A Mulher e a ilusão das relações românticas!

Tema difícil, verdade? Um dos “Calcanhar de Aquiles” das mulheres são as relações românticas. Quando encontramos um homem ou mulher (o género pouco importa), e sentimos que é o/a tal, puff… Já fomos. Colocamos ali toda a nossa energia, viramos guerreiras, arregaçamos as mangas e ali estamos nós prontas para a conquista. É mágica esta capacidade de entrega, de abertura ao outro, de conexão ao amor, ao que temos de mais sagrado e profundo. Se a pessoa amada, está na mesma frequência é ouro sobre azul, cria-se ali uma sinergia, capaz fecundar o maior dos milagres, a vida.

No entanto, este artigo pretende focar a parte obscura do tema, talvez sombria da questão. O que acontece quando a pessoa amada está num outro estado? O que acontece, quando essa pessoa que acreditamos ser perfeita para nós não corresponde? O que acontece quando o nosso corpo pede aquele corpo? E aquele corpo está perdido, em questões de inseguranças, desamor, insatisfação, promiscuidade, desorientação, etc…

Partindo do principio que só podemos, devemos e sabemos cuidar de nós próprios, temos como primeiro passo afastar-mo-nos dessa energia que não é a mesma que a nossa. Um ligeiro afastamento, vai criar um espaço, entre o que sentimos, a emoção gerada que nos domina e desta maneira ganhamos clareza. Desta forma, seremos capazes de vislumbrar o real, a realidade do que acontece e parar de acreditar nas ilusões das nossas emoções. Aceitando e respeitando a sua verdade… Isto implica perceber ou de alguma forma olhar aquela pessoa como ela é, não como gostaríamos que fosse (tarefa árdua, verdade?). Lembra-te que a pessoa vale pela ação que imparte, não pelo que diz ser ou fazer. Aquela pessoa tem o direito de sentir tudo o que sente, aquela pessoa tem o seu próprio caminho e a sua própria aprendizagem. Que só ela pode e deve compreender. Compreender com humildade e aceitação o que essa pessoa está disposta a dar e a receber (se estiver disposta a dar algo), em que grau e ou em que profundidade, faz parte do nosso trabalho de reconhecimento.

Quando já somos capazes de nos separar da ilusão, criada por nós, seremos nesse instante portadoras da verdade, de uma força poderosa que vive no nosso interior. Nesse estado, estamos perante a capacidade de fazer escolhas acertadas para a nossa vida. Realmente quero investir o meu tempo com esta pessoa? O que posso aprender ou desenvolver, que aprendizagem é possível? Conseguirei fazê-lo sem sair do meu equilíbrio? Esta experiência é segura e confortável para mim?

Depois de responderes a estas questões é importante trabalhar as expectativas, ou seja, se decides entrar nesse território desconhecido e arriscado é bom que estejas consciente dos riscos e dos limites a que te expões. Não será positivo fazeres algo para agradar ou para receber algo em troca, por duas razões essenciais:

1º Essas expectativas poderão nunca se realizar, o que significa que terás que lidar com a frustração.

2º Não estarás a ser fiel a ti mesma, portanto, o desequilibro emocional, espiritual e até físico poderão bater na tua porta.

A partir daqui avança. Passo a passo, vai aprendendo as lições:

1. Aprende que recebes o que pedes (ainda que o tenhas pedido de forma inconsciente).

2. Aprende a ser feliz independentemente de teres a pessoa amada ao teu lado.

3. Aprende que a exclusividade/fidelidade é algo de dois.

4. Aprende a ser paciente e a respeitar o ritmo do outro.

5. Aprende que nem sempre a beleza que vemos numa relação se materializa.

6. Aprende que a entrega e a profundidade é uma escolha e cada pessoa é responsável por ela.

7. Aprende que nem todos estamos dispostos a olhar o precipício (de emoções e sentimentos) e a mergulhar nesse mar.

8. Aprende tudo e partilha com todos os que te rodeiam.

Por: Vera Cristina

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