa neste mês as viagens, o divertimento, o lazer e para alguns o descanso. Logo, torna-se perfeito esta interligação, de empoderamento do nosso poder pessoal, através da expansão, da liberdade, do experienciar de experiências, sem pressões de horários, permitindo-nos descobrir na Leveza do Ser. Este empoderamento só é possível quando experienciamos momentos de alegria e de prazer, reforçando o nosso interior de sonhos e ideias para colocarmos em prática no mês a seguir (Setembro).

Assim, cada um é responsável por si e por aquilo que faz em prol do todo. Neste ano em particular, cuja vibração universal do ano de 2017/10/1 é-nos pedido consciência da nossa individualidade e agir em função disso. Cada um tem um dom único e uma mestria distinta, e cabe a cada um relembrar e desenvolver esses mesmos dons em prol de um bem maior.
Concretiza a tua verdade, pois esse processo só dependerá de ti, e o que fizeres, ajuda a despertar amor e luz à tua volta, e serás brindado pela abundância a todos os níveis, pois essa abundância é tua por direito divino!

E lembra-te que este ano 2017/10 é um ano perfeito, pois para Pitágoras 10 era um número perfeito, assim, estamos na regência de uma vibração perfeita para nos alinhar com a nossa essência, sabermos quem somos e em família, grupo, comunidade, país e planeta, sermos mais e melhores!
Quando sabes quem és, permite-te ser mais com os outros e sentirás milagres acontecer no teu caminho!

Por: Helena Sousa | Numeróloga |Contacto: https://www.facebook.com/Centelha-Mágica

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Perceber as ilusões e expectativas | Sim, afecta-me. E agora?

Há coisas que nos afectam.

Que nos deixam a pensar. Que nos fazem sentir tristes, desapontados, desiludidos. Ou frustrados, chateados, irritados.

A nossa primeira tendência é ficar focados na situação externa, o que talvez nos leve a pensar que são os intervenientes ou causadores da situação os responsáveis pelo que estamos a pensar ou a sentir.

Ok. Até podemos continuar a pensar assim (com todo o risco de estarmos completamente iludidos)… Mas para além disso, porque é que nos afecta tanto?

Porque activa as emoções ou pensamentos negativos?

Porque nos tira do nosso centro e do nosso equilíbrio?

Será que a questão são mesmo as outras pessoas ou a situação exterior?

Uma boa pista para nos abrirmos à aprendizagem que determinada situação que nos afecta nos pode trazer é precisamente perguntarmo-nos porque é que aquela situação está a mexer connosco.

O que é que existe em nós que fez com que ficássemos irritados, chateados, desiludidos ou tristes com o que está a acontecer?

Quais as expectativas que alimentávamos e que ficaram frustradas?

Como gostaríamos que tudo tivesse acontecido?

Perceber as ilusões e expectativas que ainda acalentamos dentro de nós em relação aos outros ou à forma como a Vida deve decorrer é de extrema importância.

Porque na verdade… só nos desiludimos quando estamos iludidos.

E é na escolha de ver que se encontra a chave da nossa liberdade e do nosso poder.

Por: Cristina Gomes | Contacto: www.cristinagomesterapias.com

Julho

Numerologia | O que nos traz o Mês de Julho?

Olá Julho! Neste ano, de vibração universal 1, pede-se consciência da nossa identidade, a coragem de sermos nós próprios, o sentir que somos tudo o que precisamos e alinharmo-nos com a nossa verdade. É o ano em que tudo está em aberto, tudo é possível, todas as mudanças e novos inícios estão presentes no dia-a-dia!

Julho, reforça a introspecção, a conexão interior, descobrir a tua verdade, refletires sobre quem és e quem queres Ser, meditares e alinhares-te com a tua essência. Muitos processos podem vir ao de cima, abraça a dor, aprende a lição e reconhece que estás no processo de descoberta interna!

É crucial sentir que cada um de nós tem a capacidade de concretizar, de realizar e colocar em prática, através da consciência da individualidade, da iniciativa e do  conhecimento e sabedoria. Pois, todos nós temos “um conhecimento e sabedoria”, todos temos dons e através do nosso silêncio, sentimo-nos e somos Tudo o que precisamos! Por isso, coloca-te na vibração dos milagres, pois Tu és o milagre!

Por: Helena Sousa | Numeróloga |Contacto: https://www.facebook.com/Centelha-Mágica

A GRANDE MÃE

A Mulher Sombra | Os desafios e as nossas respostas a eles!

Há alturas nas nossa vidas, em que somos confrontadas com desafios que nunca imaginamos ter de enfrentar. Sentimo-nos incapazes de vivê-los. E tomamos naquela altura, a decisão que nós parece mais acertada para nós. Por muito, mais errada que pareça aos olhos dos outros. Nós fizemos o nosso melhor. E como tal, devemos perdoar-nos. No meio desses desafios e tempestades assistimos, a manifestação da nossa natureza animal e instintiva vir ao de cima. Incorporamos em nós a outra Mulher, que sabemos que existe em cada uma de nós, mas esta ali, quieta e calminha.

Vemos a manifestação dessa segunda Mulher que habita connosco. E desta forma, revelamos a nossa natureza dual. Serão muitos homens e mulheres que nessa altura, não vão querer saber dessa mulher, não a vão compreender. E pedirão ajuda para compreender o ser interior que vem ao de cima. A sua natureza feminina.

Todas nós, temos essa dualidade em nós. Há mulher exterior e a mulher inteiro que habita lá no fundo das nossas entranhas. Reconhecer e saber equilibrar essa duas mulheres. É a chave para o equilíbrio em nós.

Por vezes, temos que viajar até a nossa sombra é enfrentar grande desafios para compreender como gerir estas duas mulheres que habitam numa só. Aí reside o grande ensinamento que devemos retirar quando a tempestade acalma e a bonança se instala.

Um Bom dia MULHER Linda, vamos ser felizes, vamos ser nós próprias tal qual como somos sem máscaras nem artifícios.

Por: Cristina Neves | Círculo da Lua

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A Mulher que nasci para ser!

A mulher que nasci para ser, é dona de si, é dona da sua vida, é responsável pelas suas escolhas, pensamentos e emoções. A mulher que nasci para ser, é fisicamente bonita (seja lá o que isso signifique) tem um brilho que poucos reconhecem, valorizam e enaltecem. A mulher que nasci para ser, é um conjunto de intelecto, de descoberta constante, de evolução, de vida que circula pelas veias, de conexão e transcendência dos seus limites.

A mulher que nasci para ser, também tem personalidade, coragem e conhecimento das suas fraquezas e qualidades. A mulher que nasci para ser, é mãe, mãe que ama a si mesma e aos seus filhos. Uma mãe que respeita e liberta os que nasceram de si, que os guia sem desejar que sejam seus, que os ensina a voar porque o mundo é um lugar maravilhoso. É uma mãe que sente orgulho pela vida que gerou e pela responsabilidade que acolhe.

A mulher que nasci para ser, é amante imperfeita e companheira, é livre e dá liberdade, para ir e voltar, para ficar e voar. Entrega-se ao prazer sagrado de partilhar o seu corpo em amor, numa troca infinita de vibrações tão poderosas que poderão gerar o bem mais preciso, vida. Essa mulher, é densa, profunda, é bruxa, selvagem, é deusa e bem lá no fundo, é vazio, nada, paz, terra, luz.

A mulher que nasci para ser, tem quase sempre a coragem e a força de acreditar que também há lugar no mundo para as suas crenças e valores, por mais incompreensíveis que se apresentem. Ela vê mais além do que a forma manifesta, ela encontra dentro de si a sua verdade (que pode mudar a cada nascer do sol) e isso basta-lhe para que se sinta feliz e completa.

A mulher que nasci para ser, fala com o coração a qualquer mortal, que cruza o seu caminho, pois reconhece o seu divino e as suas presentes ou ausentes limitações terrenas. Essa mulher julga, sentindo o julgamento, às vezes diz sim querendo dizer não, às vezes diz não querendo dizer não, ela sabe que errar também é viver.

A mulher que nasci para ser, está a florescer dentro de mim, cada dia uma nova pétala desabrocha, uma nova segurança, um novo desafio ganha forma e manifesta a vida. A mulher que nasci para ser, chora e ri, cai e levanta-se, abre espaço para a alegria e para a tristeza, para a saúde e doença.

Acima de tudo, a mulher que nasci para ser, é igual a ti. E tal como tu é capaz de abrir dentro de si um espaço em só existe ela própria e o amor que tem por si. E este amor, que a nutre espalha-se à sua volta e para todos os que dela se alimentam, sem cedências a caprichos ou vontades alheias à sua verdade. A mulher que nasci para ser, é só uma mulher, que hoje se manifesta desta forma e amanhã, amanhã quem saberá!

Por: Vera Cristina

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Quarto Crescente 1 Junho | A lua crescente e a psique feminina – vamos trabalhar a permissão?

Grande parte dos condicionalismos que escuto e que observo no corpo nas sessões terapêuticas com mulheres vêm da não permissão. Os educadores, a família, os círculos sociais desde cedo focam-se em formatar as meninas a um modelo de conduta e comportamentos que espelha uma resposta tendenciosa: “tu és frágil, tu és uma tentação, tu és sábia, tu és misteriosa, tu és vida e morte”… “isso gera-nos medo, logo há que puxar da gaiola, colocar-te lá dentro e atirar a chave para longe”. De passagem, passarás a sentir medo e vergonha e, oxalá, conformas-te. Há quem lhe chame proteção e educação, eu chamo-lhe inconsciência e tudo o que traz de violência consigo.

A menina cresce, sai da gaiola e depara-se com uma sociedade que instiga a competição, que apresenta o empreendedorismo como grande tendência profissional, que carrega na estereotipação da corpo feminina e vende massivamente esta “imagem perfeita”, que diz que as mulheres bem sucedidas são aquelas que dão cartas (descabelam-se?) em todas as áreas da vida. “Tu consegues, tu podes tudo, sê feliz, realiza-te”, passa a ser o discurso. E na menina, que entretanto tornou-se mulher, emergem sentimentos de insegurança, não merecimento, desadequação e desvalorização. Ela pode ter saído da gaiola… mas a gaiola não saiu dela. E a força anímica existente para criar os seus sonhos em projetos de vida realizados (sem se descabelar!) vai-se. Nada contra uma linguagem e modelos positivos, atenção, apenas sigo a noção de que o crescimento deve começar pelas raízes, que acumulam toda a história e vivência pessoais. Tudo a favor da permissão.

Como trabalhá-la, então, desde o aspecto feminino? Seguindo o giro das fases da lua, se na lua nova o tema é o da paragem para reciclar, renovar e dar espaço para que a visão e o sentir sábios sobre o novo ciclo sejam intuidos, na sua fase crescente, que culmina no quarto crescente, a proposta é a de convocar toda esta energia fresca e revitalizada para a construção do seu projeto (uma pequena mudança de hábitos ou uma mudança profunda de vida). A mulher volta, psico-emocionalmente, a ser a menina e a jovem que têm o olhar exploratório e curioso, o coração aberto, o encantamento na alma e a alegria e excitação de estar viva no corpo, o sorriso fácil na boca e o brilho no olhar. Lembras-te dela? Ela permite-se porque é inocente (o que não significa que seja ingénua e tola) e liga-se à força criadora da vida.

Na fase crescente da lua abre-se espaço interno para a descoberta:

. Quais eram os meus sonhos quando era menina (9-12 anos)?

. Como posso ligar-me profundamente aos 5 sentidos e sentir mais e diferente?
. Quais as atividades que posso fazer autonomamente (sem o apoio e/ou a companhia de outras pessoas);
. Como posso usar a minha inteligência para aprender algo novo?
. Expressar os meus pontos de vista, assertivamente (eu posso e mereço que a minha voz seja ouvida).

Sai para o teu mundo, mulher. Ao teu ritmo mas um pouco mais, a cada dia. Ele espera-te de braços abertos!

Por: Tamar | O Mel da Deusa | Contacto: https://www.facebook.com/omeldadeusaintimidadesagrada/?ref=br_rs

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Deusa Latona | Deusa da maternidade e a protecção das crianças!

A Deusa Latona é uma deusa romana que tem sobre a sua alçada a maternidade e a protecção das crianças, mãe da Deusa Diana e do Deus Febo com Júpiter.

Era uma das amantes de Júpiter causando a ira da Deusa Juno, esposa de Júpiter e Rainha dos Deuses, e esta pediu à Deusa Gaia para não ceder nenhum lugar na Terra para Latona dar à Luz os seus filhos gémeos.

A Deusa Latona acabou por dar à Luz numa ilha, depois de fugir da serpente Píton (serpente nascida das profundezas da Terra enviada por Juno).

Ao trabalhar com esta deusa a energia que se sente é de mãe protectora, da qual todas nós mulheres temos um pouco, seja perante os nossos filhos, seja perante as sementes que desejamos semear na terra e mesmo depois de crescidas esta protecção mantém-se.
Esta deusa faz-nos relembrar que quando desejamos algo todas temos um pouco de mãe em nós, então lutamos para que esse algo se manifeste, fazemos a gestação das nossas sementes e procuramos o melhor local para as semear, mesmo que por vezes as condições não sejam as melhores, ou não tenhamos os apoios que esperávamos ter, ou que tenhamos de fugir das “serpentes”(especialmente as interiores podemos fazer o paralelismo com medos e procrastinação, apesar das serpentes não significarem nada de negativo e sim transmutação e cura).
Tal como a Deusa Latona procurou um local sagrado para dar à Luz, e passou por vários perigos, nós também devemos procurar o local mais sagrado e a melhor hora para plantar as nossas sementes, os perigos, esses vão sempre existir, especialmente os que residem dentro de nós e que nos boicotam conscientemente.
Podemos pedir a esta deusa que nos ajude a nutrir as nossas sementes, a escolher o melhor local e a proteger as mesmas durante todo o seu crescimento. Não existe nada mais sagrado do que ver as nossas sementes germinarem mesmo que essas sementes sejam plantadas dentro de nós, como o bem me quero.

Por: Diana Faustino | Sacerdócio do Sagrado Feminino | http://sersagradofeminino.wixsite.com/sacerdotisas

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Resistências e contra-fluxos | A que andas a resistir?

Comecei o dia a lidar com resistências.

O dia foi seguindo falando em resistências.

E tornou-se evidente que urge reflectir sobre resistências.

O que são resistências?

Como as vivemos?

O que significam?

Acredito que não se pode generalizar, nem julgar que há uma resposta que serve para tudo.

Seja em relação a resistências ou ao que quer que seja 😉

No entanto há algumas coisas que vou notando:

– Às vezes, quando queremos muito mudar, surgem as resistências. Aí, é importante perguntar: Quero mesmo mudar? Será que tenho medo do que acontecerá quando levar a cabo esta mudança? O que acho que vou perder se ela se tornar real?

– Outras vezes, sabemos que queremos mesmo. Já ultrapassamos os nossos principais receios e inseguranças. E ainda assim notamos as resistências. Por exemplo, o carro avaria e não temos como ir para o local. Temos uma despesa extra e parece que o dinheiro não vai chegar. À ultima da hora ficamos com dores de cabeça ou alguém próximo adoece. Perante estas situações há quem ache que talvez não seja para prosseguir. Mas muitas vezes eu noto precisamente o oposto. É que parece que quanto mais importante algo é, mais podemos notar e sentir resistências a ser activadas. Nossas ou de quem está à nossa volta. E é para desistir? Não, pode ser precisamente pelo contrário. Para nos mostrar  que estamos realmente no caminho certo (seja lá o que for que entendemos como certo!). E para testar a nossa vontade e persistência. E a nossa confiança.

Acontece que muita gente se fica pelo caminho.

Se não desiste ao primeiro obstáculo… desiste no segundo. Ou terceiro.

Mas é importante lembrar… quanto maior o passo, maior a persistência e confiança necessária.

É que nunca estamos sozinhos neste caminho!

Por muito que às vezes assim pareça…

Por: Cristina Gomes | Contacto: www.cristinagomesterapias.com

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Deusa Aurora | Dia 10 de Maio, Lua Cheia em Escorpião!

A Deusa Aurora é uma deusa da mitologia romana que governa o amanhecer. Ela aclamava a chegada do amanhecer voando pelos céus. Filha de Hiperião e Teia, é irmã do Deus Sol e da Deusa Luna, e teve cinco filhos: Sul, Norte, Este e Oeste, o quinto foi morto, formando as quatro direcções sagradas.

A Deusa Aurora é vista nos céus a anunciar a chegada do seu irmão Sol e por vezes, se ficarmos atentos conseguimos contemplar os rastos de nuvens deixados pela carruagem nos céus da manhã. Esta semana entramos, dia 10, em Lua Cheia em Escorpião, e é uma excelente oportunidade para fazer amanhecer em nós tudo o que realmente não queremos ver, mas que precisa de ser trabalhado para passarmos à fase seguinte da nossa vida.

A Deusa Aurora tem a capacidade de acender em nós o nosso sol interno e fazer-nos ganhar uma nova consciência sobre o que somos e o nosso potencial, os nossos cantos mais escuros, as histórias mais bem guardadas, têm agora a possibilidade de serem resgatados e de lhe ser dada numa nova energia e transmutação, padrões antigos, formas de estar que não comungam mais com o que realmente somos serão expostas para serem trabalhadas e interiorizadas.

Perguntamos vezes sem conta “Quem sou? Qual é a minha missão? Que caminho é o meu?” e nesta Lua Cheia temos a possibilidade de ver a nossa verdade mais nítida, apenas precisamos de nos preparar para realmente ver, abrir portas, gavetas e armários deixar a aurora iluminar o nosso ser.

Aurora tinha muitos amantes o que podemos fazer um paralelismo com os vários e múltiplos caminhos que nos são apresentados ao longo da vida e a nossa necessidade de beber de todas as fontes, mas cada vez mais temos a necessidade de definir a nossa energia, o que realmente ressoa dentro do nosso coração e ter a coragem de no meio de tantas escolhas ficar com o que realmente é nosso.

Temos aqui a possibilidade do novo, que no fundo é também a energia que cada alvorada nos traz, cada dia nasce com um gosto novo a novas oportunidades e ao mesmo tempo a mistério das surpresas que se avizinham, apenas precisamos de estar disponíveis para que tudo o que é realmente nosso se apresente: basta deixar a Aurora amanhecer em nós.

Por: Diana Faustino | Sacerdócio do Sagrado Feminino | http://sersagradofeminino.wixsite.com/sacerdotisas

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Responsabilização | Não! Não temos que dizer sempre “Sim”

Quantas vezes dizemos “sim” mesmo quando o que nos apetece é dizer “não”? Porque o fazemos? Onde esperamos mesmo que isso nos leve? Quanto mais nos negamos – e dizer que sim ao outro quando o que queremos dizer é não, é mesmo uma grande negação de nós mesmos – mais aumentamos a probabilidade de trazer à nossa vida dissabores.

O que de facto ganhamos por nos contrariar? O que ganhamos em agir para agradar os outros? Muitas vezes o que acontece é que o fazemos inconscientemente… mas enquanto o fazemos, de alguma forma esperamos vir a ter algum ganho através dessa atitude.

E ganhamos? Talvez o ilusório apreço das outras pessoas por fazermos o que elas esperavam de nós. Talvez o conforto de não termos que assumir o que realmente sentimos, o porquê do nosso não.

Mas esse conforto é, na maior parte das vezes, apenas temporário. Mais cedo ou mais tarde teremos de lidar com o peso de nos pormos em último lugar. De pensar primeiro nos outros e só depois em nós. De ver as outras pessoas a assumirem o seu “não” e acharmos na nossa ilusão que estão erradas e que deveriam “sacrificar-se”, tal como nós. Na verdade… é bastante insano!

Esperamos que pensando primeiro nos outros, os outros pensem primeiro em nós. Mas… será que isso acontece? E será que é mesmo suposto acontecer? Não faria tão mais sentido pensarmos em nós e deixar que os outros simplesmente fizessem o mesmo? Sem esperar que alguém venha nutrir as nossas necessidades? Talvez fizesse mesmo toda a diferença!

Por: Cristina Gomes | Contacto: www.cristinagomesterapias.com

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Estás disposta a ultrapassar os desafios com garra e sabedoria?

A Deusa Minerva é uma deusa romana filha de Júpiter e Prudência é representada com uma coruja nas mãos, assim sendo é a deusa romana da guerra, da sabedoria, das artes e do comercio.

A lenda conta que o seu pai engoliu a deusa Prudência, ficando com uma grande dor de cabeça e pediu ao Deus Vulcano que com o seu melhor machado lhe abrisse a cabeça e desta saiu a Deusa Minerva, já adulta com a sua armadura, escudo e lança.

A Deusa Minerva relembra-nos de pelo menos duas coisas: primeiro a sua vivacidade de guerreira e de boa estratega, que todos temos um pouco disto em nós, a questão de lutarmos pelo que desejamos, de contornar determinadas situações com estratégias bem definidas, todos temos este arquétipo bem presente na nossa vida até quando a criatividade é usada desde as coisas mais simples do dia-a-dia até à utilização da arte como expressão pessoal.




Por outro lado, esta Deusa nasceu adulta e relembra-nos que não podemos esquecer a nossa criança interior, quantos de nós crescemos e não continuamos a dar atenção à nossa criança, esquecemos de brincar, de ver a vida através das lentes cor de rosa das crianças. Este é sem dúvida o desafio que esta deusa nos traz: no meio de tanta procura pela sabedoria e por superar as lutas que travamos aonde está a criança que fomos outrora e que continua dentro do nosso coração?

Os desafios e apertos da vida não nos podem fazer cegos por forma a não ver quem realmente somos, senão naturalmente começamos a perder as nossas próprias bases. O convite desta deusa é ultrapassar os desafios com garra e sabedoria mas não esquecer que dentro de nós existe uma criança que merece ser respeitada, mimada e acarinhada.

Por: Diana Faustino | Sacerdócio do Sagrado Feminino | http://sersagradofeminino.wixsite.com/sacerdotisas

Meu diário de libertação

O meu diário de libertação! | Transformação da mulher livre.

Foto: Lieve Tobback

Lua Cheia, lua das conclusões, dos conseguimentos, dos ciclos que se fecham… ajuda-me a fechar os olhos – não para que não vejam, na cegueira que pode negar, mas para que confiem sem necessidade de confirmar… para que repousem sobre o trabalho feito, para que possam, na próxima Lua Nova, começar o novo.

Este mês com as mães d’água celebramos o tema da libertação – #umaLibertacaoPorDiaNaoSabeOBemQueLheFazia – e eu decidi juntar-me, mantendo desde a última Lua Nova um diário das minhas libertações diárias, hoje decido agrupá-las aqui. Que possam dar asas a quem necessite de voar em corajosas libertações, e que inspirem raízes em quem deseja ficar, plantar, regar suas magias.

Comecei na Lua nova, com uma oração de manifestação:

Lua Nova, lua dos começos, abençoa a minha vida com coisas novas/ puras/ positivas/ maravilhosas/ fantásticas para mim! Que seja assim (ou que seja o melhor para o bem superior) Aho!

Hoje sou grata pelo amor que recebo, todos os dias, vindo de mim e de outros à minha volta, sob as mais variadas formas. Hoje confio que o Universo toma conta de mim, e que não há razão possível para receio ou dúvida. Hoje aceito o meu Caminho sem julgamento, e também os que caminham comigo, não julgando também as suas opções. Hoje coloco a minha mão, sem peso, sobre as coisas/ eventos/ ou pessoas que me magoaram, e liberto-me delas, deixando o que já não me serve, e libertando-os também. Hoje abro o meu coração para o que mereço. Aceito, abraço e convido abundância, amor, alegria, celebração e prazer para a minha vida. Hoje escolho. Hoje Liberto. Hoje convido. Hoje sou Amor. 27/03

Hoje não deixo a dúvida minar os meus pensamentos mais livres (sim, com asas). Não me ocuparei mais, em nenhuma área da minha vida, dos caminhos que se arrastam em círculos pantanosos – de resistências, de resinguices, de jogos de “ter razão”. Hoje não tenho medo das horas que passam sem que consiga produzir, criar ou “conseguir”. Hoje desisto de insistir. Escolho a paz que vem de não insistir. Respeito os tempos dos ciclos, das estações, das fases, das luas, das relações, hoje vi borboletas, crisálidas e casulos, inspirador! Hoje aceito o elogio que vem do mundo, que me ama, com um sorriso grande. Hoje não duvido da meu valor. Hoje celebro a intenção de ser melhor, mas ainda mais a acção de mostrar melhor. Hoje não me deixo ser cruel, displicente, ou negativa. Escolho dormir assim, hoje. 29/03

Hoje…. Vou Deixar que a minha impaciência e irritabilidade se transformem em criatividade (e se não funcionar tomar um copo de vinho). Hoje eu vou olhar para as relações com coragem para ler as suas dinâmicas – sem me deixar perder nem em paixões nem em raivas – e ser grata pelas lições que trazem, aceitando também a minha capacidade para as receber/ entender e libertar. Hoje não me vou forçar a nada. Hoje não vou cobrar de ninguém nenhuma satisfação, afago, ou mesmo responsabilidade. Hoje não vou temer a dúvida, nem ser dura com alguma fragilidade ou insegurança (venha de mim ou dos outros). Hoje vou acarinhar os meus sentimentos mais doces, e também os mais sombrios (ambos precisam do meu Amor). Hoje vou confiar, respirar fundo, sorrir, e esperar. Hoje vou abraçar árvores, e dormir a sesta (pelo menos tentar). Hoje Grata por hoje 31/03

Hoje liberto-me da expectativa. Não porque não sonhe, não deseje, não planeie, mas porque escolho pôr de lado o perfeccionismo e me aceito como sou, e aos outros, tal como são. Escolho dar as mãos aos que me nutrem e “convidar para a tenda” os que me olham amorosamente, e dentro dos quais o coração bate ao mesmo som do meu. E escolho deixar. Amorosamente – respeitosamente, e com gratidão – escolho deixar para trás os que não me honram, não me vêem, não me nutrem (não me merecem até). Não os deixo por serem “maus”, estarem “errados”, ou até por não serem merecedores (sei que são. Todos somos.) mas porque ser eu, cuidar de mim, amar-me, é escolher. Escolho-Me. Avanço. Posso até avançar na sombra – que as libertações são feitas também dela – mas avanço de olhos abertos. Tão abertos. Hoje escolho assim. 01/04

Hoje não comparo. Hoje não deixo que as “opiniões” criem tensão em mim. Hoje vejo as intuições que ignorei, a sabedoria que disfarcei, a primeira impressão que não escutei. Sem mágoa – mas sem desculpa também – Hoje vejo assim. Hoje ajudo-me a ser mais honesta comigo, e a querer agradar – sim, sempre – a mim, antes de qualquer outra pessoa. Hoje releio as 100 coisas que amo em mim (lista que fiz há uns dois anos, já fizeste a tua?) e acrescento mais algumas Hoje escolho assim 02/04

Hoje re-vejo padrões na minha vida. Hoje escolho não depender de nada nem de ninguém para me sentir amada, estar feliz, ou em paz. Hoje escolho dar, dar sem pedir nada em troca. Dar porque transborda, e não por criar essa necessidade. Hoje escolho assim. 03/04

Hoje não questiono, não especulo, não “penso mil vezes antes de fazer”, não antecipo, não “assumo que”. Hoje sou mais simples do que isso. Hoje sinto, sem deixar à razão muito espaço de manobra. Hoje não componho, romantizo ou embelezo (mesmo que signifique não criar, ou não produzir muito). Hoje tento ser simples. Hoje não processo sentimentos (duros ou amorosos), hoje não escolho nada. Hoje respiro fundo, e deixo que o dia flua. Hoje não defino muitos “objectivos” e revejo-me nessa liberdade, não para registar, mas para viver. Hoje estou assim. 04/04

Hoje sei que não importa o que faço, como faço, se sou produtiva ou não, se ganho dinheiro, se estou arranjada. Chega até a não ser importante (é importante, mas não determinante) com quem estou. Hoje sei que Viver dias felizes, isso importa. Hoje deixo que cada tarefa diária, cada gesto rotineiro, seja veículo de cura. Como? Estando completamente presente em cada momento (não consigo sempre, mas hoje tento). 05/04

Hoje liberto-me do sentimento de culpa de pensar em mim, primeiro em mim. Hoje cuido-me. Hoje acredito no Amor, não me deixo fechar, não fico amarga, não tenho medo. Hoje celebro alegrias com vontade. Hoje apanho sol. Hoje vou ver o mar. 06/04

Hoje sei que a pressão que sinto às vezes – tantas! – não vem dos outros mas de mim. Sou eu mesma que estou a ser demasiado exigente comigo. Hoje perdoo-me por isso, e aceito que é um processo (é como limpar a casa, tem de se ir fazendo, nunca está feito, e aceitar que não tem fim… é essencial). E as rotinas – eu e as rotinas – as rotinas necessárias (saudáveis até, dizem alguns), que eu tenho tanta dificuldade em apreciar, ou em abraçar até. (Uma das lições que me trouxe a maternidade foi este cuidado pelas rotinas, mas é cuidado que ainda estou a aprender.) Hoje escolho viver as rotinas de modo amoroso, vivo cada gesto como um ritual sagrado, danço cada intenção e aceito – porque acontece – cada frustração que vem. Não vendo a frustração como um castigo, mas como um amigo que me vem falar de um lado sombra meu. 07/04

Hoje celebro. Vou ver o mar e não tenho medo de falar com yemanja. Hoje vou abraçar tribo, pessoas que me apreciam, que admiro, que sinto em sintonia com o meu Eu mais puro e aberto. Hoje deixo-me derreter com os sorrisos que surgem tão naturalmente nos rostos. Hoje não me afasto dos que sinto até não-sintonizados comigo, mas próximos. Hoje aceito que o carinho ultrapassa isso. E acarinho. Hoje acarinho. Hoje celebro o Amor que recebo, e a Felicidade do que vivo Agora alimenta-me. Deixo que ela tome o primeiro plano na minha vida, não entregando energia ao que já processei, deixei, arrumei. Hoje escolho assim. 08/04

Hoje responsabilizo sem me vitimizar. Refiro falha, sem culpar. Hoje afasto-me da dinâmica vítima/ abusador. 09/04

Hoje. Hoje, apesar do cansaço, vou ser paciente. Hoje, apesar de frustração, vou sorrir. Hoje, apesar das inseguranças, vou confiar. Hoje, apesar da dor de cabeça, vou sentir-me bem. Hoje escolho assim. (10/04)

E tu, de que te escolhes libertar, hoje?

Por: Joana Fartaria | ~ As Mães d’ Água são um movimento cívico inspirador que promove os benefícios (e beleza!) do Parto Natural, Na Água ~ www.maesdagua.org

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Somos liberdade! | Sabes o que é sentir-se livre?

Quando nos movemos pelas paixões que nos incendeiam a alma e nos guiam o caminho, entramos num horizonte de amplitude e expansão, num sentir de partilha e, consequentemente, no silêncio que nos habita e se faz ouvir de dentro.

Nesse olhar atento, nesse ouvir e calar, Somos.

Somos pedra, árvore, lago e céu.

E expressamos aquilo que somos na liberdade que nos cabe.

Expressamos aquilo que somos na liberdade que nos permitimos…

Abre-se estão espaço à consciência do reflexo daquilo que somos.

Somos imperfeitos, e nesse momento conscientes dessa imperfeição.

E é aqui, neste ponto da viagem, que se empreende o lavor de nos suavizarmos e entrarmos em harmonia com as águas, que em catarse, se movem em nós.

Libertamos peso, apagamos as linhas concêntricas que se formam à superfície, serenamos…

Desenvolvemos a noção consciente da imperfeição que nos carateriza.

Nesse reconhecer nasce para o mundo, como uma flor aberta nas suas pétalas de verdade, a alforria aguardada, a harmonia que se alenta de dentro para fora de nós…

Respiramos assim uma estranha e familiar plenitude de liberdade.

E livres, vamos fluindo pelas margens da vida, na partilha dessa fluidez.

E sem procurar, chega até nós aquilo que necessitamos para respirar.

Sem nada mais procurar, somos aquilo que necessitamos respirar.
Somos o ar que respiramos. Em liberdade…

 

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Deusa Proserpina | Qual o tamanho da tua sombra?

A Deusa Proserpina é a Deusa das ervas, flores e frutos e também das essências (perfumes) mais tarde ficou com a designação de Deusa do submundo. Filha de Júpiter e Ceres, conta a lenda que foi raptada por Plutão e que este a reteve por baixo da terra para fazê-la sua esposa, até entrar em acordo com sua mãe – Ceres – que ficou furiosa com o ocorrido e descorou da sua missão, portanto cuidar das sementes e devidas colheitas, enquanto não encontrou a sua filha Proserpina toda a agricultura ficou a “meio gás” e parte acabou mesmo por ficar destruída.

Plutão, Rei dos Mortos, querendo esposar a Deusa Proserpina e sendo impaciente para esperar pela sua decisão raptou-a enquanto esta colhia flores, e levou-a para o reino dos mortos – o submundo.

Esta Deusa tão amada pela sua mãe Ceres e por Plutão foi disputada até chegarem a um acordo onde passaria metade do ano com sua mãe e outra metade no submundo, fundamentando assim o mito das estações do ano: quando a sua filha retorna-se a casa, a Deusa Ceres faria florir toda a terra criando assim a Primavera e o Verão e quando retorna-se ao mundo dos mortos a tristeza instalar-se-ia em Ceres, formando o Outono e o Inverno.

Lendas contam que a Deusa Proserpina aquando do seu rapto fez greve de fome, por forma a persuadir Plutão a deixá-la ir embora, contudo este ofereceu-lhe romã e ela comeu seis bagos. Sabendo que a romã é uma fruta que pode representar o amor e a fertilidade, Proserpina ao aceitar este fruto aceitou também este homem.

Ficou conhecida como aquela que auxiliava os vivos a procurarem ajuda no reino dos mortos.

Considero bastante interessante o facto de esta deusa alterar a sua natureza devido a um deus, portanto uma mulher que era delicada e apenas dada ao movimento pro vida, isto é, o seu foco eram as ervas e flores, frutos e perfumes, portanto algo que a natureza viva lhe oferecia e acabou por trocar isto por algo oposto.

Compreendemos que pela história o facto de existir violência (designadamente o rapto) tenhamos alguma dificuldade em aceitar o facto de ela ter aceite o presente de amor dado por Plutão, contudo se cada uma de nós olhar para a sua vida é provável que as maiores mudanças pessoais existiram quando algum homem/situação nos “obrigou” (não tem de haver necessariamente violência neste processo)  a olhar para o nosso próprio submundo.

Em diversas situações somos confrontadas com a nossa sombra, contudo poucas foram as vezes que realmente mergulhamos nesta caverna profunda de tal forma que mesmo sabendo que temos luz, portanto que fazemos parte do movimento pro vida, como Proserpina, resolvemos aceitar o que o reino dos mortos nos poderia oferecer, isto é, olhar para a nossa sombra como uma grande mestre.

Proserpina ao aceitar o presente de amor de Plutão aceitou também a sua condição de dualismo e vivenciou-o de forma pura e cíclica.

Ela podia ter escolhido definhar, mas escolheu dar uma oportunidade à sua própria sombra de se manifestar, ela aprendeu também o que havia para aprender no submundo e exerceu lá a sua missão.

Quantas vezes não tivemos nós nas nossas vidas presentes de amor que nos mostraram o nosso inferno? O convite para ver a nossa própria sombra é feito constantemente, dizer-lhe sim, é uma outra história.

Todas temos em nós uma Deusa Proserpina e ela ensina, sem dúvida a honrar a nossa sombra (ou morte) da mesma forma que honramos a nossa luz (ou vida).

Estaremos prontas para vivenciar esta sombra?

Que a Deusa Proserpina nos abençoe e auxilie nesta romaria em busca de toda a nossa dualidade.

Por: Diana Faustino | Sacerdócio do Sagrado Feminino | http://sersagradofeminino.wixsite.com/sacerdotisas

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Desilusão | Porque sofremos tanto nos nossos relacionamentos?

Porque sofremos tanto nos nossos relacionamentos? Porquê? O que nos leva a esperar tanto das pessoas que connosco partilham uma história?

Porque subitamente nos sentimos tantas vezes tão frágeis e tão sensíveis nos contextos mais íntimos da nossa vida?

Colocamos demasiadas expectativas. E quanto maior a ilusão que vamos alimentando sobre algo ou sobre alguém… maior a desilusão. Na verdade a palavra “desilusão” significa isso mesmo: perder a ilusão.

Quanto nos iludimos acerca dos outros? Quanto nos iludimos acerca do que os outros têm para nos oferecer?

Porque esperamos tanto, tantas vezes tão desesperadamente, que os outros preencham as nossas lacunas, os nossos vazios, as nossas necessidades, e nos façam sentir plenos de felicidade? Na verdade… esse papel compete-nos apenas a nós. A mais ninguém. Esperar que alguém chegue à nossa vida e nos faça feliz… é (para não dizer outras coisas) pelo menos uma grande ilusão.

Podemos partilhar momentos, investir e construir uma história bonita com alguém, desfrutar de uma felicidade conjunta mas… a felicidade antes de mais precisa ser encontrada dentro. Se estivermos felizes e preenchidos com a nossa vida, com muito mais facilidade encontraremos alguém que vibre na mesma energia.

Se estivermos em carência, desejosos de encontrar a nossa “cara-metade”… talvez encontremos outra pessoa que esteja tão perdida como nós. Desejosa de encontrar alguém que a satisfaça, a preencha, lhe elimine o vazio que sente dentro… e o que irá acontecer? O mais provável é que ambos coloquemos demasiadas expectativas sobre a relação e sobre a outra pessoa. Expectativas que, muito provavelmente, acabarão mais cedo ou mais tarde defraudadas…

O que fazer?

Vamos curar dentro de nós esta ferida da solidão, que nos faz sentir tantas vezes desligados da vida e dos outros. Vamos curar dentro de nós as mágoas que ainda carregamos dentro de nós em relação a tantas histórias que vivemos no nosso passado. Vamos observar e reconhecer os padrões que temos vindo a repetir nas nossas relações. Vamos abrir-nos para viver a nossa vida e os nossos relacionamentos de uma nova forma: mais liberta, consciente e feliz!

É possível! E na verdade… está mesmo nas nossas mãos essa escolha e essa possibilidade.

Por: Cristina Gomes | Contacto: www.cristinagomesterapias.com

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Deusa Ceres | Deusa das plantas e do amor maternal.

A Deusa Ceres é a deusa das plantas e dos grãos na sua fase de crescimento e também do amor maternal, é representada com uma coroa feita de espigas de trigo, e no seu regaço uma cesta com frutos e flores. É portanto a Deusa da Agricultura ensinando os homens a arte de semear. É filha de Saturno e Cibele.

Em tempos de tristeza as terras ficavam igualmente tristes e deixavam de dar fartura, temos a história do rapto da sua filha – Prosérpina – e da procura incessante por ela até chegar a um acordo com Plutão – que a levou para o submundo e a fez sua esposa – em que passaria metade do tempo com a Mãe Ceres e a outra metade no submundo com Plutão, edificando assim a génese das estações do ano, como reza a lenda.

Nos tempos de felicidade por ter a sua filha junto a si, portanto Primavera e Verão, e nos tempos de desolação Outono e Inverno, as estações choram ou alegram-se consoante a Deusa Ceres tenha ou não sua filha perto.

A Deusa Ceres faz relembrar em nós a nossa capacidade de criação, nutrição e negociação. Segundo Bert Hellinger “A paz no mundo começa no coração das Mulheres”, e é interessante fazer um paralelismo entre estes mitos e a realidade, pois quando uma mulher está em paz dentro do seu coração tudo à sua volta floresce: a terra é bem tratada, a semente é escolhida ao pormenor e é tudo preparado para ela brotar em direcção ao céu e assim chegar ao mundo.

Nós mulheres também assim somos, quando a alegria nos invade a facilidade com que sentimos a vida a fluir em nós é igualmente revigorante, contudo o desafio está quando o outono/inverno chega e a tendência é esquecer que semeamos sementes e que temos que cuidar delas constantemente para que consigam finalmente chegar à superfície para que possamos consumir os seus deliciosos frutos. E assim é, também, com os nossos projectos pessoais e profissionais  e a forma nos damos ao mundo, temos em nós a capacidade criadora e só depende de nós saber utilizá-la.

A mulher é alegria em si mesma e é importante não esquecer esta alegria de menina mesmo quando o mundo parece um lugar mais triste ou mesmo desolador, nós temos em nós a capacidade de moldar as lentes com que vemos o mundo, há muito tempo que a postura de vitima já não é admitida, então só nos resta arregaçar as mangas e simplesmente usufruir de todos os ciclos e os ensinamentos que eles nos trazem e quando o “mau tempo” passar vamos perceber que o estrago nas colheitas não foi tão grande como foi no passado, pois desta vez estávamos mais fortes, mais estruturadas e de coração aberto para a mudança.

Por: Diana Faustino | Sacerdócio do Sagrado Feminino | http://sersagradofeminino.wixsite.com/sacerdotisas

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Do Amor Romântico ao Amor Real

Muito se fala de amor. Mas saberemos de facto o que é o Amor? Em tantas histórias de amor que ouvimos há frequentemente um denominador comum: o amor que se transforma em ódio quando termina. E se não for ódio, talvez indiferença. Ou raiva. Ou desilusão. Ou quem sabe desalento ou frustração.

E o que aconteceu então ao amor? Ao grande amor vivido, às promessas de “forever and ever”? O amor termina mesmo? Ou será que… nunca lá esteve?

Será que aquilo a que andamos a chamar de amor não será mais apego, carência, vontade de suprir uma falta que existe dentro de nós?

Até o facto de se chamar cara-metade a alguém com quem se partilha uma vida ou uma história… não é estranho? Mas seremos nós tão incompletos que necessitaremos de alguém que nos torne inteiros? Talvez seja o facto de se viver tantas vezes abaixo da nossa plenitude que nos coloca numa posição ideal para viver relações também limitadas.

Mas e o que sentimos? É real? Ou estaremos apenas a projectar no outro e na relação o que gostaríamos de viver cá dentro? A satisfação, a alegria, o entusiasmo, o encantamento? Ou a falta deles? Se quando a relação termina nada resta… eu tenho muitas dúvidas de que o que estivesse na base da mesma fosse amor. O amor morre? Ou simplesmente muda a sua forma?

Como avançar do ideal romantizado do amor para um amor que seja cada vez mais real? Como saber que o que sentimos é de facto amor?

Para começar poderemos fazer-nos uma pergunta: O que eu preciso desta pessoa? Ou desta relação? Quanto maior a necessidade… mais dúvidas existem de que seja realmente amor. O amor expande-nos, torna-nos maiores. Leva-nos mais e mais ao encontro de quem somos. O amor nunca nos diminui. Não faz exigências, não nos pede que sejamos menos do que somos.

Outra pergunta bastante pertinente é: Se esta relação terminar, o amor mantem-se? O que me liga a esta pessoa permanece intacto? Se a resposta é não, e habitualmente é, então dá que pensar… O amor é contingencial? Depende de uma forma? Desfeita a forma, o amor desfaz-se também? Então talvez não seja mesmo amor. Vivemos numa sociedade que valoriza imenso o Amor Romântico. Muitos de nós sonham ou sonharam com o príncipe encantado, com a princesa dos seus sonhos cor-de-rosa.

Mas a vida raramente vai ao encontro dessas histórias que habitam o nosso universo interior de fantasia. E aí convém perguntarmo-nos, para lá do romance, o que fica? Qual o substrato que alimenta ou alimentou as relações que vivemos? Estaremos nós disponíveis para um amor maior? Que nos amplifica, que nos expande?

Estaremos nós preparados para abrir o nosso coração para sentir para além da forma? E para amar realmente as pessoas com que a Vida brinda o nosso caminho? O que temos nós para dar? Ou será que temos andado tão focados em receber, em ir buscar ao outro, que por isso nos esquecemos de ver e sentir a sua essência, e a nossa?

Sugestão de exercício:

Escreva o nome de todas as pessoas realmente importantes que passaram pela sua vida.

Que pensamentos e sentimentos surgem ao pensar em cada uma delas?

Sinta, em relação a cada uma, se o amor permanece em si, se consegue senti-lo vivo no seu coração.

Se observar que surgem muitas evocações negativas ao pensar em alguém… questione-se: realmente amei esta pessoa? Porque estou a sentir o que estou a sentir?

Abra-se assim também a perceber se há algo pendente, algo que precise de ser resolvido em relação a essas pessoas.

E se sentir que é o momento para si, faça o que precisar de ser feito.

Porque nada nos aprisiona mais do que as histórias mal resolvidas do nosso passado! Que possamos libertar-nos, para nos abrir a mais amor na nossa Vida. Amor Real. Que permanece, mesmo que não se veja, para além da forma, para além do tempo.

Por: Cristina Gomes | Psicoterapia Multidimensional | Terapias de Florais de Anura | Regressão a Vivências Passadas | Reiki Contacto: www.cristinagomesterapias.com

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Deusa do Lar e do Fogo Sagrado | Deusa Vesta

A Deusa Vesta, na mitologia romana, é conhecida como a Deusa do Lar e do Fogo Sagrado, era filha de Ops e Saturno e irmã de Júpiter, entre outros.

Quando Vesta se apresenta para trabalharmos com esta divindade, é sentida uma energia cheia de sabedoria por vários motivos: primeiro porque é uma das divindades mais antigas, por outro lado por ser Deusa do Lar, isto é, das coisas privadas e dos laços familiares é como se estivéssemos na presença de uma guardiã da sabedoria ancestral.

É sem dúvida uma Deusa que desperta em nós a necessidade de introspecção para reconhecimento de terreno pessoal, portanto, olhar para dentro e para tudo o que comporta o nossos sistema energético, físico e mental. É uma guardiã que nos auxilia no trilhar do caminho interno e do relembrar do poder da nossa própria chama sagrada, que é a nossa chama sexual e criativa e que por sua vez é a nossa essência.

Não é chamada para apaziguar guerras ou conflitos, existe uma aura de respeito e sacralidade aliada a esta divindade que nos obriga a estar simplesmente em silêncio e conexão para realmente sentir a sua magia no nosso coração.

Muitos trabalhos são iniciados com a invocação desta Deusa pois ao ser a guardiã da chama sagrada, e também a primeira filha existe um poder aliado a este ritual: as cidades, segundo consta, eram iluminadas com a magia deste fogo poderoso. É também símbolo de compromisso, responsabilização e juramentos.

Consta também que se manteve virgem (mulher selvagem), e toda esta conjugação reforça a convicção que para conhecermos verdadeiramente é necessário despojar de tudo o que nos contaram ou fizerem querer que somos e olhar para o nosso lar interno e fortalecer a nossa chama sagrada, fortalecer os nossos laços, reconhecer o nosso valor e o nosso sagrado, não interessa entrar em conflitos, dar atenção ao que não merece atenção, e sim ao que realmente desejamos, a força desta Deusa tem base na sua sabedoria e todas nós temos esta sabedoria dentro de nós, basta confiar nos nossos instintos e no nosso coração, estes são sem dúvida os nossos melhores radares.

Por: Diana Faustino | Sacerdócio do Sagrado Feminino | http://sersagradofeminino.wixsite.com/sacerdotisas

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Paixão, Amor, Beleza e Erotismo | Deusa Vénus

Vénus é uma deusa romana conhecida como a Deusa do amor, da beleza e do erotismo.

Os mitos contam que nasceu de uma concha madrepérola, outras histórias contam que é filha de Júpiter e Dione.

As imagens associadas a ela são a concha e a nudez, é interessante fazer o paralelismo entre a sua figura nua da cintura para cima deixando à vista o seu peito, sabendo que o peito simboliza o alimento que damos ao mundo (é no peito que o bebé vem buscar o seu alimento) e se olharmos para esta Deusa, compreendemos o potencial do amor nutridor que oferece: é a representação do amor em figura humana, do amor por si mesma através do seu erotismo e disponibilidade para a sedução por ser simplesmente quem é. Temos também a concha madrepérola que tem em si a suavidade de cetim e o arco-íris, para mim este tipo de concha é um representação maravilhosa da essência da mulher, da sua suavidade, vulnerabilidade e delicadeza, o arco-íris remete-nos para os sonhos de menina que cada uma de nós deve manter intacto dentro do coração para que a nossa criança interna seja nutrida ao longo dos tempos.

Uma mulher quando está na sua natureza, quando está consciente do seu próprio poder pessoal e está apaixonada por si mesma é uma mulher que emana uma energia luminosa e que seduz facilmente, não é algo propositado, é algo natural. É uma mulher de olhos brilhantes e palavras calorosas que preenchem o coração de qualquer pessoa que atravesse o seu caminho.

Luís de Camões refere-se a ela como protectora e interceptora dos navegadores portugueses, talvez porque reconhece neles a força, o fogo da paixão e a arrojada energia de vénus: sair para o desconhecido para descobrir o que existe para além da linha do mar requer que estas particularidades estivessem presentes na alma daqueles marinheiros.

Todos os dias, todas as pessoas são convidadas a sair da zona de conforto, a navegar dentro de si e também a ultrapassar a linha do horizonte, passar para lá do conhecido contudo para dar este passo é necessário o fogo interno estar conectado com a consciência pessoal para tirar  o melhor proveito destes novos descobrimentos.

É a paixão, o erotismo e a disponibilidade da Deusa Vénus que nos ensina que também temos tudo dentro de nós e que podemos usufruir desta energia regeneradora para avançar na vida sem medo. Estar em contacto com esta Deusa é estar em contacto com um amor próprio tão profundo que nos obriga a reconhecer a nossa sombra como mestre, os nossos medos e os nossos preconceitos. Ela ensina a compaixão pelo que lixo que cada um guarda dentro de si e relembra-nos que o podemos transformar em pérolas preciosas.

Por: Diana Faustino | Sacerdócio do Sagrado Feminino | http://sersagradofeminino.wixsite.com/sacerdotisas

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Disciplina e organização | A importância da consistência!

Quando desejamos mudar algo na nossa vida é comum comprometermo-nos inicialmente com esse objectivo mas, à medida que o tempo vai passando, a nossa força para permanecer comprometidos diminuir.

É como se o impulso que nos levou à acção não tivesse sustentação para que continuemos focados no processo.

E porque é que isso acontece?

Será que na prática não queremos mesmo que as coisas mudem?

Será que mudar é possível?

Ou por mais que façamos iremos sempre retomar o velho padrão de funcionamento?

A verdade é que boa parte das vezes não estamos simplesmente habituados a ser consistentes. A treinar a nossa capacidade natural de autodisciplina. Rigor. Coerência. Nem sempre é fácil mas, com certeza, todos nós nos conseguiremos lembrar de algo que queríamos muito e, por mais que tivéssemos tido de nos esforçar ou até contra todas as previsões (nossas ou alheias), acabamos por alcançar!

A nossa motivação permaneceu lá. E foi ela que nos fez levantar, dia após dia, focados no objectivo!

Assim, em primeiro lugar convém termos bem claro na nossa mente quais são os nossos objectivos. O que queremos alcançar? Qual o prazo que determinamos previamente para o fazer? Depois de termos isto bem claro é muito útil sermos concretos e operacionais. O que necessitamos de mudar? Que passos são necessários para chegar lá? Que acções concretas preciso tomar para me aproximar e concretizar os meus objectivos?

De pouco adianta permanecer no vazio, centrado num objectivo que não é concreto, nem nos parece sequer real. Um objectivo que nem nós acreditamos que seja possível de alcançar!

Quando acreditamos, quando pensamos nos passos que necessitamos e traçamos um plano de acção… aqui entra a consistência. A consistência e a disciplina para permanecermos focados, realmente comprometidos connosco e com o que realmente queremos. Se nós não o fizermos, ninguém o poderá fazer por nós!

Naturalmente poderão surgir contratempos, desafios, dificuldades… e é o nosso comprometimento que nos vai ajudar a ultrapassar com sucesso cada um deles!

É importante desenvolvermos também a paciência e a compaixão connosco mesmos em relação aos nossos próprios processos.

Nem sempre mudar é fácil… Mas é possível!

Se tivermos em conta que demoramos mais ou menos 21 dias a criar um novo hábito e aproximadamente 90 dias até que este novo hábito se torne automático, já temos aqui uma boa referência.

Se estivermos à espera que as coisas mudem como que por magia, e que simplesmente porque um dia acordamos e queremos fazer diferente, toda a nossa realidade se irá transformar… muito provavelmente ficaremos desmotivados e frustrados.

Habitualmente não é assim que se processa! Precisamos de tempo e de permanecer e insistir no novo hábito para que o mesmo se vá tornando natural. Para que o mesmo vá apagando e como que substituindo o anterior. E provavelmente quanto mais enraizado estiver o hábito anterior, maior o esforço e a energia que precisaremos despender nesse processo.

Isso não precisa de ser um factor de desmotivação. Muito pelo contrário! Poderemos utilizar esse processo para trabalhar, por exemplo, também a nossa capacidade de auto-observação e de auto-reforço. É muito importante aprender a desenvolver a gratidão por todos os passos que já demos e pelas conquistas ou pequenas vitórias alcançadas!

Isso irá dar-nos força para continuar, na direcção do melhor que a vida tem para nós!

 

Sugestão de exercício:

Faça uma lista com os seus objectivos para o próximo mês, para os próximos seis meses e para o próximo ano.

Determine as acções em concreto que precisará de realizar para se aproximar desses objectivos, um por um.

Abra-se para a sua intuição em todo este processo. Quando a intuição e a mente se unem, abrimos campo para infinitas possibilidades.

Vá assinalando as tarefas que vai realizando, e festeje cada passo dado na direcção dos seus objectivos!

E lembre-se, se mudarmos 1% em cada dia, ao final de um ano teremos mudado 365%!

Por: Cristina Gomes | Psicoterapia Multidimensional | Terapias de Florais de Anura | Regressão a Vivências Passadas | Reiki Contacto: www.cristinagomesterapias.com

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Deusa Diana | O que tem a dizer sobre nós?

As deusas representam arquétipos (figuras tipo) que todas temos dentro de nós que podem manifestar-se. Dentro da minha realidade, portanto o que eu acredito, são energias às quais damos uma intenção e naturalmente um nome, tal como também nomeamos um sentimento. Não que isto retire importância às Deusas, muito pelo contrário, isto permite que compreendamos profundamente a energia de cada uma e como se expressa.

As Deusas estão ligadas às mitologias, que são portanto mitos ou histórias com personagens que podem ou não ter existido fisicamente, contudo a sua energia está presente e isto é algo que não podemos negar. Acima de tudo ideia desta partilha não é estereotipar, é conduzir a um entendimento profundo de uma parte de nós, contudo esta parte pode ser denominada de muitas formas. Existem centenas de deusas, muitas delas estão em várias culturas e aquilo que representam pode também mudar de cultura para cultura, vamos portanto manter a mente aberta e permitir que novo conhecimento venha até nós e nos nutra.

A partir desta data, todas as semanas falarei um pouco de uma divindade, a sua simbologia, como a sua energia actua em nós e como podemos nos conectar a ela. Quando perguntei aos meus Guias (que aqui se incluem as Deusas que me regem) com que Deusa poderia começar, em género de piada cósmica disseram: Diana, a maravilhosa Deusa da Lua e da Caça.

Comecemos então com a Deusa Diana,

É conhecida como uma deusa virgem, porém sabemos que virgem pode ter muitos significados, por um lado uma mulher selvagem ou mulher livre, por outro lado significa alguém que ainda não iniciou a sua actividade sexual contudo neste contexto temos a presença de uma certa perda de “estatuto” (falaremos noutro artigo sobre este tema). Todavia a castidade pode ser vista como algo que não foi corrompido, portanto uma mulher ou homem que não foi educado dentro dos padrões de uma sociedade mas que por sua vez manteve a sua natureza selvagem, isto é, uma índole pura ligada ao que tem de mais básico dentro de si: a sua essência.

A Deusa Diana está ligada à Lua, à caça e naturalmente à castidade.

Se desejarmos aprofundar um pouco estes desígnios podemos compreender que a representação da lua tem várias fases consoante a incidência ou não da luz solar, sabemos que a lua não tem luz própria, não significa que não tenha valor, mas o seu movimento continua a ser contínuo com o auxilio do sol (portanto a Lua precisa do Sol para iluminar a noite e para dar força a este movimento interminável da vida e o Sol da Lua para marcar a mudança e o compasso de tempo das gestações, portanto energia masculina e feminina em conexão total). Interessante também a saber é que Apolo é considerado o Deus Sol e é irmão gémeo de Diana, e no céu temos sempre um dos astros presente, um dá lugar ao outro diariamente numa dança circular e de veneração à Terra. Mais uma vez, o feminino e masculino a liderar os ciclos da Terra.

Como é uma divindade virgem, portanto ligada à sua natureza mais profunda, é natural ser a deusa da caça pois ao respeitar profundamente a sua própria natureza também respeita profundamente a natureza dos que eram caçados, portanto apenas caçava consoante as necessidades e sempre respeitando e honrando o animal, mesmo no seu leito de morte. Ajuda-nos também a olhar para a morte como algo natural, que merece ser honrado e respeitado, tudo tem a sua magia e encantamento: seja o inicio, seja o fim.

Apesar de na mitologia os deuses aparecerem com pouca roupa a cobrir o corpo, a Deusa Diana é vista como uma guerreira com a sua devida vestimenta e com um arco e uma flecha, que segundo os mitos era bastante assertiva, e será que não é assim uma mulher que é fiel à sua natureza?

A energia desta maravilhosa Deusa manifesta-se em nós aquando a nossa procura pela nossa verdade mais básica, o que realmente nos faz feliz, que somos seres cíclicos e que devemos honrar e respeitar cada ciclo seja o da vida, seja o da morte (renascimento), representa a necessidade constante de ligação à natureza para nunca nos esquecermos do fio condutor da vida e que mesmo vivendo no meio dos perigos, ela é considerada uma mulher destemida e assertiva.

Estará mais presente em nós em  momentos que sentimos que estamos bem na nossa simplicidade e solitude, momentos em que não existe espaço para mais ninguém no nosso sistema emocional, momentos em que sentimos que a caminhada se faz sozinha. Para nos conectarmos com esta energia basta ficar na natureza uns momentos e despir de todas as ideologias, crenças, histórias e mitos, despir de todos os pesos e simplesmente sentir a liberdade pura a expressar-se. Não é um processo simples, mas é possível.

E ficar assim, apenas… a sentir a nossa verdadeira liberdade.

Por: Diana Faustino | Sacerdócio do Sagrado Feminino | http://sersagradofeminino.wixsite.com/sacerdotisas

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É Primavera mas… Porque não me sinto a florescer?

A Primavera convida-nos a reiniciar o processo de nos voltarmos a abrir, a ligar ao exterior, a sair do casulo onde nos resguardamos mais durante os meses de Inverno. É também na Primavera que somos convidados a desfrutar do florescer das sementes que fomos lançando anteriormente na nossa vida e nos nossos projectos. O tempo muda, os dias começam a ficar mais longos, apetece mais trazer leveza à nossa vida! No entanto, nem sempre é assim.

É comum que algumas pessoas se sintam ainda mais tristes e abatidas com o início da Primavera. Porquê? Porque é o momento em que o contraste entre o que se passa fora de nós e o que se passa dentro se pode tornar maior. E mais arrebatador. Quando nos sentimos desmotivados na nossa vida e sentimos que esta está muito aquém do que gostaríamos que fosse… olhar para a natureza e perceber toda a sua força e beleza pode ser muito doloroso.

É um contraste e um confronto que muitas vezes nos dói.

“Porque não me sinto eu a florescer?” podemos perguntar-nos. “Porque cá fora tudo está a tornar-se mais belo e eu me sinto assim… na mesma?” Pois é. Para que possamos observar esse processo de florescer é necessário antes de mais cuidar da terra. Uma flor precisa de condições para desabrochar. Nós também!

Como andamos a cuidar da nossa terra? Que é o mesmo que dizer, como andamos a cuidar de nós, do nosso corpo, da nossa estrutura, da nossa casa interna? Como andamos a nutrir as nossas raízes? Como andamos a alimentar-nos, a todos os níveis? Sentimo-nos bem na nossa pele? No nosso corpo, na nossa casa? Se não, como podemos fazer para nos sentirmos melhor? Em concreto? Se não gostamos do que andamos a colher… é muito importante observar o que andamos a semear na nossa vida.

E mudar essas sementes. Este é um tempo que nos convida à mudança! Toda a natureza está a convidar-nos a desabrochar. A questão é decidir se queremos e estamos dispostos dar os passos necessários para que esse processo possa acontecer. Ou não… Somos completamente livres para decidir.

O que nos afasta dessa versão mais bonita de quem somos ou poderemos vir a ser? Como seria a nossa vida se nos sentíssemos a flor mais bonita do nosso jardim? O que quereríamos à nossa volta? Como nos sentiríamos? O que ajudaria o nosso coração a abrir-se mais à vida, às pessoas e ao mundo? O que temos para oferecer? Inclusive, e antes de mais, a nós mesmos?

Cuidarmos de nós é prioritário. E no momento em que decidimos fazê-lo… magia começa a acontecer ao nosso redor. Só precisamos sintonizar-nos, fazer a nossa parte e… abrir os olhos para ver!

Por: Cristina Gomes | Psicoterapia Multidimensional | Terapias de Florais de Anura | Regressão a Vivências Passadas | Reiki Contacto: www.cristinagomesterapias.com

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Missão de vida | Que sentido dou à minha existência?

Foto: Luca Ferreira

Imagina que és uma centelha de luz que decide encarnar num corpo físico. Por alguma razão divina quântica escolhes um tempo, um corpo, uma identidade e uma família. A tua centelha terá que se adaptar a um lugar inóspito que se chama de Planeta Terra. Durante os teus primeiros 6 anos de vida, estando completamente entregue à tua nova família, procuras respeitar as suas normas, regras, crenças, dogmas e princípios, captando-os neurologicamente através dos teus 5 sentidos. O teu cérebro vai colhendo informação ao nível do teu subconsciente, distinguindo a realidade através de polaridades entre o “certo” e o “errado”, o “dever” e o “prazer”, o “bem” e o “mal”, “Eu” e o “outro”.

Quando ativas a tua rede de neurónios embrionária, inconscientemente é-te transmitido um guião dado pelos teus pais. Esse mesmo guião vai-se transformar na tua pele. Imposto pela família, ele irá ditar inconscientemente as tuas escolhas, atrações, aversões, limites, medos e a amplitude em expandires os teus sonhos até ao impossível. O guião dar-te-á os teus limites e virtudes, atendendo às informações prévias do teu clã.

O GUIÃO DARÁ SENTIDO À TUA EXISTÊNCIA.

“Eu vivo para…”

Nos primeiros anos de vida existe um período fundamental que se chama de PROJETO SENTIDO GESTACIONAL (PSG). Este período da existência humana foi descoberto por um psicólogo clinico e oncólogo francês chamado Marc Fréchet. Através da sua história de vida e da aplicação prática com os seus doentes na área da oncologia, descobriu a existência de um período que se estende dos 9 meses antes da conceção até aos 3 anos de idade. Nesse período, os pais depositam no cérebro do bebé uma INTENÇÃO, isto é, o PARA QUÊ da conceção. A intenção tornar-se-á num guião que irá governar o consciente e o inconscientemente ao longo da vida.

O conflito existencial surge quando se deseja seguir com um próprio caminho sem “trair” as expetativas do PSG imposto inconscientemente pelos pais biológicos. O PSG será o barco do destino que te leva em função da sua missão dada pelos teus pais. Caso não conheceres o PSG, serás refém dele sem teres qualquer controlo consciente.

Neste sentido, de modo a conhecer o PSG é necessário colocar a seguinte questão:

“O que havia na cabeça dos meus pais no momento em que me conceberam?” ou

“Qual o motivo consciente e inconsciente dos meus pais para me conceberem?”

POSSÍVEIS HIPÓTESES: Ser:

– Filho de substituição:

O PSG deriva da perda de um filho antes da conceção. Enquanto o cérebro da mãe transportar o luto da/s criança/s perdidas, a criança será encarregue de levar a/s memória/s vivas no seu inconsciente. Ao longo o tempo irá sentir que não vive a sua vida, que sente uma afinidade com a tristeza, pesar ou a morte, sendo uma das principais causas de transtornos depressivos ou síndrome de hiperatividade e défice de atenção. Para mais informação consultar síndrome de yaciente. (http://www.verdadesdocorpo.com/2016/02/23/a-sindrome-do-fantasma-quando-um-morto-vive-no-interior-da-alma/).

– Filho “sonhos frustrados”:

Neste caso, o filho torna-se numa meio de transportar os sonhos de frustração e insucesso dos pais ocorridos anteriormente à sua conceção. Por exemplo, uma mãe que foi impedida em seguir com a escola obriga a sua filha a ser uma aluna exemplar, incutindo níveis de exigência excessivos. Um pai que gostaria ter sido mecânico, obriga o filho a estudar tecnologia quando este tem vocação para arte. Com este PSG, os filhos recebem reconhecimento dos pais quando são fiéis ao sucesso. Perante o fracasso rejeitam os seus filhos. Por norma, numa vertente passiva, este PSG obriga os filhos a serem obedientes aos pais incondicionalmente ou, numa vertente ativa, apresentam comportamentos de oposição e rebeldia.

– Filho bengala de velhice:

Este PSG ocorre quando a mãe engravida em fases tardia do seu ciclo reprodutor, sobretudo a partir dos 40 anos de idade. Neste caso, a biologia da mãe impele a conceber uma criança que a cuide no momento da sua velhice. Por norma é uma criança e um adulto servil à família, abdicando da sua vida em detrimento das necessidades da mãe ou pai.

– Filho medicamento

É concebido para salvar a vida de um irmão, como no caso de necessidade de um transplante por exemplo. Seu papel é curar outra pessoa, por isso terá afinidade por profissões como médico, enfermeiro, terapeuta, etc.

– Filho salvador:

O filho salvador terá o projeto de “salvar” a vida da mãe ou pai, sacrificando a sua. Este projeto surge quando o filho é concebido para salvar a mãe e o pai de uma crise emocional ou pessoal que atravessam nesse dado momento da sua vida. Se a mãe está triste, um filho dá-lhe uma oportunidade em salvar a sua infelicidade. Como criança ou adulto, terão dificuldade distinguir entre o prazer e o dever de cuidar do outro. Na sua servidão recebem amor pois é a única forma de receber reconhecimento. Este padrão começa na família e estende-se em todas as áreas da sua vida. A religião reforça indiretamente este padrão pois o filho salvador é visto como um herói ou um santo que merece um altar. Na realidade é um escravo. Este PSG encontra-se frequentemente em pessoas com papel de cuidadores, que abdicam das suas próprias vontades ou desejos e sacrificam a sua vida. São cuidadores dos outros e não de si próprios. Frequente em pessoas com problemas no sistema osteoarticular, muscular e do SNC.

– Filho “Cola-casal”:

O motivo de conceção do filho prende-se sobretudo para “colar” o casal. Normalmente, no período antes da conceção, o casal vive em crises conjugais com dúvidas na separação ou na continuação do relacionamento. O filho serve para não se “desgarrarem” um do outro, mantendo-os com uma família funcional. A criança que recebe este projeto será o depósito da incapacidade dos pais em superarem a sua crise conjugal, mantendo-os colados mesmo quando a relação está “morta” por dentro. A criança viverá uma farsa, com um duplo dever de ser o mediador dos pais. Não tolera a possibilidade de separação pois implica morrer e perder o sentido da sua existência. Normalmente percecionam o amor como uma farsa ou uma mentira, evitando compromissos ou a construção de uma família.

– Filho segredo:

Este tipo PSG encontra-se bastante presente em pessoas que vivem desordens amorosas crónicas, onde se apaixonam pela pessoas erradas ou comprometem-se com pessoas que não desejam. Durante a conceção, a mãe tem a cabeça outro homem que não é o pai, ou o pai noutra mulher. A mensagem que passa para a criança é: “para sobreviveres tens que te unir com alguém que não amas…” “Nunca terá o amor que desejas…””O amor nunca será para ti, escolhe alguém que te dá segurança…” “O amor é uma ilusão…”, etc.

– Filho esponja:

Por norma são pessoas que choram com bastante facilidade, sendo conotados como “mimelos” ou “piegas”. Os filhos que apresentam este PSG encarregam-se de absorver todas as “lágrimas” do clã. O papel serve para limpar a tristeza e outras emoções tóxicas que a família procura não expressar por medo, vergonha ou segredo. Como sintoma físico tendem a apresentar um IMC mais elevado ou apresentar transtornos hormonais.

– Filho companheiro da mãe, filha companheira do pai:

Neste caso o filho ou filha é concebida com especial desejo de um dos progenitores em ter um “macho” ou “fêmea” sempre em casa. Quando uma mãe deseja como companheiro o filho significa que não tem “macho” em casa. O projeto do rapaz será ser sempre fiel à mãe, causando transtornos ao nível da sua masculinidade com complexos sexuais, desordens amorosas ou dificuldades em ser autónomo. Na terminologia freudiana, este PSG acabará por se transformar no conhecido complexo de édipo. No caso da menina para o pai, significa que não há “fêmea” em casa. Também no futuro poderá transformar-se no complexo de Eletra. Quando ocorre desta forma, a filha terá dificuldades em criar um laço com a mãe, tendendo sempre a refugiar-se dos braços do pai. Tal como no caso do homem, este aspeto poderá levar a dificuldades com a sua natureza feminina, desordens ou transtornos sexuais e/ou genitais bem como desordens amorosas.

– Filho sintoma:

Um filho sintoma ocorre quando a criança apresenta um problema de saúde grave ou uma doença genética rara. Através de uma condição genética, a criança expressa através da doença, um conflito emocional “gigante” da família. Por exemplo no caso da leucemia há fortes indícios de existirem histórias no clã relacionadas com agressões, disputas físicas ou verbais intensas.

CONSEQUÊNCIAS:

O PSG funcionará como um ditador inconsciente que comanda as escolhas, numa dualidade entre o “querer” e o “dever”. A nossa existência fica condicionada por ser fiel ao PSG, não encontrando espaço para a nossa verdadeira missão ou projeto pessoal de vida. Sempre que se procura fugir ou contrariar o PSG, o inconsciente biológico emite sinais de stress que dão a sensação de “morte”. Para o inconsciente biológico, abandonar o PSG significa possibilidade de morrer. Uma criança que se rebele com os pais contra o seu PSG pode correr o risco de ser abandonado, rejeitado ou humilhado. O amor que recebe dos pais dependerá da fidelidade que terá com o projeto.

Os sintomas de conflito relacionados com o PSG poderão dar origem as crises existenciais e emocionais profundas (com vontade de morrer ou de fugir para lado algum), com várias desordens psicossomáticas desde ataques de pânico até uma depressão.

SOLUÇÃO:

Perante esta realidade psíquica emocional inconsciente, é fundamental dar oportunidade em conhecer o PSG, aprofundando a história de vida dos pais no período entre a conceção e os três primeiros anos de vida. O auxílio psicoterapêutico é essencial para descodificar este período “esquecido” e levantar o véu dos programas e crenças inconscientes.

De seguida, após identificação do PSG é necessário realizar um trabalho de desintoxicação emocional através de atos simbólicos, indução estados alterados de consciência e desprogramação de crenças limitantes inconscientes.

Como resultado, ao embarcar no processo de autoconhecimento do PSG, a pessoa adquire uma “pele” nova, onde pode respirar livremente e viver a sua própria vida de uma forma mais coerente, saudável e prazerosa, perdendo o medo em desagradar o outro ou de ser refém dos julgamentos alheios.

Por: Marco Sousa | Contacto: https://www.facebook.com/verdadesdocor/?fref=ts | http://www.verdadesdocorpo.com/

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Amor | Queres saber se amas verdadeiramente?

Foto: Vera Cristina

Parece-me uma boa altura para escrever sobre o amor. Vamos falar sobre o Ele…

O que é o amor?

Todos os dias vida, morte, vida, ciclos intermináveis, ciclos sem fim; e estão bem aqui, como uma brisa. Consegues sentir?

Como uma laranja suculenta, de cor laranja, grande ou pequena, doce ou ácida, vem de uma árvore? Como é que ela faz isso? Como é que a laranjeira dá o mesmo fruto, com o mesmo paladar em todo o mundo? Escuta, como teu coração bate, os teus pêlos crescem, o teu sangue flui. Como fazes isso? Escuta o som da lua, que emoção! A música do sol, que alegria!

Porque fugimos, porque evitamos, porque complicamos?

Tudo está a ser manifestado agora. Esta força subtil que faz brotar a Primavera, a mesma força que mata no Outono. Isto é amor. O amor é subtil e infinito.

Complicamos quando achamos que o amor é apenas o que sentimos por alguém. Na verdade, o amor é o que “essa pessoa” nos faz sentir. Só assim ele é realmente livre. Quando olhas nos olhos do teu companheiro/a e vês que ele é um rasgo de luz que te permite sentir o amor da Criação e honrá-lo/a, por todos os dias ele/a ser esse portal para “Deus” e também consentir que o sejas para ele/a. Há algo mais belo do que isto? Se achas que o amor é o que sentes por alguém, então em breve perceberás que esse amor tem limites e vais querer moldá-lo à tua imagem, e acabarás por destruir o aroma natural desse ser.


A laranjeira cria os seus frutos cuidando, não os molda, por isso nenhuma laranja é igual à outra e nenhuma é mais amada que outra. São uma extensão da própria árvore em total abundância e entrega, tal como todos nós o somos. 
Escuta, que benção é a força subtil que une duas pessoas, essa força que faz que do dois, venha o três. Isto é amor. liberta-te para sentir o amor das relações. Olha o teu companheiro/a e escuta o amor que te é dedicado agora. 

A força subtil que faz o teu coração bater desde que te conceberam, até este instante; a mesma força que mantém a lua e o sol suspensos. A vida é amor que bate no centro do teu peito e não controlas. Não controlas, não limitas o verdadeiro amor. Agora mesmo, coloca as mãos no teu coração e sente essa bomba de vida a pulsar.
Como fazes isso? É o amor que faz.

Por: Carolina Maria | MANDRÁGORA PROJECT | Contacto: https://www.facebook.com/projectomandragora/?fref=ts

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Relações | Em que situações é saudável ceder?

A minha ideia de relacionamentos foi mudando ao longo dos anos, acreditei durante demasiado tempo que teria que fazer um esforço para caber no mundo dos outros. Como boa libriana (signo balança) pensava que tinha que constantemente me adaptar, até que comecei a perder-me de mim: posso afirmar que poucas vezes tive amor próprio suficiente para sair de relacionamentos tóxicos, porque naquela altura acreditava que tinha uma missão qualquer ali, uma bandeira que ergui tão alto que acabei por me esconder por baixo dela.

Ao longo da minha caminhada pessoal descobri que afinal que a maior parte das minhas ideologias relativamente aos relacionamentos eram ilusórias, só existiam na minha cabeça, por outro lado eu não queria me tornar como as pessoas que atraia para a minha vida mas como atrair algo novo e melhor? Comecei a tentar perceber o que é que eu poderia mudar, aonde é que eu poderia chegar mais rápido e fazer uma mudança, o que não foi nada fácil porque a linha que separa o que somos e o que desejamos do que não desejamos ser, é bastante ténue e não era nada difícil atravessar esta linha.

Olhando para trás percebi que hoje finalmente me relaciono de forma diferente (de uma forma melhor para mim) porque tive sempre em mente o que não queria para a minha vida, e hoje a maneira como me disponibilizo para um relacionamento (profissional, amizade e de amor) é de uma forma mais consciente. Eu não tenho de servir o outro nem o outro tem de me servir.

E o que quero eu dizer com isto?

Quero dizer que as minhas expectativas eram demasiado altas e as expectativas dos outros em relação a mim sufocavam-me, retraiam-me e cortavam a minha liberdade de expressão (não quer dizer que o fizessem de forma consciente, estas pessoas apenas foram um instrumento para eu chegar a esta conclusão).

No momento em que percepcionei isto, comecei a escolher ver além do óbvio: em vez de me irritar com o outro, escolhi colocar-me no lugar daquela pessoa, e como ela estava a tentar relacionar-se comigo, sim a tentar, porque por vezes somos nós que nos boicotamos e não é o outro que não quer, simplesmente somos nós que não deixamos.

E fazer este exercício permite ter percepção de muita coisa: da vontade, do compromisso, da lealdade e do não querer. E seja qual for a opção, essa opção está certa e é válida. Às vezes tentamos agarrar algo à nossa vida, mas não nos podemos esquecer que um tango não se dança sozinho, é preciso a outra parte também querer dançar, e se a dança não existir então está na hora de largar. Simples assim. Quem deseja realmente ficar fica.

Contudo, se a dança estiver a acontecer isto obriga-nos a continuar a brincar ao jogo “colocar-me na pele do outro” e a tentar olhar-nos através do olhar do outro, ao mesmo tempo que fazemos uma análise de nós mesmos, sem vitimizações então percebemos: o que sentimos, o que não sentimos e a nossa própria atitude perante os outros e como os outros nos vêm devido a estas clausulas todas. E crescemos, percebemos que afinal o nosso bloqueio acontece porque x+y é obrigatoriamente igual a “t” e não igual a “ j + a”: Uma nova consciência sobre nós mesmos nasce e aprendemos a relacionarmo-nos de outra maneira. Uma maneira mais madura, amorosa e realmente verdadeira.

Por: Diana Faustino | Sacerdócio do Sagrado Feminino | http://sersagradofeminino.wixsite.com/sacerdotisas

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Liberdade | O que significa ser livre!

Todo o sistema que regeu a evolução até à cem anos atrás, permitiu que a crítica se expandisse como forma opinativa de descrédito e desvalorização. Enquanto Seres utilizamos esta forma de controlo desmesuradamente.
A crítica foi uma das formas que ilusoriamente adotamos para ganhar poder sobre as outras pessoas. Num primeiro sistema para controlar as ações da pessoa, num segundo sistema mais abrangente, para controlar a própria vida da pessoa. Este segundo é grave a nível evolutivo, quando se tenta controlar a vida e as escolhas de alguém, há na realidade uma desresponsabilização sobre a própria vida, o foco está no outro Ser, em não permiti-lo existir.
Se não permitimos o outro existir, estamos a aprisionar-nos desmesuradamente, estamos a condenar a nossa própria vida ao desgaste, pois criticar, leva a nossa energia criativa. Estamos a condenar a nossa vida à infelicidade, ninguém é feliz quando passa o tempo todo focado nos outros a dizer mal, a pensar mal, está a criar na sua vida e no seu corpo doenças que se manifestam, muitas vezes, de forma bastante grave. Ainda hoje encontro pessoas que estão extremamente infelizes, mas que tem uma resistência enorme a mudar de vida, pois já prevêem uma crítica sobre todo o seu comportamento. Pessoas condicionadas pelo sistema onde foram criadas, um sistema, ao qual respondem.

Supostamente todos sabem fazer o que é “certo”, o que é “suposto”.  Mas quando alguém sai da caixa, agindo de acordo com a sua verdade, as pessoas naturalmente e infelizmente, perdem algures entre o coração e a mente, a noção da felicidade. O primeiro ato é tresloucar a pessoa, duvidar da sua escolha, comentar sobre ela.
Deveríamos aprender que o primeiro ato, como ato de amor, deveria ser perguntar à corajosa alma: Estás feliz?

A felicidade dela deveria-nos bastar.
Então se alguém faz alvo que não pensaste fazer ou nunca tiveste a coragem, não critiques, gaba-lhe a escolha, a verdade, a alma!
Segue a pessoa no teu coração como uma inspiração, e a cada momento vais-te elevar, vais conectar-te profundamente com a energia criativa que há em tudo, que há dentro de ti e pede amorosamente para ser reconhecida, amada e elevada. Farás coisas que nunca pensaste.
Liberta a crítica da tua vida e permanecerás num mundo diferente, em que pessoas desse gênero deixam de existir ou pelo menos de aparecer na tua vida. A crítica aprisiona-te, não a quem críticas, que dependendo do quanto na trabalhou em si, acaba por libertar isso, acaba por não permitir que essa energia entre na sua. Mas a ti, que críticas e continuas a criticar, os comportamentos, o mundo aprisiona-te.

Liberta então, esta estrutura de ti e da tua vida.
Permite-te viver a tua vida numa paz profunda.
Da mesma forma, a critica sobre o que não concordas não melhora nada, é em amor que se muda a vibração, a critica e julgamento sobre o mundo só acentua comportamentos energéticos, pois o Universo vai sempre dar-te razão, mudar o mundo é feito com amor, com libertação, com a gratidão por comportamentos construtivos, pela gratidão pela elevação de consciência da humanidade, enquanto povo.
Criticar nunca trouxe nada de novo ao mundo, nunca alterou as coisas para melhor!
É a abençoar os Seres com amor e consciência que se muda o mundo!

Por: Filipa Fautino | omshantilx.com | filipa.faustino.angels@gmail.com

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Descobre o teu Amor-Próprio e Recupera o teu Poder Pessoal

Muito se fala sobre Amor-próprio e Poder pessoal, mas talvez o mais importante seja reflectirmos sobre o que essas dimensões representam para nós e como andamos a vivê-las na prática.

Mas para isso… é necessário antes de mais relembrar que somos os responsáveis pela nossa própria vida.

É fácil, muito fácil, cair na ilusão de que somos vítimas. Vítimas da vida, das circunstâncias, da educação que recebemos, da sociedade e da forma como somos tratados pelos nossos maridos, filhos, amigos, chefes…

Podemos fazê-lo se quisermos… a questão é que enquanto continuarmos a sentir-nos vítimas, seja do que for, exterior a nós, continuaremos afastados do nosso poder e da capacidade de mudar a nossa vida e fazê-la acontecer de acordo com o que sentimos que é melhor para nós.

Tal não significa que somos culpados pelo que nos acontece ou pela nossa história! Com certeza que todos nós vivemos situações que gostaríamos de não ter vivido, ou que pelo menos gostaríamos que tivessem acontecido de uma forma um pouco diferente. No entanto… não podemos mudar o nosso passado. Podemos, isso sim, mudar a forma como nos relacionamos com ele. E optar por fazer diferente agora.

E o que é então o Amor-Próprio?

O grau em que somos capazes de nos amar, respeitar e aceitar tal como somos.

E o Poder Pessoal?

A medida em que assumimos a nossa responsabilidade pela nossa vida e nos permitimos ser e expressar quem realmente somos. É aí que reside a nossa força, o que nos torna únicos e insubstituíveis: ser como realmente somos. Gostava que se perguntasse: Até que ponto me permito ser quem sou? Até que ponto me aceito tal como sou? Um dos principais motivos que faz com que não nos amemos mais e não sejamos mais autênticos é a preocupação com os outros. Na nossa cabeça os outros ocupam um espaço enorme. São tal como um monstro que vive dentro de nós e nos assombra mesmo quando estamos sozinhos no nosso mundo, na nossa casa… Mas porque é que nos preocupamos tanto com o que os outros possam pensar ou dizer sobre nós?

Porque nos deixamos condicionar por isso?

A aprovação não deixa de ser uma mera questão de probabilidades. Se consideramos que, em cada situação, temos 50% de probabilidade de ser aceites e apreciados e 50% de probabilidade de acontecer o contrário, talvez isso nos ajude a libertar da preocupação com o que vai acontecer e estarmos mais focados em fazer e ser como nós achamos melhor! Quanto mais seguros e confiantes nós estivermos, menos precisaremos da validação dos outros.

E se ainda necessitarmos muito dessa aprovação?

Aí é bom olharmos para a forma como nós lidamos connosco. Cá dentro. E perguntarmo-nos: Como falo comigo habitualmente? Sou muito rígida/o? A que níveis sinto que me critico, desrespeito, escondo ou anulo? Como posso eu julgar-me menos? E amar-me mais? Porque me preocupo tanto com o que os outros pensam sobre mim?

É muito importante tornarmo-nos mais conscientes de quais são os principais condicionamentos que nos limitam, quais as barreiras que nos impedem de ser como realmente somos. Porque é que não nos permitimos mais vezes agir em função de quem realmente somos, dizer o que realmente pensamos e sentimos e fazer o que realmente queremos? O que achamos que aconteceria se fossemos mais autênticos e genuínos?

Estamos aqui para viver a nossa vida. Ninguém a pode viver por nós. Somos nós que temos de dar os passos necessários para fazer com que a nossa vida seja como queremos. De pouco nos serve esperar que os outros, a sorte, a vida, o universo ou seja quem for, venha transformar a nossa vida como que por magia. Essa força e esse poder reside dentro de nós.

Em que medida sinto que tenho andado a viver esse poder?

A quem ou o quê o tenho vindo a entregar? Que coisas em concreto posso fazer desde já para expressar mais quem sou? De que forma eu agiria se fosse mais autêntica/o? Sinto-me a dirigir a minha vida? Respeito-me e respeito as minhas vontades? Confio em mim e na Vida?

Escolhermos amar-nos, independentemente de tudo o resto, escolhermos viver o nosso poder, escolhermos avançar em direcção à nossa melhor versão… está nas nossas mãos. E é uma escolha que cada um de nós poderá fazer… agora mesmo.

Por: Cristina Gomes

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Energia Feminina | Somos Amor!

Quando nos conectamos verdadeiramente com a nossa divindade, compreendemos que somos únicas, que o que desejamos pode não ser o mesmo que as pessoas à nossa volta desejam para elas. Temos de ter empatia por todos, pois todos têm os seus próprios desafios para ultrapassar, respeitar os outros e respeitar a nós mesmas na nossa diferença.

Esta diferença é boa, é real, traz-nos a consciência que não temos que seguir um padrão pré estabelecido, basta amar quem somos e devagar vamos caminhando o caminho que se vai desenhando e materializando à nossa frente, sempre em vista a nossa evolução pessoal.

Existem sempre partes de nós que não conhecemos (somos uma imensidão), partes que por vezes parecem boas de mais para serem verdade, o merecimento tem aqui um papel fundamental  ou partes que parecem ser muito negativas, e temos de compreender que por vezes o problema não é serem negativas mas sim a construção mental e emocional que já fizemos delas.

Trabalhar o bom, o menos bom, a nossa luz e a sombra é algo que é precioso e muito necessário para a nossa própria transformação, começando pela imagem que temos de nós mesmas e depois começar também, naturalmente, a manifestar isto para fora.

Trabalhar a nossa energia feminina seja através de um curso, de círculos, de tertúlias, workshops ou de uma forma mais autodidacta permite compreender quais os fardos que estamos a querer carregar quando não é essa a nossa missão, existem vivencias inevitáveis, contudo existem também vivencias que são resultado de gastar demasiada energia a carregar fardos, histórias, valores e regras que não são verdadeiramente nossas, só quando nos libertamos do que não é nosso e do que já não nos serve (por exemplo, quando não temos necessidade de alimentar uma situação e continuamos a alimentá-la porque temos medo de largar, libertar ou receio de perder alguma coisa).

É tão importante a partilha dos nossos sentimentos e angústias com outras mulheres, outras parceiras de caminhada que realmente ouçam, realmente se interessem, realmente consigam acolher em si esta partilha e também participar de forma activa nesta troca porque é importante desmistificar que isto apenas acontece a uma pequena parte das mulheres, o que não é realmente verdade todas passamos ou já passamos por situações que não compreendemos e tivemos a necessidade de partilhar com alguém que entendesse: tentar ser para a próxima o que também gostámos que tivessem sido para nós. O objectivo não é entrar em vitimização e alimentar a situação, é sim conversar e entrar num entendimento que permita transmutar e curar profundamente aquilo dentro de cada uma de nós.

É esta partilha, este acolhimento, este amor e receptividade que nutre a alma de ambas as partes, de quem partilha e de quem tem o voto de confiança e assim aprendemos em conjunto o poder da paciência, da gratidão, da partilha, da generosidade, o poder de saber colocar limites, o amor próprio, a empatia e também não menos importante o poder de estar em silêncio.

Apenas e só em silencio, de mão dada ou num abraço profundo que apenas uma mulher livre e em plena consciência sabe dar e a alma reconhece o real poder transformador do amor.

Por: Diana Faustino | Sacerdócio do Sagrado Feminino | http://sersagradofeminino.wixsite.com/sacerdotisas

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Sonhos despertos | Quem sou?

Ao percepcionar os nossos sonhos focamos a nossa atenção nisso, trabalhamos e manifestamos a nossa realidade em função disso. Contudo, quando atingimos determinada meta, por vezes, percebemos que o aprendizado que houve ao longo do caminho afinal levou-nos a adquirir novos conhecimentos e também novas crenças, então o tal objectivo que foi proposto no inicio quando é atingido o sabor não é o de sucesso completo e rotulamos de “não era bem isto que eu queria!” ou “pensava que isto era diferente” e descredibilizamos todo o caminho e naturalmente o fim.

Somos seres humanos em constante evolução e ainda bem que assim é, não há mal nenhum em mudar de opinião, mudar de postura, tomar decisões diferentes: todos os dias renascemos para um novo dia, então porquê que também não podemos renascer para novas opiniões ou novas formas de pensamento?

Não é porque as nossas crenças mudaram, que os nossos sonhos deixam de ter significado ou peso sobre a nossa vida, não é porque no agora já não faz sentido, mas já fez um dia, e nesse dia a certeza do que queríamos era tanta! Então temos de honrar esse tempo e esse espaço, o amor que tínhamos por aquele sonho trazia à nossa vida, naquele momento, a paixão, emoção e comunicação espiritual com a nossa essência e isto é algo de bom a ser preservado e constantemente relembrado.

Olhar para  o espelho e perguntar constantemente, quem sou? Só mostra que ainda muita coisa em nós está por conhecer e mais uma vez também é bom que assim seja, pois significa que não ficamos estáticos no tempo. Há tanto receio de fazer perguntas e é aqui que reside o verdadeiro receio, porque as respostas nós já as sabemos, mas fazer as perguntas é obrigar a tomar consciência de algo bem maior: passamos a vida numa constante auto- critica porque supostamente não sabemos o que queremos, ou não encontramos o nosso caminho ou porque estamos a perder tempo, e isto não é verdade!

Nada, desde o inicio da nossa gestação até ao momento presente, foi uma perda de tempo, tudo serviu para aprender alguma coisa, para ensinar alguma coisa e para trazer para o coração tudo: o bom e o mau, a luz e a sombra, as certezas e as incertezas  e tudo isto construiu a pessoa que cada um é hoje. Este é um poder que todos temos dentro de nós e é diferente de pessoa para pessoa e toda uma nova consciência resulta desta semente, o sentimento de desconexão começa a dar lugar a um sentimento de harmonia, generosidade e amor próprio e voltamos a conectar ao nosso caminho e à nossa essência.

Se a pergunta tem sido “quem sou?” convido-te a olhar para o passado, especialmente para os aprendizados e começa a conhecer-te, sem vitimização, apenas consciencialização e interiorização. E renascerás, todos os dias da tua vida, interminavelmente.

Por: Diana Faustino | Sacerdócio do Sagrado Feminino | http://sersagradofeminino.wixsite.com/sacerdotisas

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Falhas | Que acontece quando falhamos o caminho?

Todos nós adoramos fazer alguma coisa: seja dançar, escrever, praticar desporto. Todos nós sentimos que somos bons em algo, em algum momento da vida. Todos nós sentimos que temos um caminho a seguir. Mas e quando esse talento “falha”? Quando vivências uma situação que te faz sentir que, afinal, não és bom a fazer aquilo que julgavas?

Nessa altura, vem a desilusão, a culpabilização e o sofrimento. Surgem os medos, a angústia de não entender o porquê, a vontade de desistir. E o que fazer com esses sentimentos? O que fazer com esse sentir que está dentro de ti e habita na tua Alma? Fugir não é o caminho; aliás, nunca o foi! É necessário olhar para dentro de ti; olhar para a ferida aberta no teu corpo, no teu coração; é necessário perdoar essa ferida e aprender a amá-la; é preciso aceitar que ela faz parte do teu caminho.

Senta-te, fecha os olhos e escuta; escuta o que diz o teu corpo. Escuta cada dor física, cada dor da Alma. Não tentes perceber nada. O objetivo não é esse! Aceita que essa experiência faz parte da tua vida, mas que não te define. Olha para ti com ternura, abraça-te, deixa fluir e perdoa-te. Não sintas que falhaste, porque não falhaste! Foi mais um passo que deste no caminho da tua evolução. Sê grata por isso!

Não te culpes por ainda não teres conseguido; não te culpes por ainda não ter chegado o momento. Não receies ter desiludido os teus mestres terrenos. Eles estão aqui também para te auxiliarem no caminho (e tu no deles!). Respeita o teu próprio tempo. Quando chegar o momento, vais sentir a tua essência novamente; vais voar na tua energia e ser feliz!

Gratidão!

Por: Liliana Brandão | https://www.facebook.com/lili.brandao.7?fref=ts

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Imperfeições | Entrega-te a ti!

Porque é que é difícil escolher receber amor?

Entrega-te ao amor, ao carinho, ao coração de alguém. Sem medos. Sem colocar entraves. Pára de te boicotar, pára de arranjar defeitos. És perfeita? Não és, e são estas imperfeições fazem de ti esta mulher fantástica que está a ler este texto. São as imperfeições das pessoas que lhes dá um certo brilho, porque elas também têm o caminho delas e os seus próprios desafios e será que não é isto que torna a outra pessoa (e até nós) mais interessantes?

O nosso caminho de vida, as nossas aventuras, as nossas diferenças? O medo não nos leva a lado nenhum, apenas contribui para que continuemos dentro da nossa conchinha e dentro da conchinha “já não há mais nada para aprender”, mas tanto para aprofundar,  esta é sem dúvida a nossa zona de conforto. É também no relacionamento com os outros que tiramos grande lições de vida e aprendizados.

Lembra-te que os teus receios de entrega são iguais ao da outra pessoa!

Estamos cá a viver neste planeta, e todos vivenciamos estes dias pela primeira vez, então estás com medo do quê? De correr mal? Então e se correr bem? Se correr mal, fica o aprendizado, para a próxima vais estar mais atenta aos sinais, vais perceber se os ventos estão a favor e se as conjugações planetárias são as melhores, isto é se o universo conspira para que seja vivenciado. Mas não feches o teu coração, permite que outras pessoas cheguem perto de ti, que cuidem de ti e que sintas o amor que elas têm por ti. Permite-te! Não te feches, isso é andares para trás, é sair do teu caminho em direcção à tua felicidade.Se correr bem, então disfruta e não te preocupes com o dia de amanhã! Vive! O hoje, o aqui e o agora é a única certeza que temos. O amanhã não sabemos nada sobre ele, mas podemos começar desde já a visualizar-lo.

O que não nos deixa largar os padões?

As nossas crenças pessoais levam-nos a pensar que não somos merecedoras de ser amadas, mas não é verdade, existem demasiadas histórias que nos leram quando éramos pequenas dos príncipes e princesas que se amavam mas que acontecia alguma coisa má algures no meio da felicidade. Logo é natural ter crescido com o pré-conceito que se alguém gosta de nós ou se gostamos de alguém tem de haver ali pelo meio alguma infelicidade.

Estes pequenos demónios internos são activados quando percebemos que aquela pessoa até tem um brilho especial que aquece o nosso coração! Mas honestamente isto chama-se boicote. Sim e este boicote está presente em tudo: vida profissional, pessoal e mesmo nos relacionamentos. Então vamos começar a fazer as pazes com estes pequenos demónios e trazer até ao nosso coração e sistema energético que isto tudo não passa de histórias de encantar. E que as histórias que são cantadas neste momento na nossa vida são boas, são generosas, são positivas. E nós temos que perceber de uma vez por todas que já não somos crianças, somos adultos e podemos escolher que história de encantar decidimos acreditar.

Somos sem dúvida, os melhores contadores de histórias da nossa vida!

Qual é que vais escolher?

Por: Diana Faustino | Sacerdócio do Sagrado Feminino | http://sersagradofeminino.wixsite.com/sacerdotisas

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Renovação | Renova-te… Desabrocha para a Tua vida!

Renova-te…

Esta é a premissa existente em cada ano novo, renovação, recomeço, renascimento. A chama interna recebe um novo sopro e fortifica-se. Este ano novo que vem é um ano 1, logo é o ano dos inícios começa com uma lua nova a entrar em quarto crescente ao seu ritmo, o que dá um maior poder de concretização e realização. Prepara-te para isto, silencia-te, entra dentro de ti e sente o que desejas tornar-te neste novo ano. Dança, pinta, sonha, escreve, lê… reencontra-te num encontro tão importante como o dia em que nasceste: o reencontro contigo mesma e aprecia a tua divindade interna ela é a resposta a todas as tuas perguntas, a todas as tuas ânsias.

Olha para trás com os olhos em amor com tudo e com todos, tudo foi aprendizado, tudo foi evolução e crescimento e isto permitiu-te entrares em contacto com a tua sensibilidade e vulnerabilidade, e quando mergulhamos em nós e nos vemos com olhos de ver, o medo deixa de fazer parte da nossa vida, porque percebemos o porquê de sermos imortais.

Este tempo novo que chega é o tempo perfeito para inícios: projectos, relacionamentos (de todos os tipos), fluidez de ideias, sê honesta e honra e tua verdadeira criatividade. Foca-te em ti, no que podes trazer ao mundo! Envolve-te com este mundo e o mundo envolver-se-á contigo! Faz sempre o que o teu coração diz, reconhece a tua verdade e luta por ela, deixa a tua marca no mundo!

Teremos sempre desafios, pessoas ou situações que tentam desafiar as leis da nossa verdade interna: foca-te sempre no teu objectivo e nada nem ninguém te fará parar.

Quando permitimos que a nossa personalidade cresça então permitimos que novas experiências sejam atraídas para o nosso sistema energético. O que precisávamos para atingir determinada meta espiritual fez o seu papel e novas situações aparecem. Isto é um processo que não tem fim, são situações atrás de situações que nos vêm acender uma e outra vez os nossos medos e colocar à prova a nossa maturidade e poder pessoal.

Podemos falar de roda viva, nunca acaba, então aqui é te proposto que a tua mestria sobressaia em cada situação e que faças valer tudo o que aprendeste neste caminho chamado vida, e não interessa que corrente espiritual ou os valores em que acreditas, interessa é que tudo o que aprendeste não fique apenas na teoria mas que seja trazido até à pratica até à realidade neste planeta, porque vives aqui em baixo na matéria, ao céu (ao espírito, à essência, ao universo, a Deus, à Deusa, ou o que for que acredites) vais buscar nutrição espiritual e aqui a este planeta, ao material vais buscar nutrição material e quando colocas as duas em equilíbrio a vida e a personalidade na sua pureza tornam-se mais simples de ser desfrutadas.

Não fugir de nós mesmos tem um poder nutridor enorme que se reflecte em todas as áreas da nossa vida.

Se tomares decisões novas, se mudares de opinião, se decidires algo que não vai de acordo com o que os outros desejam, apenas tens que ter presente uma coisa: o que no teu coração diz ser o correcto. És tu que vives as consequências destas escolhas, sejam elas positivas ou menos positivas. Então responsabiliza-te deste o inicio por elas: toma-as tu.

Por: Diana Faustino

Sacerdócio do Sagrado Feminino | http://sersagradofeminino.wixsite.com/sacerdotisas

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Amor Próprio | A escolha da vida que desejas!

Ano Novo, vida nova, é que todos nós costumamos dizer, mas já o repetimos tantas vezes que parece que perdeu significado e logo perdeu força energética.

A vida nova é uma decisão, uma decisão tomada em amor por quem somos, simplesmente porque já não somos felizes no sitio onde estamos. Então escolhemos amarmo-nos independentemente do resto e tomamos a decisão de mudar. Então mudar, compreendamos, é apenas e só uma escolha e sem esta escolha consciente, nenhum ser humano neste planeta muda nada!

Já decidiste o que queres para a tua vida?

Este novo ano que se aproxima e cuja energia já se sente com toda a força nas linhas do tempo, que voltou a acelerar, traz-nos a necessidade, quase obrigatoriedade, de fazer escolhas. Acabou o tempo de “empurrar a vida com a barriga”, esperando que alguém tome decisões por nós.

A escolha é hoje e é agora, senão escolhermos ficaremos parados na evolução, quase que como que presos na linha do tempo-espaço. É tempo de ouvir a intuição e sagrar a vida que habita em nós, que é só por si parte sábia da inteligência divina. Processos de aprofundamento, sim, ainda mais, estão a começar e não há outra hipótese, ou olhamos para nós ou o universo vai obrigar-nos a enfiarmos a cabeça no peito para olharmos para o que temos feito. Existe uma grande urgência no aproveitamento do tempo de aprendizagem, ou seja, de toda a nossa vida na Terra, o tempo voltou a encurtar, o Universo voltou a dizer, “esta é a hora, olha para dentro, olha para ti!”

É tempo de compreendermos esta mágica.

Compreendermos que toda a estrutura que nos criou aguarda pacientemente que decidamos parar de olhar para fora e tomemos nas nossas mãos a escolha. Retomar a escolha, é tomar de volta o nosso potencial de ascensão, é tomar no coração o poder da Alma e na vida, o amor-próprio e o poder pessoal. Relembrando porque assim é pedido que estar em poder, não é de todo, esquecer o amor do coração, é sim, usar esse amor para a cura, própria e da mandala de almas que nos ajudam a crescer todos os dias. É usar o poder para Ser, assumindo toda a estrutura que compõe cada uma das nossa células.

Estar em poder, é estar em sabedoria e aceitação por tudo o que todos nós, juntos ou individualmente somos!

BOM ANO NOVO! Boas Escolhas!

Por: Filipa Fautino | omshantilx.com | filipa.faustino.angels@gmail.com

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Relacionamentos | Será que te encontras numa Desordem Amorosa?

O segredo dos amores difíceis.

Os “amores difíceis” ou Desordem Amorosa (Sellam, S. 2013) é um dos principais motivos na procura de apoio psicoterapêutico e uma das maiores causas de somatizações físicas e psicológicas.

O QUE É UMA DESORDEM AMOROSA?

Uma desordem amorosa acontece quando se vive os relacionamentos amorosos de uma forma incoerente.

“Porquê o amor me faz sofrer? Porque não consigo conciliar compromisso com prazer? Porque não assumo o meu papel na relação? Porquê a minha vida me leva encontrar pessoas “erradas”? Porque sinto uma atração inexplicável pela mulher do meu vizinho? Porque só me atraem homens comprometidos? Porque não sou feliz no meu relacionamento? Porque amo uma pessoa mas quero estar com outra? Porque não encontro a pessoa dos meus sonhos? Porque estou sozinho/a?… ”

Dependendo da importância que atribuis à tua vida amorosa, estes dilemas morais são bastante comuns e consomem muita energia psíquica.

Na ordem natural biopsicológica do amor, uma ordem amorosa significa encontrar alguém no qual complementa o meu percurso de vida, escolhendo deixar uma descendência. Um casal sexual e emocionalmente equilibrado, além do bem-estar psíquico inerente, a sua prole será favorecida com um exemplo de referência amorosa saudável; um desenvolvimento psico-emocional harmonioso; um maior estado anímico; sucesso no seu meio ambiente; menos propensos a sofrerem de patologias físicas e psicológicas.

A ORDEM NATURAL DOS AMORES É UMA NECESSIDADE DE EVOLUÇÃO DA ESPÉCIE HUMANA.

Contudo, basta encarar a realidade em teu redor e descobrir que a norma é a exceção. As desordens amorosas encontram-se na ordem do dia, não sendo encarada como uma desordem mas sim como algo “normal”. “Amar é sofrer.” “Não se pode ser feliz no amor sem sacrificar a nossa liberdade.” “O amor é incompatível com o sexo.” “O compromisso é uma prisão.” “Os homens não são de confiança.” “As mulheres são carentes.” “Não se pode amar ninguém para sempre” “Não se pode ser feliz no casamento.” etc.

Um sem fim de CRENÇAS LIMITANTES IRRACIONAIS sobre o Amor, afastando a busca das verdadeiras razões de uma DA (desordem amorosa).

Ao abrir o livro das DA, encontram-se dramas emocionais que se manifestam através de padrões de manipulação e culpa, repetições, segredo, abuso, desrespeito, carência, insegurança, ciúme, atraindo na tua vida pessoas específicas que vibram nessas mesmas qualidades emocionais.
Concomitantemente, descobre-se que não se tem controlo sobre a vida amorosa e que tudo é orquestrado pelo GUIÃO DO INCONSCIENTE. Os PENSAMENTOS E EMOÇÕES vivem em conflito interior, seguindo cada um por direções opostas. A frustração fruto da DA acaba por acumular camadas de repressão emocional, relação atrás de relação. Caso não iniciares o devido trabalho interior, toda essa frustração será dirigida para a outra pessoa, servindo como um caixote de lixo emocional. Ao fim de um determinado tempo, a frustração sexual irá converter-se psicossomaticamente em desordens de vários tipos quer sejam genitais, sexuais, osteoarticulares, psicopatológicas e até mesmo financeiras.

A DA atua sobre uma divisão neuroanatómica chamada de tronco cerebral, nos confins do Inconsciente biológico. Todos os programas inconscientes sexuais são governados por um cérebro reptiliano que reage por impulso e instinto, ditando as atrações e aversões inexplicáveis que se sente por determinado tipo de pessoas.
Tudo é controlado pelo inconsciente, mesmo quando se procura em lutar contra o impulso sexual. Negá-lo também não é solução. As escolhas sexuais e amorosas inconvenientes e moralmente inaceitáveis serão sempre mais fortes. Quanto maior a repressão, maior se torna a obsessão em lutar contra essas mesmas escolhas. A DA aparenta ser uma encruzilhada sem solução, que leva ao desespero de qualquer alma solitária ou comprometida.

Para sobreviver à epidemia das DA, uma questão inevitável terá que surgir:

PARA QUE SERVE UMA DESORDEM AMOROSA?

Como o coração não suporta a incoerência emocional, cria uma DA para te consciencializar de HISTÓRIAS INCONSCIENTES SEXUAIS E AMOROSAS. A desordem amorosa serve para expressar do Inconsciente mensagens que necessitam de ser integradas no Consciente. Ao colocar a DA como uma estratégia inconsciente, o jogo amoroso passará a funcionar inteiramente a teu favor, oferecendo um maior controlo sobre o rumo de acontecimentos relacionados com a vida sexual e amorosa. Em vez de adotar teimosamente uma postura de vitima e de autocomiseração, é necessário assumir responsabilidade CONSCIENTE E INCONSCIENTEMENTE pela DA.

“Tudo o que se mantém no inconsciente surge sempre sob a forma de destino” Carl Gustav Jung

Para viver uma vida amorosa e sexual saudável e prazerosa é indispensável um trabalho de transformação interior e emocional honesto e sincero:

QUAL É A MINHA VERDADEIRA POLARIDADE SEXUAL? MASCULINA OU FEMININA?

COMO ERA O AMBIENTE FAMILIAR ENTRE OS 3 E 6 ANOS DE IDADE (PERÍODO EDIPIANO/ ELETRA)?

QUAL FOI A HISTÓRIA REAL DA MINHA CONCEÇÃO?

COMO VIVERAM OS MEUS PAIS A SUA VIDA AMOROSA?

COMO OS MEUS ANTEPASSADOS VIVERAM AS SUAS PRÓPRIAS HISTÓRIAS SEXUAIS E AMOROSAS?

As histórias sexuais inconscientes são informações de sobrevivências transmitidas pelos antepassados. Quando uma família vive dramas no concerne à sexualidade, uma aprendizagem é transmitida para os descendentes onde AMOR pode equivaler a PERIGO, VERGONHA, MORTE, REJEIÇÃO, ABANDONO, INJUSTIÇA, TRAIÇÃO, etc… Como o cérebro reptiliano existe para te proteger, fará tudo para garantir a tua sobrevivência, evitando o relacionamento ou descarregando emocionalmente no outro.

Informações emocionais presentes no inconsciente de uma DA:

Histórias de Infidelidade, promiscuidade, incesto, um amor não correspondido, mulheres que sofreram perda de filhos, filhos ilegítimos, abortos, viuvez precoce, abandono, gravidez antes do casamento, casamentos por obrigação, abuso sexual físico e emocional, violência doméstica, perversidades sexuais, homossexualidade não assumida, prostituição, etc.

Uma DA revela um leque de informações emocionais que se encontradas ocultadas ou negadas por um mecanismo de proteção psíquica, projetando esses conflitos na outra pessoa. Estes dramas não reconhecidos podem ser tão intensos, que acabam por incutir um stress inconsciente significativo.

TODOS OS RELACIONAMENTOS ESPELHAM AS NOSSAS PRÓPRIAS HISTÓRIAS AMOROSAS.

Cada pessoa que aparece na tua vida é sempre enviada através do teu inconsciente. Nada acontece por acaso, a DA segue leis de atração e aversão inconscientes que obriga a consciencialização dos programas sexuais ocultados.
Antes de mergulhar numa postura de vitimismo e culpabilidade, procurar olhar para os relacionamentos mais significativos antigos e/ou atuais e perguntar:

PARA QUÊ ATRAIO ESTE TIPO DE RELACIONAMENTO NA MINHA VIDA?

QUANDO ESTOU COM X PESSOA, O QUE REVELA O MEU CORAÇÃO? QUAL O MEU PAPEL?

O QUÊ ESSA PESSOA ESTÁ A QUERER TRAZER DO MEU PASSADO?

No teatro da vida amorosa acaba-se por criar histórias que não te pertencem e vestires papéis que não são teus. Todos os relacionamentos são oportunidades em curar feridas antigas e despertar o amor-próprio. Somente responsabilizando-te totalmente da tua DA, poderás encontrar uma liberdade amorosa e sexual autêntica que irá depender somente de ti próprio/a. Assume a tua DESORDEM AMOROSA e conquista o direito em seres feliz, com quem quer que estejas.

Por: Marco Sousa | Psicologia Clínica | Email: verdadesdocorpo@gmail.com | Facebook: https://www.facebook.com/marco.c.sousa?fref=ts

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Auto Conhecimento | Viver na periferia do que nós somos!

Todos os dias vemos pessoas em modo automático, modo robot. Com as mesmas rotinas, dia após dia. Pergunto-me por vezes se as pessoas realmente são felizes assim ou se assim escolheram estar para não sentirem, verem ou simplesmente não ultrapassar a sua própria periferia. Ultrapassar a nossa periferia não é estar constantemente na mente, é mergulhar profundamente nas emoções. Por vezes olho para as pessoas e compreendo que dar este passo seria entrar numa espiral sem fim e isso poderia ser catastrófico.

Perguntas como “o que realmente desejas” já deixaram de fazer parte, então mantém-se num voo periférico, sem dar muita atenção ao que o coração guarda. Vão-se construindo barreiras atrás de barreiras, redoma atrás de redoma. E um dia olha-se ao espelho e a pessoa já não se reconhece, compreende que há ali alguma coisa que tem de mudar, a vida bem arrumada e estruturada já não chega. É preciso reestruturar um bocadinho para que a chama da paixão volte novamente a brilhar. Mas esta paixão tem de ser controlada, é um cavalo onde as rédeas mantém-se curtas.

O problema é que este cavalo é livre e quer correr, já aguentou tempo demais com rédeas curtas, com limites atrás de limites, com supostos comportamentos para ficar bem na fotografia. Já não chega! O que existe não chega e a sede de mais aumenta dia após dia.

As pessoas tornam-se, a nosso ver, insuportáveis; as situações indigeríveis e a alma pede movimento.

O nosso sistema de crenças, o que fomos alimentando até ali já não nos nutre mais, sente-se o peso de tudo o que projectamos para nós de forma negativa e imprudente (e muitas vezes inconsciente) e percebemos que somos feitos apenas de ilusões, estamos mascarados diariamente para cumprir o “certo” mas o certo que temos dentro do peito já não compactua com este tal “certo” e as perguntas começam a aparecer: “a minha vida não pode ser só isto!”, “não me via nesta idade assim estagnada”, “não sou feliz”, entre outras.

Mas estas perguntas são o salva vidas, são as perguntas que nos fazem querer ver mais, ser mais, chegar a mais e entrar numa viagem alucinante dentro desta periferia que apenas queríamos passar sem ser notados. E aqui sim! Aqui começa a verdadeira vida! Porque é aqui que começamos a ouvir verdadeiramente o nosso espírito!

Um bem haja e Boas Festas!

Por: Diana Faustino

Sacerdócio do Sagrado Feminino | http://sersagradofeminino.wixsite.com/sacerdotisas

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Auto Conhecimento | Será que gostas realmente de ti?

Será que gostas realmente de ti?

Que aprecias e desfrutas da tua companhia?

Que te dás o melhor que existe em ti?

Como lidas contigo aí dentro?

É muito importante perceber como nos relacionamos connosco.

Perceber a natureza dos sentimentos e pensamentos que dirigimos em relação a nós mesmos. Quantas vezes nos dirigimos críticas, julgamentos, ofensas, e até mesmo revolta?

E porque é que o fazemos? De onde vem essa sensação de termos de ser outra coisa qualquer que não exactamente aquilo que somos?

A pressão que existe a tantos níveis à nossa volta, para se ser ou agir de determinada forma, condiciona-nos imenso. Com muita facilidade acabamos por internalizar todas essas exigências, e somar ainda todas as nossas crenças e ilusões de que se fossemos de outra forma, interior ou exteriormente, tudo seria diferente (provavelmente muito melhor, não é?). Enquanto continuarmos agarrados a essa ideia, não é fácil aceitar e amar aquilo que somos!

Sabermos estar em casa connosco é absolutamente essencial. Não só porque essa vai ser a base de como vivemos a nossa vida e todos os nossos relacionamentos, mas principalmente porque esse é o relacionamento mais importante da nossa vida! É connosco que acordamos e nos deitamos diariamente, é connosco que passamos 24 horas por dia, 7 dias por semana.

Se não estamos em paz com quem somos, como poderemos viver a paz na nossa vida?

Às vezes não é fácil… mas como poderemos caminhar nessa direcção de amor e respeito por nós. Pensa, agora mesmo, o que mudaria na tua vida se tu te amasses mais? Como poderás expressar e viver mais esse amor dentro de ti? Que coisas em concreto sentes que precisas de mudar para viveres mais alinhada/o com esse caminho de amor? E ainda que não saibas responder… se assim o sentires celebra no teu coração esta intenção de te amares, cada vez mais, a partir de agora. Estou certa de que a Vida te irá mostrar muitas possibilidades de como o poderás fazer!

Tudo o que precisarás de fazer é estar aberta/o e atenta/o. E honrar a informação que te surgir.

Por: Cristina Gomes

Psicoterapia Multidimensional | Terapias de Florais de Anura | Regressão a Vivências Passadas | Reiki  | www.cristinagomesterapias.com |

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Olhar para dentro | Honra-te!

woman-1602098_640O nosso corpo e a nossa energia guardam memórias de anos e anos de vitórias e de lutas, seja em que plano, área ou vida isto aconteça, mas está bem marcado na nossa pele, no nossos sistema energético.

Então honra-te, olha para ti com olhos de ver e compreende a tua grandiosidade e divindade. Chega de maus tratos, chega de estar constantemente com o chicote da auto critica na mão pronto a exercer punição sobre algo que penses ou sintas.

Já chega. Pára, observa-te e ama-te.

Já percebeste que mesmo que fumes um maço de tabaco por dia, mesmo que não comas a melhor comida que poderias dar ao teu corpo e não lhe prestes a atenção merecida, ele faz um esforço consciente para se manter saudável, isto acontece por uma razão: o teu corpo ama-se e ama-te. Ama-se porque precisa de ser saudável para continuar a desempenhar as funções desde as mais básicas às mais complexas e ama-te porque sabe que é um templo onde a alma repousa e faz a sua missão.

Então o que falha aqui? O que é que não me permite ver este corpo tão amoroso? Simples… a mente, esta mente está cheia de pré-conceitos do que deveria ser e como deveria ser, a mente precisa de algo lógico pelo qual se reja, nem que seja um livro chamado sociedade e crenças. A mente foi desenvolvida para sobrevivermos neste mundo, claro que a mente não é um monstro, mas é uma consciência que precisa de se começar a ser olhada em amor e compreensão.

Ao honrares-te estás a trazer a tua consciência para cada parte de ti, e a tua mente começa a baixar as armas, porque já estás a dar atenção ao que é necessário e não é mais preciso estar em alerta constante e a mente apazigua. A mente equilibra-se, o amor entra em todos os teus poros, e todo o teu corpo, incluindo a mente, reconhece este sentimento e reconhece a importância de Ser.

Honra-te, cada parte de ti merece este amor incondicional, merece que te vejas e sintas como realmente és: com as tuas coisas boas e menos boas mas que fazem de ti esse ser tão singular. Honra-te, por todo o caminho que já trilhas-te, por todo o aprendizado que trazes em ti.

Honra-te simplesmente porque sim, porque mereces!

Por: Diana Faustino

Sacerdócio do Sagrado Feminino | http://sersagradofeminino.wixsite.com/sacerdotisas

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Autocuidado | Já amaste hoje a mulher que tu és?

15128627_351200695230676_782895230_nAcordaste hoje para um novo dia. Talvez o dia tenha acordado com um sol maravilhoso, ou talvez esteja um dia de chuva e nublado. Independentemente do estado do clima já te amaste hoje?

Todas nós, MULHERES temos um imenso amor e um potencial imensurável para dar, doar e partilhar com os outros e com todos aqueles que precisam de nós. O amor incondicional é maravilhoso de se sentir, e manifesta-se no nosso dia-a-dia e na nossa vivência pessoal e social. Esse amor, vai muito além do amor ao outro, manifesta-se no nosso amor pela natureza, pelo universo, pelos seres vivos, por tudo o que existe na nossa existência visível e invisível. Um amor infinito e de proporções grandiosas que temos para semear e dar.

E contigo mesma, sentes esse amor por ti? Hoje, já pensaste em amar-te só a ti? Dar-te o tempo que precisas. Escutar-te. Meditar no teu silêncio. Naquilo que queres fazer para ti, nas tuas opções? Naquele projecto que ainda não conseguiste dar a tua energia? Elevar os teus pensamentos? Agradecer a ti mesma por estares aqui e agora?

Por vezes, é necessário permitir-nos um tempo só para nós. Para depois podermos manifestar esse bem estar com os outros, que habitam no nosso mundo de relações.

Lanço-te esse desafio, HOJE!

Só POR hoje ama-te só a ti!

Sorri para ti!

Eleva os teus pensamentos!

Cuida e mima a MULHER que há em ti!

Cuida e mima a MULHER que tem vivido contigo este dias, meses, e anos, contigo mesma!

Cuida e mima a MULHER que tu és!

Cuida e mima a MULHER que as vezes precisa um pouco mais de atenção em si! Cuida e mima a MULHER!

Agradece o ar que respiras!

Agradece por tudo o que és, e pelo que tens na tua vida!

Agradece a tua linhagem feminina!

Agradece por todas as bênçãos que tens neste Aqui e Agora na tua vida!

Agradece a MULHER que tu és.

AGORA!

Círculo da Lua | Cristina Neves