A Mulher e a ilusão das relações românticas!

Tema difícil, verdade? Um dos “Calcanhar de Aquiles” das mulheres são as relações românticas. Quando encontramos um homem ou mulher (o género pouco importa), e sentimos que é o/a tal, puff… Já fomos. Colocamos ali toda a nossa energia, viramos guerreiras, arregaçamos as mangas e ali estamos nós prontas para a conquista. É mágica esta capacidade de entrega, de abertura ao outro, de conexão ao amor, ao que temos de mais sagrado e profundo. Se a pessoa amada, está na mesma frequência é ouro sobre azul, cria-se ali uma sinergia, capaz fecundar o maior dos milagres, a vida.

No entanto, este artigo pretende focar a parte obscura do tema, talvez sombria da questão. O que acontece quando a pessoa amada está num outro estado? O que acontece, quando essa pessoa que acreditamos ser perfeita para nós não corresponde? O que acontece quando o nosso corpo pede aquele corpo? E aquele corpo está perdido, em questões de inseguranças, desamor, insatisfação, promiscuidade, desorientação, etc…

Partindo do principio que só podemos, devemos e sabemos cuidar de nós próprios, temos como primeiro passo afastar-mo-nos dessa energia que não é a mesma que a nossa. Um ligeiro afastamento, vai criar um espaço, entre o que sentimos, a emoção gerada que nos domina e desta maneira ganhamos clareza. Desta forma, seremos capazes de vislumbrar o real, a realidade do que acontece e parar de acreditar nas ilusões das nossas emoções. Aceitando e respeitando a sua verdade… Isto implica perceber ou de alguma forma olhar aquela pessoa como ela é, não como gostaríamos que fosse (tarefa árdua, verdade?). Lembra-te que a pessoa vale pela ação que imparte, não pelo que diz ser ou fazer. Aquela pessoa tem o direito de sentir tudo o que sente, aquela pessoa tem o seu próprio caminho e a sua própria aprendizagem. Que só ela pode e deve compreender. Compreender com humildade e aceitação o que essa pessoa está disposta a dar e a receber (se estiver disposta a dar algo), em que grau e ou em que profundidade, faz parte do nosso trabalho de reconhecimento.

Quando já somos capazes de nos separar da ilusão, criada por nós, seremos nesse instante portadoras da verdade, de uma força poderosa que vive no nosso interior. Nesse estado, estamos perante a capacidade de fazer escolhas acertadas para a nossa vida. Realmente quero investir o meu tempo com esta pessoa? O que posso aprender ou desenvolver, que aprendizagem é possível? Conseguirei fazê-lo sem sair do meu equilíbrio? Esta experiência é segura e confortável para mim?

Depois de responderes a estas questões é importante trabalhar as expectativas, ou seja, se decides entrar nesse território desconhecido e arriscado é bom que estejas consciente dos riscos e dos limites a que te expões. Não será positivo fazeres algo para agradar ou para receber algo em troca, por duas razões essenciais:

1º Essas expectativas poderão nunca se realizar, o que significa que terás que lidar com a frustração.

2º Não estarás a ser fiel a ti mesma, portanto, o desequilibro emocional, espiritual e até físico poderão bater na tua porta.

A partir daqui avança. Passo a passo, vai aprendendo as lições:

1. Aprende que recebes o que pedes (ainda que o tenhas pedido de forma inconsciente).

2. Aprende a ser feliz independentemente de teres a pessoa amada ao teu lado.

3. Aprende que a exclusividade/fidelidade é algo de dois.

4. Aprende a ser paciente e a respeitar o ritmo do outro.

5. Aprende que nem sempre a beleza que vemos numa relação se materializa.

6. Aprende que a entrega e a profundidade é uma escolha e cada pessoa é responsável por ela.

7. Aprende que nem todos estamos dispostos a olhar o precipício (de emoções e sentimentos) e a mergulhar nesse mar.

8. Aprende tudo e partilha com todos os que te rodeiam.

Por: Vera Cristina

Sentir realização na partilha. | A Felicidade Partilhada!

Por alguns anos, segui um Guru, a quem honro todos os ensinamentos e realizações, mas recentemente chegou a uma ruptura natural. Nunca pensei que me tocasse a mim, um dia, ter um Mestre espiritual, pois sempre entendi que as respostas a todas as nossas perguntas, estão na manifestação e comportamentos da matéria – na observação da própria natureza.

Mas a vida coloca-nos nas mãos, exactamente aquilo que precisamos de descobrir e aprofundar. Ser devota deste Ser, fez-me entender o porquê, de muitas pessoas procurarem, e se identificarem com a ideia de que precisamos de um Guru, ou a rigidez e renúncia de muitas outras. Aqui ou ali, devotos de alguém ou não, todos procuramos o mesmo – Realização. Antes de muitos desejarem fortuna, fartura e poder, t-o-d-o-s queremos ser felizes. Todos queremos ser amados e amar, compreendidos e compreender.


Quando senti fechar este trabalho com este Ser, dei-me conta da ausência de algo muito importante: o meu grupo. O meu seio de vulnerabilidade. Foi então que percebi que há como que dois tipos de felicidade: individual e partilhada, que no final são uma só. Aqui interessa-me falar sobre a partilhada, pois actualmente arrisco a afirmar, que a procuramos mais do que tudo, (ainda que inconscientemente) este meio onde possamos ser autênticos e compreendidos. Num mundo, onde são cada vez mais os condicionamentos, medos, dispersão, onde o tempo parece correr a uma velocidade alucinante, a tendência a nos desalinharmos de nós próprios, faz com que a qualidade das relações sejam fracas, por termos receio de nos mostrarmos totalmente ao outro. Estamos alienados dos nossos instintos, da nossa natureza, cansados, solitários (ainda que com milhares de amigos nas redes sociais) e tristes.

Os nosso corpos estão fechados, sonâmbulos e de peito retraído. O mais lamentável é que o tempo que, parece que não temos, faz com que olhemos somente e só, para os nossos umbigos, para as nossas pequenas histórias pessoais, mas de uma maneira supérflua e pouco inteligente. Não há tempo para o outro, já não há tempo para observar, para escutar, para abraçar, cuidar e receber. Desde sempre que vivemos em tribo, está na nossa história, no nosso sangue. Somos animais colectivos, que sempre vivemos em comunidade e acompanhamos vida/morte. Somos Humanos, nós observamos, escutamos, abraçamos, cuidamos e recebemos. Este grande buraco, esta carência vestida de grandes ilusões, corrói-nos por dentro, faz não saber o que fazermos com as mãos e como olhar mais que um minuto bem nos olhos de alguém, e não é porque ficamos sem jeito, é porque no olhar profundo vive uma alma, e ela relembra-nos quem somos. 

Sim, vamos e precisamos de encontros, retiros, círculos, workshop, aulas onde nos possamos conhecer, para nos reconhecermos no outro, onde nos possamos despir sem medo. É urgente voltar a reunir e partilhar, todos no mesmo degrau, todos na mesma abertura vulnerável e relembrar que o trabalho é UM só. Afinal o que levamos nos nossos corações, quando partirmos, senão o amor que damos e recebemos?

Por: Carolina Maria | MANDRÁGORA PROJECT | Contacto: https://www.facebook.com/projectomandragora/?fref=ts

Relações | Em que situações é saudável ceder?

A minha ideia de relacionamentos foi mudando ao longo dos anos, acreditei durante demasiado tempo que teria que fazer um esforço para caber no mundo dos outros. Como boa libriana (signo balança) pensava que tinha que constantemente me adaptar, até que comecei a perder-me de mim: posso afirmar que poucas vezes tive amor próprio suficiente para sair de relacionamentos tóxicos, porque naquela altura acreditava que tinha uma missão qualquer ali, uma bandeira que ergui tão alto que acabei por me esconder por baixo dela.

Ao longo da minha caminhada pessoal descobri que afinal que a maior parte das minhas ideologias relativamente aos relacionamentos eram ilusórias, só existiam na minha cabeça, por outro lado eu não queria me tornar como as pessoas que atraia para a minha vida mas como atrair algo novo e melhor? Comecei a tentar perceber o que é que eu poderia mudar, aonde é que eu poderia chegar mais rápido e fazer uma mudança, o que não foi nada fácil porque a linha que separa o que somos e o que desejamos do que não desejamos ser, é bastante ténue e não era nada difícil atravessar esta linha.

Olhando para trás percebi que hoje finalmente me relaciono de forma diferente (de uma forma melhor para mim) porque tive sempre em mente o que não queria para a minha vida, e hoje a maneira como me disponibilizo para um relacionamento (profissional, amizade e de amor) é de uma forma mais consciente. Eu não tenho de servir o outro nem o outro tem de me servir.

E o que quero eu dizer com isto?

Quero dizer que as minhas expectativas eram demasiado altas e as expectativas dos outros em relação a mim sufocavam-me, retraiam-me e cortavam a minha liberdade de expressão (não quer dizer que o fizessem de forma consciente, estas pessoas apenas foram um instrumento para eu chegar a esta conclusão).

No momento em que percepcionei isto, comecei a escolher ver além do óbvio: em vez de me irritar com o outro, escolhi colocar-me no lugar daquela pessoa, e como ela estava a tentar relacionar-se comigo, sim a tentar, porque por vezes somos nós que nos boicotamos e não é o outro que não quer, simplesmente somos nós que não deixamos.

E fazer este exercício permite ter percepção de muita coisa: da vontade, do compromisso, da lealdade e do não querer. E seja qual for a opção, essa opção está certa e é válida. Às vezes tentamos agarrar algo à nossa vida, mas não nos podemos esquecer que um tango não se dança sozinho, é preciso a outra parte também querer dançar, e se a dança não existir então está na hora de largar. Simples assim. Quem deseja realmente ficar fica.

Contudo, se a dança estiver a acontecer isto obriga-nos a continuar a brincar ao jogo “colocar-me na pele do outro” e a tentar olhar-nos através do olhar do outro, ao mesmo tempo que fazemos uma análise de nós mesmos, sem vitimizações então percebemos: o que sentimos, o que não sentimos e a nossa própria atitude perante os outros e como os outros nos vêm devido a estas clausulas todas. E crescemos, percebemos que afinal o nosso bloqueio acontece porque x+y é obrigatoriamente igual a “t” e não igual a “ j + a”: Uma nova consciência sobre nós mesmos nasce e aprendemos a relacionarmo-nos de outra maneira. Uma maneira mais madura, amorosa e realmente verdadeira.

Por: Diana Faustino | Sacerdócio do Sagrado Feminino | http://sersagradofeminino.wixsite.com/sacerdotisas

Relacionamentos | As pessoas gostam de ser maltratadas!

Não, não gostam. E se te disserem isto, é mentira! As pessoas gostam de ser amadas, cuidadas e acarinhadas.

Pessoas que dizem este tipo de comentários são pessoas que dentro das suas experiências nunca foram amadas verdadeiramente, nunca souberam o que é construir uma relação a dois com amor nutridor um pelo outro. Portanto não tragas para a tua vida comentários de pessoas que talvez, e infelizmente, nunca foram amadas verdadeiramente, talvez nunca lhes foi ensinado o amor.

E mais uma vez, infelizmente, ouvi estes comentários relatarem a verdade de homens, e faz-me chegar mais uma vez à conclusão que quando uma pessoa está num relacionamento, seja ele de que teor for: amizade, amor, profissional, etc, que nós mulheres temos aqui uma responsabilidade compartilhada (bastante grande) na mudança de conceitos.

Este tipo de comentários lembra-me a exigência que muitas vezes colocamos nos relacionamentos: colocamos no outro a missão (bastante ingrata) de nos fazer feliz, de nos dar o mundo, de trazer até nós a lua embrulhada em papel de diamante. Apenas exigimos. Talvez porque foi assim que aprendemos que o amor é.

As maiores problemáticas nas relações não tem a haver com as diferenças de personalidades tem a haver com os diferentes significados e pesos que damos às coisas. Não existe um livro de bons ensinamentos sobre como deve ser uma relação, contudo sabemos que tem de existir comunicação e uma boa dança de ambos os intervenientes para chegar a uma partilha e consenso. Abrir a mente à realidade da outra pessoa é abrir a mente a descobrir um mundo totalmente novo.

Os relacionamentos que temos, mais ou menos longos, servem para aprender alguma coisa, todos são nossos mestres e nós mestres dos outros, aprendemos sempre, nem que seja o que não desejamos para a nossa vida, não são necessariamente erros, são aprendizados e têm de ser feitos. Ninguém gosta de ser maltratado, e aqui temos a escolha de nos manter nesta situação ou sair dela, e talvez seja mesmo este o aprendizado: dizer não à falta de amor. E dizer sim ao amor que temos por nós mesmas.

Quando nos mantemos numa situação onde não há amor (e tudo o que o amor comporta), então estamos a escolher que comentários e realidades como descritas acima continuem a ser materializadas, porque escolhemos alimentar este tipo de relacionamentos e inevitavelmente isso ficará no registo emocional de ambos e será transmitido para futuros relacionamentos até encontrar alguém que se disponibilize a ensinar o poder curador do amor e do respeito, mesmo em relações de amizade ou profissionais.

A nossa responsabilidade nos relacionamentos é muito grande, especialmente quando cruzam o nosso caminho pessoas que precisam tanto de ser amadas e de aprender o verdadeiro poder do amor!

Por: Diana Faustino | Sacerdócio do Sagrado Feminino | http://sersagradofeminino.wixsite.com/sacerdotisas

Relações | O sentimento que tenho por mim!

O sentimento que temos por nós próprias é crucial para a forma como estabelecemos as nossas relações, de amizade, familiares, profissionais, amorosas…

Por vezes, deveríamos, parar um pouco e em consciência perguntar a nós mesmas.

Qual é o sentimento que tenho por mim? Já alguma vez aconteceu sentir-me frágil e com a minha auto-estima em baixo? Tal aconteceu porquê? Qual será o motivo para que tal aconteça? Serão medos, vergonhas, inseguranças que me levam a sentir isto?  Qual será a relação da minha auto-estima com a capacidade que eu tenho de colocar limites saudáveis de maneira afetiva? Quanto eu dou ao outro? E a mim mesma? Será que eu quero alimentar tudo isto?

A capacidade de estabelecer certos limites é bom para nós. Olhar, com claridade e reconhecer que sem limites firmes é muito fácil embrulhar-se e ser enredado pelos outros. Pois passamos a cuidar emocionalmente e excessivamente dos outros. E como tal, estamos a ser responsáveis, por não cuidar das nossas próprias necessidades pessoais. Porém ao impor-nos certos limites muito rígidos, a nós próprias, isolamo-nos dos outros e afastamos daqueles que nós amam verdadeiramente. E não permitimos a sua ajuda.

Ter vergonhas, inseguranças e medos são emoções tóxicas que nós debilitam pouco a pouco, a nossa incapacidade de agir, de falar de expressar emoções, faz com que nós sintamos perante o outro menos seguras de nós mesmas, fracas e frágeis. Reféns das nossas emoções tóxicas.

Como tal, mais complacentes aos desejos e as ações e vontades do (s) outro(s). Quando colocamos limites firmes e saudáveis, resgatarmo-nos a nós próprias, a nossa identidade da vergonha, da insegurança e do medo que podemos ter experimentado (ao longo das diferentes fases da nossa vida). Que nós consumia lentamente, lentamente em silêncio. Ao falar sem medos das nossas vergonhas, das nossas inseguranças perante os outros, curamos as nossas feridas e mágoas. Damos início a um processo de libertação e cura e como tal afirmamos a nossa soberania como indivíduo que somos. Como MULHER com um poder e um direito que definir quem EU sou agora!

Ao permitir em consciência, permito para mim o que não permite dentro do meu espaço sagrado a mim mesma. Ao confiar mais em mim e ao permitir confiar naquele que nós amamos. Partilhando os bons e os maus momentos. Renascemos de novo, pois quando há Amor não se é refém destas emoções. Há que despir-se sem inseguranças e sem medos. Sem mágoa ou dor.

As experiências do passado, são lições e aprendizagens de vida.  O Universo amamos e dá-nos sempre segundas oportunidades para demonstrar que mudamos.

Em Amor,

Por: Cristina Neves | Círculo da Lua | https://www.facebook.com/circulo.dalua.9

Relacionamentos | Será que te encontras numa Desordem Amorosa?

O segredo dos amores difíceis.

Os “amores difíceis” ou Desordem Amorosa (Sellam, S. 2013) é um dos principais motivos na procura de apoio psicoterapêutico e uma das maiores causas de somatizações físicas e psicológicas.

O QUE É UMA DESORDEM AMOROSA?

Uma desordem amorosa acontece quando se vive os relacionamentos amorosos de uma forma incoerente.

“Porquê o amor me faz sofrer? Porque não consigo conciliar compromisso com prazer? Porque não assumo o meu papel na relação? Porquê a minha vida me leva encontrar pessoas “erradas”? Porque sinto uma atração inexplicável pela mulher do meu vizinho? Porque só me atraem homens comprometidos? Porque não sou feliz no meu relacionamento? Porque amo uma pessoa mas quero estar com outra? Porque não encontro a pessoa dos meus sonhos? Porque estou sozinho/a?… ”

Dependendo da importância que atribuis à tua vida amorosa, estes dilemas morais são bastante comuns e consomem muita energia psíquica.

Na ordem natural biopsicológica do amor, uma ordem amorosa significa encontrar alguém no qual complementa o meu percurso de vida, escolhendo deixar uma descendência. Um casal sexual e emocionalmente equilibrado, além do bem-estar psíquico inerente, a sua prole será favorecida com um exemplo de referência amorosa saudável; um desenvolvimento psico-emocional harmonioso; um maior estado anímico; sucesso no seu meio ambiente; menos propensos a sofrerem de patologias físicas e psicológicas.

A ORDEM NATURAL DOS AMORES É UMA NECESSIDADE DE EVOLUÇÃO DA ESPÉCIE HUMANA.

Contudo, basta encarar a realidade em teu redor e descobrir que a norma é a exceção. As desordens amorosas encontram-se na ordem do dia, não sendo encarada como uma desordem mas sim como algo “normal”. “Amar é sofrer.” “Não se pode ser feliz no amor sem sacrificar a nossa liberdade.” “O amor é incompatível com o sexo.” “O compromisso é uma prisão.” “Os homens não são de confiança.” “As mulheres são carentes.” “Não se pode amar ninguém para sempre” “Não se pode ser feliz no casamento.” etc.

Um sem fim de CRENÇAS LIMITANTES IRRACIONAIS sobre o Amor, afastando a busca das verdadeiras razões de uma DA (desordem amorosa).

Ao abrir o livro das DA, encontram-se dramas emocionais que se manifestam através de padrões de manipulação e culpa, repetições, segredo, abuso, desrespeito, carência, insegurança, ciúme, atraindo na tua vida pessoas específicas que vibram nessas mesmas qualidades emocionais.
Concomitantemente, descobre-se que não se tem controlo sobre a vida amorosa e que tudo é orquestrado pelo GUIÃO DO INCONSCIENTE. Os PENSAMENTOS E EMOÇÕES vivem em conflito interior, seguindo cada um por direções opostas. A frustração fruto da DA acaba por acumular camadas de repressão emocional, relação atrás de relação. Caso não iniciares o devido trabalho interior, toda essa frustração será dirigida para a outra pessoa, servindo como um caixote de lixo emocional. Ao fim de um determinado tempo, a frustração sexual irá converter-se psicossomaticamente em desordens de vários tipos quer sejam genitais, sexuais, osteoarticulares, psicopatológicas e até mesmo financeiras.

A DA atua sobre uma divisão neuroanatómica chamada de tronco cerebral, nos confins do Inconsciente biológico. Todos os programas inconscientes sexuais são governados por um cérebro reptiliano que reage por impulso e instinto, ditando as atrações e aversões inexplicáveis que se sente por determinado tipo de pessoas.
Tudo é controlado pelo inconsciente, mesmo quando se procura em lutar contra o impulso sexual. Negá-lo também não é solução. As escolhas sexuais e amorosas inconvenientes e moralmente inaceitáveis serão sempre mais fortes. Quanto maior a repressão, maior se torna a obsessão em lutar contra essas mesmas escolhas. A DA aparenta ser uma encruzilhada sem solução, que leva ao desespero de qualquer alma solitária ou comprometida.

Para sobreviver à epidemia das DA, uma questão inevitável terá que surgir:

PARA QUE SERVE UMA DESORDEM AMOROSA?

Como o coração não suporta a incoerência emocional, cria uma DA para te consciencializar de HISTÓRIAS INCONSCIENTES SEXUAIS E AMOROSAS. A desordem amorosa serve para expressar do Inconsciente mensagens que necessitam de ser integradas no Consciente. Ao colocar a DA como uma estratégia inconsciente, o jogo amoroso passará a funcionar inteiramente a teu favor, oferecendo um maior controlo sobre o rumo de acontecimentos relacionados com a vida sexual e amorosa. Em vez de adotar teimosamente uma postura de vitima e de autocomiseração, é necessário assumir responsabilidade CONSCIENTE E INCONSCIENTEMENTE pela DA.

“Tudo o que se mantém no inconsciente surge sempre sob a forma de destino” Carl Gustav Jung

Para viver uma vida amorosa e sexual saudável e prazerosa é indispensável um trabalho de transformação interior e emocional honesto e sincero:

QUAL É A MINHA VERDADEIRA POLARIDADE SEXUAL? MASCULINA OU FEMININA?

COMO ERA O AMBIENTE FAMILIAR ENTRE OS 3 E 6 ANOS DE IDADE (PERÍODO EDIPIANO/ ELETRA)?

QUAL FOI A HISTÓRIA REAL DA MINHA CONCEÇÃO?

COMO VIVERAM OS MEUS PAIS A SUA VIDA AMOROSA?

COMO OS MEUS ANTEPASSADOS VIVERAM AS SUAS PRÓPRIAS HISTÓRIAS SEXUAIS E AMOROSAS?

As histórias sexuais inconscientes são informações de sobrevivências transmitidas pelos antepassados. Quando uma família vive dramas no concerne à sexualidade, uma aprendizagem é transmitida para os descendentes onde AMOR pode equivaler a PERIGO, VERGONHA, MORTE, REJEIÇÃO, ABANDONO, INJUSTIÇA, TRAIÇÃO, etc… Como o cérebro reptiliano existe para te proteger, fará tudo para garantir a tua sobrevivência, evitando o relacionamento ou descarregando emocionalmente no outro.

Informações emocionais presentes no inconsciente de uma DA:

Histórias de Infidelidade, promiscuidade, incesto, um amor não correspondido, mulheres que sofreram perda de filhos, filhos ilegítimos, abortos, viuvez precoce, abandono, gravidez antes do casamento, casamentos por obrigação, abuso sexual físico e emocional, violência doméstica, perversidades sexuais, homossexualidade não assumida, prostituição, etc.

Uma DA revela um leque de informações emocionais que se encontradas ocultadas ou negadas por um mecanismo de proteção psíquica, projetando esses conflitos na outra pessoa. Estes dramas não reconhecidos podem ser tão intensos, que acabam por incutir um stress inconsciente significativo.

TODOS OS RELACIONAMENTOS ESPELHAM AS NOSSAS PRÓPRIAS HISTÓRIAS AMOROSAS.

Cada pessoa que aparece na tua vida é sempre enviada através do teu inconsciente. Nada acontece por acaso, a DA segue leis de atração e aversão inconscientes que obriga a consciencialização dos programas sexuais ocultados.
Antes de mergulhar numa postura de vitimismo e culpabilidade, procurar olhar para os relacionamentos mais significativos antigos e/ou atuais e perguntar:

PARA QUÊ ATRAIO ESTE TIPO DE RELACIONAMENTO NA MINHA VIDA?

QUANDO ESTOU COM X PESSOA, O QUE REVELA O MEU CORAÇÃO? QUAL O MEU PAPEL?

O QUÊ ESSA PESSOA ESTÁ A QUERER TRAZER DO MEU PASSADO?

No teatro da vida amorosa acaba-se por criar histórias que não te pertencem e vestires papéis que não são teus. Todos os relacionamentos são oportunidades em curar feridas antigas e despertar o amor-próprio. Somente responsabilizando-te totalmente da tua DA, poderás encontrar uma liberdade amorosa e sexual autêntica que irá depender somente de ti próprio/a. Assume a tua DESORDEM AMOROSA e conquista o direito em seres feliz, com quem quer que estejas.

Por: Marco Sousa | Psicologia Clínica | Email: verdadesdocorpo@gmail.com | Facebook: https://www.facebook.com/marco.c.sousa?fref=ts

As Mil&Uma razões | Para… NÃO, criticar uma Mãe!

as-miluma-razoes-para-nao-criticar-uma-mae-glauciaAcho que é algo natural, sim… Algo que Freud, Jung e toda a psiquiatria tentou explicar… Mas gostava de pensar com você… Porquê? Porque será que criticamos nós as nossas mães? (Em algum momento da nossa vida acontece, não é?)

Todos os “manuais de maternidade” nos descrevem como “semiDeusas” que são capazes de abrir mão de tudo o que têm dentro de si para o bem da sua prole. Mas eu estou aqui para ajudar a ver… olha, isso é ilusão! O “bem de nossa prole” não tem a ver com abdicar de sonhos, vontades, posicionamento político. Nada. Agora EU vejo isso… mas antes de ser mãe… não. E criticava.

Se você, como eu, tinha “um génio” forte na adolescência, você também olhou um dia para a sua mãe com frustração por ela ver o mundo diferente ou ter uma opinião diferente da sua. Ou até por a ver feliz por algo que para você não fazia sentido, ou até que não a servia a si… Porque no fundo ela devia ser um Ser feito para te servir e te fazer feliz, não é? O ego é cruel. A gente julga.

Mas (por incrível que pareça), mães são pessoas. E Pessoas têm sonhos, vontades, opiniões… e as pessoas mudam de ideias… as pessoas assumem posturas diversas em relação à vida… as mães também!

Semana passada minha mãe brincou a dizer que “Agora você vai dar valor para mim enquanto mãe”, e sim, isso é a mais pura verdade.

Só depois de ser mãe, depois de passar por milhões de problemas com meus relacionamentos… só depois de tudo isso eu consigo ver a minha mãe como uma PESSOA. Uma pessoa que tem sonhos, vontades, pensamentos dela (só dela mesmo, que não me incluem) e que merece ser valorizada. Sim, merece que eu reconheça o valor de cada, mas mesmo de cada segundo que ela deu da vida dela para mim, para que eu pudesse crescer.

~ Mãe me perdoe, mesmo, sinto muito, eu te amo, gratidão! ~

Agora… existe um fenómeno – talvez “natural”, não sei… – entre as mulheres que se tornam mães, o suposto “direito adquirido” de criticar outras mães!

Vamos falar de mães que têm bebés pequenos. Até antes, logo que uma mulher engravida, mesmo antes do parto, descobre que todo o mundo acha que sabe o que é melhor para o seu filho. Você passou por isso? Eu sei que passou. Eu passei! Como se sentiu?

Eu quero fazer um pedido simples, um chamado (de coração, mesmo): Por favor, não vamos multiplicar esta atitude para com as outras mulheres/ mães, e todo o incómodo que causa.

Existem mil formas de ajudar, e quando vemos uma situação complicada é natural querermos ajudar. Mas existem mil maneiras de falar, e, se decidir mesmo falar com essa mãe que sente que pode ajudar, tenha algumas coisas em mente:

~ Primeiro A mãe em questão pediu a sua opinião? – Nunca perca a oportunidade de exercer o seu direito (até um dever por vezes) ao silêncio, nem sempre as pessoas querem saber o que você pensa.

~ Empatia Você está se colocando no lugar dela? Falando como gostaria que falassem com você?

~ Utilidade Isso que tem para dizer é realmente útil? – Isso é o que você realmente acredita e vivenciou, ou está somente repetindo algo que ouviu e que não aprofundou sequer?

~ Cada família é uma família Tenha em mente que a realidade das outras pessoas pode ser diferente da sua. O que é bom para você não o é necessariamente para outra pessoa (Isso parece clichê, mas é verdadeiro).

Ser mãe te traz milhões de desafios constantes, você está lutando com milhões de questões internas e ainda por cima com as cobranças que vêm de todos os lados.

Uma mãe precisa de apoio, e normalmente o melhor que você pode fazer por ela é lavar a louça! Ou somente ouvi-la, perguntar de que precisa, brincar com o filho dela para ela ter dez minutos sozinha, para tomar um banho ou somente respirar… Isto sim, ajuda! E como ajuda!

Então, por mais que te doa ver uma mãe dar “papas Nestlé” para o filho dela aos quatro meses de idade, se ela não quiser saber de BLW (Baby Led Weaning) você só vai ser mais uma pessoa chata que lhe traz um momento de stress.

A chamada dessa semana é para todos: Respeitem as mães, respeitem as mulheres. Respeitem, acima de tudo, as pessoas.

Seja você um exemplo, ofereça espaço para as outras mães. Seja esse espaço seguro e sem julgamento que tantas de nós queremos, precisamos, e não encontramos facilmente. Ofereça compaixão pelo caminho de cada uma e liberdade para ser quem é, para seguir aquilo em que acredita… e aí… aí veja como vão até vir te procurar, se houver sintonia. Se não houver… não perca seu tempo atraindo o que você não quer.

Se você estiver chateada comigo e houver ressentimento (até raiva) criado por este texto, eu sinto muito, mas não é uma crítica. Veja, eu já critiquei demais, e já sei que não ajuda. Critiquei a minha própria mãe, outras mães… e parei. Não quero fazer mais isso, e sabe, sou bem mais feliz assim, sem críticas. Quero que você possa ser feliz também.

Não dei mil&um motivos aqui, não sou eu a detentora da solução, e não pretendo escrever mais uma “Manual da Boa Mãe”, cada uma de nós tem o seu percurso, não julgo, eu vim aqui apenas para partilhar. Para mim este é o caminho para cada uma de nós, no seu tempo, no seu espaço de auto-questionamento encontrar seus motivos.

Por: Gláucia Figueiredo

~ As Mães d’ Água são um movimento cívico inspirador que promove os benefícios (e beleza!) do Parto Natural, Na Água ~ www.maesdagua.org

Questões!

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Foto: Camilla Albano Fotografia

Estás a viver?

Estás a viver segundo a tua vontade ou segundo a vontade dos outros?

Estás a viver a vida que queres ou que planearam para ti?

O que fazes e dizes é com paixão, com o coração?

Pára um pouco, olha à tua volta, para a tua vida, para o que te tornaste e responde a essas questões.

Observa um pouco mais, ainda mais.

O que és tu? Quem és tu?

O teu coração palpita de vontade e amor ou de ansiedade e nervosismo?

Mais questões…mais questões na tua cabeça.

Vozes que se repercutem na tua mente e formam uma névoa confusa.

Sabes de quem são essas vozes?

Dos teus pais?

Professores?

Colegas?

Pára!

Separa esses ecos contínuos e coloca-os no seu lugar. Entrega-os a quem pertencem.

Agora podes responder e a resposta será verdadeira.

Que essas questões sejam respondidas com o coração e não com a tua mente que se moldou pela imposição de outros.

 Por: Filipa Ferreira

Terapia de Unificação do Ser

https://www.facebook.com/terapiadeunificacaodoser/photos/a.461215100692890.1073741835.461130677367999/670164459797952/?type=3&theater

A filha tornou-se Mãe

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Foto: Chanel Baran

”Era uma vez…

uma filha que se transformou em mãe.

A mãe passou a ter que aprender a ser avó, a filha passou a ter que aprender a ser mãe. As duas passaram a ter que reaprender as suas relações, sabendo que nada nunca mais seria o mesmo.

 

A filha que agora era mãe sentia que precisava de fazer as pazes com a mãe que agora era avó. Precisavam de se tornar mulheres amigas, independentemente de quem eram e da história que as levava aquele momento.

Sentia que as estações passavam muito depressa umas seguindo as outras. Os cabelos brancos apareciam e as linhas dos olhos ficavam cada vez mais marcadas. E um dia, já não muito longe do dia de hoje, ela ia ver-se como avó e já não seria mais a filha.

A filha, que agora era mãe, sentia que o tempo passava, passava rápido por ela, passava rápido pelo filho, passava rápido pela mãe. E ela não queria perder um segundo que fosse, um segundo do filho que crescia a cada respiração, um segundo da mãe que envelhecia a cada respiração.

Ela queria guardar no seu coração cada momento, cada recordação. Queria abraçar a mãe que tem e aprende-la na mãe que é.

Por: Rute Ferreira

~ As Mães d’ Água são um movimento cívico inspirador que promove os benefícios (e beleza!) do Parto Natural, Na Água ~ www.maesdagua.org