A filha tornou-se Mãe

6
Foto: Chanel Baran

”Era uma vez…

uma filha que se transformou em mãe.

A mãe passou a ter que aprender a ser avó, a filha passou a ter que aprender a ser mãe. As duas passaram a ter que reaprender as suas relações, sabendo que nada nunca mais seria o mesmo.

 

A filha que agora era mãe sentia que precisava de fazer as pazes com a mãe que agora era avó. Precisavam de se tornar mulheres amigas, independentemente de quem eram e da história que as levava aquele momento.

Sentia que as estações passavam muito depressa umas seguindo as outras. Os cabelos brancos apareciam e as linhas dos olhos ficavam cada vez mais marcadas. E um dia, já não muito longe do dia de hoje, ela ia ver-se como avó e já não seria mais a filha.

A filha, que agora era mãe, sentia que o tempo passava, passava rápido por ela, passava rápido pelo filho, passava rápido pela mãe. E ela não queria perder um segundo que fosse, um segundo do filho que crescia a cada respiração, um segundo da mãe que envelhecia a cada respiração.

Ela queria guardar no seu coração cada momento, cada recordação. Queria abraçar a mãe que tem e aprende-la na mãe que é.

Por: Rute Ferreira

~ As Mães d’ Água são um movimento cívico inspirador que promove os benefícios (e beleza!) do Parto Natural, Na Água ~ www.maesdagua.org

Estou grávida. E agora?

Estou grávida. E agora
Foto: Camilla Albano Fotografia

Estou grávida. E agora? Um misto de sensações: uma imensa alegria, medo… O que esperar? Como vai ser? O que devo fazer? Como gerir estas borboletas que estão a dançar na minha barriga, girando e girando até mais não?

Mudanças começam a acontecer! O meu corpo está diferente… os meus seios estão maiores, a minha anca… não me reconheço. Não sei de quem é este corpo. Corpo que já não sinto. Mas algo vibra em mim; algo pulsa dentro de mim, comigo. Já não estou só!

Conhecemo-nos através do sentir. Um sentir tão forte… novidade para mim! Também o é para ti? Ouves-me quando falo contigo? Sentes-me quando toco na minha barriga (que cresce, cresce…)?

Anseio por te conhecer, por ver o teu rosto. Mas tenho medo… medo de não ser capaz, medo que não gostes de mim. Estarei preparada algum dia? Estarei preparada para te receber?

O teu nome… ai como sabe bem pronunciá-lo! Um bálsamo de flores a acariciar a minha alma. O teu peso no meu ventre… uma delícia de sensação o teu toque. Imagino como será o teu rosto, as tuas mãos e cada dedinho dos teus pés.

Estás em mim; fazes parte do meu coração!

Texto da Mãe d’Água Liliana Brandão

~ As Mães d’ Água são um movimento cívico inspirador que promove os benefícios (e beleza!) do Parto Natural, Na Água ~ www.maesdagua.org

Que informação tens no teu corpo?

Sem Título
Foto: Camilla Albano Fotografia

Aprende um pouco mais como identificar a sombra que existe em ti.

Sombra são todas as memórias que se mantêm escondidas, mas que se vão manifestando em contacto com os “outros”.

Sombra não é necessariamente algo mau. Sombra é o que tu não assumes.

Memórias de raiva, de amor, de rejeição, de compaixão.

Tudo o que se mantém escondido, inactivo, o teu subconsciente manifesta no exterior.

Para identificares, basta observares.

Trabalha a partir do teu corpo.

Todo o trabalho que possas fazer e que te ajude a aceitar os teus processos.
Na aceitação está a cura.

Sente o teu corpo, observa-o. Como se movimenta, como reage aos desafios da vida, ao contacto físico e visual. As tenções, dores, irregularidades, alterações…

Olha para ti, para dentro e para fora. Vê-te.

Olhar nos teus olhos e/ou ver-mo-nos nos olhos do outro pode ser o que precisamos para nos curarmos.

A importância de olharmos nos olhos é grande e é profunda. É um contacto directo para a tua alma.

Nesse aprofundamento vemos uma parte de nós.

Vemos tristeza, alegria, mágoa, bondade….

No teu corpo está registada informação desta vida e outras vidas.

Informação que te pode bloquear, mas que trabalhada pode-te libertar.

 

Por: Filipa Ferreira

Terapia de Unificação do Ser

A mulher Moderna!

IMG_1064
A mulher que quero ser!

Um dia encontrei a circular pelas redes sociais um texto, cuja autora lamento não recordar. Essa mulher falava do estatuto que a mulher tem nas sociedades de hoje, são as amantes perfeitas, as mães perfeitas, as trabalhadoras perfeitas, as donas de casa perfeitas, as amigas perfeitas, as filhas perfeitas, bem poderia continuar… Revi-me de imediato nesta mulher, o meu desejo de perfeição era insaciável, esta era a mulher moderna que eu queria ser.

O texto continuava com uma comparação à mulher de antigamente, em que a mulher tinha um papel mais dedicado à família, que cuidava da casa e dos filhos. Até que apareceu uma pergunta que ainda hoje ressoa em mim, será que a mulher moderna, a que está em casa, no trabalho, com os filhos, é mais feliz que a de antigamente? Muito provavelmente, não somos nem mais felizes, nem melhores seres humanos, vivemos uma vida louca, com mil tarefas a cada dia e isto não é saudável. Trabalhamos demasiadas horas por dia e sentimos uma culpa enorme do tempo que não podemos dedicar aos nossos filhos, tentamos disfarçar essa culpa com mil atividades que nunca poderão substituir o amor que uma mãe lhes pode dar. Vamos ao cabeleireiro, compramos roupa nova todos os meses, aparentámos ser mais novas cinco anos da nossa idade real, no entanto, quando olhamos ao espelho sentimo-nos vazias.

Concluí, que seria mais feliz se vivesse só com um ordenado, só com um carro na garagem, seria mais feliz se pudesse ir buscar os meus filhos à escola as cinco da tarde. Não teria dinheiro para ir ao cabeleireiro todos os meses, muito menos comprar roupa nova, mas não há dinheiro que pague a oportunidade de ver os meus filhos crescer, de ter tempo para os olhar nos olhos, de ter tempo para ouvir e confortar o seu lamento. Não há dinheiro que pague o tempo que dedico a mim, a cuidar do meu cabelo, a ver-me ao espelho, aos passeios pelo parque.

Gostaria de viver numa sociedade em que o trabalho de casa e a educação dos filhos por parte da mulher ou do homem estivesse reconhecido, acredito que se isso acontecesse não só seriamos mais felizes como estaríamos menos doentes (quer seja física ou mentalmente).

Mas afinal de contas, quem é a sociedade? Somos todos nós. E se somos todos nós, somos mesmo e cada um de nós que não reconhece esse trabalho.

Bem, está na hora de ser a mulher que quero ser!

Por: Vera Cristina

 

Parir é um ritual sagrado

Porque dizemos que parir é nascer de novo?
Porque é mesmo. 
Não é uma metáfora bonita em rascunho de poema, é a verdade.

 Parir é um ritual sagrado - A água é guardiã do meu templo

A mulher que sou hoje não existia antes.

Não existia.
Tu não a conhecias e eu também não.
Sou outra, e entendo agora o discurso de tantas mães que, mesmo sem se aperceberem, falam de mudanças radicais na sua vida (físicas, de estilo de vida, ou até espirituais) com “antes de ser mãe não era assim”; “desde que fui mãe que eu”… Elas mudaram.
Eu mudei.

Tenho menos certezas mas sou muito mais segura.
Uso menos maquiagem mas muito mais beleza.
Menos saltos altos mas muito mais gingar de anca.
Tenho mais olheiras. Uff, muito mais…
Menos dentes, menos manias… Mais coragem, mais leveza…

Lembro-me, nos dias depois de parir, de me sentir como nunca antes, num misto mágico de besta e deusa. Desgrenhada, quase sempre de cócoras, as unhas dos pés por cortar… E nos olhos um brilho de deslumbre, de amor, de muita oxitocina misturada. Os cabelos ganharam uma força que nunca lhes conheci antes e desde então que não os corto.
O meu corpo mudou.
Tanto.

Lembro-me da sensação única de saber finalmente para que o meu corpo é feito.

Cada parte do meu corpo.
De sentir como são majestosas as mamas cheias de leite. Lembro-me das selfies ao espelho de peitos cheios, brilhantes, luzidios. Que espanto!
Que espanto perceber aos 34 anos para que serve uma vagina e todas as capacidades sobre-humanas desta poderosa “Yoni”. Sem dúvida entendendo porque é adorada como deusa, força criadora, pelas religiões mais antigas.

E não são só mudanças no corpo físico, agora mais magro, mais seco, menos rígido. São mudanças na alma! Na maneira de agir, nas relações…

Uma libertação sentir como esta “granada” no meu casamento – sim, há quem diga que às vezes ter um filho é como lançar uma granada numa relação – me fez pela primeira vez partilhar com um homem quem realmente sou. “Unapologetically”, dizem os ingleses, ou seja, “sem merdas”.
Uma libertação que quase nos custou a relação… Mas que nos ensinou tanto. A ambos.

Quem me conhece sabe das minhas odes frequentes ao meu tumtum, o meu filho, e dos poemas de amor que lhe escrevo regularmente. É uma paixão ser mãe.

É uma paixão ser mãe?
Sim, é.
Uma experiência avassaladora, esta vida com um furacão que não pede licença para agitar todos os dias o meu mundo. Por vezes em ataques de carinho e riso, fazendo-me sentir amada como nunca antes. Outras em tempestade, de grito, de frustração… de choro. Choramos juntos muitas vezes, a aprender como se vive assim, tão intensamente.

Mudei. É possível não mudar?

A mulher que não queria ter filhos porque tinha medo de perder liberdade neste caminho de ser mãe já não existe. Deu lugar a uma mulher que a perdeu já!
Mas se encontrou nessa perda.

Pari a cantar mantras, num misto de manifestação de esperança e de medo.
Medo, sim.
Lembro-me de sentir medo durante o meu trabalho de parto. Não foi medo dos que estavam comigo ou dos processos que decorriam – eu tive um parto na água, rodeada de parteiras que me observaram e apoiaram carinhosamente – mas medo de ser… Pequena demais para um evento tão grandioso. Medo que o meu corpo (afinal humano!) não aguentasse o processo. Medo real de me perder (acredito até que é este medo que pode criar um parto “demorado”). Não senti medo da morte, mas sim medo de ir para uma zona de existência de onde não poderia mais voltar.

E tinha razão para ter medo.

Não volta mais, não volta nunca, a Joana que eu era antes de parir.
De nada serve aos amigos lamentar a perda, ou aos amantes a ausência. Essa partiu, ficou afogada nas águas esbranquiçadas da piscina de parto do HSB.

Mas não falo dos “horrores do parto”, nada disto é horroroso para mim. Sei que senti o medo durante a fase de transição, uma fase em que muitas mulheres querem desistir, voltar para trás, fugir, sair, gritar “nunca mais!”. E depois disso… Recebi a nova mulher que sou, num expulsivo brutal. Pari-me.
Dancei.
Para mim a saída do corpo do meu filho de dentro de mim (e tão visceral é esta acção) foi, se o posso resumir a uma palavra, dança.
Uma dança pela primeira vez aberta, sem preocupação em ser bonita, harmoniosa ou ao ritmo. Uma dança debochada, sagrada, livre.
Sentir o teu corpo de tal modo tomado por um movimento involuntário – o parto acontece, não se faz acontecer – que te abana de fora para dentro, é absolutamente transformador. Nem sabes bem o que vai sair, se é excremento, vómito, víscera, o coração pela boca… Mas tu… neste momento, sais de ti.

Como recuperar disto?
Como podem as mulheres, e muita da sociedade e comunidade à nossa volta, esperar que se volte à “normalidade”?
Como falar do pós-parto como um período de recuperação?
Não é.
Para mim não se recupera, não se recupera nunca deste evento. E como qualquer rito de passagem, ele é limite entre a vida e a morte, e marca para sempre a mulher que o experiencia.
Depois deste marco, que fazemos com a mulher que “morreu”, essa que fui e que já não sou mais..? Que se faz com as roupas de que já não gosto, as frutas que não consigo comer, as músicas que já não oiço, as pessoas que não quero comigo…? Este é o processo duro depois de parir, o processo que a mim, como a muitas, me deprimiu, me assustou, me tirou o chão.
Como se integra esta pessoa que nasceu – estas novas pessoas, porque o pai também muda neste processo, e como! – esta nova vida, que a água gerou, na vida que tínhamos antes do parto?
Às vezes não cabe.
Muitas vezes esta nova mulher, acordada para novas forças e iniciada em novas magias, não cabe na vida que antes vivia.

Que fazer então?
Aceitamos a mudança.
E, como durante o parto… Dançamos. Sem vontade de pedir desculpa ou vergonha de mostrar quem somos.

Por: Joana Fartaria

~ As Mães d’ Água são um movimento cívico inspirador que promove os benefícios (e beleza!) do Parto Natural, Na Água ~ www.maesdagua.org

 

Ser mulher num Mundo do Avesso

Foto Ser Mulher num Mundo do Avesso
Créditos fotográficos: https://www.flickr.com/photos/camilla_albano

Como é ser Mulher num Mundo em que parece que as pessoas têm os sentimentos fora do lugar? Como ser Mulher num Mundo onde não há tempo? Num Mundo que está virado do avesso? Como conseguir fazer a minha voz se ouvir? Como respirar?

Acreditar na beleza e na harmonia, quando as palavras são meras palavras e o tempo escasseia ou faz-se escassear. Ser… Mas como Ser num Mundo onde só há metades e o querer rapidamente deixa de querer? Haverá algum sentido?

Sonhos desfeitos, corações gelados, num Mundo que está do avesso. Rumos perdidos, caminhos enlameados, pontes cobertas de medo. É um estar e não estar; um Ser, mas não Ser. É a metade; é o vazio; é a sobra! Ser a sobra num Mundo que está do avesso.

Acreditar é possível, quando pedaços de mim vão-se soltando da pele? Quando o querer encontra o não querer, num Mundo que está do avesso? Diz-me se sabes. Eu não sei… tudo está do avesso!

Por: Lili Brandão

~ As Mães d’ Água são um movimento cívico inspirador que promove os benefícios (e beleza!) do Parto Natural, Na Água ~ www.maesdagua.org

Muito disto está esquecido… Estamos aqui nós para lembrar

Foto Muito disto está esquecido… Estamos aqui para lembrar…
Foto: Chanel Baran

Uma mulher grávida é um milagre que caminha.

Parir é rito de passagem, hoje esquecido no seu poder, na sua magia, na sua transcendência.

A mulher, ser criador, é no parto veículo de cura, não só para ela, mas para as que vieram antes dela e para as que virão.

O cordão umbilical une muito mais do que uma mãe ao seu filho, une o plano do real com o plano dos mistérios, das esperanças, dos desejos.

O canal de parto é o canal de ligação entre a vida e a morte.

E a água… A água protege tudo, como uma guardiã sagrada…
Protege dos medos, da dor, dos intrusos, das dúvidas, das sombras da mente.
A água é elemento de cura emocional.

E sempre que um parto é roubado, sempre que uma mulher sofre, que um corpo é violado… todas nós sofremos com ela.
Não é apenas uma família que é assim violentada, mas todo o Feminino, tudo o que é a Mulher e o que ela representa, morre assim um pouco.
E todo o ser humano nasce da mulher, todos somos feitos deste sagrado feminino.

Muito disto está esquecido… Estamos aqui para lembrar…

Por isso somos, mães d’Água.

Por: Joana Fartaria

~ As Mães d’ Água são um movimento cívico inspirador que promove os benefícios (e beleza!) do Parto Natural, Na Água ~ www.maesdagua.org

Lições das 9 Luas

Nove transformações da Gravidez ou… o que têm para ensinar as nove Luas de gestação:

  1. Necessidade de abrandar.
    2. Tolerância para com os conselhos que o mundo tem para nós. Maior senso de gratidão, generosidade, gentileza. Confiança. Optimismo.
    3. O “eu”, torna-se nós.
    4. Vontade de se tratar/ amar/ respeitar mais.
    5. Necessidade de investigar, fazer suas próprias escolhas.
    6. Intolerância a energias negativas e ambientes tóxicos. Vontade de se isolar e selecionar os temas, as pessoas, os sons a que estamos expostas.
    7. Forte intuição, comunicação sem palavras.
    8. Capacidade de se emocionar (com tudo!!).
    9. Paciência…

E tu, como te sentes na tua gravidez, o que acrescentarias a esta lista?

Foto Lições das 9 Luas (1)
Créditos de imagem: https://www.flickr.com/photos/camilla_albano/albums

A gravidez é um momento muito especial na vida de cada mulher. O “estado de graça”, o estar “de esperanças”, o que antecede o nosso momento de “dar a luz”. Pode haver maior poesia nesta fase?
No entanto, para muitas mulheres, esta é uma fase cheia de desafios e frustrações. Alterações visíveis no corpo enquadram alterações profundas… na alma.
Ao nível físico, mas também psicológico, e sem dúvida energético, a gravidez é antes de mais transformação, e prepara a mulher para uma viagem que não terá fim – a maternidade.

Vais ser mãe para sempre.
Não é maravilhoso?

Vais ser mãe para sempre.
Não é assustador?

Ambos.

Nove luas te separam do início dessa viagem que podes sentir que começa com o teu filho nos braços, mas começa aqui, na gestação. Cada semana da gravidez, cada dia, traz para ti uma mensagem, uma lição, uma aprendizagem.

Comigo foi assim… Na primeira lua (o primeiro mês) abrandei. Abrandei tudo, o movimento, a quantidade de comida que punha no meu corpo, os planos, as saídas, a vontade de falar. Tudo abrandou. Desde o momento da concepção que fui para dentro de mim, sentindo zonas novas molhadas pelo sémen (literalmente), e desde aí vivi encantada por cada alteração mínima do meu novo corpo, e nele o meu bebé, que parecia ainda apenas imaginado.
Esta lição trouxe-a para este “Ser mãe” que vivo agora, e não termina nunca – abrandei.
Sou mãe há três anos e dois meses e muitos dos meus projectos, os que sonho e os que tenho a bater à porta, estão assim, em passo irregular. Por vezes em corrida desequilibrada como um menino que aprendeu agora a andar, outras parados, num esbracejar largo de quem quer muito, mas ainda não se pode levantar. Sim, sou bebé de novo, neste novo modo de trabalhar.

Na segunda lua, o segundo mês de gestação, começou para mim a avalanche de “opiniões”, “histórias”, “vivências”, “previsões”… dos outros! Há um espécie de sentimento de pertença… não sei que lhe chame, que faz as pessoas à volta das grávidas sentir que têm uma palavra a dizer sobre a gravidez que não é delas. E dizem.
Talvez por ser tão cheio de mistérios este estado atraia tanta “opinião”. E por muito desconfortável (até irritante) que fosse, consigo ver agora a utilidade deste processo de opiniões do exterior começar tão cedo: com ele vem necessariamente o sentimento de tolerância, e… a capacidade de tapar os ouvidos! Ambas são qualidades necessárias para a vida de mãe… Oh, todos sabemos como é fácil julgar uma mãe!
Nesta fase foi quando mais ouvi “SE a gravidez continuar, muitas mulheres perdem…” e com esta frase exercitei meu optimismo (VAI correr bem!!) e minha compaixão… por tão profunda cultura de medo.
Senti crescer em mim maior e mais profunda gratidão, pelo meu estado e pela minha vida, e maior gentileza para com os outros. Lembro-me de olhar inevitavelmente as crianças com outros olhos, e as mulheres/ mães com outra (tão nova e alterada!) visão. Ser Mãe é exercitar isso todos os dias, é possível, ter um dia que seja em que não nos sintamos gratas por este Ser que nos escolheu a nós para sua mãe…?

Na terceira lua o “eu” torna-se “nós”, e quem conseguiu manter segredo até aqui… começa a revelar para o mundo: “vou ser mãe”!
Sabia lá eu o que isto significava, de dor e de prazer; de confusão e de iluminação. Mas foi nesta fase, lembro-me, que senti, fisicamente, pela primeira vez o meu bebé dentro de mim, nadando nas minhas águas.
O “eu” torna-se “nós” e nunca mais será diferente… Ou não é verdade que quase todas as mulheres desde que se tornam mães incluem este estado na sua apresentação? Antes de qualquer grau académico, talento premiado ou paixão inultrapassável dizem: “Sou mãe”. Em algumas culturas o nome até muda depois desta iniciação. Lembro-me de ver este facto como uma perda de identidade, agora vejo-o como um ganho!

Quarta lua e vem uma necessidade de me cuidar… Uma espécie de entrada no mundo da “gravidez saudável”, onde cada actividade é estudada e cada escolha acarinhada: eu escolho ser uma grávida assim.
Este sentimento, sim, é das lições para mim que foi mais difícil de trazer para a vida de mãe – cuidar de mim. E mais do que sentir que não aprendi bem a lição durante a gravidez, sei agora que… faz parte do meu trabalho interior esta necessidade de me pôr primeiro. Com um filho é um desafio em duplo! Mas muitas vezes, da mesma maneira que na gravidez sabia com tanta certeza que descansar mais, comer melhor ou receber uma massagem, eram mimos para o meu filho, e não só para mim, também o sei agora. Ainda inspira os meus dias esta certeza de que o amor-próprio é amor pelo outro.

Quinta lua e devoro tudo o que é informação – quero saber. Não oiço os conselhos na farmácia e desconfio das dicas da vizinha. Olho para o meu próprio médico com outros olhos… e as coisas que diz têm diferente impacto cá dentro. Questiono tudo e procuro as minhas próprias respostas. Dou agora mais importância ao momento de parir e começo a escrever o meu plano de parto. Uma das maravilhosas qualidades do plano de parto é esta mesma – saber que opções tenho. Sem dúvida que é apenas o começar de um caminho de investigação, questionamento, procura constante “o que quero para mim? O que é melhor para a minha família?”. Não parou este caminho, tornou-se uma prática regular.

Sexta lua e quero isolar-me. Escolho o que faço, com quem faço. Todo o que é exterior a mim me afecta e sou mais sensível a energias pesadas ou ambientes com demasiados estímulos. Escolho.
Escolho sem medo, sem vergonha de me levantar e dizer que vou dormir, mesmo que as visitas queiram ficar mais tempo. Sem receio de ferir o outro e com maior segurança sobre do que preciso e o que desejo. Não me torno agreste, mas aprendo a desenhar os meus limites.
Preciso de referir o quanto este sentir se move e cresce no caminho de ser mãe? Floresce. “Estes são os meus limites”. Ser mãe é ultrapassa-los sim, definir novos, saber defender os que temos.

Sétima lua e a comunicação com o meu ventre e o bebé dentro dele é cada vez mais profunda e refinada. Conversamos. Literalmente. Há uma espécie de telepatia e cada gesto é vivido a dois. O meu bebé prepara-me na gravidez e para o parto, comunicando de tudo o que precisa. O meu bebé prepara-me para ser mãe.
Esta comunicação foi sempre para mim muito forte e intensificou-se ainda mais nas últimas semanas da gravidez.
Dias antes de parir caminhava todos os dias, como somos aconselhadas a fazer, mas no dia anterior ao parto não caminhei. Esse pequeno ser que era (ainda é!) parte de mim falava comigo: “descansa”. Logo depois do jantar fui para a cama, e ignorei as opiniões à minha volta “mas tens de ir caminhar! Esse bebé nunca mais nasce!”
Não, hoje preciso de descansar.
O trabalho de parto começou nessa mesma noite.

Oitava lua é a nossa “fase piegas”, como muitos chamam, e é na verdade capacidade empática. É uma qualidade, digo e repito, a nossa capacidade de nos comovermos, de nos pormos no lugar do outro, de abraçarmos sem vergonha o nosso lado sensível, honrando mesmo fragilidades. Chorar sim. Achei eu que chorei muito na gravidez? (até a ver publicidade, bolas!) mas choro muito mais desde que sou mãe. Choro de desespero às vezes, de cansaço muitos dias, e sinto regularmente os olhos húmidos de lágrimas, de felicidade, de orgulho, de deslumbre (ainda e sempre) por esta vida que criei para viver fora de mim. Uau. Deixa cair a lágrima. Há tanta beleza em chorar assim.

Paciência. A última lua da gestação in utero é para mim a lua da paciência. A lua em que as noites são longas e os dias se arrastam. A lua em que lavamos todas as roupinhas e preparamos “o saco” (ou o espaço) para o dia do parto. A lua em que todos estão em suspense e muitas vezes ouvimos “ainda não nasceu?!”; “já só está aí a engordar”; “não quer uma inducaozinha?”… (Não!). Para mim não foi o tempo do stress, foi o tempo da paciência. Nesta fase fiz um ou dois sacos e fui com o meu marido para longe dos meus familiares. Ficámos numa casa perto do mar, num quarto morno e confortável. E esperámos. Fizemos amor quase todos os dias e caminhadas, muitas. Não tivemos pressa. O meu bebé chegou no momento certo.
A gravidez existe, acredito sem sombra de dúvida, para preparar a mãe (e os que a acompanham) para mudanças irreversíveis na sua mente, corpo, e vida. Paciência também de esperar o parto, de não acelerar as águas ou forçar os tempos. Paciência. Paciência para o trabalho de parto, dure ele o que durar; a amamentação, custe ela o que custar.
As noites sem dormir, as cólicas, os dentes, as quedas, os choros… Paciência.
Há qualidade mais necessária na vida como mãe?

Sim, gravidez é um mestre, cada entusiasmo e receio, cada deslumbre e transtorno, cada medo e certeza – são teus mestres. Aceita-os.

Estas foram as lições das minhas nove luas, e a ti, que te sussurrou a Lua, Astro Mulher?

Por: Joana Fartaria

~ As Mães d’ Água são um movimento cívico inspirador que promove os benefícios (e beleza!) do Parto Natural, Na Água ~ www.maesdagua.org

Abraçando a nossa capacidade de parir

Foto Abraçando a nossa capacidade de parirDeusa Gaia

“Gaia recua ao início. Assim disseram os gregos, que provavelmente absorveram essa Deusa terrena do povo que habitava Ática antes de migrarem para essa região. Ela era dona de um grande santuário na montanha, onde vivia uma serpente chamada Piton. (…) Gaia era uma poderosa deusa criadora, uma mãe partenogenética capaz de criar o mundo inteiro sem ajuda. Ela era omnisciente, como atesta o seu templo de Delfos, pois conhecia tanto o futuro quanto o passado. (…) É bastante apropriado que, três mil anos depois de o seu culto ter sido abolido na sua terra natal, o nome dessa deusa volte a emergir para indicar a intuição de que a Terra está viva. Viva e repleta de uma enorme energia generativa. Viva e ainda criativamente produtiva como era na sua juventude primordial.”

(Patrícia Monaghan)

 

Nasceu um bebé! A mãe e o pai sorriem. Lágrimas de cumplicidade jorram pelos seus rostos. – Que mãozinhas tão pequenas e capazes ele tem! Como o toque da sua pele na minha é mais suave que seda. Ele está aqui! A harmonia rodeia-nos. Estamos felizes! Estamos aqui! 

 Nos dias de hoje, apesar de vivermos em pleno século XXI, a Mulher continua a não ser considerada capaz de dar à luz as suas próprias crias. A evolução tecnológica e científica levou a que, na atualidade, os partos sejam realizados em hospitais – isto nos ditos países desenvolvidos – e com medicação e “instrumentos de parto” à mistura. O parto tornou-se num ato clínico e deixou de ser algo natural e mágico, como era em tempos antigos. Há muitos anos que a sociedade deixou de ser matriarcal. A mulher perdeu muito do respeito e da admiração que lhe era atribuída: era a mulher quem dava à luz; a mulher era aquela que gerava vida, tal como a Mãe Terra. Nessas épocas, os conhecimentos femininos eram passados de mães para filhas consecutivamente.

O sangue era algo sagrado, tal como a mulher e o parto. Hoje em dia, essa realidade encontra-se alterada. A evolução tecnológica trouxe-nos bastantes possibilidades anteriormente impensáveis de serem realizadas; contudo, em contrapartida, “retirou-nos” a capacidade de parir. Muitas mulheres deixaram de conhecer os seus corpos; muitas mulheres deixaram de acreditar que são capazes. Mas são! Nós somos capazes de gerar vida e de a trazer ao Mundo! Essa é uma das nossas dádivas; certamente a maior. É necessário alterar a realidade do parto atual; aliás, é urgente alterar essa realidade! Juntemo-nos Mulheres! Juntemo-nos e abracemo-nos; abracemos os nossos ventres cheios de amor! Vamos mostrar ao Mundo que é possível parirmos com dignidade, confiança e amor! Vamos mostrar ao Mundo que o parto natural é o caminho!

Por: Lili Brandão

~ As Mães d’ Água são um movimento cívico inspirador que promove os benefícios (e beleza!) do Parto Natural, Na Água ~ www.maesdagua.org

Aromaterapia, como despertar o nosso EU mais profundo.

screen-shot-2015-02-17-at-21.11.58Muitas vezes me perguntam, ainda hoje, o que é afinal a Aromaterapia? É uma terapia eficaz? Em que consiste? Como funciona? Na verdade, aquela que é uma ciência comprovada, fundamentada em conhecimentos ancestrais da Herbologia e Fitoterapia, continua a ser vista como algo utilizado apenas para criar ambientes com aromas mais agradáveis ou dar um toque de requinte em Spas de Luxo. Nada disso! Só para desmistificar um bocadinho, a AROMATERAPIA é uma ferramenta terapêutica amplamente utilizada, podendo as essências serem prescritas para administração por via oral como qualquer outro ‘medicamento’ (obviamente só por terapeutas devidamente qualificados para o efeito).

São mais frequentemente utilizadas dissolvidas noutros óleos em terapias como massagem, aplicadas diretamente em pontos específicos do corpo, como no caso da Reflexologia, ou então utilizando banhos que promovem a inalação direta e absorção através da pele, das essências. É, portanto, uma ciência que utiliza a combinação de diferentes óleos essenciais para obter um determinado efeito terapêutico desejado. Isto leva-nos a outra questão: O que são óleos essenciais ou essências?

Os óleos essenciais são óleos biológicos puros retirados de flores, folhas, caules, raízes, frutas, resinas, e outras partes de diferentes plantas, estando neles contida a verdadeira essência da planta com todos os compostos e propriedades terapêuticas associadas. Sendo absorvidos pelo organismo por diferentes vias (cutânea e respiratória), os óleos essenciais atingem o sistema límbico (localizado no cérebro) e entram em circulação sanguínea, chegando a todas as células do organismo, pelo que o efeito que provocam é profundo e eficaz. Daí que a sua utilização deva ser realizada com todo o respeito e precaução, com conhecimento do incrível potencial que temos em mãos. O seu potencial terapêutico é imenso, uma vez que a nossa memória olfativa está relacionada com zonas específicas do cérebro, interferindo diretamente com as emoções e instintos básicos de sobrevivência.

Os aromas despertam e trabalham em nós questões e bloqueios bem guardados no nosso inconsciente, muitas das vezes responsáveis por desequilíbrios que alteram o nosso estado normal de saúde e vitalidade. E o mais fabuloso disto tudo, utilizando produtos naturais, que se encontram ao alcance de todos. ‘A Natureza não é um sítio que visitamos, é onde vivemos.’ Gary Snyder

Por: Daniela Gonçalves

Quanto tempo passas contigo?

14037695_1640411829533589_642656326_oEstamos tão habituadas a passar tempo com as outras pessoas…

E connosco?

Será qua sabemos reconhecer a importância de passar tempo apenas connosco?

Para muitas pessoas a ideia de passarem tempo sozinhas é assustador.

Só a palavra “sozinha” tem muitas vezes uma conotação muito forte, e negativa…

Como se estar sozinha significasse abandono, rejeição, desvalor… talvez para ti seja assim. É?

Se é, importa buscares a fonte desses sentimentos.

Talvez os escondas dentro de ti e não consigas mostrá-los a mais ninguém.

Talvez nem tu própria consiga olhar muito bem para eles e aceitar que eles estão aí.

Vou dizer-te uma coisa… enquanto não o fizeres, eles vão crescer. Sim, crescer. Quanto mais tentamos fazer de conta que algo não existe em nós, quanto mais rejeitamos, mais essa “coisa” que tanto queremos fazer desaparecer cresce. Aquilo a que se resiste, persiste.

No momento em que te disponibilizares a olhar, entender, acarinhar e cuidar de todas as partes de ti, tudo começa a mudar.

Sim, até esse sentimento profundo de rejeição que talvez vivas tantas vezes.

Sabes, ninguém pode mudar o teu passado, nem tu.

O que aconteceu aconteceu. Ponto final. Em relação a isso não há nada a fazer.

Mas há algo essencial que todos podemos fazer: mudar a forma como olhamos para o nosso passado. Mudar a leitura que fazemos dele. Atribuir novos significados às experienciar vividas, retirar delas o melhor, permitirmo-nos crescer com elas.

E há mais uma coisa. Mudar a forma como nos relacionamos cá dentro em relação a esse mesmo assunto.

Por exemplo, se me sinto abandonada ou rejeitada quando estou sozinha, importa pensar até que ponto me tenho andado a “abandonar” a mim mesma. De que formas o faço? Com que regularidade? O que posso fazer para mudar isso? Agora?

Encontrar na nossa vida formas de cuidar de nós e de apreciarmos a nossa companhia é mais do que necessário. É essencial.

De que outra forma poderemos conhecer-nos melhor, entender o que sentimos, recuperar a nossa energia, aumentar a nossa conexão interna, tornarmo-nos mais conscientes, se não nos disponibilizamos a estar realmente connosco?

Sugestão:

Pensa em criar uma rotina de estar e fazer coisas contigo!

O que gostas de fazer com as pessoas que te são mais íntimas?

Já experimentaste fazê-lo simplesmente na tua companhia?

Experimenta e vê que sensação te traz.

Quanto mais difícil for… mais urgente é que o faças. Por ti e pela tua vida!

Por: Cristina Gomes

Terapia de Unificação do Ser

Sem TítuloEsta terapia foi desenvolvida por mim, com base nas formações que tive.

Desde que comecei a desenvolver interesse por esta área, tenho feito formações, workshops, assim como leitura e visualização de filmes e documentários que me instruem.

Com toda a cura que fui fazendo, aceder à minha sabedoria interna foi-me facilitando o trabalho de orientação que pratico nas minhas terapias.

No fundo, esta terapia consiste em desenvolver ou reacender o potencial de cura e empoderamento de cada ser.

Consiste num conjunto de técnicas terapêuticas, que pode englobar várias técnicas de massagem, o alinhamento energético, aromaterapia, respiração consciente, assim como a intuição, na qual tenho acesso às informações registadas no corpo.

Nesta terapia, o código celular é alterado, assim como o ADN.

Facilita a dissolução das memórias registadas no corpo, cortes cármicos e o equilíbrio energético.

Os padrões e bloqueios são removidos, que são informações guardadas durante anos/séculos e que estão associados a vidas passadas/antepassados e que se somatizam em doenças.

Pois cada pessoa, é um ser individual e com isto, a terapia é também diferente em cada situação.

A terapia actua nos processos/padrões, desbloqueando e integrando toda aprendizagem que foi feita até esse momento.

Com esta terapia equilibramos, corpo, mente, emoções e espírito.

Sempre que procuramos um terapeuta, é a nossa alma a pedir auxilio para se libertar.

Independentemente da terapia, a busca é constante e precisa.

Desbloqueando e tratando o corpo, a alma ganha relevo.

Estando nesta Nova Era, o chamamento é ainda maior. A nossa alma, aquela que nos rege, a nossa fonte, pede-nos foco para desbloquearmos tudo o que nos impede de prosseguir.

Sabemos agora, que as enfermidades são apenas chamadas de atenção pelos desvios que vamos fazendo.

Importante salientar que a cura só actua se houver receptividade consciente.

Esta terapia destina-se a qualquer pessoa.

 

A terapia pode ser feita à distância, apenas com a parte energética.

Na terapia à distância existe o diagnóstico intuitivo.

No final da terapia será enviado o relatório.

 

Terapia da Energia Feminina

Com esta terapia, podes também te conectares e curares a tua energia feminina.

Esta terapia engloba massagem sensorial com aromaterapia, ritual de banho de pés, oráculo das deusas, meditação/relaxamento, orientação.

Por: Filipa Ferreira

O Sangue Sagrado – a Flor Vermelha

Sange Sagrado _Ilustração Círculo da Lua _2016 (1)
Ilustração Circulo da Lua

A cor vermelha é uma cor essencialmente quente, vinculada a necessidade primitiva de sobrevivência, seja no âmbito emocional ou físico. O vermelho simboliza, ação, energia, coragem e transformação. Atribuímos ao vermelho, a paixão, a energia física, a coragem, o poder, o desejo, a vontade, a estabilidade e a iniciativa. Confere-nos a estabilidade, a segurança, a sobrevivência, o sentir que temos as bases sólidas, para avançar com segurança e confiança na vida.

Há uma variedade imensa de flores de cor vermelha, escarlate, encarnada … as flores vermelhas chamam a atenção independentemente da beleza ou da simplicidade das suas formas…cada uma é única e especial, mas todas são lindas e belas, a Açucena, a Rosa, o Cravo, a Tulipa, a Dália, a Hibisco vermelha, o Jasmim da Índia, a Petúnia, a Begónia, a Gerbera, o Gerânio, a Papoila, entre muitas mais…

Cada flor colorida de vermelho é única e especial em relação às restantes flores da mesma cor. Assim como, a Flor Vermelha que existe em cada mulher é que desponta a cada mês no seu sangue menstrual.

Para as civilizações antigas, o sangue menstrual era entendido como uma manifestação de honra e dádiva para a Mãe Terra que cada mulher honrava. O sangue representava o poder feminino, era sagrado e não temido ou desprezado. Este sangue possibilitava uma ligação com a fonte da criação, da vida, da renovação e do renascimento. Como forma de honrar esta dádiva, as mulheres reuniam-se e celebravam-se em círculos de mulheres e em tendas vermelhas a dádiva que cada mulher continha dentro dela própria era a capacidade de gerar vida, de alimentar a terra, de nutri-la e de conectar-se mensalmente com ela através da oferenda do seu sangue menstrual como forma de gratidão.

Na contemporaneidade esta conexão perdida tem vindo a ser resgatada, lentamente através do sagrado feminino, possibilitando a mulher contemporânea iniciar ao seu tempo e quando sentir o apelo interno de conectar-se novamente com o seu sangue sagrado, com a sua flor vermelha. Honrando-a e vivenciando-a sem medos, sem escondê-la como algo que é sujo, que não deve ser mostrado, nem dado a conhecer só por estamos menstruadas.

Ao resgatar esta consciência todas as mulheres contemporâneas que se conectam com a sua essência feminina  deixam de  encarar o sangue menstrual como algo incómodo, vergonhoso, com odor desagradável. Os sintomas que por vezes sentimos durante a menstruação são compreendidos como processos naturais que o nosso corpo necessita. Ao invés da interpretações dadas pela ciência e mal entendidas, como as alterações de humor, tantas vezes conotadas com desequilíbrios clínicos, quando são só processos naturais, próprios da nossa condição feminina.

Esta visão provém de uma herança patriarcal que passou a ver, entender e justificar o sangue menstrual como algo prejudicial,  desvalorizando a essência feminina que existe em cada mulher. A desconexão com o sangue menstrual gera enfermidades ditas femininas, próprias de uma desconexão com o corpo e dos processos inerentes tanto fisiológicos como psico emotivos.

Por isso importa e é urgente resgatar na contemporaneidade, um novo olhar sobre o corpo feminino, permitindo a cada mulher viver os seus processos de forma saudável e presente. Que trazem até nós conhecimentos internos do nosso corpo, conectando-nos com a nossa natureza feminina inata, e permite trazer de novo às nossas vidas a importância dos ritos de passagem e as celebrações da vida, que acompanham a menina, a mulher, a mãe e a anciã. Este momento é crucial para o nosso enraizamento e tornam-no fundamental para a conexão com o Sagrado Feminino, o Universo é a Mãe Terra.

Por: Cristina Neves | Circulo da Lua

Ser Doula Cura?

Sem Título3
Foto de capa de Camila Albano

“Mãe, porque é que as mulheres têm filhos deitadas? Não sabem que custa mais?”
“Quando eu for grande e estiver grávida, não quero ter o meu filho no hospital. Está muita gente a ver e a incomudar.”
Estas e outras perguntas e afirmações foram feitas quando era pequena, talvez com uns 6, 7 anos de idade.
Sempre me fascinei com grávidas e bebés. Adorava bebés, crianças, mesmo eu sendo ainda uma criança.
Como sempre fui muito curiosa e adorava estar perto de pessoas mais velhas, ia ouvindo os seus relatos de gravidez e parto. O normal era ouvir lamentações. Gravidez cansativa, horas infinitas a fazer exames, partos altamente dolorosos e traumáticos. Na família os casos que vi de mais perto formam das minhas tias. Três tias, quatro gravidezes.

Engravidaram e tiverem os seus partos na maternidade. A primeira teve uma gravidez muito complicada ao ponto dos últimos meses, ter de ficar de cama e um parto longo e doloroso que acabou em cesariana. As outras duas tiveram gravidezes tranquilas, mas partos bastante dolorosos que acabaram em forceps e ventosas. A segunda tia a ter, devido ao trauma do parto, desenvolveu uma depressão gravíssima, que me impressionou bastante pelos actos que tinha.

O tempo foi passando e nem me passava pela cabeça o momento em que iria engravidar e ser mãe. Sentia que ainda era muito nova e tinha de viver o presente. Por vezes pensava como iria ser, mas não me demorava nesses pensamentos. Por volta dos meus 29 anos foi quando me apercebi e admiti que tinha um trauma da maternidade. Engravidar, parir e educar um filho era algo que me provocava terror, apesar de ser um dos meus grandes sonhos. Procurei ajuda da hipnose e piorei substancialmente. O facto de pensar que nunca iria conseguir concretizar esse desejo, deixava-me morta por dentro.

Como não conseguia lidar com essa dor, comecei-me a afastar das pessoas que tinham filhos pequenos. Comecei, até a acreditar que nem sequer gostava de crianças. Era mais fácil pensar dessa forma. Com o tempo a passar e enquanto terapeuta, fui percebendo que não podia continuar a desresponsabilizar-me dessa maneira e tinha de agir. Numa terapia, disseram-me que daria uma excelente doula. Nem queria acreditar nisso. “Mas será que ela não sabe que tenho este trauma?” “Deve-se ter enganado, de certeza!” A verdade é que comecei, mais tarde a sentir algum interesse por essa actividade e fui pesquisando.

Foto do curso de Doulas da Rede Portuguesa de Doulas
Foto do curso de Doulas da Rede Portuguesa de Doulas

Em breve ia começar uma formação em Évora com a Doula Luísa Condeço e estive quase para me inscrever, mas o medo falou mais alto. Decidi então começar a ver vídeos de partos, tinha de encarar isso. Esse medo não podia ser mais forte. Sempre que via os videos, e foram vários, a dor tornava-se maior. Era desesperante e incapacitante. Insistia e a dor rasgava mais um pouco. Fui lendo e me mantendo mais informada. Aos poucos fui ficando mais forte até que ao fim de 2 anos surgiu uma nova formação, desta vez no norte. Respirei fundo, fechei os olhos e enviei email com a inscrição. Logo a seguir senti uma espiral de emoções, desde pânico, a orgulho por conseguir dar esse passo, a revolta, a ansiedade… A formação começou e lembro-me de no primeiro dia estar com grande vontade de me libertar ainda mais, mas a sentir-me altamente frágil e confusa. Os meses foram passando e mais uma vez o que fui sentindo foram todas essas emoções, mas de forma ainda mais intensa.

Chegou a haver alturas em que pensei em desistir. No fim da formação, com toda a informação, terapia, convivio que fomos tendo e acima de toda devido à minha determinação, posso dizer que sou uma mulher diferente. Assistir aos partos da minha gata também foi muito, muito importante. Posso ter ainda alguns receios, mas nada que neste momento me impeça de realizar o que quero. Vejo neste momento a maternidade da mesma forma que via quando era criança. Maternidade é magia, é amor. Encarar o medo poder ser terrível, mas a compensação é enorme. Luta pelo que queres e te faz bem. O Amor é a única coisa que é verdadeira!

Por: Filipa Ferreira

Alguns incómodos na gravidez.

Sem Título
“…cada pessoa tem a sua história de vida… “

Durante todo o processo de gravidez, a mulher vai tendo algumas transformações físicas, mentais, emocional e espirituais.

Com isto, é frequente sofrerem alguns transtornos que podem variar de mulher para mulher, assim como as suas causas. Importante referir que não passam de memórias reprimidas e traumáticas que se somatizam e se traduzem em doenças/incómodos.

Em todos os casos, é necessário encontrar a causa dos sintomas para a cura ser eficaz, apesar de que tratando apenas os sintomas as melhoras já são significativas.

É também importante analisar todas as situações, pois cada pessoa tem a sua história de vida e todos estes sintomas estão ou podem estar associados a muitas outras causas.

Alguns dos incómodos:

  • Retenção de líquidos
  • Aumento de peso
  • Diminuição de peso
  • Dores lombares
  • Fadiga

Causas holísticas de alguns incómodos na gravidez:

  1. Retenção de líquidos- ­de todas as vezes que retemos ou não nos conseguimos desfazer de memórias, principalmente associadas à tristeza, o nosso corpo somatiza em excesso de água, que se pode espalhar por todo o corpo ou condensar nalguma ou algumas zonas específicas. Isto vai depender de mulher para mulher e a que cada zona do corpo representa.
  2. Aumento de peso- ­surge quando não nos permitimos libertar os excessos que vamos tendo ao longo da vida. Excessos que podem ser de várias origens: mental­ preocupações, associações; emocional traumas; físico alimentação indevida, sedentarismo…
  3. Diminuição de peso- ­tal como o caso do excesso de peso, esta associação é contrária. As origens serão as mesmas, mas neste caso a pessoa não se sente capaz do desafio e entra em conflito de desistência.
  4. Dores lombares- ­o aumento da barriga provoca uma maior tensão a nível lombar, podemos muitas vezes originar em lombalgias (curvatura convexa da coluna lombar) pelo efeito do aumento da barriga e pela falta de massa muscular. Dores lombares estão muito associadas à perda de força interior em relação a si, a algo e/ou ao outro. Conflitos pessoais e/ou relacionais.
  5. Fadiga- ­caso muito específico de desânimo, desistência da vida ou de alguma situação. A fadiga vem acompanhada de tristeza que mais uma vez é a falta de confiança, falta de fé na vida.
Sem Título2
“…a mulher vai tendo algumas transformações…”

Em termos de tratamentos para alguns dos incómodos da gravidez, existem muitos procedimentos que podem ser aplicados. Todos funcionam de forma eficaz, mas é necessário lembrar que é na aceitação que a cura começa.

Nunca podemos “ajudar” quem não quer ser ajudado e não se permite ver o que se está a passar com o seu corpo.

Aumento da auto-estima é fundamental em qualquer processo de cura.

Nestes casos, afirmações positivas ajudam em grande escala no trabalho de amor próprio.

 

Alguns exemplos de terapias:

Terapia de Unificação do Ser, Massagens, Acupunctura, Florais de Bach, Terapias de libertação emocional, Yoga, Técnicas de relaxamento, Meditação, Caminhadas, Dança, Homeopatia, Naturopatia…..

Por: Filipa Ferreira

Sombra em dança de Luz

sombra2
Sombra em dança de Luz

Num passo do caminho, de forma súbita e sem aviso, surgiu aquele espelho. Não era um espelho vulgar, igual a tantos outros onde tinha olhado, tantas vezes, de modo desatento, corrigindo a madeixa do cabelo ou salientando o brilho dos lábios. Neste espelho, a imagem que era refletida era a de alguém que se observava a si mesma… de dentro.

Em vez da imagem exterior, surgia agora um horizonte completamente desconhecido. Um horizonte de sombras. Este era um espelho de sombras, um vidro revelador daquilo que em mim se encontrava submerso, difuso, inconsciente, mas presente. Um vidro revelador daquilo que, urgentemente, pedia resgate. Um resgate urgente e necessário.

E olhar para esse horizonte de sombras foi descer fundo e percorrer os corredores mais sombrios das caves do meu ser. Olhar, olhar vendo todos os contornos dessas sombras e as suas múltiplas nuances. Desvendar a sua origem e natureza, dimensão e profundidade. E torná-las visíveis em consciência.

E nesse mergulhar, olhar o outro e reconhecê-lo como outro Universo de sombras.

E entre mergulhos e vislumbres de insondáveis horizontes, descobrir, em cansaço e dor, que dentro da sombra, existem ainda variados horizontes de outras sombras reveladoras de espelhos de luz. E voltar, voltar a olhá-las e a dissecá-las, sentindo todo o seu sabor. Nessa descoberta, soprar, em vontade, os meus passos sombrios para as câmaras luminosas, e aí soltá-los como dragões sedentos por um voo libertador no compasso de uma dança consciente.

E aí, acontece a magia.

E é aí que te transformas. No abraço consciente da tua sombra em danças de luz.

Com amor,

Por: Helena Pereira

Xamanismo Andino |  Contacto: helenadaponte7@gmail.com

Se as árvores falassem…

E se as árvores falassem...
E se as árvores falassem…

Quando passeio numa mata, imagino o que me diriam as árvores.

Observo-as, em reverência, reconhecendo-lhes a sabedoria e magnificência.

Observo os seus reflexos de segurança, manifestados nas raízes entrançadas no abraço da terra fértil, e a plena serenidade na altivez serena e poderosa que se ergue no céu…

É aí que as observo, em silêncio, à espera de lhes ouvir algum sussurro descuidado. O que me diriam elas? Que segredos, que revelações, que palavras, que sentimentos?

O que me diriam elas?

Talvez me dissessem que somos ramos de uma mesma árvore, e que à nossa volta circula o ar que nos vivifica, tanto nas tempestades, como nas brisas suaves.

Talvez me dissessem que a morada da Terra que nos sustenta é apenas uma, e que o coração que dentro nos bate, dança no mesmo compasso em muitas dimensões…

Talvez me perguntassem se não quereria ser também árvore no sonho da fantasia de ser e estar entre a Terra e o Céu. De sentir a luz, a chuva, o sol e a lua em mim, no fluxo do amor por uma única criação e no sopro de vida daquilo que é infinito.

Talvez me propusessem sentir a eterna regeneração das minhas partes em constante impermanência e assim aceitá-la. De viver, em perfeita relação, na energia de uma comunidade, sendo eu mesma, no meu espaço, em toda a minha manifestação. E assim encontrar nas raízes do tempo, a certeza do presente apenas.

Se as árvores falassem… Sim. As árvores falam. Há que saber escutá-las, pois a sua linguagem é subtil. Elas falam ao nosso coração, à nossa alma, à nossa essência que é a mesma que a delas. Falam-nos em doces sussurros de amor mergulhados na sabedoria infinita da sua existência.

Com amor,

Por: Helena Pereira

Xamanismo Andino |  Contacto: helenadaponte7@gmail.com

A dança, o Feminino e o Sagrado

lili
A dança, o Feminino e o Sagrado

Dançar está-me no sangue! Faz-me sentir viva e feliz! Dançar é arte. Dançar é amor.

Dançar é uma forma de tu, Mulher, comunicares contigo mesma e com o que de mais profundo existe em ti. É uma forma de ligares a tua parte racional ao teu coração. É uma forma de estabeleceres uma conexão direta com quem verdadeiramente és e com o que de mais sagrado existe em ti.

Inúmeros são os benefícios que a dança – qualquer tipo de dança – oferece, sejam eles a nível físico ou psicológico. Quando falamos de Dança Oriental (vulgarmente conhecida como Dança do Ventre), falamos de um aumento considerável de autoestima, da sensualidade, de um melhor conhecimento do corpo e de um alívio do stress. Quando abordamos a parte física, a Dança Oriental melhora a postura corporal, potencia o aumento da flexibilidade, tonifica e define os músculos e melhora as articulações. Estes são, apenas, alguns aspetos gerais que a prática desta dança nos proporciona.

Para quem não sabe, a Dança Oriental existe há muitos anos… era ensinada de Mulher para Mulher e a ela recorriam na altura do parto, para ajudar a futura mamã a aliviar as dores e, também, no momento expulsivo. Aliás, nos dias que correm, vários dos movimentos base desta dança são passados às mulheres nas aulas de preparação para o parto.

A Dança Oriental é, a meu ver, uma dança sagrada. Em cada movimento do abdómen, em cada movimento da anca e do peito está refletida a energia das nossas ancestrais que nos ensinaram, nos guiaram e que permitiram que esta dança continue conosco e em nós!

Se estás a pensar iniciar a aprendizagem de algum estilo de dança, pensa no que pretendes alcançar. É perfeitamente legítimo quereres dançar para te divertires; é perfeitamente legítimo quereres dançar para aliviar a tua mente do stress diário. Contudo, é importante que saibas que a Dança Oriental te vai destapar véus, te vai fazer olhar para medos e bloqueios internos. É importante estares preparada.

Se vale a pena? Claro que vale! Terás um conhecimento muito mais genuíno de quem tu és. Verás a tua essência desabrochar. Se assusta? Sim, por vezes assusta. Nem sempre

queremos olhar para dentro de nós e ver-nos, aceitar-nos. Mas é necessário! Cada olhar para dentro de ti é um passo para te curares, para te libertares e te deixares fluir com a vida. Por isso, dança seja qual for o teu medo; dança seja qual for o teu caminho!

Com amor,

Por: Liliana Brandão

Cuida de Ti Primeiro

beautiful
Cuida de Ti Primeiro

És mulher. Talvez mãe, esposa, profissional, filha, amiga, irmã…

És tantas coisas que muitas vezes te esqueces de ser simplesmente… tu.

Encontrar espaço para cuidar de ti, nutrir as tuas necessidades. Não é?

Imagino que muitas vezes sintas que realmente precisas de o fazer… mais.

Imagino também, que tantas outras vezes, te sintas culpada por ter necessidade de cuidar de ti.

É que às vezes cuidar de ti implica estar menos disponível para todos os outros.

E de alguma forma foste interiorizando ao longo da vida que isso não é muito certo, não é?

E de cada vez que pensas que é errado colocares-te em primeiro lugar… afastas-te um pouco mais de ti.

É que na verdade, é impossível cuidarmos de quem quer que seja, ou do que quer que seja, se não estivermos bem, nutridas, felizes e cuidadas, a partir de dentro.

Essa é uma responsabilidade que nos compete a nós. Mais ninguém.

De cada vez que nos colocamos em primeiro lugar, damos espaço aos outros para viverem também a sua vida, da mesma forma. Começamos a libertar-nos das expectativas irrealistas de que os outros nos façam felizes, satisfaçam as nossas necessidades e preencham os nossos vazios.

Experimenta parar, agora mesmo, e perguntar-te “O que eu faria neste momento se me colocasse em primeiro lugar?”

O que te surge? Qual a resposta? Qual o desejo da tua alma? Como podes colocar esse desejo em acção neste preciso momento? Ou como ficar mais próxima de o conseguir fazer?

E não… fica tranquila. Isso não implica tornares-te egoísta e afastada dos outros.

Muito pelo contrário! Quanto mais cuidares de ti, mais terás para oferecer aos outros, e ao mundo.

Quanto mais fizeres o que precisa ser feito, por ti, mais equilibrada e em harmonia te sentirás.

E nesse estado, serás também com certeza uma melhor mãe, esposa, filha, irmã, amiga, profissional, etc… mas acima de tudo… uma mulher muito mais feliz.

Experimenta! Ninguém mais o poderá fazer por ti.

 

Sugestão de exercício:

Faz uma lista com todas as coisas que mais gostas de fazer e que te fazem sentir bem.

Decide implementar pelo menos uma dessas actividades, DIARIAMENTE.

Compromete-te.

A mudança nem sempre é fácil, mas quando realmente decidimos e nos comprometemos com essa intenção, tudo é possível!

Permite-te sonhar! E depois faz a tua parte para fazer acontecer. *

 

Por: Cristina Gomes

 

Dança a Vida

Dança a Vida
Sofia Marinheiro Fotografia

Num Mundo onde ainda dominam as regras do Homem e «ter» é mais importante do que «ser», é urgente resgatar a nossa energia de Deusas! Unamo-nos, Mulheres, para que sejamos Luz e Sombra; para que sejamos um só Ser. Dancemos! Sim, dancemos o nosso corpo, dancemos a nossa Alma, dancemos a Luz que brilha dentro de nós e que pulsa nos nossos ventres! Dancemos unidas pelo resgate dos nossos Seres, como uma verdadeira Tribo!

Sintamos as nossas mãos e os nossos pés na Terra, essa Terra fértil que nos dá alimento; sintamos a chuva nos nossos rostos, com a mesma felicidade com que sentimos os raios de Sol! Sintamos as brisas que nos trazem a chama da coragem para os nossos corações! Despertemos, Mulheres, para o verdadeiro pulsar da vida! Sejamos Deusas em todas as suas faces e Lua em todas as suas fases; respeitemos as mudanças que ocorrem nos nossos corpos e nos nossos Seres!

Amemo-nos! Amemos! Somos todos Almas brilhantes! Que cada passo que dermos seja uma nota de música lançada ao Universo; que cada passo que dermos crie a dança mais bela e pura nos nossos corações!

Que assim seja!

Por: Liliana Brandão

Teatro Dinâmico

reflection-1442684_1920
Teatro Dinâmico

O que é o Teatro Dinâmico?

O Teatro Dinâmico é a oportunidade de explorar através da representação as várias histórias que se desenrolam nas nossas vidas pessoais e das comunidades onde vivemos e trabalhamos. Temos uma relação com tudo e todos os que contactamos, estas relações podem ser fáceis ou causar problemas continuamente, representando no Teatro Dinâmico podemos começar a entender a questão escondida que temos com uma situação ou com uma pessoa. Não é preciso qualquer experiência de representação, apenas a vontade de participar tanto como interveniente ou espectador. Alguém conta uma história ou um momento da sua vida, que pode ser uma questão profissional, pessoal ou de saúde, e de seguida escolhe participantes para representar os diferentes papeis, e observa como a sua história é rapidamente recriada de forma artística e coerente.

Reforçando a comunidade através das histórias pessoais O Teatro Dinâmico cria um espaço onde qualquer história, da mais simples à mais complexa, escondida ou difícil, possa ser contada e passada a peça de teatro. E onde cada particularidade de cada pessoa é honrada e afirmada, ao mesmo tempo que crescem e se fortalecem os laços com os outros como numa comunidade. O motivo pelo qual o trabalho é de grupo é porque evoca o nosso sentido instintivo de comunidade e desperta o nosso desejo em ajudar o outro ser humano na sua caminhada pela vida, se uma pessoa for auxiliada, a certo nível a humanidade como um todo evoluiu.

A Experiência: Se sentes a vontade de acordar e de sonhar um sonho diferente, de passares a ser um participante activo, criando abundância e amor na Saude, Dinheiro, Relacionamentos e Sucesso, então o Teatro Dinâmico é uma experiência enriquecedora para te ajudar a viver a vida com que sempre sonhaste. Quanto mais entregamos paixão e manifestação aos nossos próprios sonhos, mais criamos um mundo diferente para todos. Shakespeare disse “ O mundo é um palco e nós somos todos actores em cima dele”. Não só o mundo é o teu palco como tu és a estrela do espetáculo, o argumentista, director e produtor! A beleza do Teatro Dinâmico auxilia-te a ficares consciente e a experimentares todo o potencial criativo do teu próprio ser. O teu sonho é só tão grande quanto o que te atreveres a sonhá-lo, quão grande será o teu?

Guiado por representação intuitiva, rituais xamânicos, medicina da côr, e contando histórias, experiência e observa os dramas do “self”, família e comunidade a desdobrar-se à tua frente, de forma a trazer cura e reconciliação ao nível da alma. O Teatro Dinâmico é montado num espaço sagrado e é o lugar onde o coração e a alma podem dar um passo em frente para a criação consciente dos teus sonhos mais ousados cheios de abundância, alegria, riso e amor. Traz à consciência os teus mitos e histórias escondidos que habitam a tua vida, aprendendo a transformar o sonho em realidade, e assim ajudando outros a explorarem e a criarem os seus próprios. Experiência, representa e partilha as tuas alegrias a tristezas compassivamente com os outros à medida que exploramos o desconhecido juntos. Ao partilhar descobrimos que não estamos sozinhos mas sim que estamos profundamente apoiados não só pelas outras pessoas mas como pela vida em si.

Uma oportunidade para curar, aprender e CRESCER!

Por: Rita Alves

De que cor é a máscara que usas?

 

mascara
De que cor é a máscara que usas?

A sociedade na qual nascemos, está longe de ser o paraíso que tantos idealizamos. Curiosamente, tenho lido estudos que falam da importância de dizer o que pensamos e sentimos, e aí aparece a dualidade desta experiência terrena. Se digo o que penso sou rejeitada, criticada, julgada, muitas vezes por quem mais amamos, se não digo uso uma máscara para me esconder. Quando falo não é com a voz do meu coração, mas com a voz da minha mente, que é quem sabe filtrar o que será ou não aceite pelos outros.

Quando usamos uma máscara, independente da cor que tenha, mostramos alguém que não somos nós, acabamos por nos transformar nas pessoas que nos rejeitam e criticam, acabamos por ser também as que rejeitam, criticam e julgam, principalmente a nós próprios.

Isto torna-se num ciclo vicioso e quando olhamos à nossa volta, vemos uma sociedade egoísta, mascarada e infeliz. Pois é, isso é o que tu és, tu também dás o teu contributo para que esse mundo prospere.

Chega de queixas, não podemos criticar o que nós próprios criamos, está na hora de saberes qual é a cor da máscara que usas, quando conheces a tua máscara, vais ter o poder para a tirares.

A cor é realmente pouco relevante, pode assumir o negro do ódio, o vermelho da raiva, o amarelo da inveja, o branco da frieza, o azul da tristeza, o castanho da critica, o verde da injustiça. Provavelmente, até usas uma máscara com diferentes cores e isso só mostra a tua forma de ver o mundo.

Seja qual for a cor ou as cores da tua máscara, abre-te a tira-la?

Quando deixamos de usar máscaras, muitas coisas acontecem na nossa vida, umas pessoas afastam-se porque o amor que tem por nós não lhes permitem respeitar quem realmente somos. Para outras passaremos a ser uns loucos, que vivemos num mundo de ilusão. Podemos ainda ficar sem chão de tão diferentes que nos sentimos. No entanto, a partir do momento em que decidas largar a máscara, a tua vida jamais será a mesma. Depois de assimiladas as perdas, que serão as consequências de começares a viver em ti, a vida encarrega-se de te fazer chegar novas almas que amam e respeitam o teu ser mais verdadeiro.

E assim se transforma uma sociedade injusta, num paraíso.

Tu onde queres viver?

Por: Vera Cristina

Cura-te agora!

DSC_0271
Queres curar-te?

Sabes que as emoções e sentimentos que escondemos, reprimidos, acabam por se transformar em doenças como: gastrite, úlcera, dores lombares, dor na coluna, cancros, entre muitas outras. Guardar dentro de nós sentimentos maus, como raiva, mágoa, tristeza, com o tempo esta repressão, chega a tomar proporções realmente graves, gerando doenças cronicas ou cancros.

Como fazemos isso, guardar sentimentos dentro de nós? Vou-te dar um exemplo que te faça realmente perceber o que é isto. Imagina que tiveste uma pessoa no teu trabalho com a qual tiveste um conflito, esse conflito já aconteceu a alguns anos, provavelmente, já nem te relacionas com essa pessoa ou situação, no entanto, sempre que te lembras disso recorda-lo com mágoa, tristeza, raiva ou outra emoção negativa. Mesmo que não tenhas essa consciência esse acontecimento ainda está na tua vida e manifesta-se no teu dia a dia, nas mais variadas situações. O que acontece é que acreditas que isso só acontece quando te lembras do acontecimento, mas a verdade não é essa, se recordas esse momento com esses sentimentos podes ter certeza que vais continuar a projetar isso na tua vida e com outras pessoas ou situações.

Agora faz uma breve reflexão, pensa em todas as pessoas e situações da tua vida nas quais existiram emoções negativas (talvez seja boa ideia usares um papel). Provavelmente existiram algumas das quais já nem és consciente, mas tendo em conta a quantidade, podes imaginar o quanto elas estão a corroer o teu corpo.

Pois é, se estás doente, pensa que é importante sanar o físico, mas sê consciente, que se não curares a tua mente provavelmente, a doença vai voltar.

Se tens vontade em curar o teu corpo, é obrigatório curar a mente também. Por experiência pessoal posso garantir-te que vai ser duro, e acredita que há questões realmente dolorosas de resolver em nós. No entanto, quando as ultrapassas és livre, atinges um estado de plenitude, de amor próprio e pelo próximo que não poderias sonhar que existisse.

Um bom começo poderá ser desabafar, partilhar os segredos que guardamos, falar das emoções, seja com os envolvidos ou com outros. Falar sobre as emoções poderá ser uma excelente terapia para sarar as feridas. Tem em mente sempre e quando alguém ou situação ainda te cause sentimentos negativos, é um sinal de que ainda precisas resolver isso no teu interior. Atenção, nem sempre o conseguimos fazer sozinhos, não desistas, segue a voz do teu coração e procura ajuda.

Experimenta curar-te agora!

Por: Vera Cristina

Doenças nos órgãos sexuais femininos.

Cada vez mais mulheres tem sintomas relacionados com os órgãos sexuais femininos, tendo em conta que para as mulheres o seu centro vital, que apareçam esses sintomas nesta zona é um alerta que todas deveríamos ouvir. Chega de guardar os sintomas só para nós ou para o médico, isto dever ser falamos com todas as mulheres que estão à nossa volta.

Libertarmos a culpa e a vergonha abre diante de nós uma porta, que nos leva diretamente à nossa verdade, ao nosso caminho. É urgente sair deixar para trás a herança patriarcal que temos nas nossas veias e na nossa alma, isto significa por de lado a vitima e viver com responsabilidade a nossa própria vida. Nada nem ninguém pode decidir por nós, nós é que nos deixamos influenciar pelo que nos dizem os outros, ouvir o nosso interior e segui-lo sem pensar no que os outros dirão ou desejam, seguir a nossa verdade, liberta-nos de doenças.

utero

 

Os principais sintomas relacionados com os órgãos femininos são: endometrioses, quistos nos ovários, miomas, cancros, obstrução das trompas, vaginites, dificuldade para engravidar, fungos, candidíase, entre muitas outras. Eles repetem-se uma e outra vez, porque tratamos o físico, no entanto é no psicológico que estas doenças tem origem. Não devemos descurar a consulta de um médico especialista, mas devemos procurar a razão daquele sintoma, em muitos casos eles surgem de desequilíbrios no nosso campo emocional.

 

As mulheres começaram a imitar os modelos masculinos, para conseguir uma falsa liberdade, queríamos igualdade de direitos, mas o que conseguimos foi acumular funções demasiado pesadas para um só corpo. Somos trabalhadoras, mães, mulheres, amigas, filhas, irmãs, e muitas outras coisas, e nós onde estamos? Viver o feminino, é estar alinhada com a essência que temos nesta vida, a feminina, respeitando e aceitando a essência masculina, com a mesma força que aceitamos a nossa. Todos temos estas duas energias, no entanto, nas mulheres a energia feminina prevalece, enquanto que no homem é a masculina, um e outro estão juntos para criar Vida. Por isso, ainda que com funções diferentes o grau de importância será o mesmo.

Resumindo, se uma mulher tem problemas nos seus órgãos sexuais isso indica que ela não reconhece a sua feminidade, não reconhece que como mulher tem determinadas particulares que deverá respeitar para estar em equilíbrio consigo e com os outros.

Podes conectar-te ao teu feminino seguindo algumas destas dicas:

  1. Restabelecer a conexão com o corpo – isto quer dizer, ouvir, sentir, nutrir e respeitar o teu corpo. Ouve com atenção o que ele te pede, se quer descanso, descansa, se precisa de exercício, move-te, se precisa de amor, dá-lhe mimo. Ele pede sempre o que precisa, tens é que estar ligada e ele e ouvir o que tem para te dizer.

 

  1. Avalia, explora e redefine o teu feminino – que precisas como mulher para ser feliz? Em que coisas o feminino se manifesta na tua vida? Vives a tua vida de acordo com o que te pede a tua essência? O que te faz sentir mulher? Respeitas os teus ciclos? Explora e observa. Estas são algumas das preguntas que deves fazer para compreender como se manifesta o feminino em ti.

 

  1. Investigar o teu corpo – aprender a reconhecer o ciclo menstrual e os sintomas que ele desencadeia, observar a sua relação com o resto do corpo, aceitar as emoções que se geram em determinadas fases do ciclo, entender que somos um todo, tudo em nós está interligado. Somos cíclicas, como a lua, cada etapa do ciclo ou da vida da mulher tem as suas funções conhece-las permite-nos conhecer-nos melhor.

 

  1. Conecta-te à tua Natureza divina – Fecha os olhos e vê o teu interior, em silencio, respira profundamente, foca a tua atenção no teu útero e sente-te enraizar à Mãe Terra.

 

  1. Entender a sexualidade e disfrutar do nosso corpo – Sabias que a energia sexual é a que nos mantem vivos, é a energia vital e nem só se manifesta através do sexo. A sexualidade está na minha relação com o meu corpo, nos ciclos, nas alterações de cada etapa sexual, está na minha ligação com o sexo, seja individual ou com um parceiro, está no prazer que sinto, no erotismo, no desejo, nas fantasias, na entrega, no afeto, na herosexualidade ou homossexualidade, entre muitas outras.

 

  1. Finalmente, entender a minha relação com o masculino y os homens – todas temos energia masculina, observar a relação que temos com o nosso masculino diz muito sobre nós próprias. Ao conhecer a mulher que há em mim, permite-me amar-me, respeitar-me, ouvir-me e apoiar-me, o que não quer dizer que eu seja auto suficiente. A partir de este entendimento poderei relacionar-me com os homens de maneira saudável.

 

Sente-te o sagrado feminino que há em ti e vive livre da doença e plena de Amor por ti e pelos que te rodeiam.

Este texto foi inspirado na versão de Aina Cortès. Proyecto COSdeDONA, poderão ler o textos original clicando aqui.

Por: Vera Cristina

Sabes, que deverias viver numa Tribo!

Sabes, que deverias viver numa tribo!
Sabes, que deverias viver numa tribo!

Em sociedades muito antigas, as mulheres viviam em comunidades, unidas partilhavam o cuidado às crianças, cozinhavam, organizavam festas e rituais que passavam de geração em geração. Partilhavam experiências e conhecimentos, existia admiração e cumplicidade, as mulheres compreendiam as dores umas das outras e apoiavam-se.

No que se refere ao ritual feminino por excelência a menstruação, nesses dias dos mês as mulheres estavam unidas em rituais, muitas vezes com ciclos sincronizados (ao mesmo tempo). O objetivo era  fortalecer-se emocional, fisicamente, assim como ao universo, com os seus fluidos nutriam a Mãe Terra.

Quantas vezes nas sociedades atuais, individualizadas sentimos falta de apoio, compreensão e encorajamento para enfrentar os desafios que nos acompanham. Ter a companhia de mulheres permite-nos evoluir a ser melhor pessoa, melhor mãe, melhor mulher, permite-nos entender que não estamos sós com esses desafios, problemas ou perdas. Temos ao nosso lado companheiras de almas que nos dão o apoio necessário e a quem nutriremos da mesma forma.

Somos seres diferentes dos homens, deve ser um orgulho ser mulher ou ser homem, mas somos mulher e como tal devemos cultivar o nosso orgulho e as características que transportamos nos genes que nos acompanham. Somos seres altamente emocionais, geramos vida no nosso interior, temos a fragilidade e a força do Universo em nós, e na presença de outras mulheres nos reencontramos em plenitude e Amor.

A amizade feminina é acima de tudo uma troca de energia, um encontro com nós mesmas, para além de ter um forte impacto sobre o nosso bem estar físico e psicológico, reencontramo-nos com o nosso sagrado feminino que é comum a todas. É nele que reside todos os segredos para a nossa realização física, mental e espiritual.

Aqui fica um vídeo inspirador sobre a amizade no feminino.

 

Por: Vera Cristina