Quando um Homem Honra a sua Mulher!

Tantas historias de amores perdidos, vivemos uma fase de transformação social, homens e mulheres livres, na escolha de parceiros e amores, no entanto, os finais felizes estão em vias de extinção. Não temos paciência para o nosso parceiro/a, aliás é a ele/a que mostramos o pior de nós. Sorrimos para o vizinho, mas chegamos a casa e não sentimos a dádiva que é ter alguém que nos dá a mão neste caminho que é a vida. Homens e mulheres na rua com o seu companheiro/a ao lado mas cobiçando a mulher ou o homem do vizinho, que grande fantasia. Se soubessem que um par de dias, meses ou anos com a mulher ou homem do vizinho e sentiriam exactamente o mesmo que sentem neste momento do seu parceiro.

E então, onde está o problema das relações?

Está em que protejamos em quem temos ao nosso lado todas as nossas vivências, passadas, presentes e futuras. Queremos mudar o próximo e não olhamos para nós, não sabemos que o somos e nem para onde vamos e colocamos a responsabilidade da nossa felicidade numa pessoa que jamais poderá fazer-nos feliz. Sim, acredita o teu companheiro/a não te pode fazer feliz. Sabes porque? É porque a infelicidade, as queixas, as amarguras, a tristeza é tua, vive em ti. O teu marido ou mulher é um desastre, não ajuda, não faz, não te dá carinho, não te ama o suficiente, etc, etc. E o que é que tu fazes em relação a isto? Ajudas, fazes, das carinho, amas o suficiente? Se sim, com certeza não te estarias a queixar, estarias a agir. Ias perceber que amas aquela pessoa, e ainda assim ela não corresponde com a história que queres contar. Ias perceber que o vosso caminho, talvez, tenha chegado ao fim… E está tudo bem. Estarias a agir, porque estaria a explicar a essa pessoa que queres outras coisas para a tua vida, estarias ao seu lado para que te dê a mão num caminho de amor, estarias com vontade de lhe mostrar que a vossa história é possível quando dois estão abertos à vida.

E o que acontece depois? Bem, depois de observar e esperar, continuas a agir com responsabilidade pela única história que podes transformar… A tua história. Quando tu és a tua verdade, os outros ou se afastam ou amar-te-ão mais que nunca. Sabes aquela sensação que sentes quando conheces alguém de novo, alguém que acabas de conhecer. E se olhasses a cada dia para o teu parceiro/a com esse olhar, esse sentir, saberias que vives no momento presente, irias saber o quão aquela pessoa pode ser e trazer à tua vida. E se não trás, então, já sabes algo mais que não sabias antes.

Aqui fica um maravilhoso vídeo do Ronan Pinto Goulão, Professor de Tantra que nos explica porque é tão importante honrar as nossas mulheres ou os nossos homens, talvez valha para os dois.

Por: Vera Cristina Ribeiro

A importância do Pai na vida de uma Mulher!

Vários estudos científicos comprovam que no momento em que escolhemos ou nos deixamos encantar por um homem, parceiro ou pessoa amada. A partir desse momento, do momento em que somos arrebatados pela paixão, já estamos a ser dominados pelo nosso inconsciente. Portanto, a pessoa com quem nos envolvemos é uma escolha da nossa mente inconsciente, e esta escolha não é feita ao acaso. Esta é a pessoa certa para trabalharmos a nossa evolução ou amadurecimento, enquanto seres humanos.

E o que é que o nosso pai tem haver com esta história? Qual a importância do pai na vida de uma mulher? Pois bem, parece ser que no nosso inconsciente temos armazenadas as memórias, experiências, assim como, o modelo masculino que experienciamos ao longo da nossa existência. É esse modelo que inconscientemente vamos procurar, reconhecendo nessa pessoa amada (ainda que sem saber) as características positivas e negativas do nosso pai. Portanto, não será completamente estranho se os conflitos que tenhas com o teu companheiro sejam os mesmos que tens ou tiveste com o teu pai. O que vai acontecer é que o teu companheiro vai ter os aspetos que tu não gostas no teu pai. Sobre os aspectos positivos nada a dizer, já que ressoarão em ti essa verdade e tudo é perfeito porque te identificas com eles.

Sobre as características menos boas e por isso, nos atormentam aqui vai um exemplo prático e real: o meu pai é uma pessoa maravilhosa, um homem de bem, um lutador, mas que na sua humanidade tem as suas qualidades menos boas, ou que mesmo sendo boas se tornaram para mim enquanto sua filha um desafio. Pelo trabalho constante, senti que durante a minha infância o meu pai estava ausente, e ainda que presente, ausente emocional. Obviamente, isto despertou no meu interior um forte sentimento de abandono ou até rejeição, que ainda hoje reconstruo. Quase óbvio, é que os homens que passaram pela minha vida de forma comprometida, eram ausentes emocionais (fisicamente presentes, mas longe, muito longe do comprometimento diário, numa alienação que dificilmente se explica e melhor, se sente). Hoje sou consciente, um homem que se preocupa comigo, que está pendente, preocupado ou me presta elogios ou reconhece a minha grandeza enquanto mulher, é de imediato rejeitado por uma parte de mim, como se não reconhecesse esse estado, como se não me reconhecesse nele. No entanto, é por um homem que me honra que conscientemente espero. Grande paradoxo, verdade?

Por outro lado, uma outra questão se levanta não seremos nós também de certa forma ou em certo grau, ausentes emocionais. Quanto damos e entregamos aos que se cruzam no nosso caminho sem esperar nada em troca? Que proteções ou escudos ativamos na hora de nos relacionarmos? Que pensamentos se iniciam quando nos apaixonamos por outra pessoa? Medo, coragem, necessidade, força, carência, amor, insegurança, partilha, controlo? Reconhecer estes sentimentos ou emoções é mais um passo no caminho da liberdade verdadeira, a liberdade interior. Aquela que existe em nós mesmos, quer estejamos comprometidos com alguém, quer tenhamos filhos ou um trabalho, porque é uma escolha, é a verdade que existe no nosso coração. É liberdade porque escolhemos estar ali e porque conhecendo as outras inúmeras possibilidades sentimos que é ali o nosso lugar. É a liberdade porque escolhemos estar ali, porque nos tornamos responsáveis por essa escolha. Libertamo-nos quando sabermos que podemos estar em qualquer outro lugar ou com outras pessoas, mas não temos dúvidas que é só ali que o nosso coração vibra.

Este é sem dúvida um exercício que podemos aplicar a todas as pessoas que entram na nossa vida, no entanto, tendo em conta a importância que depositamos na pessoas amada, maior poderá ser a descoberta que fazemos sobre nós mesmos. Assim acontece comigo, quando comecei a descobrir quem realmente sou e o que vive em mim de forma consciente e mais difícil de forma inconsciente. Passei, nesse instante, a reconhecer a força e domínio que a nossa mente inconsciente tem sobre nós. Depois de ter sido mãe uma parte de mim começou a procurar respostas, porque toda a sombra que vivia em mim saltava para o exterior. Tendo que me dedicar quase por completo aquele ser que acabava de nascer, percebi que estava sozinha, mesmo que fisicamente estivesse acompanhada. Depois de algum tempo reconheci que esta era a sensação me acompanhava desde a infância e assim começou o caminho de descoberta.

Aqui não se trata de analisar ou culpabilizar o nosso pai, até porque essa experiência permitiu-me evoluir e superar padrões ou desconstruir o que não faz sentido para a pessoa que escolho ser. Cabe a cada uma de nós resgatar a criança que ficou lá trás, responsabilizando-nos pelas nossas escolhas do presente. Olhar para o nosso pai e ver o ser humano que ele é, reconhecer as suas qualidades e os seus defeitos vai permitir-nos reconhecer essas mesmas características no nosso companheiro. Sobretudo, nas situações que são para nós um desafio, as que fazem doer, aquelas que vem tirar-nos da nossa zona de conforto.

O perdão é uma palavra maravilhosa, olhar para o nosso pai e sentir que ele nos ama mais que tudo, é saber que independentemente dos seus defeitos e qualidades, ele é o homem da nossa vida, o que moldou a nossa perceção do masculino. Honra-lo, é honrar o amor que nos une, é saber que essa ligação é eterna e ultrapassa todos os desafios. Aceitação, é aprender a ver esta relação como um lugar onde aprendemos mais sobre nós e as nossas escolhas. Reconhecer que o nosso pai traz consigo a carga de outras experiências diferentes das nossas, que ele tem as suas próprias vontades, propósitos e crenças. Que o que ele veio realizar faz parte de si e não de nós, que tampouco temos que corresponder com o que ele próprio deseja para nós porque cada um tem o seu caminho.

A importância do Pai na vida de uma Mulher!

Sentir a certeza que no coração do nosso pai vive aquela menina, que afinal nunca cresce aos seus olhos, sentir que ali é a nossa casa o lugar onde sempre, sempre podemos regressar, onde sempre existirá um colo. Assim, assumimos a responsabilidade pela mulher consciente que escolhemos ser, identificando o que está por trás das nossas escolhas, temos oportunidade de escolher novos caminhos e é assim que esses caminhos abrir-se-ão para nós.

Por: Vera Cristina

Deusa Proserpina | Qual o tamanho da tua sombra?

A Deusa Proserpina é a Deusa das ervas, flores e frutos e também das essências (perfumes) mais tarde ficou com a designação de Deusa do submundo. Filha de Júpiter e Ceres, conta a lenda que foi raptada por Plutão e que este a reteve por baixo da terra para fazê-la sua esposa, até entrar em acordo com sua mãe – Ceres – que ficou furiosa com o ocorrido e descorou da sua missão, portanto cuidar das sementes e devidas colheitas, enquanto não encontrou a sua filha Proserpina toda a agricultura ficou a “meio gás” e parte acabou mesmo por ficar destruída.

Plutão, Rei dos Mortos, querendo esposar a Deusa Proserpina e sendo impaciente para esperar pela sua decisão raptou-a enquanto esta colhia flores, e levou-a para o reino dos mortos – o submundo.

Esta Deusa tão amada pela sua mãe Ceres e por Plutão foi disputada até chegarem a um acordo onde passaria metade do ano com sua mãe e outra metade no submundo, fundamentando assim o mito das estações do ano: quando a sua filha retorna-se a casa, a Deusa Ceres faria florir toda a terra criando assim a Primavera e o Verão e quando retorna-se ao mundo dos mortos a tristeza instalar-se-ia em Ceres, formando o Outono e o Inverno.

Lendas contam que a Deusa Proserpina aquando do seu rapto fez greve de fome, por forma a persuadir Plutão a deixá-la ir embora, contudo este ofereceu-lhe romã e ela comeu seis bagos. Sabendo que a romã é uma fruta que pode representar o amor e a fertilidade, Proserpina ao aceitar este fruto aceitou também este homem.

Ficou conhecida como aquela que auxiliava os vivos a procurarem ajuda no reino dos mortos.

Considero bastante interessante o facto de esta deusa alterar a sua natureza devido a um deus, portanto uma mulher que era delicada e apenas dada ao movimento pro vida, isto é, o seu foco eram as ervas e flores, frutos e perfumes, portanto algo que a natureza viva lhe oferecia e acabou por trocar isto por algo oposto.

Compreendemos que pela história o facto de existir violência (designadamente o rapto) tenhamos alguma dificuldade em aceitar o facto de ela ter aceite o presente de amor dado por Plutão, contudo se cada uma de nós olhar para a sua vida é provável que as maiores mudanças pessoais existiram quando algum homem/situação nos “obrigou” (não tem de haver necessariamente violência neste processo)  a olhar para o nosso próprio submundo.

Em diversas situações somos confrontadas com a nossa sombra, contudo poucas foram as vezes que realmente mergulhamos nesta caverna profunda de tal forma que mesmo sabendo que temos luz, portanto que fazemos parte do movimento pro vida, como Proserpina, resolvemos aceitar o que o reino dos mortos nos poderia oferecer, isto é, olhar para a nossa sombra como uma grande mestre.

Proserpina ao aceitar o presente de amor de Plutão aceitou também a sua condição de dualismo e vivenciou-o de forma pura e cíclica.

Ela podia ter escolhido definhar, mas escolheu dar uma oportunidade à sua própria sombra de se manifestar, ela aprendeu também o que havia para aprender no submundo e exerceu lá a sua missão.

Quantas vezes não tivemos nós nas nossas vidas presentes de amor que nos mostraram o nosso inferno? O convite para ver a nossa própria sombra é feito constantemente, dizer-lhe sim, é uma outra história.

Todas temos em nós uma Deusa Proserpina e ela ensina, sem dúvida a honrar a nossa sombra (ou morte) da mesma forma que honramos a nossa luz (ou vida).

Estaremos prontas para vivenciar esta sombra?

Que a Deusa Proserpina nos abençoe e auxilie nesta romaria em busca de toda a nossa dualidade.

Por: Diana Faustino | Sacerdócio do Sagrado Feminino | http://sersagradofeminino.wixsite.com/sacerdotisas

Do Amor Romântico ao Amor Real

Muito se fala de amor. Mas saberemos de facto o que é o Amor? Em tantas histórias de amor que ouvimos há frequentemente um denominador comum: o amor que se transforma em ódio quando termina. E se não for ódio, talvez indiferença. Ou raiva. Ou desilusão. Ou quem sabe desalento ou frustração.

E o que aconteceu então ao amor? Ao grande amor vivido, às promessas de “forever and ever”? O amor termina mesmo? Ou será que… nunca lá esteve?

Será que aquilo a que andamos a chamar de amor não será mais apego, carência, vontade de suprir uma falta que existe dentro de nós?

Até o facto de se chamar cara-metade a alguém com quem se partilha uma vida ou uma história… não é estranho? Mas seremos nós tão incompletos que necessitaremos de alguém que nos torne inteiros? Talvez seja o facto de se viver tantas vezes abaixo da nossa plenitude que nos coloca numa posição ideal para viver relações também limitadas.

Mas e o que sentimos? É real? Ou estaremos apenas a projectar no outro e na relação o que gostaríamos de viver cá dentro? A satisfação, a alegria, o entusiasmo, o encantamento? Ou a falta deles? Se quando a relação termina nada resta… eu tenho muitas dúvidas de que o que estivesse na base da mesma fosse amor. O amor morre? Ou simplesmente muda a sua forma?

Como avançar do ideal romantizado do amor para um amor que seja cada vez mais real? Como saber que o que sentimos é de facto amor?

Para começar poderemos fazer-nos uma pergunta: O que eu preciso desta pessoa? Ou desta relação? Quanto maior a necessidade… mais dúvidas existem de que seja realmente amor. O amor expande-nos, torna-nos maiores. Leva-nos mais e mais ao encontro de quem somos. O amor nunca nos diminui. Não faz exigências, não nos pede que sejamos menos do que somos.

Outra pergunta bastante pertinente é: Se esta relação terminar, o amor mantem-se? O que me liga a esta pessoa permanece intacto? Se a resposta é não, e habitualmente é, então dá que pensar… O amor é contingencial? Depende de uma forma? Desfeita a forma, o amor desfaz-se também? Então talvez não seja mesmo amor. Vivemos numa sociedade que valoriza imenso o Amor Romântico. Muitos de nós sonham ou sonharam com o príncipe encantado, com a princesa dos seus sonhos cor-de-rosa.

Mas a vida raramente vai ao encontro dessas histórias que habitam o nosso universo interior de fantasia. E aí convém perguntarmo-nos, para lá do romance, o que fica? Qual o substrato que alimenta ou alimentou as relações que vivemos? Estaremos nós disponíveis para um amor maior? Que nos amplifica, que nos expande?

Estaremos nós preparados para abrir o nosso coração para sentir para além da forma? E para amar realmente as pessoas com que a Vida brinda o nosso caminho? O que temos nós para dar? Ou será que temos andado tão focados em receber, em ir buscar ao outro, que por isso nos esquecemos de ver e sentir a sua essência, e a nossa?

Sugestão de exercício:

Escreva o nome de todas as pessoas realmente importantes que passaram pela sua vida.

Que pensamentos e sentimentos surgem ao pensar em cada uma delas?

Sinta, em relação a cada uma, se o amor permanece em si, se consegue senti-lo vivo no seu coração.

Se observar que surgem muitas evocações negativas ao pensar em alguém… questione-se: realmente amei esta pessoa? Porque estou a sentir o que estou a sentir?

Abra-se assim também a perceber se há algo pendente, algo que precise de ser resolvido em relação a essas pessoas.

E se sentir que é o momento para si, faça o que precisar de ser feito.

Porque nada nos aprisiona mais do que as histórias mal resolvidas do nosso passado! Que possamos libertar-nos, para nos abrir a mais amor na nossa Vida. Amor Real. Que permanece, mesmo que não se veja, para além da forma, para além do tempo.

Por: Cristina Gomes | Psicoterapia Multidimensional | Terapias de Florais de Anura | Regressão a Vivências Passadas | Reiki Contacto: www.cristinagomesterapias.com

Paixão, Amor, Beleza e Erotismo | Deusa Vénus

Vénus é uma deusa romana conhecida como a Deusa do amor, da beleza e do erotismo.

Os mitos contam que nasceu de uma concha madrepérola, outras histórias contam que é filha de Júpiter e Dione.

As imagens associadas a ela são a concha e a nudez, é interessante fazer o paralelismo entre a sua figura nua da cintura para cima deixando à vista o seu peito, sabendo que o peito simboliza o alimento que damos ao mundo (é no peito que o bebé vem buscar o seu alimento) e se olharmos para esta Deusa, compreendemos o potencial do amor nutridor que oferece: é a representação do amor em figura humana, do amor por si mesma através do seu erotismo e disponibilidade para a sedução por ser simplesmente quem é. Temos também a concha madrepérola que tem em si a suavidade de cetim e o arco-íris, para mim este tipo de concha é um representação maravilhosa da essência da mulher, da sua suavidade, vulnerabilidade e delicadeza, o arco-íris remete-nos para os sonhos de menina que cada uma de nós deve manter intacto dentro do coração para que a nossa criança interna seja nutrida ao longo dos tempos.

Uma mulher quando está na sua natureza, quando está consciente do seu próprio poder pessoal e está apaixonada por si mesma é uma mulher que emana uma energia luminosa e que seduz facilmente, não é algo propositado, é algo natural. É uma mulher de olhos brilhantes e palavras calorosas que preenchem o coração de qualquer pessoa que atravesse o seu caminho.

Luís de Camões refere-se a ela como protectora e interceptora dos navegadores portugueses, talvez porque reconhece neles a força, o fogo da paixão e a arrojada energia de vénus: sair para o desconhecido para descobrir o que existe para além da linha do mar requer que estas particularidades estivessem presentes na alma daqueles marinheiros.

Todos os dias, todas as pessoas são convidadas a sair da zona de conforto, a navegar dentro de si e também a ultrapassar a linha do horizonte, passar para lá do conhecido contudo para dar este passo é necessário o fogo interno estar conectado com a consciência pessoal para tirar  o melhor proveito destes novos descobrimentos.

É a paixão, o erotismo e a disponibilidade da Deusa Vénus que nos ensina que também temos tudo dentro de nós e que podemos usufruir desta energia regeneradora para avançar na vida sem medo. Estar em contacto com esta Deusa é estar em contacto com um amor próprio tão profundo que nos obriga a reconhecer a nossa sombra como mestre, os nossos medos e os nossos preconceitos. Ela ensina a compaixão pelo que lixo que cada um guarda dentro de si e relembra-nos que o podemos transformar em pérolas preciosas.

Por: Diana Faustino | Sacerdócio do Sagrado Feminino | http://sersagradofeminino.wixsite.com/sacerdotisas

Amor | Queres saber se amas verdadeiramente?

Foto: Vera Cristina

Parece-me uma boa altura para escrever sobre o amor. Vamos falar sobre o Ele…

O que é o amor?

Todos os dias vida, morte, vida, ciclos intermináveis, ciclos sem fim; e estão bem aqui, como uma brisa. Consegues sentir?

Como uma laranja suculenta, de cor laranja, grande ou pequena, doce ou ácida, vem de uma árvore? Como é que ela faz isso? Como é que a laranjeira dá o mesmo fruto, com o mesmo paladar em todo o mundo? Escuta, como teu coração bate, os teus pêlos crescem, o teu sangue flui. Como fazes isso? Escuta o som da lua, que emoção! A música do sol, que alegria!

Porque fugimos, porque evitamos, porque complicamos?

Tudo está a ser manifestado agora. Esta força subtil que faz brotar a Primavera, a mesma força que mata no Outono. Isto é amor. O amor é subtil e infinito.

Complicamos quando achamos que o amor é apenas o que sentimos por alguém. Na verdade, o amor é o que “essa pessoa” nos faz sentir. Só assim ele é realmente livre. Quando olhas nos olhos do teu companheiro/a e vês que ele é um rasgo de luz que te permite sentir o amor da Criação e honrá-lo/a, por todos os dias ele/a ser esse portal para “Deus” e também consentir que o sejas para ele/a. Há algo mais belo do que isto? Se achas que o amor é o que sentes por alguém, então em breve perceberás que esse amor tem limites e vais querer moldá-lo à tua imagem, e acabarás por destruir o aroma natural desse ser.


A laranjeira cria os seus frutos cuidando, não os molda, por isso nenhuma laranja é igual à outra e nenhuma é mais amada que outra. São uma extensão da própria árvore em total abundância e entrega, tal como todos nós o somos. 
Escuta, que benção é a força subtil que une duas pessoas, essa força que faz que do dois, venha o três. Isto é amor. liberta-te para sentir o amor das relações. Olha o teu companheiro/a e escuta o amor que te é dedicado agora. 

A força subtil que faz o teu coração bater desde que te conceberam, até este instante; a mesma força que mantém a lua e o sol suspensos. A vida é amor que bate no centro do teu peito e não controlas. Não controlas, não limitas o verdadeiro amor. Agora mesmo, coloca as mãos no teu coração e sente essa bomba de vida a pulsar.
Como fazes isso? É o amor que faz.

Por: Carolina Maria | MANDRÁGORA PROJECT | Contacto: https://www.facebook.com/projectomandragora/?fref=ts

Relações | Em que situações é saudável ceder?

A minha ideia de relacionamentos foi mudando ao longo dos anos, acreditei durante demasiado tempo que teria que fazer um esforço para caber no mundo dos outros. Como boa libriana (signo balança) pensava que tinha que constantemente me adaptar, até que comecei a perder-me de mim: posso afirmar que poucas vezes tive amor próprio suficiente para sair de relacionamentos tóxicos, porque naquela altura acreditava que tinha uma missão qualquer ali, uma bandeira que ergui tão alto que acabei por me esconder por baixo dela.

Ao longo da minha caminhada pessoal descobri que afinal que a maior parte das minhas ideologias relativamente aos relacionamentos eram ilusórias, só existiam na minha cabeça, por outro lado eu não queria me tornar como as pessoas que atraia para a minha vida mas como atrair algo novo e melhor? Comecei a tentar perceber o que é que eu poderia mudar, aonde é que eu poderia chegar mais rápido e fazer uma mudança, o que não foi nada fácil porque a linha que separa o que somos e o que desejamos do que não desejamos ser, é bastante ténue e não era nada difícil atravessar esta linha.

Olhando para trás percebi que hoje finalmente me relaciono de forma diferente (de uma forma melhor para mim) porque tive sempre em mente o que não queria para a minha vida, e hoje a maneira como me disponibilizo para um relacionamento (profissional, amizade e de amor) é de uma forma mais consciente. Eu não tenho de servir o outro nem o outro tem de me servir.

E o que quero eu dizer com isto?

Quero dizer que as minhas expectativas eram demasiado altas e as expectativas dos outros em relação a mim sufocavam-me, retraiam-me e cortavam a minha liberdade de expressão (não quer dizer que o fizessem de forma consciente, estas pessoas apenas foram um instrumento para eu chegar a esta conclusão).

No momento em que percepcionei isto, comecei a escolher ver além do óbvio: em vez de me irritar com o outro, escolhi colocar-me no lugar daquela pessoa, e como ela estava a tentar relacionar-se comigo, sim a tentar, porque por vezes somos nós que nos boicotamos e não é o outro que não quer, simplesmente somos nós que não deixamos.

E fazer este exercício permite ter percepção de muita coisa: da vontade, do compromisso, da lealdade e do não querer. E seja qual for a opção, essa opção está certa e é válida. Às vezes tentamos agarrar algo à nossa vida, mas não nos podemos esquecer que um tango não se dança sozinho, é preciso a outra parte também querer dançar, e se a dança não existir então está na hora de largar. Simples assim. Quem deseja realmente ficar fica.

Contudo, se a dança estiver a acontecer isto obriga-nos a continuar a brincar ao jogo “colocar-me na pele do outro” e a tentar olhar-nos através do olhar do outro, ao mesmo tempo que fazemos uma análise de nós mesmos, sem vitimizações então percebemos: o que sentimos, o que não sentimos e a nossa própria atitude perante os outros e como os outros nos vêm devido a estas clausulas todas. E crescemos, percebemos que afinal o nosso bloqueio acontece porque x+y é obrigatoriamente igual a “t” e não igual a “ j + a”: Uma nova consciência sobre nós mesmos nasce e aprendemos a relacionarmo-nos de outra maneira. Uma maneira mais madura, amorosa e realmente verdadeira.

Por: Diana Faustino | Sacerdócio do Sagrado Feminino | http://sersagradofeminino.wixsite.com/sacerdotisas

Relacionamentos | As pessoas gostam de ser maltratadas!

Não, não gostam. E se te disserem isto, é mentira! As pessoas gostam de ser amadas, cuidadas e acarinhadas.

Pessoas que dizem este tipo de comentários são pessoas que dentro das suas experiências nunca foram amadas verdadeiramente, nunca souberam o que é construir uma relação a dois com amor nutridor um pelo outro. Portanto não tragas para a tua vida comentários de pessoas que talvez, e infelizmente, nunca foram amadas verdadeiramente, talvez nunca lhes foi ensinado o amor.

E mais uma vez, infelizmente, ouvi estes comentários relatarem a verdade de homens, e faz-me chegar mais uma vez à conclusão que quando uma pessoa está num relacionamento, seja ele de que teor for: amizade, amor, profissional, etc, que nós mulheres temos aqui uma responsabilidade compartilhada (bastante grande) na mudança de conceitos.

Este tipo de comentários lembra-me a exigência que muitas vezes colocamos nos relacionamentos: colocamos no outro a missão (bastante ingrata) de nos fazer feliz, de nos dar o mundo, de trazer até nós a lua embrulhada em papel de diamante. Apenas exigimos. Talvez porque foi assim que aprendemos que o amor é.

As maiores problemáticas nas relações não tem a haver com as diferenças de personalidades tem a haver com os diferentes significados e pesos que damos às coisas. Não existe um livro de bons ensinamentos sobre como deve ser uma relação, contudo sabemos que tem de existir comunicação e uma boa dança de ambos os intervenientes para chegar a uma partilha e consenso. Abrir a mente à realidade da outra pessoa é abrir a mente a descobrir um mundo totalmente novo.

Os relacionamentos que temos, mais ou menos longos, servem para aprender alguma coisa, todos são nossos mestres e nós mestres dos outros, aprendemos sempre, nem que seja o que não desejamos para a nossa vida, não são necessariamente erros, são aprendizados e têm de ser feitos. Ninguém gosta de ser maltratado, e aqui temos a escolha de nos manter nesta situação ou sair dela, e talvez seja mesmo este o aprendizado: dizer não à falta de amor. E dizer sim ao amor que temos por nós mesmas.

Quando nos mantemos numa situação onde não há amor (e tudo o que o amor comporta), então estamos a escolher que comentários e realidades como descritas acima continuem a ser materializadas, porque escolhemos alimentar este tipo de relacionamentos e inevitavelmente isso ficará no registo emocional de ambos e será transmitido para futuros relacionamentos até encontrar alguém que se disponibilize a ensinar o poder curador do amor e do respeito, mesmo em relações de amizade ou profissionais.

A nossa responsabilidade nos relacionamentos é muito grande, especialmente quando cruzam o nosso caminho pessoas que precisam tanto de ser amadas e de aprender o verdadeiro poder do amor!

Por: Diana Faustino | Sacerdócio do Sagrado Feminino | http://sersagradofeminino.wixsite.com/sacerdotisas

Parentalidade | Maternidade e o crescimento da Mulher!

Foto: Filipe Raimundo

Sim há momentos em que ainda me sinto cansada e esgotada. . Em que olho para a casa e vejo desarrumação. . . Mas depois olho para ti a sorrir, feliz, a cantar… Derretes o meu coração a cada instante. Quando chamas por mim, quando acordas e sorris, quando chego do trabalho e danças de felicidade por me ver…

Tu preenches o meu ser a cada instante. A cada abraço.. a cada brincadeira..

Fazes algo crescer no meu coração… O teu nascimento provocou em mim uma revolução. Há quase 2 anos que te vi pela primeira vez e que renasci. Ou melhor, comecei a renascer! Começou de uma forma muito subtil como a necessidade de andar descalça… O meu corpo, o meu íntimo a pedir a reconexão à Terra Mãe.

Agora, como mãe, já estou pronta! Sou capaz!

Durante este tempo criou-se uma ligação mãe-filha… A amamentação foi o laço número um! Uau.. amamentar… Ser capaz de fazer um ser crescer e estar vivo apenas com o meu leite, o meu amor, o meu toque, o companheirismo e cuidado do papá! É uma sensação estrondosa. É o ser mãe, guerreira, e aceitar a conexão comigo e com o meu ser. Tu foste e és a grande razão dessa aprendizagem.

Fizeste-me questionar acerca do meu lugar no mundo… da minha vida… da minha missão. Parei com algo importante.. seria assim tão importante? Seria o medo de não cumprir os padrões da sociedade que me fazia continuar? Porque temos de estudar? Ser alguém na vida! Mas o que é ser alguém? É ter um diploma? E a personalidade? E o que te deixa feliz? E o que queres fazer na realidade?

Serei louca por abandonar, neste momento, essas ideias? Talvez… Mas quero ser assim! Louca, feliz, reconectada comigo e com a maternidade!

Quero aprender o que sinto que abandonei e que me ajudaste a redescobrir. Quero ser livre, mulher, desenvolver a minha intuição e capacidades psíquicas. Perceber o que tem chegado, de forma tímida, até mim.

Nova necessidade surge… Andar sem as amarras que alguém impôs à mulher. Aprender a conhecer e respeitar o meu ciclo, as minhas luas vermelhas. A minha necessidade de introspecção cresce a cada dia e, na minha cabeça vive um remoinho de pensamentos constantes. Começo a escrever o que sinto com determinadas situações e sinto uma libertação fenomenal. “Apenas” por escrever o que sinto… Quero desenvolver este campo e criar. Algo surgirá!

Muitas mulheres sentem este chamado mesmo sem a maternidade. Eu desviei o meu objetivo a certa altura, por ter algo que aprender. Tu, filha, fizeste-me retomar o meu caminho. Eu aceitei e abracei este desafio de mergulhar em mim e na imensidão do meu ser. Grata por tamanho aprendizado. Grata por existires em mim e pela felicidade que transbordas sempre que me vês.

Por: Cátia Brandão

~ As Mães d’ Água são um movimento cívico inspirador que promove os benefícios (e beleza!) do Parto Natural, Na Água ~ www.maesdagua.org

Energia Feminina | Somos Amor!

Quando nos conectamos verdadeiramente com a nossa divindade, compreendemos que somos únicas, que o que desejamos pode não ser o mesmo que as pessoas à nossa volta desejam para elas. Temos de ter empatia por todos, pois todos têm os seus próprios desafios para ultrapassar, respeitar os outros e respeitar a nós mesmas na nossa diferença.

Esta diferença é boa, é real, traz-nos a consciência que não temos que seguir um padrão pré estabelecido, basta amar quem somos e devagar vamos caminhando o caminho que se vai desenhando e materializando à nossa frente, sempre em vista a nossa evolução pessoal.

Existem sempre partes de nós que não conhecemos (somos uma imensidão), partes que por vezes parecem boas de mais para serem verdade, o merecimento tem aqui um papel fundamental  ou partes que parecem ser muito negativas, e temos de compreender que por vezes o problema não é serem negativas mas sim a construção mental e emocional que já fizemos delas.

Trabalhar o bom, o menos bom, a nossa luz e a sombra é algo que é precioso e muito necessário para a nossa própria transformação, começando pela imagem que temos de nós mesmas e depois começar também, naturalmente, a manifestar isto para fora.

Trabalhar a nossa energia feminina seja através de um curso, de círculos, de tertúlias, workshops ou de uma forma mais autodidacta permite compreender quais os fardos que estamos a querer carregar quando não é essa a nossa missão, existem vivencias inevitáveis, contudo existem também vivencias que são resultado de gastar demasiada energia a carregar fardos, histórias, valores e regras que não são verdadeiramente nossas, só quando nos libertamos do que não é nosso e do que já não nos serve (por exemplo, quando não temos necessidade de alimentar uma situação e continuamos a alimentá-la porque temos medo de largar, libertar ou receio de perder alguma coisa).

É tão importante a partilha dos nossos sentimentos e angústias com outras mulheres, outras parceiras de caminhada que realmente ouçam, realmente se interessem, realmente consigam acolher em si esta partilha e também participar de forma activa nesta troca porque é importante desmistificar que isto apenas acontece a uma pequena parte das mulheres, o que não é realmente verdade todas passamos ou já passamos por situações que não compreendemos e tivemos a necessidade de partilhar com alguém que entendesse: tentar ser para a próxima o que também gostámos que tivessem sido para nós. O objectivo não é entrar em vitimização e alimentar a situação, é sim conversar e entrar num entendimento que permita transmutar e curar profundamente aquilo dentro de cada uma de nós.

É esta partilha, este acolhimento, este amor e receptividade que nutre a alma de ambas as partes, de quem partilha e de quem tem o voto de confiança e assim aprendemos em conjunto o poder da paciência, da gratidão, da partilha, da generosidade, o poder de saber colocar limites, o amor próprio, a empatia e também não menos importante o poder de estar em silêncio.

Apenas e só em silencio, de mão dada ou num abraço profundo que apenas uma mulher livre e em plena consciência sabe dar e a alma reconhece o real poder transformador do amor.

Por: Diana Faustino | Sacerdócio do Sagrado Feminino | http://sersagradofeminino.wixsite.com/sacerdotisas

As Mil&Uma razões | Para… NÃO, criticar uma Mãe!

as-miluma-razoes-para-nao-criticar-uma-mae-glauciaAcho que é algo natural, sim… Algo que Freud, Jung e toda a psiquiatria tentou explicar… Mas gostava de pensar com você… Porquê? Porque será que criticamos nós as nossas mães? (Em algum momento da nossa vida acontece, não é?)

Todos os “manuais de maternidade” nos descrevem como “semiDeusas” que são capazes de abrir mão de tudo o que têm dentro de si para o bem da sua prole. Mas eu estou aqui para ajudar a ver… olha, isso é ilusão! O “bem de nossa prole” não tem a ver com abdicar de sonhos, vontades, posicionamento político. Nada. Agora EU vejo isso… mas antes de ser mãe… não. E criticava.

Se você, como eu, tinha “um génio” forte na adolescência, você também olhou um dia para a sua mãe com frustração por ela ver o mundo diferente ou ter uma opinião diferente da sua. Ou até por a ver feliz por algo que para você não fazia sentido, ou até que não a servia a si… Porque no fundo ela devia ser um Ser feito para te servir e te fazer feliz, não é? O ego é cruel. A gente julga.

Mas (por incrível que pareça), mães são pessoas. E Pessoas têm sonhos, vontades, opiniões… e as pessoas mudam de ideias… as pessoas assumem posturas diversas em relação à vida… as mães também!

Semana passada minha mãe brincou a dizer que “Agora você vai dar valor para mim enquanto mãe”, e sim, isso é a mais pura verdade.

Só depois de ser mãe, depois de passar por milhões de problemas com meus relacionamentos… só depois de tudo isso eu consigo ver a minha mãe como uma PESSOA. Uma pessoa que tem sonhos, vontades, pensamentos dela (só dela mesmo, que não me incluem) e que merece ser valorizada. Sim, merece que eu reconheça o valor de cada, mas mesmo de cada segundo que ela deu da vida dela para mim, para que eu pudesse crescer.

~ Mãe me perdoe, mesmo, sinto muito, eu te amo, gratidão! ~

Agora… existe um fenómeno – talvez “natural”, não sei… – entre as mulheres que se tornam mães, o suposto “direito adquirido” de criticar outras mães!

Vamos falar de mães que têm bebés pequenos. Até antes, logo que uma mulher engravida, mesmo antes do parto, descobre que todo o mundo acha que sabe o que é melhor para o seu filho. Você passou por isso? Eu sei que passou. Eu passei! Como se sentiu?

Eu quero fazer um pedido simples, um chamado (de coração, mesmo): Por favor, não vamos multiplicar esta atitude para com as outras mulheres/ mães, e todo o incómodo que causa.

Existem mil formas de ajudar, e quando vemos uma situação complicada é natural querermos ajudar. Mas existem mil maneiras de falar, e, se decidir mesmo falar com essa mãe que sente que pode ajudar, tenha algumas coisas em mente:

~ Primeiro A mãe em questão pediu a sua opinião? – Nunca perca a oportunidade de exercer o seu direito (até um dever por vezes) ao silêncio, nem sempre as pessoas querem saber o que você pensa.

~ Empatia Você está se colocando no lugar dela? Falando como gostaria que falassem com você?

~ Utilidade Isso que tem para dizer é realmente útil? – Isso é o que você realmente acredita e vivenciou, ou está somente repetindo algo que ouviu e que não aprofundou sequer?

~ Cada família é uma família Tenha em mente que a realidade das outras pessoas pode ser diferente da sua. O que é bom para você não o é necessariamente para outra pessoa (Isso parece clichê, mas é verdadeiro).

Ser mãe te traz milhões de desafios constantes, você está lutando com milhões de questões internas e ainda por cima com as cobranças que vêm de todos os lados.

Uma mãe precisa de apoio, e normalmente o melhor que você pode fazer por ela é lavar a louça! Ou somente ouvi-la, perguntar de que precisa, brincar com o filho dela para ela ter dez minutos sozinha, para tomar um banho ou somente respirar… Isto sim, ajuda! E como ajuda!

Então, por mais que te doa ver uma mãe dar “papas Nestlé” para o filho dela aos quatro meses de idade, se ela não quiser saber de BLW (Baby Led Weaning) você só vai ser mais uma pessoa chata que lhe traz um momento de stress.

A chamada dessa semana é para todos: Respeitem as mães, respeitem as mulheres. Respeitem, acima de tudo, as pessoas.

Seja você um exemplo, ofereça espaço para as outras mães. Seja esse espaço seguro e sem julgamento que tantas de nós queremos, precisamos, e não encontramos facilmente. Ofereça compaixão pelo caminho de cada uma e liberdade para ser quem é, para seguir aquilo em que acredita… e aí… aí veja como vão até vir te procurar, se houver sintonia. Se não houver… não perca seu tempo atraindo o que você não quer.

Se você estiver chateada comigo e houver ressentimento (até raiva) criado por este texto, eu sinto muito, mas não é uma crítica. Veja, eu já critiquei demais, e já sei que não ajuda. Critiquei a minha própria mãe, outras mães… e parei. Não quero fazer mais isso, e sabe, sou bem mais feliz assim, sem críticas. Quero que você possa ser feliz também.

Não dei mil&um motivos aqui, não sou eu a detentora da solução, e não pretendo escrever mais uma “Manual da Boa Mãe”, cada uma de nós tem o seu percurso, não julgo, eu vim aqui apenas para partilhar. Para mim este é o caminho para cada uma de nós, no seu tempo, no seu espaço de auto-questionamento encontrar seus motivos.

Por: Gláucia Figueiredo

~ As Mães d’ Água são um movimento cívico inspirador que promove os benefícios (e beleza!) do Parto Natural, Na Água ~ www.maesdagua.org

Manifesto | Experiência vs Sentir

fullsizerender-1Entretanto lá fora surgem gritos de batalhas inacabadas. Surgem gritos ocos por resistências oferecer… Surge a falta de Confiança aliada à falta de visão do Novo…

Até que ponto me permito aprender?! Até que ponto estou preparado para que as Lições venham de quem não percorreu a maratona dos anos?! Até que ponto fico ferido por perceber que há lição para aprender de quem não teve que passar pela minha escola pessoal da dor para elevar a Consciência?! Até que ponto ridicularizo em silêncio a manifestação divina alheia por não conceber que quem tem tenra idade não tem experiência de vida?!

Qual a parte de mim em que a Sombra tece agoniantes comichões traduzidas num ataque a quem por Liberdade e Confiança fala?!

Será que estamos preparados para a grande massa de seres que chegam ao planeta com a Consciência activa e que não tiveram que percorrer a estrada da frustração dos velhos do Restelo?

O Velho do Restelo, personagem retratada por Camões, está bem vivo até hoje. Está incorporado nos que acham que a sua dor foi a maior de todas, e por isso o seu sofrimento é tão sagrado que lhes confere a falsa ideia de iluminação. A questão é mesmo essa: falsa ideia de iluminação. Se hoje ainda chamo dor ao processo “escola de evolução da minha alma” então terei esquecido a regra básica: a Alquimia.

O Alquimista transformou a palavra dor em flor!

Sem esta regra básica estar integrada não há passagem do nível 1 do curso do Amor. Se ainda falo em dor do passado no presente, então que tenha essa clara noção e possa hoje, passar para o nível 2.

Que se saiba aceitar quem tem o Nada para ensinar.

Que permita baixar as orelhas do ego para aprender de quem nem um livro leu, de quem não atravessou a maratona dos anos, porque afinal de contas a essência não tem idade!

Repetindo: … a essência não tem idade!

Continuamos a ser como em todas as outras vidas… a achar que idade é posto de sabedoria! A achar que a minha história de vida se sobrepõe àquela de quem não a experienciou…

Continuamos a dizer em silêncio: cresce e aparece!

Continuamos a não permitir ouvir!

Continuamos a ficar doloridos quando quem não tem experiência de vida terrena chega e fala algo que demoramos anos a conquistar!

Por um lado abrimos as portas do conhecimento quando assumimos o papel de professor catedrático da escola do Amor, mas quando uma nova lição nos chega à porta na boca de miúdos o ego do velho corpo fica ressentido, quiçá furioso, quiçá gozão!

Não há fluidez assim… Não há nada com nada! Só há uma tremenda confusão!

Há uma nova geração de Guerreiros prontos para a Guerra que se escusam de livros ou de cursos floriados pois eles possuem a chave de acesso directo ao coração, como se fossem novos modelos da espécie humana, modernizados para a era que vivemos. O mesmo acontece com tudo o que o homem fabrica. O produto de 1950 hoje é um clássico e tanta beleza tem um clássico. Houve também espaço para a modernização e qualquer produto fabricado pelo homem sofreu bastantes alterações até 2016. Outros tantos foram inventados. Quantas pessoas há que resmungam pelo avanço dos tempos dizendo que no tempo delas é que era?!O mesmo acontece no mundo da iluminação misturada com o sofrimento onde o ser clássico se arrepia com o ser contemporâneo.

É aqui – e com alguma frequência se vê este comportamento – que a coerência entre o que falo e faço tem que acontecer, pois os resultados da falta desta reflexão trarão consequências a curto prazo.

Estaremos preparados?! Há tempo desde que me permita à Consciência e à entrega literal do meu Ser aos elementos Fogo e Ar…

Ouçamos as crianças das tribos de Lá que já chegam a debitar Informação!

Viva ao Povo das Estrelas!

Viva à Promessa que se cumpre a olhos vistos!

Que cheguem mais e mais Professores!

Que os Velhos do Restelo se permitam sorrir e aceitar o Novo pois esse é o seu actual desafio.

Que possamos permitir!

 

Por: Tiago Bastos | https://www.facebook.com/Chakra-Arco-%C3%8Dris-1707552729477455/?fref=ts

Entrevista Mariana Bacelar | Farmacêutica e Facilitadora em Parentalidade Consciente | O Suave Milagre

1474377_997741560293259_7168533421956536493_nBreve apresentação da Mariana Bacelar?

Sou a Mariana, tenho 38 anos, cresci em Viana do Castelo, mas vivo no Porto há 20 anos. Sou licenciada em Ciências Farmacêuticas. Trabalhei em farmácia de oficina, na Associação Nacional de Farmácias e em Parafarmácias ligadas à Grande Distribuição, o que me levou a tirar um Master em Marketing. Mas, como costumo dizer, é o João Maria que me orienta o “Doutoramento” –  nunca acabado – que é esta aventura da Maternidade, agora na sua fase “pos-DOC” com o nascimento da Maria Helena, em Janeiro. 🙂

Foi o João que me fez querer ir mais além, foi ele que me levou a questionar (dentro de mim e no ambiente externo) o que fazia sentido e o que não no exercício da maternidade, o que me levou por um caminho de auto-descoberta.

E a verdade é que embora o meu percurso académico esteja mais ligado às ciências sempre me apaixonaram a psicologia, a sociologia, a história e o ensino/ aprendizagem.

Assim, fui cada vez estudando e querendo saber mais sobre o desenvolvimento da criança, a parentalidade, a gestão das emoções e dos relacionamentos.

Fiz formação em Yoga para bebés, com a Escola Babyoga e em Ecologia Emocional com a Fundacion Ambit (Instituto Ecologia Emocional) e, há um ano, certifiquei-me como Facilitadora em Parentalidade Consciente, pela Academia de Parentalidade Consciente.

 

Usa no seu trabalho diário formas de Parentalidade Consciente?

É curioso perceber como, se eu olhar para trás agora, o interesse pelas relações humanas, – que no fundo é onde nos leva a Parentalidade Consciente – se foi tornando mais presente na minha vida, com o nascimento do João Maria mas ainda antes do meu percurso em Parentalidade Consciente.

A gestão de equipas de trabalho, o que é a liderança, a construção de ambientes positivos, a origem da motivação e da criatividade foram sendo alvo das minhas leituras e pesquisa.

Ao mesmo tempo, o João Maria crescia e levava-me a questionar que mãe era essa que eu queria ser, e aí tive esse feliz encontro com a Mikaela Oven e a Parentalidade Consciente.

E a verdade é que os Valores em que esta perspetiva da parentalidade assenta são perfeitamente transversais e aplicáveis aos relacionamentos entre colegas de trabalho, lideres e suas equipas, podem mudar a forma como nos relacionamos com o nosso companheiro, irmãos, pais e amigos.

Qual o papel social da Academia de Parentalidade Consciente? 

A Academia de Parentalidade Consciente é um projeto da Mikaela Övén que tem como intenção servir de ponto de encontro entre pais, educadores e toda a comunidade e os facilitadores de Parentalidade Consciente, pretende inspirar, apoiar e guiar pais e profissionais através da Certificação e de formação continua e promover a  partilha de informação, artigos e divulgação de eventos. Na Academia de Parentalidade Consciente acreditamos que a forma como educamos as nossas crianças e os pais e professores que somos hoje  tem o poder de mudar o mundo de amanhã.

Estamos num mundo intenso e agitado, ser mãe ou pai nesta nova era é aprender tudo de novo, porque as formas de atuar com as crianças já não funcionam, verdade?

Vivemos num mundo intenso e agitado, verdade. A maioria de nós vive em ambientes urbanos, onde há muitas “coisas” e muita informação, temos um ritmo muito acelerado, falta-nos tempo e sobram solicitações. Sentimo-nos perto de tudo e de tanta gente e ao mesmo tempo vivemos cada vez mais isolados. As nossas exigências sociais e profissionais são cada vez maiores e temos pouca sabedoria sobre crianças e parentalidade, porque somos pais cada vez mais tarde e de menos filhos.  O mundo mudou, por isso os pais e as crianças de hoje não podem ser os mesmos de há trinta anos atrás.

Por outro lado, para mim, ser mãe ou pai é, ter um poder enorme sobre a mudança que queremos para o futuro –  podemos utilizar as formas tradicionais ou que os nossos pais usaram, mas provavelmente não vão “funcionar” como antigamente e, mais do que isso, não vão promover um mundo melhor ou diferente do que temos atualmente e que tanto criticamos.

Ser um Pai consciente é aprender coisas novas, sim, mas atrevo-me a dizer que é também “desaprender” muitos conceitos e crenças que, afinal, não são a nossa verdade.

As funções de um progenitor ou outro devem ser iguais, ou cada um tem o seu papel?

Eu acredito que mais do que Pais e Mães, mais do que um papel, somos pessoas a relacionarem-se com outras pessoas (mais pequeninas em tamanho, mais dependentes dos nossos cuidados, mas pessoas como nós).

Em termos “práticos” as funções podem ser repartidas, claro, de acordo com a realidade de cada família –  e aí não há certo ou errado, não há bem ou mal, não há “receitas” como muitos conselhos e especialistas defendem.

Mas quem nós somos e como nos relacionamos com os nossos filhos tem de vir da nossa verdade, da nossa autenticidade –  senão nunca construiremos com eles uma relação, uma intimidade, um vinculo. Podemos contruir regras, uma imagem, limites e providenciar banhos, alimentação e cuidados básicos, mas nunca chegaremos a “alimentar” o Amor.

E verdade que Pai e Mãe terão feitios diferentes, maneiras diferentes de lidar com as emoções, limites e necessidades diferentes. Mesmo a mesma pessoa, em dias diferentes, é diferente – e cada uma dessas interações terá o seu papel na construção da relação e do mundo da criança.

O que é a Parentalidade Consciente?

A Parentalidade Consciente é sobretudo perceber o relacionamento entre pais e filhos como a construção de uma relação, que assenta na verdade do que somos, no Amor e no Respeito.  Muitas vezes diz-se: “cada pessoa educa como quer” e isto não é verdade: porque muitas vezes educamos apenas como podemos, como conseguimos, repetindo padrões, sem ferramentas que nos auxiliem, reféns das circunstâncias e do inconsciente. A Parentalidade Consciente capacita-nos para sermos as mães e os pais que queremos mesmo ser.

Quais são as principais características que este tipo de Parentalidade promove?

A Parentalidade Consciente convida-nos sobretudo a olhar para nós, para as nossas intenções como mães e pais, convida-nos a ter um olhar consciente sobre os nossos comportamentos e práticas que utilizamos ao nos relacionarmos com os nossos filhos.

A Parentalidade Consciente assenta também nas premissas do igual valor entre os relacionamentos humanos, incluindo os de pais e filhos, do respeito pela integridade dos nossos filhos – e pela nossa! -, na permissão da autenticidade entre pais e filhos e na prática da responsabilidade pessoal de cada um.

A Parentalidade Consciente defende que o exemplo e o amor são as verdadeiras ferramentas de educação que temos, respeita o processo de desenvolvimento cognitivo e emocional humano e compreende que a relação de pais e filhos pode ser um verdadeiro retiro espiritual, onde ambos crescemos e descobrimos o nosso caminho.

Na Parentalidade consciente desenvolve-se muito o conceito de “cuidar de mim” para conseguir cuidar do meu filho ou filhos, que quer isto dizer?

Só podemos ser melhores mães e pais se conseguirmos atuar a partir de uma maior consciência – conseguir deixar de repetir padrões e alterar crenças e ideias feitas sobre educação, deixar de ser pais em piloto automático, oferecer presença de qualidade e isso só se consegue se nós estivermos bem –  descansadas, capazes de ter autocontrolo, em paz, tranquilas, com as nossas necessidades satisfeitas e os nossos limites respeitados. Cuidar de nós pode ter muitas facetas e pode conseguir-se de muitas maneiras, tantas quantas mães diferentes e situações diferentes existem no exercício da parentalidade.

Porque queremos filhos perfeitos?

É uma pergunta “perfeita” porque nos leva a deslaçar o novelo das crenças, preconceitos, emoções recalcadas e entendermo-nos (e aos pais que somos) melhor.

Porque queremos ter filhos?

A maioria dos reveses da viagem da parentalidade é sobre nós e não sobre as nossas crianças. O MEU filho é um poderoso gatilho que desperta em nós a nossa criança interior, que vai fazer soar o alarme das nossas questões por resolver, das nossas emoções negadas, das nossas feridas que não sararam, dos nossos sonhos e expectativas. O MEU filho é uma espécie de segunda oportunidade –  é o meu caminho, de novo. Pode tornar-se a fonte de todos os meus receios, das metas que eu gostaria de ter alcançando, da minha imagem perante os outros, do meu ego.

Quando percebemos que os filhos não são nossos, são dádivas, que vem através de nós, mas não para nós, que vem para nos acordar, não para nos agradar, percebemos que cada um tem o seu próprio caminho – e o mais que podemos ambicionar é refazer o nosso e ampara-lo no dele.

Deixamos de projetar neles tantos medos, ansiedades e desejos –  crescemos por dentro e encaramos a nossa verdade, essa de que nos afastamos à medida que crescemos e somos educados, e assim estabelecemos com os nossos filhos uma relação de verdadeira orientação, influencia e Educação.

Uma das primeiras coisas que um Pai ou Mãe consciente pergunta a si próprio é: que mãe/ pai quero Ser? (e não que filho quero ter!)

O que poderá indicar quando uma criança tem um comportamento desafiante?

Todo o comportamento visa a satisfação de uma necessidade. O comportamento é a parte visível do iceberg que somos –  há todo um mundo interior que emerge no comportamento. E é essa parte submersa (às vezes até inconsciente) que dita a parte visível. Isto é tão importante, porque as teorias comportamentalistas estão tão enraizadas na nossa sociedade e isso leva-nos a não atribuir significado ao comportamento da criança, a ser apenas algo a louvar ou corrigir para que aprenda a comportar-se como deve ser. Isto não está bem.

Por trás de todo o comportamento há uma razão – uma necessidade por preencher.

Pode ser sono, fome, falta de segurança ou de atenção, e é a forma que a criança encontra para se exprimir – e essa forma vai sendo afinada, á medida que crescemos, que se desenvolvem estruturas cerebrais e capacidades cognitivas que nos permitem agir de forma diferente, e moldada pelo exemplo que vamos vendo. Quando o nosso filho tem um comportamento desafiante, significa que temos um filho que não se anula, que não abre mão das suas necessidades e mostra os seus limites – pensar assim pode mudar tudo, não?

Como devemos atuar perante um comportamento desafiante? 

A regra de ouro é: conectar com a criança, conectar com a necessidade por trás do comportamento. Reconhecer a situação e as emoções da criança, falar-lhe com autenticidade das nossas necessidades, dos nossos limites, mas mostrar empatia e curiosidade pelos seus. Envolve-la na resolução da situação, permitir a negociação, oferecer ou escutar possibilidades, mostrar-se confiante numa solução de compromisso e manter o controlo – mas o das nossas próprias emoções, do nosso ego, da nossa reatividade.

É importante manter o foco no longo prazo, ou seja, lembramo-nos que mais importante do que a resolução rápida da birra ou a extinção imediata do comportamento, é a aprendizagem que a criança fará para o futuro com aquela situação.

Qualquer conflito encerra uma oportunidade de ouro de crescimento para pais e filhos, e seja qual for a razão que o originou, a lição maior que dele tiramos está na forma como o resolvemos.

Uma situação que muitos pais têm dificuldade em gerir é o conflito entre irmão, à luz da Parentalidade Consciente, qual deveria ser a posição dos pais?

Em Parentalidade Consciente não temos “livros de receitas” –  podemos ter algumas listas de ingredientes que nos parecem “saudáveis”, mas cada “pai-cozinheiro”, poderá utiliza-los de maneira que fizer mais sentido, de maneiras criativas e únicas. 😉

E nunca nos podemos por, como Pais, na posição de espetadores de um jogo que está a acontecer – a nossa família é o jogo onde nos somos jogadores ativos e decisivos para o resultado final.

Fazemos muito isso: pomo-nos no pedestal e julgamos, criticamos, elogiamos os comportamentos, as emoções dos nossos filhos como se não tivéssemos nada a ver com elas. Temos sempre. Ou porque elas emergem da relação connosco ou porque a nossa função é ir de encontro a elas, como uma influencia positiva.

Em Parentalidade Consciente utilizamos muito a metáfora de pais detetives/cientistas (que se perguntam: o que está a acontecer aqui? Porquê? De onde vem isto? O que quer o meu filho alcançar com isto? Que necessidades quer preencher com este comportamento?), devemos depois olhar para dentro (quais são as minhas intenções como mãe? as minhas atitudes / comportamentos podem ter alguma coisa a ver com estes comportamentos entre eles, eu estou em conflito com eles? como posso ser uma influencia positiva, o que posso fazer / ser quando acontecem conflitos na minha própria vida?).

Somos modelos, educamos pelo exemplo.

É bom também deixarmos cair o mito de sermos omnipresentes e salvadores dos nossos filhos – estar lá para eles quando pedirem ajuda não viver os conflitos e os desafios por eles. Não querer evitar os conflitos, mas sim tirar deles o melhor partido, permitir que se aprenda algo com eles. Dar-lhes modelos de gestão de conflitos, usando por exemplo, o reconhecimento das emoções e a comunicação consciente, mas não ser juiz nem arbitro, ser um mediador para a Paz 🙂

Mariana Bacelar | O Suave Milagre

Entrevista realizada por Vera Cristina Ribeiro