Numerologia 2018/11 | Este ano será especial em todos os sentidos.

Este ano será especial em todos os sentidos, pois será um convite a elevarmo-nos no quadro da nossa vida.

Este milénio de 2000, tem sido um convite ao resgate do feminino, e quando se diz feminino, refere-se não ao género, mas ao lado emocional de todo o Ser Humano. Já por isso, todas as crianças que nascem neste milénio, já trazem a sensibilidade ao outro e servem de espelho para que seja refletido o lado sombra de cada um, e com isso, sejam feitos resgates relacionais. Por isso, é um milénio emocional, sensível, colaborativo, que nos apela a resgatarmos memórias individuais, refletidas nas nossas relações. Estamos a ser conduzidos a integrar e harmonizar o nosso lado feminino/recetivo com o nosso lado masculino/ação, e neste processo, há inevitavelmente processos de aceitação e de harmonização com o outro, pois o que não integramos em nós, se refletirá no outro, nas nossas relações. Á medida que fazemos esta integração, menos discórdias existirão, pois, a harmonia interior, será a harmonia exterior, e vice-versa. Cada um de nós escolheu de alguma forma, crescer e evoluir e para isso, estando neste momento, neste milénio, e de acordo com o seu nível de consciência, será convidado a construir este processo integrativo, e as crianças serão ótimas condutoras deste processo.

A vibração 18/9 deste ano (2018), é uma vibração que apela a que cada um seja líder de si próprio, que seja autónomo e capaz, com capacidade concretizadora e poder pessoal, e que tudo o que fizer seja para um Bem Maior, que cada propósito se una em prol do Propósito coletivo. Cada um é uma peça fundamental, na Humanidade, pois se 2016/9, foi um fim de um ciclo, de um paradigma, e 2017/10/1, foi a tomada de consciência da Identidade Individual e de perceber que podemos ser o que quisermos Ser, resgatando a nossa Mestria, 2018/11 será a elevação e a inspiração individual e coletiva, pois o coletivo é o resultado da elevação individual. E, aqui cada um será testado na escolha que a sua Alma fez, colocando os seus dons em prática, sentir-se Único, a abrir os seus caminhos, com assertividade, inspiração, sensibilidade, intuição, independência, coragem e autonomia, e ao mesmo tempo, a abrir caminhos para o outro, com tolerância, diplomacia, empatia e de mãos dadas. Os mais elevados sentimentos de Amor Incondicional e de Integração serão pontos-chave, neste processo.

Será um ano de revelações pessoais e coletivas, de sentir e perceber potenciais acima dos 5 sentidos físicos, de resgates de memórias, de aceitar e perdoar pessoas e situações e de criação de forma elevada. Este ano 2018/11 estará associado ao centro energético esplénico, mas de forma ascensa e elevada, ou seja, sabemos que somos parte do Divino, mas neste ano, seremos convidados a manifestar essa parte do Divino em nós, com segurança, merecimento, alegria, confiança, leveza em respeito pelo Sagrado que cada um É!

Será um ano Elevado e exigente, e de acordo com o ritmo de cada um, novas realidades iremos assistir, e situações obsoletas cairão por Terra, pois Esta, já não suportará o que não corresponde a uma vibração mais elevada. Tudo está Interligado e integrado, e, sentiremos que cada um esteve, está e estará a fazer parte da Criação desta Nova Realidade, onde a beleza, harmonia e a Paz serão códigos de acesso à manifestação de milagres nas nossas vidas!

Por: Helena Sousa | Contacto: https://www.facebook.com/Centelha-Mágica

Numerologia | Que nos reserva o último mês do ano? Dezembro

Este mês cuja vibração 1+2 =3 é de expansão, acrescido da vibração do ano universal 2017/10/1 resulta numa energia de concretização 4. Por isso, tudo o que abrimos no mês de novembro, pede-nos concretização, ordem e disciplina para vermos os resultados que pretendemos.

Este mês finaliza a vibração do ano que foi crucial para cada um de nós, por ser um ano de mudanças e novos inícios nas nossas vidas, que têm exigido uma das maiores virtudes, a coragem. A coragem faz-nos avançar, abraçando medos, inseguranças e apegos… faz-nos crer em nós mesmos, mesmo quando os nossos mais chegados não acreditam… faz-nos acreditar nos nossos sonhos, mesmo quando os que mais nos dizem na nossa vida, podem não dar o apoio e incentivo de alma e coração. A coragem implica sermos nós mesmos, sermos fieis às nossas verdades, arriscando o seguro pelo inseguro, o conhecido pelo desconhecido, pois só dessa forma se vive e se descobre quem É na sua plenitude. Coragem, é assumires-te por inteiro e perceberes que a vida é tua e … se não viveres os teus sonhos, quem os viverá por ti?? E… neste caminho, inevitáveis dores vêm ao de cima, porque quando arriscamos a mudar e a começar, para termos consciência da nossa Identidade e Propósito, camadas mais profundas do nosso Eu, de forma inevitável vêm ao de cima, provocando dor, angústia, destruindo o conhecido para reconstruir um desconhecido de nós mesmos.

E, no mês anterior, ao abrirmo-nos à nossa expansão, promoção pessoal e autoexpressão, este mês de dezembro, acrescenta a energia da terra, da estrutura, da matéria para darmos forma aos nossos sonhos. Só com ordem, trabalho, autodisciplina, perseverança, paciência, Fé, aliando os nossos sonhos às ações, conseguiremos sentir que somos detentores da Arte da Criação e da Arte de vivenciar os frutos do nosso trabalho.

Este mês prepara-nos também para a vibração do ano universal 2018/11/2, cuja vibração é de elevação, de superação, de inspiração, de vivermos acima de todos os padrões medianos e de integrarmos e unificarmos o nosso lado feminino e masculino. Neste processo, cada um de nós terá pistas e sinais do que escolheu vir fazer, e ao caminhar desta forma, eleva-se… auxiliando na elevação da Humanidade e da nossa casa Terra! E… nesta elevação, dar-se-á a mudança a olhos vistos do nosso planeta regenerar e transmutar os seus recursos, em resposta ao nosso poder de transformar e “alquimizar”, sendo mais consciente em cada um de nós, o resultado da ação individual, em rede com o coletivo, com o cosmos…. Vivenciando uma Nova Terra!

Por: Helena Sousa | Contacto: https://www.facebook.com/Centelha-Mágica

Expansão | mês 11, o que nos traz Novembro!

Novembro, mês de expansão assumindo a nossa plenitude na arte de criar o que queremos Ser.

Este mês é favorável, elevar a nossa consciência ao perceber que o primeiro nível de criação passa pelos nossos pensamentos, e depois pelas nossas emoções que resultam o quadro da nossa vida. Este fluxo de energia que somos diz-nos que é tempo de assumir a responsabilidade por tudo o que co-criamos… e de assumir em consciência que a nossa mente divina que tudo É, é capaz de criar a realidade que quisermos.

Neste ano universal, de novos inícios e mudanças em que existe um alinhamento entre todos os elementos que nos constituem, a terra, o fogo, o ar e a água, cria-se um momento perfeito para termos e darmos mais consciência e sabedoria às nossas ações, alinhadas com a nossa mestria… sim! Todos somos mestres com dons e potenciais únicos, que se tornam divinos quando ajudamos a construir um mundo melhor.

Assim, este mês de novembro pede-nos expansão, abertura à vida, alegria, leveza e criatividade, em ligação com a Mãe Terra que nos sustenta e com o Pai Céu que nos orienta. E, acima de tudo que tenhamos consciência que somos uma rede, que em Amor com o outro somos mais e melhores, e que em evolução individual, o coletivo evolui.

Acredita em Ti, sente que és único e que tens algo a oferecer ao mundo, e de mãos dadas com o outro, veremos um mundo Novo acontecer diante dos nossos olhos!

Por: Helena Sousa | Contacto: https://www.facebook.com/Centelha-Mágica

Lei da Atração | 7 Passos para uma VIDA PROSPERA

Joe Vitale, um conhecido Autor norte americano, com vários livros publicados sobre prosperidade e lei da atração. Vitale partilhou com o mundo o que ele chama de 7 passos para conseguir viver uma vida prospera e em abundância, não só de dinheiro, senão de tudo o  que cada um considere significativo para a sua vida. Vamos conhecer os passos a Joe Vitale usou na sua vida para que ela se transformasse. É importante seguir esta ordem, porque sem o primeiro passo estar resolver terás alguma dificuldade em concretizar o que desejas.

Passo 1 – Limpar o Inconsciente

Limpar o inconsciente significa libertar-se das crenças negativas que temos sobre o dinheiro, a abundância e a prosperidade. Por exemplo, fecha os olhos, pensa numa coisa que queres muito e agora pensa porque é que não podes ter isso. Pára. A primeira resposta que veio à tua mente é uma crença negativa que não te permite ter aquilo que desejas e está relacionado com a prosperidade. Desde pequenos ensinaram-nos que para ter dinheiro é preciso trabalhar muito, ou que os ricos são más pessoas, etc. Todos esses pensamentos não te deixam manifestar aquilo que mereces viver. A dica de Joe Vitale é sentires gratidão por pagar e receber dinheiro, amor, carinho, elogios ou qualquer outra coisa que para ti seja abundância.

Passo 2 – Dar sem esperar receber

Este da-nos a indicação para dar, para sentir a dádiva que é dar, sentir alegria a dar, dar sem esperar receber. Quando dás abres a porta para receberes mais e mais, dar 10% do que se ganha pode ser um bom medidor. Dá aos que te dão inspiração, dá as pessoas, empresas ou organizações onde sentes que o teu coração vibra. Dá, dar significa que estás grata/o por teres recebido.

Passo 3 – Gastos favoráveis

Se desejas comprar, fazer, organizar alguma coisa e podes permitir-te fazê-lo, faz. Ao tomares esta atitudes estás a mandar uma mensagem ao teu corpo e mente, eu mereço, eu sou suficientemente boa/bom para me permitir isto. E acredito na abundância sei que não me vai fazer falta, virá mais e mais. Quanto mais temos mais podemos gastar.

Passo 4 – Pedir ajuda

Muitas pessoas não se sentem confortáveis a pedir ajuda, acreditam que estão a demonstrar que são fracas/os e não valem o suficiente. Agora proponho-te um exercício. O que sentes quando alguém te pede ajuda, normalmente ficas feliz se poderes ajudar essa pessoa com a dificuldade que está a ter nesse momento verdade. Pois isso é o que estás a negar as pessoas quando não lhes pedes ajuda. Pede ajuda aquelas pessoas que sentes que te poderão ser úteis na dificuldade que estás a ter. Pede ajuda aos Anjos, a Deus, ao Universo, à Natureza, à Força Divina, ou seja lá o nome que dês ao que entendes ser o que nos cria e nos mantém vivos.

Passo 5 – Visualizar/Sentir metas

Visualiza os resultados que queres ter, mentalmente cria imagens que sejam o reflexo daqui que queres que aconteça, seja lá o que isso for. Visualiza e sente como se isso estivesse mesmo a acontecer, cria esses momentos na tua vida a diário. O que farias, sentirias, viverias se tivesses o que desejas?

Passo 6 – Mente de empreendedor

Pensa como um empreendedor, vê oportunidades onde os outros não as vêem, está presente e atento ao mundo que acontece à tua volta. Está atento às tuas queixas, elas são um ótimo indicador de oportunidades e serviços que podes criar. Faz tu mesmo aquilo que tens vontade e queres que aconteça, toma responsabilidade pela tua vida.

Passo 7 – Ajudar os outros

Quando te ajudas a ti, também podes ajudar os outros, faz a diferenças na vida dos outros, sê grata/o se te pedem ajuda. Oferece o teu apoio a quem vês que está com um tipo de dificuldade seja ela qual for. Segundo a lei da atração quantas mais pessoas ajudas, mais és ajudada/o. Ajuda os animais, o planeta, a vida.

Segundo estas são algumas coordenadas que te poderão servir de orientação para mudares a tua vida. Experimenta, talvez.

Por: Vera Cristina Ribeiro

Quando um Homem Honra a sua Mulher!

Tantas historias de amores perdidos, vivemos uma fase de transformação social, homens e mulheres livres, na escolha de parceiros e amores, no entanto, os finais felizes estão em vias de extinção. Não temos paciência para o nosso parceiro/a, aliás é a ele/a que mostramos o pior de nós. Sorrimos para o vizinho, mas chegamos a casa e não sentimos a dádiva que é ter alguém que nos dá a mão neste caminho que é a vida. Homens e mulheres na rua com o seu companheiro/a ao lado mas cobiçando a mulher ou o homem do vizinho, que grande fantasia. Se soubessem que um par de dias, meses ou anos com a mulher ou homem do vizinho e sentiriam exactamente o mesmo que sentem neste momento do seu parceiro.

E então, onde está o problema das relações?

Está em que protejamos em quem temos ao nosso lado todas as nossas vivências, passadas, presentes e futuras. Queremos mudar o próximo e não olhamos para nós, não sabemos que o somos e nem para onde vamos e colocamos a responsabilidade da nossa felicidade numa pessoa que jamais poderá fazer-nos feliz. Sim, acredita o teu companheiro/a não te pode fazer feliz. Sabes porque? É porque a infelicidade, as queixas, as amarguras, a tristeza é tua, vive em ti. O teu marido ou mulher é um desastre, não ajuda, não faz, não te dá carinho, não te ama o suficiente, etc, etc. E o que é que tu fazes em relação a isto? Ajudas, fazes, das carinho, amas o suficiente? Se sim, com certeza não te estarias a queixar, estarias a agir. Ias perceber que amas aquela pessoa, e ainda assim ela não corresponde com a história que queres contar. Ias perceber que o vosso caminho, talvez, tenha chegado ao fim… E está tudo bem. Estarias a agir, porque estaria a explicar a essa pessoa que queres outras coisas para a tua vida, estarias ao seu lado para que te dê a mão num caminho de amor, estarias com vontade de lhe mostrar que a vossa história é possível quando dois estão abertos à vida.

E o que acontece depois? Bem, depois de observar e esperar, continuas a agir com responsabilidade pela única história que podes transformar… A tua história. Quando tu és a tua verdade, os outros ou se afastam ou amar-te-ão mais que nunca. Sabes aquela sensação que sentes quando conheces alguém de novo, alguém que acabas de conhecer. E se olhasses a cada dia para o teu parceiro/a com esse olhar, esse sentir, saberias que vives no momento presente, irias saber o quão aquela pessoa pode ser e trazer à tua vida. E se não trás, então, já sabes algo mais que não sabias antes.

Aqui fica um maravilhoso vídeo do Ronan Pinto Goulão, Professor de Tantra que nos explica porque é tão importante honrar as nossas mulheres ou os nossos homens, talvez valha para os dois.

Por: Vera Cristina Ribeiro

Religião vs Espiritualidade | O que é a Espiritualidade?

Tema controverso e de alguma complexidade para estabelecer a relação ou explicação entre este dois conceito. Antes de mais gostava de reforçar que a minha visão é profundamente experiencial, que isto dizer que escrevo sobre o que sinto e como sinto, portanto, poderá esta vivência estar limitada ao conhecimento ou sentir que tenho no momento presente.

Diz Eckhart Tolle no seu livro O Despertar de uma Nova Consciência: “Muitas pessoas já reconhecem a diferença entre espiritualidade e religião. Elas compreendem que ter um sistema de crenças – um conjunto de pensamentos entendido como a verdade absoluta – não torna ninguém espiritualizado, não importa qual seja a natureza dessas convicções. Na realidade, quanto mais um individuo faz dos seus pensamentos (crenças) a sua identidade, mais se distancia da dimensão espiritual que existe dentro de si.

A espiritualidade não é algo que alguém te dê, seja ele um Mestre, um Guru, um Deus, uma Força, entre outras palavras que poderíamos utilizar para descrever este sentir. A espiritualidade, é um sentir que nos liga a uma parte de nós onde reside o indescritível, à tua essência, não é um lugar físico, não é algo que a tua mente seja capaz de controlar ou criar. Este sentir conecta-te a um vazio interior, sabes, aquela conexão que se estabelece quando sentes que aquilo faz parte de ti, esse estado interior é a tua espiritualidade a manifestar-se. Na espiritualidade, não há verdades absolutas, somos todos um, na espiritualidade não há regras, nem limitações, neste lugar existe a fonte de tudo, de todos, do todo. E não se explica, sente-se, acontece… 

As diferentes religiões tem um conjunto de crenças que assumem como verdades, estão assim presas a uma forma de identidade que se manifesta inconscientemente nas pessoas que as seguem. Por isso, qualquer pessoa que pense diferente está errada, para as religiões a sua verdade tem que ser seguida. No entanto, uma “nova espiritualidade, a transformação da consciência, está a surgir em grande parte das estruturas das religiões institucionalizadas.” Comentava Tolle. Isto acontece porque a espiritualidade começa a manifestar-se em grande parte fora destas estruturas e nasce com ela a necessidades das religiões acompanharem os tempos. Seguia o autor: “Algumas Igrejas e seitas, assim como determinados cultos ou movimentos religiosos são em essência entidades egóicas coletivas, uma vez que se identificam rigidamente com as suas convicções mentais.”

Ou seja, a espiritualidade está além do que a nossa mente pode alcançar, surge quando uma pessoa percebe que ela não é aquela “voz dentro da sua cabeça”. Quando essa voz se cala aparece a consciência da nossa essência e nela que vive a nossa espiritualidade.

Se queres aprofundar sobre estes temas, sugiro-te que te inscrevas no novo ciclo de conferencias da Casa das Artes do Porto, dia 21 de Outubro, vamos estar por lá com temas fantásticos. Deixo-te aqui o link para que possas saber mais.

Por: Vera Cristina Ribeiro

Mente | O poder das afirmações positivas!

És consciente do tipo de pensamentos que a tua mente cria? Durante o dia (e até a noite) a nossa mente está em constante atividade, os pensamentos aparecem de forma involuntária, não temos nenhum tipo de controlo sobre eles. Os pensamentos que surgem são resultado das crenças e padrões adquiridos na infância, na nossa interação social ou herdados dos nossos antepassados dominam o nosso inconsciente. Acontece que ao sermos conscientes deles podemos altera-los para que funcionem a nosso favor.

Dizia Louise Hay, no seu livro O poder das afirmações positivas que “cada pensamento que temos ou cada palavra que pronunciamos é uma afirmação. Todo o dialogo interno é um fluxo de afirmações, usamos afirmações a todo o momento, quer seja consciente ou não.” Ser consciente do tipo de pensamentos que a nossa mente cria é um grande passo para compreender a nossa realidade. Ter esta consciência permite-nos eliminar ou criar algo novo na nossa vida. Ou seja, as crenças que se traduzem em pensamos ou afirmações poderão estar a favorecer a nossa vida ou pelo contrario a limitar-la.

Se assumires a responsabilidade de estar atenta aos pensamentos que surgem ganhas um enorme poder, o da escolha. Ser o observador da mente permite-te com alguma prática escolher entre os pensamentos positivos ou os negativos. Imagina que neste preciso momento, pensas não gosto do meu trabalho, ao observares que tiveste este pensamento, escolhes pensar nas vantagens que esse trabalho te dá, escolhes criar alternativas. A partir deste estado, de aceitação da tua realidade, podes criar outras opções mais felizes e que vão ao encontro do que desejas, quem sabe procurar novo trabalho, mudar de área, enfim só tu saberás quais as opções fariam sentido para ti.

Citando novamente Louise Hay “você pode escolher mudar a sua forma de pensar, não pense que é um processo mágico e que a sua vida vai mudar de hora para a outra. Porém se persistir e escolher diariamente ter pensamentos agradáveis, positivos, que lhe dêem satisfação, sem duvida irá perceber que aos poucos mudanças positivas em todas as áreas da sua vida.”

Em vez de odeio o meu corpo dirá/pensará AMO E ADMIRO O MEU CORPO

Em vez de nunca tenho dinheiro suficiente dirá/pensará O DINHEIRO CHEGA À MINHA VIDA EM ABUNDÂNCIA

Em vez de estou farto de estar doente dirá/pensará PERMITO QUE O MEU CORPO VOLTE À SUA SAÚDE NATURAL E VIBRANTE

Em vez de ninguém dirá/pensará EU IRRADIO AMOR E O AMOR PREENCHE A MINHA VIDA

Em vez de estou num péssimo emprego dirá/pensará NOVOS EMPREGOS ABREM -SE PARA MIM

Experimenta e partilha connosco o resultado!

Por: Vera Cristina Ribeiro

Masculino | O que podemos aprender com os homens da nossa vida!

Antes de começar gostaria de clarificar que este artigo refere-se a todos os homens que em algum momento passam pelas nossas vidas, seja de forma física, ancestral (através do ADN) ou outro tipo ainda desconhecida. Companheiros, amantes, familiares, amigos, colegas de trabalho, em fim, a definição pouco importa, a verdade é que trazem grandes aprendizagens, ensinamentos e mensagens.

Para uma mulher o masculino é o sinónimo da força, o homem tem sempre algo de extremamente atrativo, encantador e no seu oposto destruidor!

Quando nos despimos dos vários mantos escuros que deturpam a nossa visão natural, olhamos o masculino como complemento, aceitamos a sua diferença e compreendemos o quanto a força da vida é maravilhosa. Ao concretizar, esta complementaridade que está presente entre um homem e uma mulher e de forma mais individualista dentro de cada um de nós, manifestando-se no exterior como a energia feminina e masculina, só podemos sentir uma profunda adoração por esta forma de manifestação da natureza.

Quando a mulher compreende que o homem não tem que ser o que ela deseja, que ele tem a sua própria essência, quando uma mulher respeita a sua verdade, os seus ciclos e os dos seus homens, sejam eles maridos, amantes, pais, filhos, irmãos, primos, tios, sobrinhos, etc. Saberá com toda a certeza reconhecer nesses seres dotados de uma energia única que a completa, que dá o chão, a segurança (sem dependências), o núcleo tão importante à materialização. Já que a mulher, enquanto feminino, quando conectada à sua verdadeira natureza é pura energia, vibrante e luminosa.

Os homens da nossa vida trazem-nos sempre alguns ensinamentos valiosos, partilho aqui alguns dos que tenho sentido ao longo desta curta e maravilhosa vida:

  1. Aqueles que se focam no mental.

Esses homens tentam que realizemos aquilo que eles acham certo para nós. Esses homens pensam saber o que é certo para nós e sob a forma de criticas e alguma pressão tentam que alterar os nossos valores, crenças e sentir interior, para que correspondamos com as suas expectativas. Acredito verdadeiramente que a sua intenção é a melhor, que sejamos pessoas mais felizes e completas. O que eles não sabem é que se nos tornarmos nessa mulher jamais nos sentiremos felizes ou completas, poderíamos sê-lo por algum tempo, no entanto, a nossa verdadeira natureza acaba sempre por emergir (quando nós próprias nos damos essa oportunidade).

Ainda assim ensinam-nos:

  • A saber o que somos e o que queremos.
  • A marcar a nossa posição e não nos deixarmos manipular pelas suas pressões psicológicas, financeiras, e ou emocionais.
  • Ensinam-nos que somos muito, muito mais fortes do que poderíamos imaginar.
  • Ensinam-nos a saber quem somos e o que queremos realmente da nossa vida.
  • Ensinam-nos a ser livres, das nossas próprias crenças, das dos outros, do que é certo ou errado socialmente.
  • Ensinam-nos a ser livres em relação ao que a nossa família e amigos pensa sobre nós.
  • Ajudam-nos a descobrir o melhor e o pior de nós mesmas.

              2. Aqueles que se focam no nosso corpo físico.

Os que querem ou tem sobretudo o foco no nosso corpo, e ou no prazer que lhes poderemos proporcionar. Esses homens, vêem em nós a mulher física, a carne, o aspecto exterior, tem um interesse superficial na nossa pessoa, daquilo que representamos. Ao manter a atenção principalmente neste aspecto do nosso ser, perdem a oportunidade de conhecer partes de nós maravilhosas e que ao mesmo tempo podem ser desafiantes. E desta forma perdem a oportunidade de conhecer-se a eles mesmos. Quase não sentem a magia e poder do feminino, o vibrar da sua verdadeira essência, a totalidade que pode chegar a ser uma mulher. Esta mulher é sempre para o homem a ligação à energia mágica da criação do prazer infinito, assim como o homem o é para a mulher. Esses homens distraídos num corpo exterior, desvalorizaram a doçura, o amor incondicional, a liberdade, a paz, o êxtase, a conexão, a energia que habita a mulher livre e que passa passa a vibrar neles também.

Estes homens ensinam-nos:

  • a respeitar o nosso corpo, a honra-lo e cuidar dele como quem cuida de um diamante. O nosso corpo é uma verdadeira pérola, é a maquina que nos mantém vivos e que adoece quando não respeitamos os ritmos e ciclos naturais.
  • Ensinam-nos que quando uma mulher decide que um homem a toque, está a permitir que este conheça todo um universo de ligações mágicas (o mesmo acontece quando o homem permite essa abertura a uma mulher).
  • Quando descobrimos o poder do corpo, a potencialidade, os sinais, as mensagens que este nos traz a diário, percebemos o quão valioso e importante é, o mesmo será dizer, cuidar dele partilhando-o com outro ser que o valoriza da mesma forma, que não o usa para uma descarga de segundos de prazer, mas que sente este vibrar de forma ininterrupta.
  • Ensinam-nos a importância da conexão física quando duas pessoas se unem e o quão essa energia pode ser única e forte.

3. Aqueles que se focam no todo/espiritual .

O masculino que nos vê como ser espiritual, sentiu a divindade encarnada. Sentir que um homem nos vê como um todo, não somente como uma mente ou um corpo, permite-nos tocar a grandeza, a força do masculino e do feminino que amadurecem de mãos dadas. Ter na vida a possibilidade de que um homem nos sinta desta maneira é uma dádiva, faz-nos compreender toda a relação ou conexão à natureza, à fonte, permite-nos tocar o inicio de todos os inícios. Os homens com este tipo de sensibilidade ou abertura estão eles também ligados ao mais verdadeiro de si próprios, à sua natureza divida, estão eles também livres das amarras sociais, ideológicas ou educacionais que nos são impostas deste tenra idade.

A aprendizagem que tiramos desta ligação ao masculino não é passível de ser descrita por palavras, simplesmente PURA MAGIA.

Recentemente, numa palestra do Professor de Tantra, Ronan Pinto Goulão, ouvi as seguintes palavras que ficaram a soar levemente no meu interior e que explicam de forma muito simples o quão fácil (sem deixar de ser ao mesmo tempo difícil) pode para um homem ter a mulher perfeita ao seu lado. Dizia assim: “uma mulher VERDADEIRAMENTE amada, não tem problemas de auto-estima, depressão, não sente falta de vontade nas relações sexuais, não grita, não sofre de ansiedade, etc”. A palavra verdadeiramente, está escrito a maiúsculas porque esta palavra faz realmente toda a diferença, realmente à muitos homens a amar mulheres, mas haverá realmente muitos homens a amar verdadeiramente a sua mulher?

Segundo Pinto Goulão, um homem que ama verdadeiramente uma mulher “é um guerreiro, é um homem que sente um amor puro e sincero, que independentemente das suas falhas, olhe e trate aquela mulher como uma Deusa, porque realmente é isso que ela é, ainda que não deixe de ser humana.” Nenhum homem é responsável pela nossa sorte ou infortúnio cabe a nós fazer as aprendizagens e escolhas (sim, tens esse poder!) que realmente queremos na nossa vida.

E a ti, o que é que te ensinaram os homens da tua vida? Partilha connosco. Envia o teu testemunho para viverofeminino@gmail.com queremos partilhar a tua história.

Por: Vera Cristina

Numerologia | Setembro vibra em todo o seu esplendor!

Bem vindo Setembro! Neste mês alinha-se a vibração do ano 2017 (vibração 2+1+7 =10/1), ou seja, um ano de mudanças, inícios com coragem e ao mesmo tempo, um ano em que está tudo em aberto.

De forma inevitável, quer ao nível universal, quer pessoal, este ano mexe com as nossas estruturas, com o nosso Eu, com tudo aquilo que dávamos por seguro, isto porque, cada um de nós é mais do que imagina! Mas, só o sabemos quando arriscamos, partimos para o desconhecido e passamos por mudanças, que embora dolorosas são necessárias! Este ano convida-nos a sermos mais, a conhecermo-nos mais, exigindo coragem, consciência da nossa Identidade, do nosso potencial e dos nossos dons. Os dons revelam-se quando nos permitimos caminhar por sítios nunca antes explorados!

Não esperes pela ação do outro, pois a iniciativa é individual e o poder pessoal só se manifesta em Ti, se fores Tu a dar o passo, dançando com os medos, inseguranças e com os apegos, pois só dessa forma estes perdem poder sobre ti.

Este mês além de te alinhar com a vibração universal, pede-te que faças uma limpeza geral à vida, finaliza assuntos pendentes, fecha ciclos que queres encerrar, mas tudo com gratidão, Amor, integridade e equilíbrio, percebendo que para entrar o novo, deve sair o velho.

E, todas as mudanças que estão acontecer na tua vida, sejam para um Bem Maior, Tu próprio, pois, estando Tu inteiro e integrado, melhor serves os outros e melhor te relacionas.

A cor vermelha está associada a este ano, pois simboliza a coragem, vontade em vencer e a vitalidade, já por isso é a cor do nosso sangue.
No fecho destes ciclos, lembra-te de Honrar a tua linha familiar ancestral, independentemente de tudo, e se houver ainda algo para esclarecer ou perdoar, este mês será um convite para o fazeres.
Que seja um mês revelador e esclarecedor nas nossas vidas!

Por: Helena Sousa | Numeróloga |Contacto: https://www.facebook.com/Centelha-Mágica

A Mulher e a ilusão das relações românticas!

Tema difícil, verdade? Um dos “Calcanhar de Aquiles” das mulheres são as relações românticas. Quando encontramos um homem ou mulher (o género pouco importa), e sentimos que é o/a tal, puff… Já fomos. Colocamos ali toda a nossa energia, viramos guerreiras, arregaçamos as mangas e ali estamos nós prontas para a conquista. É mágica esta capacidade de entrega, de abertura ao outro, de conexão ao amor, ao que temos de mais sagrado e profundo. Se a pessoa amada, está na mesma frequência é ouro sobre azul, cria-se ali uma sinergia, capaz fecundar o maior dos milagres, a vida.

No entanto, este artigo pretende focar a parte obscura do tema, talvez sombria da questão. O que acontece quando a pessoa amada está num outro estado? O que acontece, quando essa pessoa que acreditamos ser perfeita para nós não corresponde? O que acontece quando o nosso corpo pede aquele corpo? E aquele corpo está perdido, em questões de inseguranças, desamor, insatisfação, promiscuidade, desorientação, etc…

Partindo do principio que só podemos, devemos e sabemos cuidar de nós próprios, temos como primeiro passo afastar-mo-nos dessa energia que não é a mesma que a nossa. Um ligeiro afastamento, vai criar um espaço, entre o que sentimos, a emoção gerada que nos domina e desta maneira ganhamos clareza. Desta forma, seremos capazes de vislumbrar o real, a realidade do que acontece e parar de acreditar nas ilusões das nossas emoções. Aceitando e respeitando a sua verdade… Isto implica perceber ou de alguma forma olhar aquela pessoa como ela é, não como gostaríamos que fosse (tarefa árdua, verdade?). Lembra-te que a pessoa vale pela ação que imparte, não pelo que diz ser ou fazer. Aquela pessoa tem o direito de sentir tudo o que sente, aquela pessoa tem o seu próprio caminho e a sua própria aprendizagem. Que só ela pode e deve compreender. Compreender com humildade e aceitação o que essa pessoa está disposta a dar e a receber (se estiver disposta a dar algo), em que grau e ou em que profundidade, faz parte do nosso trabalho de reconhecimento.

Quando já somos capazes de nos separar da ilusão, criada por nós, seremos nesse instante portadoras da verdade, de uma força poderosa que vive no nosso interior. Nesse estado, estamos perante a capacidade de fazer escolhas acertadas para a nossa vida. Realmente quero investir o meu tempo com esta pessoa? O que posso aprender ou desenvolver, que aprendizagem é possível? Conseguirei fazê-lo sem sair do meu equilíbrio? Esta experiência é segura e confortável para mim?

Depois de responderes a estas questões é importante trabalhar as expectativas, ou seja, se decides entrar nesse território desconhecido e arriscado é bom que estejas consciente dos riscos e dos limites a que te expões. Não será positivo fazeres algo para agradar ou para receber algo em troca, por duas razões essenciais:

1º Essas expectativas poderão nunca se realizar, o que significa que terás que lidar com a frustração.

2º Não estarás a ser fiel a ti mesma, portanto, o desequilibro emocional, espiritual e até físico poderão bater na tua porta.

A partir daqui avança. Passo a passo, vai aprendendo as lições:

1. Aprende que recebes o que pedes (ainda que o tenhas pedido de forma inconsciente).

2. Aprende a ser feliz independentemente de teres a pessoa amada ao teu lado.

3. Aprende que a exclusividade/fidelidade é algo de dois.

4. Aprende a ser paciente e a respeitar o ritmo do outro.

5. Aprende que nem sempre a beleza que vemos numa relação se materializa.

6. Aprende que a entrega e a profundidade é uma escolha e cada pessoa é responsável por ela.

7. Aprende que nem todos estamos dispostos a olhar o precipício (de emoções e sentimentos) e a mergulhar nesse mar.

8. Aprende tudo e partilha com todos os que te rodeiam.

Por: Vera Cristina

A importância do Pai na vida de uma Mulher!

Vários estudos científicos comprovam que no momento em que escolhemos ou nos deixamos encantar por um homem, parceiro ou pessoa amada. A partir desse momento, do momento em que somos arrebatados pela paixão, já estamos a ser dominados pelo nosso inconsciente. Portanto, a pessoa com quem nos envolvemos é uma escolha da nossa mente inconsciente, e esta escolha não é feita ao acaso. Esta é a pessoa certa para trabalharmos a nossa evolução ou amadurecimento, enquanto seres humanos.

E o que é que o nosso pai tem haver com esta história? Qual a importância do pai na vida de uma mulher? Pois bem, parece ser que no nosso inconsciente temos armazenadas as memórias, experiências, assim como, o modelo masculino que experienciamos ao longo da nossa existência. É esse modelo que inconscientemente vamos procurar, reconhecendo nessa pessoa amada (ainda que sem saber) as características positivas e negativas do nosso pai. Portanto, não será completamente estranho se os conflitos que tenhas com o teu companheiro sejam os mesmos que tens ou tiveste com o teu pai. O que vai acontecer é que o teu companheiro vai ter os aspetos que tu não gostas no teu pai. Sobre os aspectos positivos nada a dizer, já que ressoarão em ti essa verdade e tudo é perfeito porque te identificas com eles.

Sobre as características menos boas e por isso, nos atormentam aqui vai um exemplo prático e real: o meu pai é uma pessoa maravilhosa, um homem de bem, um lutador, mas que na sua humanidade tem as suas qualidades menos boas, ou que mesmo sendo boas se tornaram para mim enquanto sua filha um desafio. Pelo trabalho constante, senti que durante a minha infância o meu pai estava ausente, e ainda que presente, ausente emocional. Obviamente, isto despertou no meu interior um forte sentimento de abandono ou até rejeição, que ainda hoje reconstruo. Quase óbvio, é que os homens que passaram pela minha vida de forma comprometida, eram ausentes emocionais (fisicamente presentes, mas longe, muito longe do comprometimento diário, numa alienação que dificilmente se explica e melhor, se sente). Hoje sou consciente, um homem que se preocupa comigo, que está pendente, preocupado ou me presta elogios ou reconhece a minha grandeza enquanto mulher, é de imediato rejeitado por uma parte de mim, como se não reconhecesse esse estado, como se não me reconhecesse nele. No entanto, é por um homem que me honra que conscientemente espero. Grande paradoxo, verdade?

Por outro lado, uma outra questão se levanta não seremos nós também de certa forma ou em certo grau, ausentes emocionais. Quanto damos e entregamos aos que se cruzam no nosso caminho sem esperar nada em troca? Que proteções ou escudos ativamos na hora de nos relacionarmos? Que pensamentos se iniciam quando nos apaixonamos por outra pessoa? Medo, coragem, necessidade, força, carência, amor, insegurança, partilha, controlo? Reconhecer estes sentimentos ou emoções é mais um passo no caminho da liberdade verdadeira, a liberdade interior. Aquela que existe em nós mesmos, quer estejamos comprometidos com alguém, quer tenhamos filhos ou um trabalho, porque é uma escolha, é a verdade que existe no nosso coração. É liberdade porque escolhemos estar ali e porque conhecendo as outras inúmeras possibilidades sentimos que é ali o nosso lugar. É a liberdade porque escolhemos estar ali, porque nos tornamos responsáveis por essa escolha. Libertamo-nos quando sabermos que podemos estar em qualquer outro lugar ou com outras pessoas, mas não temos dúvidas que é só ali que o nosso coração vibra.

Este é sem dúvida um exercício que podemos aplicar a todas as pessoas que entram na nossa vida, no entanto, tendo em conta a importância que depositamos na pessoas amada, maior poderá ser a descoberta que fazemos sobre nós mesmos. Assim acontece comigo, quando comecei a descobrir quem realmente sou e o que vive em mim de forma consciente e mais difícil de forma inconsciente. Passei, nesse instante, a reconhecer a força e domínio que a nossa mente inconsciente tem sobre nós. Depois de ter sido mãe uma parte de mim começou a procurar respostas, porque toda a sombra que vivia em mim saltava para o exterior. Tendo que me dedicar quase por completo aquele ser que acabava de nascer, percebi que estava sozinha, mesmo que fisicamente estivesse acompanhada. Depois de algum tempo reconheci que esta era a sensação me acompanhava desde a infância e assim começou o caminho de descoberta.

Aqui não se trata de analisar ou culpabilizar o nosso pai, até porque essa experiência permitiu-me evoluir e superar padrões ou desconstruir o que não faz sentido para a pessoa que escolho ser. Cabe a cada uma de nós resgatar a criança que ficou lá trás, responsabilizando-nos pelas nossas escolhas do presente. Olhar para o nosso pai e ver o ser humano que ele é, reconhecer as suas qualidades e os seus defeitos vai permitir-nos reconhecer essas mesmas características no nosso companheiro. Sobretudo, nas situações que são para nós um desafio, as que fazem doer, aquelas que vem tirar-nos da nossa zona de conforto.

O perdão é uma palavra maravilhosa, olhar para o nosso pai e sentir que ele nos ama mais que tudo, é saber que independentemente dos seus defeitos e qualidades, ele é o homem da nossa vida, o que moldou a nossa perceção do masculino. Honra-lo, é honrar o amor que nos une, é saber que essa ligação é eterna e ultrapassa todos os desafios. Aceitação, é aprender a ver esta relação como um lugar onde aprendemos mais sobre nós e as nossas escolhas. Reconhecer que o nosso pai traz consigo a carga de outras experiências diferentes das nossas, que ele tem as suas próprias vontades, propósitos e crenças. Que o que ele veio realizar faz parte de si e não de nós, que tampouco temos que corresponder com o que ele próprio deseja para nós porque cada um tem o seu caminho.

A importância do Pai na vida de uma Mulher!

Sentir a certeza que no coração do nosso pai vive aquela menina, que afinal nunca cresce aos seus olhos, sentir que ali é a nossa casa o lugar onde sempre, sempre podemos regressar, onde sempre existirá um colo. Assim, assumimos a responsabilidade pela mulher consciente que escolhemos ser, identificando o que está por trás das nossas escolhas, temos oportunidade de escolher novos caminhos e é assim que esses caminhos abrir-se-ão para nós.

Por: Vera Cristina

Numerologia | 8 Vibração do mês de Agosto

Tudo o que existe, tem uma Alma e uma Personalidade. E, vibração/alma (numérica) deste mês, Agosto vibração 8, pede-nos empoderamento do nosso poder pessoal, para que consigamos concretizar as mudanças e os sonhos que fazem parte do nosso caminho. Este empoderamento, passa pela nossa força interior, pela consciência de quem somos e do que somos capazes, com força de vontade, determinação e com profunda ligação à Mãe Terra que nos suporta e ampara. É crucial, este mês termos consciência que somos Fortes, na medida em que a Terra também está Forte. E, esta força, provém do equilíbrio entre todos os corpos, físico, mental, emocional e energético.

Agosto tem uma personalidade 5 (vibração das letras), resultando numa energia de fogo, expansão e dos 5 sentidos. Por isso, se associa neste mês as viagens, o divertimento, o lazer e para alguns o descanso. Logo, torna-se perfeito esta interligação, de empoderamento do nosso poder pessoal, através da expansão, da liberdade, do experienciar de experiências, sem pressões de horários, permitindo-nos descobrir na Leveza do Ser. Este empoderamento só é possível quando experienciamos momentos de alegria e de prazer, reforçando o nosso interior de sonhos e ideias para colocarmos em prática no mês a seguir (Setembro).

Assim, cada um é responsável por si e por aquilo que faz em prol do todo. Neste ano em particular, cuja vibração universal do ano de 2017/10/1 é-nos pedido consciência da nossa individualidade e agir em função disso. Cada um tem um dom único e uma mestria distinta, e cabe a cada um relembrar e desenvolver esses mesmos dons em prol de um bem maior.
Concretiza a tua verdade, pois esse processo só dependerá de ti, e o que fizeres, ajuda a despertar amor e luz à tua volta, e serás brindado pela abundância a todos os níveis, pois essa abundância é tua por direito divino!

E lembra-te que este ano 2017/10 é um ano perfeito, pois para Pitágoras 10 era um número perfeito, assim, estamos na regência de uma vibração perfeita para nos alinhar com a nossa essência, sabermos quem somos e em família, grupo, comunidade, país e planeta, sermos mais e melhores!
Quando sabes quem és, permite-te ser mais com os outros e sentirás milagres acontecer no teu caminho!

Por: Helena Sousa | Numeróloga |Contacto: https://www.facebook.com/Centelha-Mágica

Lua Cheia | Os ovários e a coragem da mulher!

Sabias que, de acordo com a medicina energética e a abordagem holística ao ciclo menstrual, os ovários estão correlacionados com a lua cheia e o verão, assim como com o orgasmo e a maternidade? Sabias que, na tradição ameríndia, costuma dizer-se que os ovários são os testículos da mulher? Neste artigo, vamos esclarecer acerca do papel psico-emocional dos ovários e os seus impactes na mulher.

Fisiologicamente, os ovários são sobretudo associados ao seu papel determinante na ovulação, afinal é aqui que estão armazenados os óvulos da mulher e é aqui que, através de um processo hormonal complexo, o corpo seleciona o óvulo mais maduro para ser expelido para as trompas de falópio que o vão conduzir até ao útero. Embora não seja linear, um grande número de mulheres reporta aumento da libido e da vontade de “flirtar” e socializar na altura da ovulação, sentindo-se mais enérgicas, animadas e expansivas. Esta é também a fase em que há a produção de muco cervical aquoso e cada vez mais transparente até ao efeito “clara de ovo”.

Bela e inteligente natureza que continua a oferecer à mulher as dádivas do prazer e da criação! Há, por isso, que limpar e esclarecer as limitações que foram sendo construídas por uma sociedade que, nos últimos séculos, fez questão de restringir a sexualidade feminina à passividade e à capacidade reprodutora.

Na verdade, para uma mulher saudável (com ciclos ovulatórios) esta fase do mês representa a possibilidade de dar à luz não somente um filho mas uma ideia, um projeto, uma expressão da sua criatividade. Todos os meses, o masculino em si coloca-se ao serviço das inspirações e da intuição do seu lado feminino e usa todo o seu foco, determinação e coragem para edificar as estruturas necessárias para a realização e disseminação dessa criação.

É, portanto, uma energia de ação e, se não usada, pode dar origem a desequilíbrios físicos como o aparecimento de quistos e outras perturbações. Nestes casos, é comum a mulher abafar a sua expressão devido a uma grande dependência da validação e aprovação externas; sentir-se controlada pelos outros ou ela própria tentar dominar o ambiente à sua volta e criticar os outros, tudo isto gerando um stress perturbador. Sendo a energia ovárica também associada ao passado, uma disfunção energética nestes órgãos pode ser ainda o resultado de um bloqueio ou ferida na sua linhagem ancestral que pede para ser resolvido.

Como pode, então, a mulher usar proativamente a energia ovárica?

. Conhecendo-a: respirando profundamente colocar as palmas da mão em contacto com a zona dos ovários na fase da ovulação e perceber a temperatura, tamanho, vibração, texturas e imagens. Sentir a energia e o movimento dos ovários é uma forma direta de entrar em ligação com as potencialidades para o seu desenvolvimento pessoal;
. Tomar consciência das formas em que entrega o seu poder cada vez que fica dependente das reações externas;
. Adoptar uma postura neutra para refletir nas ações que não anda a tomar mais por falta de iniciativa e coragem do que devido às circunstâncias externas;
. Aceitar-se como é e como está a sua vida, sem necessidade de dar justificações ou pedir desculpa;
. Expressar todos os seus sentimentos e emoções, de forma assertiva, à medida que eles surgem, prevenindo que fiquem estagnados no corpo;
. Diariamente, rever e registar as tuas acções positivas e com impactes transformadores, largando a crítica e dando espaço à que se valoriza.

Qualquer mudança requer coragem e qualquer mudança só acontece agindo. Se reprimes, bloqueias-te. Se te dás à vida, fazes-te acontecer. Poder aos ovários!
Por: Tamar | O Mel da Deusa | Contacto: https://www.facebook.com/omeldadeusaintimidadesagrada/?ref=br_rs

Entrevista Vera Eva Ham | Coreógrafa, Formadora, Performer na empresa Matridança

Foto: Luís Conde

A Vera é coreógrafa, formadora e performer com o seu projecto Matridança. A nossa conversa focou o tema da Sexualidade Sagrada e foi absolutamente apaixonante conhecer esta visão criativa e mediúnica.

Conta-me um pouco da tua história… Para percebermos o que te trouxe a este trabalho com o feminino.

Bem, a história com o feminino vem assim quase… desde sempre. Sempre tive muito esta relação forte com mulheres.

Lembro-me mesmo na primária, por exemplo, de me reunir com raparigas. Naquela fase dos apalpões dos rapazes, nós fazíamos assim um grupo para irmos bater nos rapazes em conjunto, se houvesse alguma ofensa a qualquer uma de nós. Eu lembro-me desta situação de que havia um colectivo feminino, que havia esta união feminina.

E também uma sensação, desde pequena, de que havia um desequilíbrio entre aquilo que era considerado o feminino e o masculino que não me agradava. Portanto, os valores que eram atribuídos ao feminino e o seu papel secundário na história a mim não me convenciam, faziam-me sentir revoltada e desconfiada de que havia outra coisa.

Então, desde cedo, estive sempre à procura do porquê de eu sentir isso. Apesar de na altura não ter ainda informação nenhuma.

Na altura do secundário, por volta dos 13, 14 anos, é que eu comecei a perceber melhor os meus ideais, na fase da adolescência. E mesmo nessa altura, na forma como procurava o masculino, por exemplo, sentia-me sempre muito diferente do que normalmente se considerava “correcto”. No modo de abordar os rapazes, ou o que queria dos relacionamentos, era sempre um bocadinho diferente. Eu era muito aventureira, e por isso era vista de uma forma diferente.

Digamos que isto foi assim a abertura para o feminino.

A primeira vez que eu ouvi falar na palavra “Deusa” foi por volta dos 14, 15 anos, e foi logo algo que me ficou completamente gravado. A partir daí em tudo o que eu escrevia utilizava essa palavra. Isto muito antes sequer de se ouvir falar em Portugal do “Feminino Sagrado”.

Depois, nas artes… eu estive primeiro na António Arroio, onde fiz o curso de Ourivesaria em Metais e depois fui para o Ar.Co para escultura e desenho. Mas nessa altura já estava a dançar.

Na dança comecei com a dança oriental, que explora bastante toda esta relação do feminino. Depois conheci o Flamenco, que foi uma grande paixão, porque lá está, tem muito mais esta força masculina dentro da mulher, que eu sempre senti. E esta paixão pelo Flamenco levou-me para Espanha durante alguns anos. Fui para sentir o Flamenco.

Nessa altura ainda não estava só a dedicar-me ao feminino, mas na verdade já estava a trabalhar muitas coisas que viriam a estar presentes no meu trabalho actual, como as danças e rituais, que são uma área do feminino.

As danças e rituais foram desenvolvidas por mulheres desde há milénios. E eu já estava a trabalhar isso no meu corpo, mesmo que não tivesse essa informação tão consciente, já estava a trabalhar isso em mim.

Depois, em Granada (que foi onde eu estive em Espanha), também foi muito importante dançar na rua, fazer coisas na rua e viver de uma forma muito espontânea, muito livre.

Eu acho que a liberdade é assim uma coisa muito importante para as mulheres, e quando as mulheres sentem essa liberdade de serem quem são e de se sentirem livres acho que há muitas coisas que vêm ao de cima, muita transformação.

Lá também tive o privilégio de viver numa gruta, de limpar e ocupar uma gruta, de dormir dentro de uma montanha. Acho que isso também foi algo muito forte para mim. Foi muito marcante. Eu nunca dormi tão bem como então, era mesmo um sono profundo e silencioso. E acho que foi aí onde começou tudo.

Quando vim para Portugal já estava muito mais segura do que eu queria fazer. Depois foi uma questão de cada vez mais me ir aproximando desse meu percurso.

Tu usaste uma expressão que foi “o masculino dentro do feminino”, consegues explicar melhor?

Sim. Bom, não é um termo que eu costume utilizar, por acaso agora saiu-me, mas não é um termo recorrente meu.

Muitas vezes nós temos uma perspectiva dual de masculino e feminino, então precisamos de nos apropriar daquelas coisas que são consideradas área do masculino – como a aventura, a força, o lado guerreiro. Nós associamos essas qualidades ao masculino, mas não quer dizer que isso seja O Masculino em si. Isso já é outra conversa. Quando começamos a perceber que nós temos essas qualidades em nós, aí podemos apropriamo-nos de outras das nossas facetas.

Agora, para mim, isso não é o masculino. Por exemplo, quando eu digo “a Deusa”, ou “a Grande Mãe”, um grande erro é pensar que Grande Mãe é Gaia, a Mãe Terra, e não é! A Mãe Terra é uma das manifestações da grande mãe. A grande mãe é cósmica, portanto, é tudo aquilo que nós vemos aqui, tudo aquilo que está para além do que nós vemos e ainda tudo aquilo que está ainda por se manifestar. Não é só a matéria ou aquilo que está a acontecer energeticamente, mas também é todo o potencial daquilo que ainda se poderá manifestar.
Aqui nós vemos que estas divisões de feminino e masculino não servem, porque todos estão na Grande Mãe, inclusive o masculino. É só um lado mais solar. O lado mais solar ou o mais lunar são formas de expressar esta dualidade em que nós muitas vezes dividimos potencialidades femininas e as colocamos no masculino.
“O masculino é que tem isto, então isto está fora de mim e tenho que ir à procura disto”, mas não está fora de mim, está dentro. Tal como no homem a mesma coisa.

“Feminino desconhecido”… soa tão místico… o que me podes falar sobre isso?

Eu comecei a usar a expressão Feminino Desconhecido quando estava à procura. Feminino Desconhecido é um termo que define uma busca à qual qualquer mulher se pode propor em qualquer momento. É o sentir que está à busca do seu feminino inteiro.
Então, o feminino desconhecido é desconhecido porque muitas de nós, temos que ser realistas, nascemos com um condicionamento que não nos permite sentir este feminino inteiro. Ele é desconhecido porque nós ainda não sentimos a sua inteireza. E não é para colocá-lo como um objectivo que está fora de nós, mas sim para percebermos que não é nada daquilo que nós normalmente associamos ao feminino.
É para sair mesmo da caixa.

Feminino desconhecido é um feminino fora da caixa. É desconhecido porque ainda não foi catalogado, não foi dominado, não foi subjugado por nenhuma teoria.

Mesmo o próprio feminino sagrado já é uma terminologia, já é uma caixa.
O feminino desconhecido é tentar abrir ainda mais, tentar ver o que é que pode vir agora também para o feminino sagrado antigo, que é aquele a que nós podemos mais facilmente aceder, é este feminino mais histórico, e ver o que é que poderemos trazer para este feminino. A totalidade disso seria o Feminino Desconhecido.

A mulher alquimista conhece-se a si própria através do seu corpo, do seu orgasmo, da sua sexualidade?

É interessante ver que entre alquimia e magia há uma diferença. Quando nós sentimos magia é algo que acontece à nossa frente de diferente, mas é algo muito mais imediato, enquanto a alquimia remete para um processo com algum tempo. É por isso que me revejo nesse trabalho da alquimia, porque sinto uma ligação com o tempo, com os ciclos, com tudo o que é cíclico. Uma ligação com tudo o que vai e vem e volta outra vez, como o ciclo menstrual e todas essas particularidades que estão muito no feminino. Esta espiral encarnada no nosso corpo, tem a ver com o tempo, por isso, para mim a alquimia é assim uma atracção muito forte.

Acima de tudo eu trabalho com este corpo no tempo, e portanto a alquimia tem a ver com isto.
Depois, é claro que também a alquimia tem a ver com tudo o que é líquido, néctar, elixir. Portanto, nós trabalhamos com a seiva da vida, que no feminino está muito presente, seja através da lua que nós temos todos os meses no nosso útero, seja através do sangue do parto, seja através da interiorização da menstruação (que é a menopausa) – nós alquimizamos o sangue e comemos a sintonizar-nos não com a nossa lua uterina, mas com a lua mais cósmica, planetária – tudo isto tem a ver com uma alquimia, com o nosso corpo e com a nossa sexualidade.

O orgasmo é um dos nossos super poderes, por isso não pode ser desconsiderado.

As mulheres têm vários super poderes, um deles é a menstruação. Nós na menstruação, com todo o ciclo menstrual, trabalhamos com a nossa intuição, trabalhamos com hormonas e questões mesmo fisiológicas que nos abrem muito mais à intuição, portanto, sentimos coisas diferentes no corpo, sentimos intensidades no corpo, sentimos a morte todos os meses. Esta proximidade com estes extremos da vida que a mulher tem, que são muito fortes, é um super poder. Se nós estivermos com consciência ali, se nós colocarmos a consciência e trabalharmos todos os meses com a nossa menstruação ou com a nossa gravidez, nós vamos chegar supostamente à menopausa num estado de alquimia bem visível.

Isto não é nada esotérico, é mesmo muito físico, muito fisiológico.

E, nestes super poderes, o orgasmo – e portanto a sexualidade feminina – é um super poder que sempre foi temido. As mulheres têm uma sexualidade selvagem, que supostamente – isto na visão masculina antiga – se não fosse um bocadinho contida tornava-se assustador!

Por exemplo temos no Nepal, a possibilidade de as mulheres casarem a sua sexualidade com árvores. Depois deste ritual elas, mesmo quando são casadas com homens, ficam à parte daquelas leis muito negativas que são aplicadas às mulheres viúvas, de serem renegadas ou obrigadas a imolarem-se. Como elas foram casadas com uma árvore, então aquelas mulheres têm uma protecção, isto também porque a sexualidade delas continua ligada a qualquer coisa. Isto demonstra antes de mais que a sexualidade feminina sempre foi muito mais ampla do que a sexualidade humana – não é só uma sexualidade entre mulher e homem. A sexualidade feminina liga-se às forças da natureza, e a árvore é uma manifestação desta força da natureza, portanto, se a mulher fica ligada a esta manifestação da força da natureza “está ok”, não há perigo que a sexualidade desta mulher trespasse, inunde e absorva a nossa vida.

Tudo o que é sagrado na mulher é também altamente temido porque é mesmo muito poderoso.

Por exemplo, as mulheres são o único animal que tem menstruação cíclica. Enquanto nos animais as fêmeas menstruam para atrair o macho e poderem acasalar e procriar, na mulher é o oposto. Na mulher a menstruação é um sinal de que em princípio, pelo menos nos primeiros dias, não vai acontecer procriação, é completamente permissível haver sexualidade sem ter em vista a procriação. A mulher humana é o único animal que demonstra isto!
E até que ponto é que isto não foi um processo alquímico humano que deu origem à nossa consciência? Porque nós sabemos que depois do sexo não somos as mesmas, não somos os mesmos, ficamos alterados, especialmente se estivermos no acto durante um bom tempo e nos deixarmos entregar. Isso altera-nos imenso a consciência.

Será que não foi esta sexualidade muito mais afinada e intuitiva na mulher? (não estou a falar ainda dos orgasmos múltiplos porque aí ainda acresce mais a esta possibilidade). Só esta possibilidade de saber que nós temos um ciclo e que naquela fase do ciclo podermos ter sexo sem procriar, apenas para finalidades extáticas ou para finalidades de consciência, ou mágicas, ou alquímicas, ou o que lhe quisermos chamar, isso é um poder. É um poder e está no corpo feminino.
Aliás, mais um, além de ser a mulher que carrega no ventre um novo ser, e o pare, e este é grande desafio.

Há muitas sociedades em que, tal como os homens quando vêm da sua primeira luta ou caçada são festejados e celebrados, a mulher depois de parir é celebrada. Aquela é a sua conquista.

Portanto toda esta luta da mulher a parir é uma conquista que todas as mulheres atrás de nós fizeram. Na nossa linhagem as mulheres, para darem origem a cada uma de nós, tiveram que fazer esta luta. E é uma luta pela Vida, ao contrário da guerra que é uma luta pela morte e pelo “poder sobre”.

A luta da mulher é sempre de dentro, o poder que está no seu próprio corpo.

Eu acho que depois de parir acabamos por perceber bem essa linhagem toda que nos antecede. Sem discussões ou explicações, sente-se…

Exactamente. O parto é uma das maiores aberturas para a mulher sentir que tem estes super poderes. Aliás, depois de parires, a primeira menstruação, se a mulher estiver sintonizada com isto, também é incrível. É como se fosse uma segunda menarca, ela sente mesmo que aquele momento é muito forte.

Todos estes momentos, a menarca, a menstruação, o parto, são sempre uma preparação que a mulher tem para a próxima etapa. Quanto mais a mulher atravessa cada etapa com consciência e com o poder de dentro, sem ser dominada ou sem ela própria querer controlar… – é um bocadinho esta dinâmica que é importante que a mulher perceba não só na menstruação mas também na gravidez, não é que mulher agora tenha que passar a controlar o processo, é o contrário, é mesmo esta alquimia entre abertura/entrega e entre o domínio de si, isso é o “estar empoderada” – então, cada etapa vai preparando a mulher para a próxima.

Nós sabemos quando parimos que a menstruação, ou a forma como nós vivemos a menstruação, torna-se muito semelhante à vivência que nós temos do próprio parto, há coisas que vêm muito semelhantes.

Então, nós percebemos que existe ali uma preparação através da menstruação. E a forma como nós vivemos os partos, depois tem muito a ver com a forma como nós vivemos a menopausa. E a forma como nós vivemos a menopausa é uma preparação para outra etapa, que é muito mal recebida na nossa sociedade, que é a morte.

As mulheres sempre foram também “parteiras da morte”, este é outro papel que a mulher precisa também de resgatar. Não só o parto da vida, mas também o parto da morte.

Como é que a morte pode ser respeitada também como uma abertura e como um poder de fazermos a passagem, de uma vida para a outra, sem nos agarrarmos?

Não é que não haja medo ou que não haja emoções fortes. É como um parto, claro que vai haver! Mas é ver que faz parte desta ciclicidade que o feminino sagrado transporta.

A ligação com a própria menstruação pode ser uma forma de conexão com a própria sexualidade?

Como eu estava a dizer, através destes exemplos da mulher a casar-se com a árvore e da potencialidade da sexualidade para fins extáticos após a menstruação, a sexualidade feminina é muto mais do que o coito, do que o simples fazer amor ou acto sexual que normalmente se inscreve na sexualidade. Não estou a dizer que sexualidade masculina também não seja, mas agora estamos a falar da feminina.

Então, a sexualidade é muito mais ampla do que um acto, que é aquele que se considera de acto sexual. Tudo na mulher é sexualidade.

A menstruação é sexualidade porque nós para trabalharmos de forma positiva e holística a nossa menstruação nós vamos ter que tocar a nossa Yoni, vamos ter que sentir o sangue a escorrer na nossa Yoni, vamos ter que sentir que temos ou não temos vontade de fazer amor ou ligar-nos fisicamente a outra pessoa, logo, tudo isto vai-nos sempre remeter para a nossa sexualidade. É impossível fechar os olhos a isso.

É impossível tentarmos ver as coisas de forma linear. E o mais fácil é tomar a pílula ou fazer alguma coisa que nos retire desta ciclicidade… mas tomar a pílula é a mesma coisa que dizermos: “Não quero que haja primavera, verão, Outono e inverno. Tem que ser sempre primavera.”

Imaginemos a consequência que isto traria para Gaia, o querermos que Gaia estivessem sempre na mesma estação em todo o planeta. Isto é surreal, é a mesma coisa que se pede às mulheres quando tomam a pílula. Ininterruptamente às vezes.

Eu tenho muitas mulheres que vêm ter comigo e que estão anos a fio a tomar, e que a questão não é terem tomado, é que nunca sequer houve nenhum indício de que isso pudesse ser transformador. Faz-se isso como se não houvesse consequência. O que me assusta mais é esta noção de “Ah, mas há consequência sobre isto?”, é claro que há!

Como é que nós vamos da nossa natureza cíclica para uma natureza linear sem haver nenhuma consequência? É impossível!

Por isso é que nas mulheres o simplesmente deixarem de tomar a pílula faz com que haja reacções como: “Eu finalmente sinto-me Mulher”. É tão simples! Não é que nós sejamos só biologia, mas a biologia é um designe que nos ensina coisas. E não há diferença entre biologia e sabedoria, as duas estão interligadas. Nós tornamo-nos mais sábias através da biologia, não é a biologia que nos limita ou nos condiciona a pensar de certa maneira. Há um ensinamento e nós vemos isso, nós vemos que a natureza é inteligente, portanto quando cortamos a nossa natureza interna, nós cortamos a nossa inteligência natural. Claro que podemos rodear-nos de inteligência artificial, mas se calhar não é assim tão fértil quanto isso…

Numa sociedade onde a menstruação é tabu, como ajudarias uma mulher a entrar em contacto com a sua menstruação?

Bem, primeiro seria esta questão da pílula, mas é certo que aqui podia ser um passo demasiado grande, ou não… mas eu daria esse impulso de a mulher experimentar três meses sem tomar a pílula e ver o que é que acontece.

Depois, na menstruação utilizar o mínimo de coisas que condicionem a sua própria menstruação. O melhor seria mesmo usar pensos reutilizáveis, ou panos (eu agora sou fã dos paninhos). Assim a mulher sente a menstruação mesmo. O Mooncup (copo menstrual) é interessante para algumas situações, mas também nos retira muitas vezes aquela sensação do sangue estar a passar pela nossa Yoni.

Também seria importante a mulher tirar dois dias da sua menstruação sem fazer nada. Sem receber informação de fora, sem ler, sem ver coisas na internet, sem estar “entretida”, digamos assim. Tudo o que surja de acção que seja uma acção que venha de si mesma e da sua parte mais interna – se quer ouvir música então a mulher canta, se quer ler a mulher escreve.
Nesses dois dias estar muito mais em pausa e nesta rendição positiva que a menstruação pode trazer. Isto seria o mais importante, e talvez o mais difícil para algumas mulheres. Mas, nem que seja um só dia! Um só dia já faz toda a diferença! Ou mesmo que a mulher tenha que fazer certa actividade que seja com outra consciência. Deixar tudo ser mais lento, no seu próprio ritmo.
Em relação aos filhos, nesses dias é importante ter alguém que possa ficar mais presente, ou então explicar. Eu já explico à minha filha “A mamã hoje está com o xixi vermelho, por isso deixa-me estar aqui mais sossegada”.
É nesse momento que nós podemos receber informação preciosa para o próximo ciclo. Era isto que as mulheres faziam, as mulheres sonhavam em conjunto, sonhavam a próxima lua. Então, o que é que nós fazemos sem sonhos? Não fazemos nada sem ter esta pausa para sonhar.

Há tradições que marcam as nossas iniciações como mulheres pela presença de sangue – na menarca, na primeira ralação sexual, no parto… e agora fizeste-me pensar também na menopausa como uma dessas iniciações – qual é a tua sensação sobre isso?

O sangue é um dos elixires do feminino.

Esta questão do sangue na mulher ser associada à vida e não à morte certamente fascinou mulheres e homens desde o início dos tempos.

Antes do sangue, o Corpo. Eu acho que o Corpo é mesmo o primeiro mistério, o primeiro UAU, que tanto o homem como a mulher soltaram quando viram o seu próprio corpo e quando sentiram este mistério que é o Corpo.
Temos um corpo. E é por isso que estamos aqui, não somos apenas espírito, não somos etéreos.

Esta questão de termos um corpo é uma relação essencial, e nós vemos isso num bebé. Um bebé quando nasce todo o percurso que faz até à verticalidade é um percurso de dominar, conhecer e explorar o seu corpo. Continua a ser sempre, mas esta primeira ciclicidade até à verticalidade é muito interessante. Até já há vários estudos de anatomia exponencial sobre os padrões de desenvolvimento, em que, por exemplo, vemos um bebé a mimetizar o desenvolver de vários padrões de movimento, que estão em nós e nos nossos padrões humanos de sobrevivência, do gatinhar até à verticalidade, enquanto nos animais, cada espécie possui geralmente um destes padrões de desenvolvimento específicos. Portanto, este mistério do corpo acho que foi das primeiras coisas que deve ter fascinado os Homens.

Logo a seguir vem a questão do sangue feminino ser um sangue sem mácula, ser um sangue que trás vida.

Esta ligação do sangue com a vida é tudo o que torna inteiramente sagrada a Mulher, e está presente em todas as etapas e todos os ciclos da sua vida, até na menopausa em que há esta reversão.

E digamos que na morte também, porque na morte, que é o parar deste sangue, também é um lado que está associado ao feminino. Por isso é que há este medo do feminino.

Estou a falar da morte aqui porque acho que é importante falarmos da morte, porque este é que é o grande tabu que, se calhar, está na sombra de todos os outros tabus relacionados com o feminino. É esta relação com a vida que está intimamente ligada à morte.

É impossível só ter um lado ser ter a consciência do outro, por isso acho que é este medo da morte também que trás o medo do feminino, medo das iniciações femininas, medo do sangue feminino.

Este é um trabalho que nós temos que fazer também de abraçar a não-dualidade, porque acho que vai sempre parar a esta não-dualidade, no qual o masculino tem um papel muito importante de relembrar e trazer consciência a esta não-dualidade.

O sangue traz-nos sempre isso: O sangue é vida mas também é morte.

Estava a lembrar-me, enquanto falavas, que quando estava grávida eu tinha muito presente essa sensação de que estava a gerar uma vida, mas que de alguma forma aquele momento estava muito intimamente ligado com a morte. Acho que é uma sensação muito presente na gravidez. Acho que é algo que não se fala, mas está muito presente…

Sim, na gravidez e no parto. Na passagem do parto.
Aliás, a mim aconteceu-me que enquanto estava grávida parecia que não conseguia pensar para além do parto. É uma sensação estranhíssima. Parece que ali está qualquer coisa magnética que nos prende.

Nós sabemos que o parto é um portal. Um portal tem este magnetismo, está entre a vida e a morte.

A mulher quando tem um aborto também abre esse portal. Isso também é outra coisa importante de relembrar, que a mulher ao abortar de forma natural e espontânea, também está a abrir este portal. Por isso há muitas mulheres que a seguir sentem toda aquela plenitude que nós sentimos quando parimos – se não estiverem condicionadas a sentir só a parte negativa dessa experiência, a parte da lamentação, que também é natural – se não estiverem condicionadas a isso, muitas mulheres irão também sentir uma abertura para o desconhecido, que é o que o parto traz, muito nitidamente.

Sexualidade é uma forma de espiritualidade?

Eu não vejo separação. Para mim a sexualidade é muito mais ampla do que o acto sexual…

Se estivermos a falar do acto sexual, sim. A espiritualidade faz parte.
Nós como estamos aqui a falar de todo este mistério que é o Corpo, sim, o acto sexual faz parte desse mistério. Assim é impossível de negar, só um cego para não ver como é que o acto sexual está intimamente ligado com todo este mistério, não só com a parte de procriação, mas com a parte de não-procriação.

Nós temos esta possibilidade de ter sexo sem procriar, e há poucos animais que o fazem. Os golfinhos também o fazem por prazer, pelo menos é o que os cientistas dizem, mas na verdade nós não sabemos se é por prazer se é para transformar, expandir, alterar coisas na consciência.

Nós, mulheres que parimos, sabemos que as hormonas é que são A Deusa.
As hormonas fazem-nos coisas que resultam, sem ser necessário ir buscar nada exterior – se bem que isso também é uma prática utilizada – elas fazem esse trabalho de alterar completamente a nossa consciência, de nos levar para salas totalmente diferentes.

O acto sexual, com todas as hormonas envolvidas, tem este potencial de forma incrível. Principalmente na mulher que consegue suportar longos períodos de pico e desvanecimento e continuar. Até onde é que isto nos pode levar?

Por exemplo as Völvas, que eram as mulheres oraculares nórdicas, utilizavam também a sexualidade extática antes de lerem um oráculo. Portanto, isto já era conhecido na antiguidade, esta possibilidade de depois de fazermos amor durante um longo tempo – claro que isto não é numa “rapidinha”, não estamos a imaginar a Völva a “dar uma rapidinha” e depois a ir fazer um oráculo – nos abrirmos a outra consciência. Aqui nós percebemos que é uma sexualidade diferente, é uma sexualidade que aporta todo um estado de consciência, toda uma presença no acto diferente, só aí é que nós conseguimos realmente trazer outras coisas.

Nesta sexualidade extática o objectivo não é só ter prazer. É ter prazer, mas é ter um prazer cósmico, em que nos sentimos muito mais conectadas, não só com a pessoa que está connosco – até pode não haver pessoa nenhuma, a sexo connosco mesmas também é sexo. Então, esta sensação que a sexualidade nos pode abrir, nos pode conectar com algo maior do que nós, eu acho que já é conhecida desde sempre.

Outra coisa importante, falando de uma forma quotidiana e mais “realista” para algumas mulheres, nós temos várias mulheres sexólogas que investigaram os problemas mais comuns da sexualidade feminina – o não sentirem prazer, não terem tanta libido, etc – e vão dar sempre à mesma causa: A causa mais profunda da insatisfação sexual feminina é sempre uma desconexão com o sagrado. Por mais incrível que pareça não tem a ver com coisas “como se faz isto”, tem a ver com desconexão com o sagrado. Muitas vezes as mulheres deixam de ter interesse pelo sexo apenas por isso.

Pensam que é porque estão a fazer alguma coisa mal, mas simplesmente é porque não há esta não-dualidade entre espiritualidade e sexualidade na sua vida. Isto é um grande condicionamento, sentirmos que há uma separação e não conseguirmos trazer estas duas dimensões juntas no acto sexual.

Claro que isto para algumas mulheres parece gigante, ou impossível de atingir, mas não é!
Às vezes esta espiritualidade liga-se a coisas tão simples como a Beleza!
A beleza é uma manifestação que nos ajuda muito a sentir conexão com o sagrado, portanto, tudo o que tem a ver com ela nos ajuda. O nos rodearmos da máxima beleza na nossa estética, no acto sexual ajuda-nos a sentir naturalmente conexão com o sagrado.

Nós quando vemos algo bonito naturalmente abrimos o nosso coração e sentimo-nos inspiradas. Portanto a falta de beleza no acto sexual tira a libido das mulheres, tira a profundidade. Até pode trazer mais excitação no imediato, mas a longo prazo seca o sentir feminino.

Tudo o que nós podermos fazer para alimentar a beleza, alimenta a ligação ao sagrado…

Por exemplo os sentidos, que é uma coisa básica – muito presente no Tantra, no Yoga, em todas as práticas que se tentam ligar ao corpo – são importantíssimos!

Só nós aqui nestas vidas de prédios é que não vemos como os sentidos são as nossas portas para o céu. Se utilizarmos os nossos sentidos, tudo no acto sexual se transforma numa coisa muito maior, com este sagrado lá dentro.

A energia sexual mostra-se de forma diferente nos homens e nas mulheres?

A energia sexual é um lado da energia vital, pode ser um pouco ambígua, ela em si não tem género, é mercuriana. Depende do homem e depende da mulher.
Nós podemos dizer que o designe feminino, com esta biologia que eu estava a falar – que também nos traz sabedoria e que tem a ver com a menstruação – é diferente do designe masculino. Agora, não quer dizer que, quando eu estou num estado extático em que a energia sexual está lá, eu aí seja só mulher ou seja só homem, eu acho que aí não há tantas definições de homem e mulher. Quando nós falamos de designe masculino e feminino sim, realmente há diferenças que nos levam para uma coisa ou para outra.
E por isso é tão importante um homem abrir-se ao feminino.

Em todas as tradições, xamânicas, no Egipto, etc, é a mulher que é iniciadora do homem. Aqui vemos como a nossa educação faz tudo ao contrário!

Por isso é que é impossível não haver um trabalho alquímico! A nós ensinam-nos que vem o homem, o nosso primeiro homem, e ele é que nos vai ensinar tudo sobre sexo, ele é que nos vai desvendar os mistérios, ele é que nos vai guiar na sexualidade… e é o contrário! É o contrário! A mulher é que tem esta sabedoria de forma praticamente inata – praticamente porque lá está, se a mulher for muito condicionada a não utilizar a sabedoria do seu corpo, e castrar a sua sexualidade, obviamente é difícil então a mulher ter esta intuição. Mas, é tão difícil para ela como para o homem, aqui é igual.

Agora, tradicionalmente, ou digamos espontaneamente, a mulher tem muito mais esta vivacidade sexual em si, e tem um ritmo muito mais holístico e muito mais ligado ao sagrado, o qual o homem deveria seguir. Portanto, nestas tradições é sempre o homem que deve seguir a mulher. Até porque as mulheres têm pólo receptivo na Yoni e no chakra da coroa, portanto as mulheres são muito mais abertas tanto à sabedoria da Terra tanto à sabedoria do Céu, por isso é que as mulheres podem atingir com a sua sexualidade formas muito mais além. O homem quer ir com a mulher para que a mulher possa guiar esta “nave” de sexualidade extática, a mulher é que é a condutora destas aberturas.

Agora, quando falamos de uma sexualidade mais mundana, é um bocadinho igual, homens e mulheres os dois terão coisas interessantes. Quando falamos de sexualidade que nos traz sabedoria, ou que nos traz intuição, a mulher deverá ser a guia.

Lembrava-me que as imagens que tenho dos Xamãs são sempre um pouco andrógenas…

Exactamente! E costuma-se dizer que a mulher veste-se de homem quando procura ter poder e o homem veste-se de mulher quando procura Deus. Aqui vemos que nestas práticas de travestismo em que o homem se veste de feminino está à procura da sua ligação com o divino, está a seguir o feminino. Na sexualidade é como se houvesse um reflexo desta sabedoria do homem seguir este ritmo e esta inspiração feminina.
Agora, o homem em si, o seu próprio designe, traz capacidade de resolver desafios, traz capacidade de ver a não-dualidade. O seu grande obstáculo é a racionalidade… mas tem esta potencialidade de ver as coisas de uma forma não-dual. Enquanto a mulher, como portadora do ciclo, anda sempre muito mais na montanha russa. O homem tem muito mais a capacidade de ver para além dos ciclos, se estiver alinhado, e se também se permitir sentir o seu lado mais oscilante. Por exemplo, eu agora converso com o meu companheiro e ele também já sente a lua cheia e a lua nova, e diz que sempre sentiu, mas que apenas não ligava à lua. O homem também precisa de aceitar a sua própria ciclicidade, apesar de ter a tendência para ver tudo de forma mais absoluta.

Outra coisa importante, pelo menos na questão da maternidade, hoje em dia há muito esta tendência de equiparar os homens às mulheres, de ver que os homens têm que fazer tudo igual às mulheres.
Eu pelo menos não sinto assim.
Eu sinto mesmo que os primeiros tempos da maternidade servem para a mulher dar tudo e aprender a ser mãe neste sentido de Dar. Agora, se o homem estiver a alimentar e a nutrir a mulher, aí sim cria-se um equilíbrio. Então cria-se este triângulo sagrado, em que temos a mulher a doar ao bebé e o homem a doar à mulher. Se houver esta dinâmica é muito mais estável do que o homem estar a tentar passar noites sem dormir.

Pelo menos para mim foi importantíssimo, a minha filha só passou a dormir noites mais seguidas a partir dos dois anos e meio, até lá acordava a cada duas horas mais ou menos, e para mim foi importantíssimo eu dormir com ela, o meu companheiro dormir bem noutro sítio, e ele estar disponível de manhã para mim com um sorriso, e a meio da noite se eu estivesse a entrar em colapso. Esta dinâmica para mim foi vital.
Se ele tivesse estado comigo a dormir mal ele ia transformar-se num monstro. Ele não tinha aquelas hormonas, ele não estava a passar pela mesma alquimia que eu, portanto ele não ia poder suportar da mesma forma que eu. E depois, quem é que eu ia ter de manhã para me ajudar? Ninguém! Quem me fazia o pequeno-almoço? Ninguém! (risos)
Esta coisa de equilibrar o masculino com o feminino tem muito que se lhe diga. É mais ver a interdependência de todas as coisas, deste designe e desta biologia. É claro que não temos que nos limitar a sermos mulheres e homens com o seu designe a todo o tempo, muitas vezes quando estamos nestas vivências fora da caixa, simplesmente somos fora da caixa, não somos homem nem somos mulher.

Matridança, o que é? O que significa o nome? Como surge?

Matridança já ia acontecendo, mas eu fui cada vez mais percebendo que tinha que lhe dar um nome…

Matridança vêm obviamente de matriz. É uma dança que dança a matriz inteira da mulher. Matri é um prefixo que também existe no Sânscrito, que a mim me evoca essa força da matriz feminina. Foi um nome que surgiu muito intuitivamente.

O objectivo da Matridança quando o criei, e que continua a ser, é o perceber como é que pode haver novamente um dança feita do feminino e do corpo feminino em que as mulheres dançam os seus corpo de forma livre, de forma consciente, de forma não condicionada.
Todo o trabalho da Matridança é um trabalho por um lado de descondicionamento de todas estas coisas que temos vindo a falar, de uma aprendizagem de como vivenciar o corpo, o sangue e o movimento, com a inteligência natural e espontânea que temos.
Por outro lado é também um trabalho de linguagens – onde temos o Butô; das danças rituais do feminino – com muito foco no norte de África e médio oriente, que é onde se preservaram mais coisas. Utilizando estas linguagens, mas em vez de ser só a soma das partes é mesmo o tentar que haja uma nova expressão com estes movimentos, que para mim são movimentos que sempre existiram ligados ao feminino.

Por exemplo, a vibração: vibrar na nossa pélvis ou vibrar os pés no chão, existe em vários sítios e todos estão relacionados com Shakti, com esta energia feminina que pulsa da terra. Tudo o que tem a ver com fazer vibrações altera o nosso corpo, e afina-nos na nossa energia feminina.

Outro exemplo, tudo o que tem a ver com girar: hoje em dia liga-se muito ao giro Sufi quando se gira ininterruptamente, mas na verdade esse giro, que até uma criança faz, é um giro primordial porque já existia muito antes de existirem as confrarias sufis, e existia por todo o lado. É um giro que nos faz entrar noutro estado de consciência, e que muitas vezes implica também o giro da cabeça, é mais selvagem do que o giro sufi, não é tão contemplativo, é mais entrarmos dentro de um tornado.

São expressões de movimento, ou técnicas, que fazem com que a mulher afine a sua biologia com estas forças da natureza.

Fala-me um pouco do processo iniciático de criação de personagens femininas bíblicas demonizadas. Como surge? Como foi o processo?

Isto surge quando eu comecei a fazer um trabalho mais profundo com a sexualidade. Curiosamente quando eu comecei esse trabalho também foi na mesma altura em que iniciei um trabalho espiritual mais intenso… ou mais desconhecido para mim. Inclusive estamos a falar por exemplo de medionidade, com o trabalhar de outras dimensões sem ser esta dimensão física.
Então, as duas investigações ocorreram ao mesmo tempo, e eu sinto que teve muito a ver com isso, que catapultou aqui uma série de coisas.

Primeiro foi o meu nome: “Vera Eva Ham” surgiu nessa altura, e surgiu intuitivamente, foi um nome recebido, não foi procurado por mim. E o nome “Eva” começou logo a criar aqui uma necessidade de eu aprofundar quem é esta Eva.

Tudo começou com a Eva. Começou com este trabalho de fazer toda esta investigação da história da Eva, da mitologia acerca de Adão e Eva.

E a seguir veio a Salomé. Que surgiu a seguir ao meu parto. Teve muito a ver com o mistério do sangue.
A Salomé é associada a uma sanguinária que manda cortar a cabeça de São João. Curiosamente este São João Baptista está em todo o lado sempre associado ao feminino, sempre associado à religião do feminino. Na bíblia quando se fala da religião inimiga nós já sabemos qual é, eles nunca falam da Deusa, mas nós sabemos que quando eles falam de quem adora os ídolos, eles estão a falar da religião da Deusa. Eu comecei a ver muito nitidamente a bíblia como uma forma muito propagandista de demonizar tudo o que tinha a ver com a religião da Deusa.
Portanto, todos estes mitos, a Eva, a Salomé e depois a Maria Madalena – que não são só mitos, alguns deles acredito que sejam mesmo reais – são formas de deturpar mitos que já existiam anteriormente de uma forma completamente diferente, na qual o feminino é tratado como lado sombrio, o que trás a desgraça.

O mito da Salomé tem muito a ver com o coração de João Baptista, que nós temos cá em Portugal com a ligação com as Moiras encantadas que vêm na noite de São João. Nessa noite de São João há toda uma possibilidade de fazer oráculos e de perceber a nossa abundância, a nossa fertilidade – isto agora, dantes não era só estas questões se iríamos ter filhos ou não – então, São João está sempre ligado ao feminino.
Isto foi a minha leitura da Salomé, esta imagem da mulher com uma cabeça a jorrar sangue, tem muito a ver com este decapitar do Ego, que nós temos com a Chinnamasta. Eu associei muito a Salomé a uma nova versão da Chinnamasta, que em vez de ser com a sua própria cabeça está com a cabeça do masculino, mas poderia ser a sua própria cabeça. É toda esta versão da Salomé como uma sacerdotisa da religião da Deusa em que houve uma ligação com o São João.

Depois, a Maria Madalena foi no ano seguinte, e foi natural ter que ir à Madalena que é das mais importantes figuras da bíblia, e que agora o ano passado já foi reconhecido o dia 22 de Julho como o dia de Maria Madalena. É uma figura que não é só a prostituta como muita gente continua a ver, mas sim uma figura que também foi líder do cristianismo.

O cristianismo arcaico foi desenvolvido tanto por Maria Madalena como por Jesus. Depois a história de como Maria Madalena foi transformada noutra coisa qualquer dá pano para mangas, mas tem a ver com a sexualidade, tem a ver com a negação da sexualidade feminina.

A mulher, na visão católica, só poderia ser uma coisa: virgem, santa. Por isso não é possível pensar que se poderia dar esta liberdade da mulher ter este papel de liderança espiritual, que nós sabemos que está no início do cristianismo. Há mesmo figuras embutidas em igrejas em Itália, ainda com imagens de mulheres a dar a missa, e nós sabemos que onde há fumo há fogo, e todo este querer calar do feminino é provavelmente porque o feminino tinha uma grande importância. E esta importância faz lembrar o quê? Faz lembrar a religião da Deusa!

Naturalmente houve uma necessidade de calar politicamente esta tendência que o feminino tem para a espiritualidade. Nós vamos à igreja e quem é que está lá? A maior parte são mulheres. Esta maioria feminina continuamos a ver até no Yoga (nos cursos de Yoga há um homem para 14 mulheres), mais uma vez, só não vê quem não quer.

O teu parto influenciou o teu processo de criação? Como?

Muitíssimo. O parto para mim foi muito importante porque eu também utilizei o sangue do parto, tal como nós utilizamos na menstruação, para limpar.

Durante a gravidez eu utilizei um Sigilo Mágico – por exemplo, tens uma intenção, reduzes essa frase só às letras consoantes que não estão repetidas, depois, com essas letras, fazes um desenho ou fazes uma unidade simbólica que tenha essa frase lá dentro – para poder parir de forma selvagem, extática, sem medo. Era este o meu objectivo. E utilizava o Sigilo tanto nas minhas meditações, como a fazer amor, como em outros momentos.

Depois, quando foi o momento do parto, este empoderamento foi tão forte, que sentia que já podia limpar tudo o que já não fazia parte de mim, já não fazia parte da minha história. Foi deixar mesmo morrer a antiga Vera e deixar nascer a nova Vera. Fazer isto, passar por isto e sentir isto de forma positiva claro que transformou tudo!

Acho que fiquei ainda mais consciente daquilo que quero e de que já estou a viver o meu sonho e que já estou a viver as coisas que quero para mim. O parto ajudou-me a sentir isso, a sentir mais força a viver os meus sonhos e a ser aquilo que já Sou.

Na relação com a dança, fiquei com muito mais vontade de avançar com o Matridança de uma forma mais coesa. Foi nessa altura que falei com a UNESCO, que quis que este trabalho fosse visto e reconhecido de outra forma. Também foi nessa altura que comecei a pensar em fazer formações mais extensas.
A parte da companhia também surgiu depois do parto, senti que era preciso juntar mulheres para fazermos um processo criativo para fazermos uma criação, com a minha direcção, em que cada mulher pudesse trazer a sua história.

É muito importante para mim que a companhia seja feita não só de profissionais da dança, mas de uma diversidade de mulheres: tem mulheres mais velhas, mulheres mais novas, mulheres que são professoras, apenas uma minoria é profissional da dança. São todas mulheres relacionadas com o seu corpo e com o seu movimento. Na minha visão da Matridança não é obrigatório uma mulher ser dançarina ou bailarina para poder criar, dançar e ir para um palco.

O primeiro trabalho da Matridança foi sobre a linhagem feminina, foi o ARCHÉ. A linhagem feminina é outro dos processos importantíssimos para uma mulher fazer antes de parir – ou quando o quiser fazer – que é esta investigação da linha de mãe para mãe para mãe. Este é um trabalho que a maior parte das mulheres também precisa de fazer, precisa de ir buscar informação que está escondida, destorcida e completamente negada. Claro que tem o lado de colocar as mulheres em contacto com coisas que não gostam, mas a verdade é que não é tanto saber as histórias da linhagem, às vezes são coisas mais subtis…

Umas coisa que acontece neste processo é começarmos a sentir uma força para além da nossa, nós com esta visão racional e separada ficamos muito sozinhas, ficamos no “Eu tenho que ter força, eu tenho que ter a minha energia”, mas eu não tenho! Então, com este trabalho começamos a perceber que não estamos sozinhas, temos uma linhagem por trás de nós que vai até à primordial – este foi trabalho do ARCHÉ, que foi feito neste primeiro espectáculo.

Para além de toda esta linhagem de mulheres que podem ter tido as suas tristezas, as suas desilusões de amor, desilusões de concretização pessoal, nós, se formos até à primordial, temos uma mulher que deu origem a toda a nossa linhagem, que o mais provável é que não tenha tido nenhuma destas feridas, portanto, ela é uma mulher inteira, é a personificação do Feminino Desconhecido que nos antecede. Quando nos ligamos a esta mulher, sentimos que temos uma força para além da nossa, sentimos que temos coragem e energia para fazer muito mais coisas do que quando pensamos que vem tudo de nós.

Curiosamente, a nível cientifico há descobertas paralelas. Fez-se uma investigação do DNA europeu que foi dar origem a sete mulheres, que são as sete Evas, que deram origem a toda a gente. Por isso, toda a gente que nós vemos aqui neste café (onde estamos a conversar) tem DNA que vem de uma dessas sete mulheres. E todas essas sete mulheres vêm da Eva africana, que essa é que deu origem a todos os DNAs. Isto não quer dizer que não tenham existido outras linhagens, mas aquelas foram as que sobreviveram mais ao tempo.

Como é que foi o teu parto?

O meu parto correu mesmo muito melhor do que eu poderia ter imaginado!

Eu tenho muito aquela perspectiva guerreira, eu preparo-me para o pior, eu não me preparo para o mar de rosas ou “aguinha com açúcar”! – aliás, eu quando estou a falar de espiritualidade também não estou a falar de aguinha com açúcar! Não estou a falar de estar aqui no “isto está tudo tão bem”, estou a falar de forças da natureza dentro de nós com que não é nada fácil lidar.
A nível da dor estava preparada para o pior. Preparei-me para o pior para que depois o que pudesse vir, se não fosse tão mau, fosse maravilhoso. E parece que resultou bem assim.
A minha gravidez foi bem suave, bem tranquila.
Depois, eu comecei a sentir moinhas, mais ou menos uma semana antes do parto, e todas as noites achava “vai ser hoje!”, mas não acontecia nada. Ia falando com a minha Doula, que me ia dizendo que era normal, que ainda não ia ser. Depois comecei mesmo a ter contracções mais regulares, nessa altura chamei as parteiras e a Doula para virem ver o que era. Eu estava bastante à vontade com elas, mas o engraçado foi que quando elas estavam lá a olhar para mim, não acontecia nada, começava a contracção e parava. Aí eu percebi que era mesmo importante ficar sozinha. Elas disseram que iam ficar ali ao lado que ainda ia demorar muito tempo. O meu companheiro foi comprar umas pizzas, eu deitei-me, mas mal ele saiu passados cinco minutos rebentaram as águas e começou tudo super intenso. E ainda bem que já estavam lá as parteiras, já estava lá tudo preparado.

Na parte mais das contracções eu estava muito no corpo, estava mesmo na partolândia. Mas eu lembro-me de pensar nas mulheres, e de como era possível eu não estar a sentir dor, esse foi o primeiro choque que tive. Não percebia como era possível eu não estar a sentir dor nenhuma! Depois, intuitivamente pensei que se não me estivesse a mexer daquela forma, se não estivesse ali às voltas sozinha, se calhar eu também estaria a sentir dor.
Aí tive muita consciência que o corpo, e a nossa ligação com o corpo, faz muita diferença em todas estas fases importantes da mulher, sendo o parto uma das mais importantes.
Eu só me lembro disto porque o meu companheiro me contou, ele diz que eu parecia um felino, grunhia, fazia sons, andava sempre de gatas.

Também estive dentro de água, mas senti que atrasou um bocadinho, as contracções ficaram mais lentas, e o que eu senti é que precisava de me mexer. Eu pari fora de água, foi mesmo importante o movimento na terra, que se calhar é mais o meu elemento para parir.

Eu penso muito que o cocktail de hormonas do parto equivale a pensares em usar uma droga forte e ires para o hospital. Ninguém pensa nisso! Porquê parir e ir para o hospital? As hormonas e todo o efeito é completamente alterador de consciência! Eu lembro-me de falar com a minha Doula e dizer-lhe “Eu de certeza que vou querer massagens”, qual quê! Eu não queria toque nenhum! O meu corpo subtil estava do triplo do tamanho!
O parto é esta sensação física de que não podemos fugir do corpo, e que se nos deixarmos levar por isso, é uma viagem maravilhosa.

Qual é a tua opinião sobre o parto na água?

Eu acho que todos os elementos – a terra, o ar, o fogo, a água, o éter – são importantes para um parto, por isso, a qualidade do sítio onde nós parimos é importante.

A água, sendo um elemento feminino por excelência, ter a presença da água é essencial. Mesmo não utilizando uma banheira, só utilizar a água ou saber que podemos utiliza-la é importantíssimo.

E acho que a importância do parto na água é paralela à importância da mulher resgatar o parto a si própria. E não com medo de parir, com medo que não haja controlo sobre o parto. Para mim é a mesma luta, é lutar por a mulher poder ter as condições que ela deseja para o parto, seja água, seja casa, seja estar dentro de um rio… acho que a mulher deve resgatar o parto para si.

Gratas a ti, Vera!!
Podes conhecer mais sobre o trabalho da Vera, absolutamente inspirador, AQUI, e AQUI.

Entrevista realizada por: Rute Ferreira |  ~ As Mães d’ Água são um movimento cívico inspirador que promove os benefícios (e beleza!) do Parto Natural, Na Água ~ www.maesdagua.org

Perceber as ilusões e expectativas | Sim, afecta-me. E agora?

Há coisas que nos afectam.

Que nos deixam a pensar. Que nos fazem sentir tristes, desapontados, desiludidos. Ou frustrados, chateados, irritados.

A nossa primeira tendência é ficar focados na situação externa, o que talvez nos leve a pensar que são os intervenientes ou causadores da situação os responsáveis pelo que estamos a pensar ou a sentir.

Ok. Até podemos continuar a pensar assim (com todo o risco de estarmos completamente iludidos)… Mas para além disso, porque é que nos afecta tanto?

Porque activa as emoções ou pensamentos negativos?

Porque nos tira do nosso centro e do nosso equilíbrio?

Será que a questão são mesmo as outras pessoas ou a situação exterior?

Uma boa pista para nos abrirmos à aprendizagem que determinada situação que nos afecta nos pode trazer é precisamente perguntarmo-nos porque é que aquela situação está a mexer connosco.

O que é que existe em nós que fez com que ficássemos irritados, chateados, desiludidos ou tristes com o que está a acontecer?

Quais as expectativas que alimentávamos e que ficaram frustradas?

Como gostaríamos que tudo tivesse acontecido?

Perceber as ilusões e expectativas que ainda acalentamos dentro de nós em relação aos outros ou à forma como a Vida deve decorrer é de extrema importância.

Porque na verdade… só nos desiludimos quando estamos iludidos.

E é na escolha de ver que se encontra a chave da nossa liberdade e do nosso poder.

Por: Cristina Gomes | Contacto: www.cristinagomesterapias.com

Porque danço? | Quando danço, tudo me é revelado!

Foto: Filipe Raimundo

Porque danço? Danço, porque os meus pés não se sabem deslocar de outra maneira. Danço, porque as minhas mãos ondulam quando sopra o vento. Danço, porque no meu peito vive uma melodia que não tem início nem fim! Danço, porque dessa melodia nascem sorrisos com flores de jasmim!

Quando danço, tudo me é revelado: quem eu sou; para onde devo ir. O Universo percorre as minhas veias e dançamos juntos; os meus olhos vislumbram a lua e mil pássaros rompem o céu com o seu voo. Flores de todas as cores brotam nos meus cabelos e eu danço!

Danço o amor de que sou feita… Danço a dor que já senti! Danço a sensibilidade que arrepia a minha pele e a força com que desbravo o meu caminho! Danço a Terra que me alimenta; danço o ar que respiro; danço a beleza que vejo e o Sol que me ilumina!

E tu? Diz-me o que é que faz bater o teu coração? O que é que te faz ter a certeza que estás no caminho certo? Sabes o que é? Ou ainda não descobriste? É um trabalho interessante e necessário, o de perceber qual a nossa missão de vida. Para isso, apenas precisas estar focada. E irás perceber que, a cada passo que deres, o teu coração vai falar contigo e dizer: “É isto que me faz sorrir!”.

Por: Liliana Brandão | Contacto:https://www.facebook.com/lili.brandao.7?fref=ts

Numerologia | O que nos traz o Mês de Julho?

Olá Julho! Neste ano, de vibração universal 1, pede-se consciência da nossa identidade, a coragem de sermos nós próprios, o sentir que somos tudo o que precisamos e alinharmo-nos com a nossa verdade. É o ano em que tudo está em aberto, tudo é possível, todas as mudanças e novos inícios estão presentes no dia-a-dia!

Julho, reforça a introspecção, a conexão interior, descobrir a tua verdade, refletires sobre quem és e quem queres Ser, meditares e alinhares-te com a tua essência. Muitos processos podem vir ao de cima, abraça a dor, aprende a lição e reconhece que estás no processo de descoberta interna!

É crucial sentir que cada um de nós tem a capacidade de concretizar, de realizar e colocar em prática, através da consciência da individualidade, da iniciativa e do  conhecimento e sabedoria. Pois, todos nós temos “um conhecimento e sabedoria”, todos temos dons e através do nosso silêncio, sentimo-nos e somos Tudo o que precisamos! Por isso, coloca-te na vibração dos milagres, pois Tu és o milagre!

Por: Helena Sousa | Numeróloga |Contacto: https://www.facebook.com/Centelha-Mágica

Mulheres Inspiradoras Maria Lamas

MARIA LAMAS

MULHERES NA LITERATURA, ACTIVISTA POLÍTICA E FEMINISTA

Torres Novas, 6 de outubro de 1893

Lisboa, 6 de dezembro 1983

 

 

PALAVRAS CHAVE:

Escritora; Tradutora; Jornalista e ativista política;

Ativista da luta e causa das mulheres em Portugal;

Simpatizante do partido PCP;

Esteve ligada à Oposição Democrática durante o Estado Novo;

Foi presa política no Forte-prisão de Caxias por diversas vezes durante o regime salazarista;

Durante parte da década de 1960 foi exilado política em Paris;

Diretora da revista Mulheres;

Presidente da direção do Conselho Nacional  das Mulheres Portuguesas (1947);

Participou em diversos Congressos:

congresso Internacional de Mulheres – Copenhaga (1958));

Congresso mundial da paz

Foi colaboradora em diversos jornais e revistas ( A Joaninha, A Voz, Correio da Manhã, entre outros)

Por: Cristina Neves | Círculo da Lua

A Mulher Sombra | Os desafios e as nossas respostas a eles!

Há alturas nas nossa vidas, em que somos confrontadas com desafios que nunca imaginamos ter de enfrentar. Sentimo-nos incapazes de vivê-los. E tomamos naquela altura, a decisão que nós parece mais acertada para nós. Por muito, mais errada que pareça aos olhos dos outros. Nós fizemos o nosso melhor. E como tal, devemos perdoar-nos. No meio desses desafios e tempestades assistimos, a manifestação da nossa natureza animal e instintiva vir ao de cima. Incorporamos em nós a outra Mulher, que sabemos que existe em cada uma de nós, mas esta ali, quieta e calminha.

Vemos a manifestação dessa segunda Mulher que habita connosco. E desta forma, revelamos a nossa natureza dual. Serão muitos homens e mulheres que nessa altura, não vão querer saber dessa mulher, não a vão compreender. E pedirão ajuda para compreender o ser interior que vem ao de cima. A sua natureza feminina.

Todas nós, temos essa dualidade em nós. Há mulher exterior e a mulher inteiro que habita lá no fundo das nossas entranhas. Reconhecer e saber equilibrar essa duas mulheres. É a chave para o equilíbrio em nós.

Por vezes, temos que viajar até a nossa sombra é enfrentar grande desafios para compreender como gerir estas duas mulheres que habitam numa só. Aí reside o grande ensinamento que devemos retirar quando a tempestade acalma e a bonança se instala.

Um Bom dia MULHER Linda, vamos ser felizes, vamos ser nós próprias tal qual como somos sem máscaras nem artifícios.

Por: Cristina Neves | Círculo da Lua

Redescobrir-me | Os desafios da maternidade!

Foto: Filipe Raimundo

A maternidade tansformou-me e devolveu-me à vida, a mim… Senti, logo, uma enorme necessidade de enraizar, andar descalça, nutrir o meu corpo, libertar-me das amarras dos soutiens. Trabalhar o meu feminino, redescobrir o meu ciclo. Só aqui senti uma diferença enorme. Menstruei 11 meses depois de ter sido mãe. Tinha os meus receios pois ouvia de tudo… “Ai a primeira mentruação é horrível, sangras imenso!…”…

O não saber quando viria, até quando continuaria a fazer ciclos anovulatórios e o saber que o meu corpo estava, naquele tempo, focado no novo ser que eu tinha gerado, naquela vida frágil que estava ao meu encargo. E que, para já, não era momento de outro filho. Teria de continuar a preparar e cuidar do meu ninho.

O tipo de dor, os sintomas, a duração dos ciclos,… tudo mudou. Há meses em que quase não noto que estou a menstruar, outros que tenho tantas dores que até me custa caminhar; como se tivesse acabado de parir. Os ciclos tornaram-se mais pequenos e o fluxo menos abundante, apesar de não me encontrar a tomar nenhuma pílula anticoncepcional. Opção minha, como mulher consciente das minhas escolhas, da minha saúde e da importância de respeitar o meu corpo, já maltratado durante longos anos com hormonas químicas.

A maternidade fez-me escutar… escutar o meu íntimo, os meus desejos, medos e redescobrir o meu prazer.

As diferenças no meu corpo trouxeram-me muitas inseguranças… como iria aprender a olhar para o meu novo corpo? Como iriam elas ser recebidas pelo meu namorado? O medo de não ser desejada e de me tornar diferente, indiferente…

Vontade de esconder o corpo, de não ser vista ou tocada.

E não me refiro à falta de líbido tão frequente nesta altura em que a atenção é toda para o bebé. Não senti diminuição nesse campo. Senti vergonha da minha barriga que via tão deformada.

E a amamentação? Tão bom poder alimentar e dar vida a um ser. É indescritível a beleza desse acto de amor. Mas e as mamas? Como ficam elas? O volume e sumptuosidade iniciais (que para mim era exagerado) rapidamente mostram a força da gravidade e de muitas horas a dar amor líquido e energia. Parece que somos sugadas pelo nosso bebé. Eu senti muito isso. E, ainda, estou a aprender a aceitar todas estas alterações. Até o meu rosto e a minha expressão sinto diferentes. Não sei porquê, nem em quê e ainda estou a tentar perceber se gosto.

Estou a aprender a olhar-me ao espelho e aceitar que sou e estou linda. O meu corpo modificou-se e transformou-se para gerar vida. As marcas que ficam fazem parte do processo e posso sempre fazer exercício para ajudar qualquer coisita. Depende de mim! Cada vez tenho mais essa certeza!

A decisão é minha, assim como a decisão é tua! Eu estou cada vez mais focada em mim e tenho aprendido a redescobrir o prazer de uma forma bem mais intensa… com mais entrega e re-união.

É normal sentires-te como eu, perdida, “estragada” e feia. Aceita o que sentes. É o primeiro passo. A partir daí liberta-te… deixa voar essas energias que te assombram e descobre o que de lindo vive em ti. Aprende a amar-te. Eu estou a adorar este meu novo caminho… o meu caminho.

Por: Cátia Brandão |  ~ As Mães d’ Água são um movimento cívico inspirador que promove os benefícios (e beleza!) do Parto Natural, Na Água ~ www.maesdagua.org

Sexualidade Sagrada | Questionamentos?

Socialmente, ainda hoje, só conseguimos tratar de forma natural da sexualidade em pequenos grupos. No geral não tratamos a sexualidade assim, e é engraçado pensar que ainda não há nenhum recurso, aberto a todas as pessoas, que nos possa trazer a informação assim. No Brasil apenas 48% da população tem acesso à internet, e por aqui podemos ver que mesmo a info que podemos tirar daqui, é muito limitada. Reduzida a muitos conceitos errados e onde com dificuldade conseguimos encontrar coisas de fato úteis e esclarecedoras.

Como mulheres recebemos informações extremamente machistas. Praticamente tudo o que está no mainstream a “esclarecer” sobre sexualidade é dirigido ao público feminino e heterossexual. Títulos como: “Técnicas para satisfazer o seu homem” e “Deixe ele louco com pompoarismo” são populares em qualquer país ocidental, e voltados somente para satisfação do homem.

Nos últimos dez anos, por aqui, começou a despontar um pouco de matérias sobre masturbação feminina e o poder do clítoris, por exemplo, mas ainda é uma informação extremamente elitizada, à qual poucas pessoas tem acesso. Ainda conheço mulheres que acreditam que se se tocarem crescem pelos nas mãos (!), acreditas? E isso me revolta, sabes?

Como mudar? Acredito que não precisamos de técnicas específicas, acredito que o poder maior está na naturalização da sexualidade, no acolhimento das vontades das mulheres e é claro, o feminismo vai entrar aqui.

Olhar o teu corpo como sagrado começa pelo modo como gostarias de ser olhada se ninguém te tivesse ensinado nada. Quantas vezes tens ou tiveste vergonha de olhar a tua própria vagina? Tens nojo dela? É preciso desconstruir o que nos foi imposto como regra para podermos nos conhecer. Não existe brinquedo tecnológico que proporcione um orgasmo melhor que uma interação de entrega, onde sabemos onde estamos. Em nós.

Para nossa sexualidade ser sagrada não é necessário um buda especial, uma cor, uma sala com luzes e mantras, um indiano a ensinar respirações, um novo guru que vai por a mão na nossa cabeça e nos libertar. Cada uma de nós tem que querer por si, olhar-se de forma natural, e aceitar-se.

Perceber que a informação que nos é imposta não é feita para gozarmos e sermos plenas sexualmente, que a nossa transcendência vem a partir da consciência de que os nossos corpos são vistos e cobrados como objetos, e de que temos poder para mudar isso.

Podemos começar não julgando outras mulheres, seus corpos ou suas atitudes. Podemos continuar não buscando aprovação para agir nem pedindo permissão de ninguém, questionar por mim mesma as minhas opções. Olhar para mim, ter tempo para conhecer-Me.

Olhar para o medo que temos de nos entregarmos ao outro, de fato. A sexualidade cura feridas, sim, pode curar. Mas nem sempre será fácil lidar com elas. Na maioria das vezes não é. É essencial rever o modo como lidamos com os nossos relacionamentos. A manipulação do ego, e a sexualidade sagrada também, não vivem na mente, vivem no Ser. E a busca do ser está em rever paradigmas.

Como fazer? Permitir o encontro comigo mesma, criar tempo para o auto-cuidado, entrar em contato com a natureza, meditar, sentir o meu corpo ao longo do dia. Fazer com os outros o que gostaria que fizessem comigo, tanto na vida como na troca corporal.

Este é o meu convite Para sentir Para tocar Para questionar Para aceitar Para te conheceres… … Tu És Sagrada.

Por: Glaucia Figueiredo |  ~ As Mães d’ Água são um movimento cívico inspirador que promove os benefícios (e beleza!) do Parto Natural, Na Água ~ www.maesdagua.org

A Mulher que nasci para ser!

A mulher que nasci para ser, é dona de si, é dona da sua vida, é responsável pelas suas escolhas, pensamentos e emoções. A mulher que nasci para ser, é fisicamente bonita (seja lá o que isso signifique) tem um brilho que poucos reconhecem, valorizam e enaltecem. A mulher que nasci para ser, é um conjunto de intelecto, de descoberta constante, de evolução, de vida que circula pelas veias, de conexão e transcendência dos seus limites.

A mulher que nasci para ser, também tem personalidade, coragem e conhecimento das suas fraquezas e qualidades. A mulher que nasci para ser, é mãe, mãe que ama a si mesma e aos seus filhos. Uma mãe que respeita e liberta os que nasceram de si, que os guia sem desejar que sejam seus, que os ensina a voar porque o mundo é um lugar maravilhoso. É uma mãe que sente orgulho pela vida que gerou e pela responsabilidade que acolhe.

A mulher que nasci para ser, é amante imperfeita e companheira, é livre e dá liberdade, para ir e voltar, para ficar e voar. Entrega-se ao prazer sagrado de partilhar o seu corpo em amor, numa troca infinita de vibrações tão poderosas que poderão gerar o bem mais preciso, vida. Essa mulher, é densa, profunda, é bruxa, selvagem, é deusa e bem lá no fundo, é vazio, nada, paz, terra, luz.

A mulher que nasci para ser, tem quase sempre a coragem e a força de acreditar que também há lugar no mundo para as suas crenças e valores, por mais incompreensíveis que se apresentem. Ela vê mais além do que a forma manifesta, ela encontra dentro de si a sua verdade (que pode mudar a cada nascer do sol) e isso basta-lhe para que se sinta feliz e completa.

A mulher que nasci para ser, fala com o coração a qualquer mortal, que cruza o seu caminho, pois reconhece o seu divino e as suas presentes ou ausentes limitações terrenas. Essa mulher julga, sentindo o julgamento, às vezes diz sim querendo dizer não, às vezes diz não querendo dizer não, ela sabe que errar também é viver.

A mulher que nasci para ser, está a florescer dentro de mim, cada dia uma nova pétala desabrocha, uma nova segurança, um novo desafio ganha forma e manifesta a vida. A mulher que nasci para ser, chora e ri, cai e levanta-se, abre espaço para a alegria e para a tristeza, para a saúde e doença.

Acima de tudo, a mulher que nasci para ser, é igual a ti. E tal como tu é capaz de abrir dentro de si um espaço em só existe ela própria e o amor que tem por si. E este amor, que a nutre espalha-se à sua volta e para todos os que dela se alimentam, sem cedências a caprichos ou vontades alheias à sua verdade. A mulher que nasci para ser, é só uma mulher, que hoje se manifesta desta forma e amanhã, amanhã quem saberá!

Por: Vera Cristina

O quarto minguante | E o outono da alma – crê para veres, mulher!

Se há coisa que temos de mais precioso para aprender com a ligação à lua é a da transitoriedade e a da ciclicidade femininas, o mesmo é dizer, da vida. Depois do clima de energia alta, vontade de socializar e celebrar e gosto pela vida na lua cheia regressa-se à fase de recolhimento.

Tal como o quarto crescente, o quarto minguante representa uma fase de transição para a mulher. A diferença está na direção dessa transição: enquanto no quarto crescente caminha-se para o crescimento e a extroversão (o mundo externo, com mais luz para ver e ser vista), no quarto minguante regressa-se, gradualmente, ao útero (o mundo interno escuro e instrospetivo) para largar camadas do “eu” que já não servem e preparar o espírito e o ambiente em que se está inserida para a purificação e renovação com a lua nova.

No quarto minguante podem emergir um de dois tipos de perfis psico-emocionais… ou ambos! Um bem desafiante (duro, mesmo!) decorrente de muita tensão acumulada durante o ciclo lunar que começa a chegar à conclusão e outro em que se destaca as habilidades criativas, intuitivas, de análise reflexiva e de foco na conclusão das tarefas e projectos que se iniciaram na lua nova, com um espírito de missão cumprida.

Importa perceber que se está no “outono da alma” e, no que diz respeito aos arquétipos do feminino, na fase da feiticeira, a que tem tanto o poder de criar como de destruir, predominando uma sensação de final, de caminhar para a morte. Ora, nos casos em que a mulher foi fazendo vista grossa e adiando fazer a sua higiene mental e emocional, a cada dia, a cada semana, chegada a última fase da lua… bam, estoura a panela de pressão com todo o stress acumulado dentro de si e não dirigido conscientemente! O aparente descontentamento e frustração com o que a circunda no fundo é o descontentamento consigo mesma. Internamente, bem na sua alma, a mulher sabe que há outro caminho, mas não se escuta o suficiente, mas não o quer plenamente. O sentir-se incompreendida e injustiçada pelo mundo ainda é a sua zona de conforto. Se estão a pensar na descrição típica da tensão pré-menstrual, pois bem, é isso mesmo! E não, não é nada agradável. Mas existe com um propósito: o entendimento de que a postura da mulher necessita de mudança. no sentido da assertividade e da maturidade.

Se a mulher sente que se cumpriu e que foi a autora da sua vida até aqui, ela está no alinhamento pleno para beneficiar das potencialidades da energia do quarto minguante:
. Fazer uma revisão de tudo aquilo que funciona e a satisfaz em todas as áreas de vida e tomar notas acerca das melhorias nas áreas que estão subnutridas;
. Desbloquear situações e promover leveza e fluidez, seja aquela conversa incómoda que andamos para ter há séculos e vamos protelando por receio, falta de confiança, incapacidade de lidar com conflitos; seja livrar-nos da tralha que temos em casa e criar espaço limpo e vazio, entre outras;
. Escutar o que precisa no seu íntimo e perguntar-se como pode dar-se a si mesma essas qualidades e recursos;
. Canalizar a criatividade que borbulha internamente e que existe para ser materializada. Não reprimas ou censures este processo; pelo contrário, afina a percepção dos canais pelos quais a criatividade fala contigo: um arrepio, uma visão, a vontade quase louca de pores a tua marca no mundo (mesmo que seja a preparar uma refeição inventada). Esta é a fase propícia a conheceres a linguagem do teu corpo e da sua sabedoria!

Nesta lua minguante, olha-a a entregar-se ao processo de esvaziamento, elegante e segura. Descobre a sabedoria de largar folhas da tua história que já não te servem e as dádivas das novas histórias por escrever, a partir deste espaço interno agora disponível e crê para veres!

Por: Tamar | O Mel da Deusa | Contacto: https://www.facebook.com/omeldadeusaintimidadesagrada/?ref=br_rs

Afirmações | Para aceitação do meu corpo!

Para aqueles dias em que te sentires mais em baixo e desanimada contigo, aqui ficam algumas afirmações que te poderão ajudar. Lê-as com determinação e com fé. Acredita em cada palavra. Olha para um espelho, enquanto as pronuncias; ou fecha os olhos e leva as tuas mãos ao peito. O que fizer sentido para ti.

☼ Eu aceito o meu corpo tal como ele é.

☼ Eu reconheço o meu corpo como o meu Templo.

☼ Eu nutro-me com carinho e amor.

☼ Eu permito que cada mudança física que observo em mim me mostre sabedoria.

☼ Eu estou atenta aos sinais do meu corpo.

☼ Eu amo cada parte de mim.

☼ Eu sinto-me grata por viver neste templo físico.

☼ Eu amo-me, respeito-me e aceito-me tal como Sou!

Convido-te a acrescentares a esta lista as tuas próprias afirmações e a partilhá-las connosco, se o sentires.

Por: Liliana Brandão | Contacto:https://www.facebook.com/lili.brandao.7?fref=ts

Aceitação | O corpo nasce, cresce e morre!

Foto: Cátia Brandão

O corpo é o veículo que escolhemos antes de virmos para a Terra, a fim de cumprirmos a nossa missão. Seja qual for o tamanho dele ou a sua forma, precisamos aceitá-lo e cuidar dele. Lembrem-se que ele se deve à nossa escolha para nos manifestarmos nesta vida.

Todos nascemos com um corpo. Há medida que crescemos, ele vai-se modificando. Na adolescência, os seios das meninas começam a crescer e as ancas a alargar. O corpo da então menina transforma-se num corpo de Mulher. O vestuário começa a mudar; a forma das jovens mulheres caminharem; a percepção que têm de si e dos seus corpos.

Estas jovens continuam a crescer e transformam-se em Mulheres maduras. Novas mudanças a acontecer. Novos processos de aceitação. Novas aprendizagens a serem assimiladas. O tempo continua a avançar e mais transformações físicas: o cabelo grisalho, o peito a descair, a pele a perder a sua elasticidade e as rugas a vincarem-se na nossa carne, lembrando as raízes das árvores na terra.

É necessário darmos cada passo com muito carinho por nós; é necessário olhar o envelhecimento do corpo como algo natural. Tal como uma ideia nova que floresce, timidamente, e que adquire um novo rumo, ao crescer. Permite olhar para cada parte do teu corpo e aceitá-la e amá-la, tal como ela é. Permite que cada fio de cabelo branco que passeias na tua cabeça conte uma das imensas histórias desta – e de outras – vidas. E sê feliz assim. No teu corpo. Contigo!

Vê um excelente exercício relacionado com o teu corpo aqui.

Por: Liliana Brandão | Contacto:https://www.facebook.com/lili.brandao.7?fref=ts

Lua Cheia | Lua cheia e o Poder de expressão da Mulher

A lua cheia e o poder da expressão da mulher. O ciclo iniciado com a lua nova – o aspecto feminino da introspecção, da renovação e da afirmação de novas intenções – chega ao apogeu com a lua cheia, a que tudo revela, destapa, intensifica, clarifica, rompe, celebra, exterioriza.

É, sem dúvida a fase da lua que mais fascínio exerce nos humanos, nos animais e na natureza, em geral, com fortes repercussões na libido, na vontade de socializar e de partilhar o nosso projecto e intenções, com o desejo de magnetizar apoio e interesse. Para tal, na fase da lua crescente, trabalha-se a permissão de planear e realizar os sonhos maiores, sem restrições auto-limitativas.

Do ponto de vista psico-emocional, a lua cheia corresponde à fase da mulher-amante-mãe e alinhar-se com a lua cheia tem muito a ver com a expressão: colocar para fora todo o brilho e dons internos. Há aqui a proposta da maturidade, ser e agir no mundo na verdade e integridade de quem sou e perceber quem é a minha tribo, justo aqueles que me acolhem, nutrem, incentivam, expandem, alegram!

Para não variar, esta é uma fase que traz aspectos desafiantes face à cultura e educação de género que castra e censura a livre (e, porque não, abundante) voz da mulher: a do seu corpo, a da sua alma, a das suas entranhas/intuição.

Sabes que há uma correlação directa entre a dessensibilização da vagina e a consequente fraca capacidade de sentir prazer ou alcançar o orgasmo e uma garganta (um dos centros da expressão pessoal) bloqueada? Não deixa de ser irónico que se associe a lua cheia com o uivo selvagem das lobas, quando na verdade, projetar a voz, gritar, relaxar os maxilares e abrir a boca sejam o cabo das tormentas para inúmeras mulheres. Tal como relaxar toda a pélvis, não andar com a vagina tensa e abrir espontaneamente as coxas.

Que tal, então, utilizar a luz mais forte da fase da lua para veres em que aspectos da tua expressão pessoal podes soltar mais e dar-te a conhecer? Gostas de cantar mas só o fazes no chuveiro? Sobe a um palco! Todos te elogiam quando colocas um batôn vermelho mas, precisamente, por causa disso é raro o colocares (e até gostas)? Agarra nele como se agarrasses uma varinha mágica!

Quais os temas genéricos de desenvolvimento pessoal potenciados na lua cheia?

. Trabalhar a sociabilidade e tomar a iniciativa de conhecer pessoas e grupos novos, assim como contactar quem não vês há já algum tempo;
. Apresentares-te orientando o discurso para as tuas qualidades, talentos e aspectos únicos e característicos;
. Perceber onde estás a ser mãe demais para os outros e virar esse cuidado e amor para ti;

. Explorar o teu corpo, com toque amoroso, subtil e erótico, saboreando as tuas curvas, ermos, vales, protuberâncias. Abrir-te às dádivas do auto prazer!
. Ganhar consciência da coerência entre a imagem exterior que projectas (roupa, acessórios, tom de voz e afins) e aquela que és realmente no interior. Se a dissociação for grande, vira-te do avesso, por favor!

. Identificar quais os assuntos pendentes ou problemas para os quais podes direccionar a força emocional que tendencialmente está mais presente nesta fase da lua.

Lembra-te: a lua cresce passo a passo, a cada dia. Gentil mas sem hesitação, silenciosa mas forte. Liga-te a ela e cresce junto. Nós já lá estamos também, contigo.

Por: Tamar | O Mel da Deusa | Contacto: https://www.facebook.com/omeldadeusaintimidadesagrada/?ref=br_rs

Entrevista Helena Sousa | Intuitive Numerology | Akashic Records Therapist

O que é a energia e como se manifesta?

A energia é tudo o que existe, é tudo aquilo que faz parte de nós, é a energia vital de tudo no Universo, da qual fazemos parte. É a essência e o amâgo da Fonte que se manifesta em nós. Tudo tem energia, desde a natureza, Ser Humano, as pedras, as estradas, enfim… no “tudo” e no “todo”, pois tudo o que existe é a manifestação do átomo divino, da fonte universal e nós somos manifestação disso, por isso, somos sagrados, logo tudo o que existe é sagrado. Temos centros energéticos no nosso corpo, os chakras, que vibram de acordo com a energia universal, de acordo com o nosso nível de consciência. Se fossemos mais conscientes do nosso corpo energético e como ele se manifesta, haveria menos doença e mais equilíbrio.

O que é o Portal sagrado?

O Portal Sagrado é o nosso Coração! O coração tem uma inteligência própria, não precisamos de pensar na quantidade de sangue que é bombeado por segundo, nem dos batimentos cardíacos, pois o nosso coração tem uma inteligência própria no equilíbrio do nosso corpo. Mas além disso, é o nosso centro! É o centro intermédio entre os três chakras inferiores e os três chakras superiores, é aquele que estabelece a conexão e o equilíbrio entre a Terra e o Céu. O nosso Portal Sagrado, o nosso Coração é a nossa essência, a nossa Verdade, a nossa Centelha, a nossa Bússula! Aceder ao nosso Coração, é aceder à nossa Intuição, ao nosso Eu Superior, à nossa Verdade, pois o coração sabe o que é para nós!

É difícil saber qual o nosso propósito divino?

Não é difícil, sim, é possível saber através da Numerologia e Astrologia. Quando escolhemos nascer numa determinada data, escolhemos um propósito em função dessa escolha. Na Numerologia é possível saber através da soma da data completa de nascimento e na astrologia, é possível saber através da posição do nosso Sol! Este propósito divino envolve colocarmos dons em pratica, potencialidades, virtudes e qualidades, mas que para um “propósito maior”, temos que viver “pequenos propósitos diários”. O grande propósito divino é o resultado de propósitos diários, que resultam de um estado de alegria, leveza e paz de espírito, um reconhecimento da Alma de que está no caminho certo! Eu diria, que independentemente do propósito de cada um, o propósito divino coletivo que resulta do individual, será o Amor! O Amor em todas as cores e facetas na vida, pois é a única fonte de energia verdadeira que nos liga ao nosso criador. O Amor, não é um estado mas uma forma de Ser, uma escolha consciente, amar as dores, as perdas, as pessoas difíceis, o sol, as plantas, os animais, o sorriso das crianças, o nosso corpo, a nossa vida, amar a Vida, amar tudo em nós e tudo que nos rodeia…

Os filhos escolhem os pais?

Sim, os filhos escolhem os pais. A nossa linha ancestral é feita dessa forma, quem nasce escolhe a família que quer pertencer, para trabalhar algo, para seguir com uma linha de aprendizagem, para resgatar algo. A Humanidade evoluiu dessa forma, através dos filhos que vão abrindo caminhos com mais conhecimento e mais entendimento, ora com mais sabedoria, ora com mais rebeldia. Nós Pais, achamos que ensinamos os filhos, mas aprendizagem é ao contrário, os filhos ensinam-nos, pois através deles temos oportunidade de sermos melhores pessoas, vendo o nosso lado sombra a ser espelhado. Através dos nossos filhos ensinamos através do que aprendemos! Os Filhos despertam o nosso melhor e o nosso pior, são os nossos grandes Mestres!

O que nos traz a numerologia?

A Numerologia é uma linguagem divina, é uma ciência, uma forma de acedermos ao nosso auto-conhecimento. A Numerologia traz-nos tudo! Tudo é possível saber através da numerologia, pois assenta na mensagem mística do Número, do que ele nos transmite. Através da Numerologia é possível saber os nossos dons, o nosso plano kármico, os ciclos que regem a nossa vida, as nossas aprendizagens, os nossos desafios, as nossas ligações relacionais, a nossa missão e o nosso propósito divino de vida.

De que forma estamos ligados ao Universo?

O Universo é um imenso Campo Unitário de energia vibratória, em movimento, e este movimento resulta de dois pólos, opostos e complementares, o pólo masculino e o pólo feminino. E se, segundo Hermes Trimegistus, diz que há uma Lei que rege toda esta interação, “o que está em baixo, é igual ao que está em cima. O que está em cima é igual ao que está em baixo”, nós somos seres que manifestamos esses pólos, logo somos duais, pois expressamos ao nível micro-cosmos o macro-cosmos. Se o Cosmos quer dizer Ordem, composto de Partes, num sistema ordenado e integrado, lógico, que participa na Vida do Todo, nós somos um micro-sistema, que reflete o Todo, logo somos um Todo composto de Partes….interligados uns aos outros, quer por consonância, quer por ressonância. O nosso propósito é evoluir, integrar e unificar todas as nossas “partes”.

O Universo manifesta-se por ciclos, assim como a natureza, assim como nós… podemos, concluir, que a nossa vibração influencia o Universo, assim como a vibração Universal nos influencia. Por isso, há momentos de ação e outros de espera… momentos de concretizar, e outros para refletir, momentos de trazer à Luz do Sol e outros de assumir a escuridão com a Lua da noite! Somos espelho do Universo e parte dele!

Que significa deixar a vida fluir?

Palavra tão linda e difícil de vivê-la! Deixar fluir, é confiar no fluxo natural da vida! confiar que tudo tem um propósito mas é muito difícil pois a nossa mente quer muita coisa, quer resultados, quer evidências, quer reconhecimento, etc…. deixar a vida fluir é mesmo confiar que o melhor acontece sem vermos, é acreditar que o que é para nós chega no momento certo, é aceder ao nosso Portal Sagrado que sabe tudo, é abdicar do nosso ego, é liderar a nossa mente. Deixar fluir é Ser!

Importância dos ciclos de 9 anos?

Os ciclos de 9 anos, regem a nossa vida, pois Pitágoras ensinou que os padrões evolutivos regiam-se entre os números raiz de 1 a 9, onde o 1 começa e o 9 finaliza um ciclo. Toda a nossa vida é regida por ciclos de 9, já por isso, o bebe, precisa de 9 meses para estar preparado para nascer, pois a seguir do 9 começa tudo de novo mas de forma diferente…

Importância dos ciclos de 7 anos?

Para Pitágoras, o número 7 era perfeito, já por isso são 7 dias da semana, 7 cores do arco-íris, etc. Pitágoras falava nas 4 idades, a primeira idade até aos 7 anos, depois até as 14anos, seguida de 21 e depois de 28 anos, seriam as fases da construção da nossa personalidade. Em termos astrológicos, isto também acontece, pois o planeta Urano, está 7 anos em cada signo, sendo o planeta das mudanças, algo de novo ele traz-nos sempre a par das mudanças.

Que significado tem ver números, horas por exemplo duplicados? ( exemplo: 00:00 ou 22:22, etc.)

Quando dizemos que não há coincidências, vamos tendo vários sinais ao longo do caminho, e os números repetidos são um desses sinais. Podemos dizer que são um chamamento, um despertar, uma mensagem, um aviso. E cada um deles tem um significado. O 0 representa que tudo pode acontecer, o 1 são inícios, algo que começou, o 2 é a paciência, saborear o que se começou, 0 3 é comunicar, o optimismo, o 4 é ação, concretização, realizar algo, o 5 aprender algo de novo, viajar, sentir-se livre, o 6 a família, os afetos, a generosidade, o 7 a introspecção, a reflexão, descobrir a verdade interior, o 8 materializar, sentir-se abundante ou merecedor da abundância e  9 finalizar o que está pendente, contemplar, perdoar, amar sem esperar em troca. Depois pode-se fazer a combinação dos números, por exemplo, alguém que vê no relógio, 14.14h pode querer dizer que o que iniciou precisa de ser trabalhado e estruturado com paciência.

Que astros mais influenciam a vida da mulher?

A Lua e a Vénus. A Lua por tudo aquilo que ela representa entre tantas coisas, os líquidos, a água, as memórias, a maternidade, a linha ancestral, a nossa capacidade em nutrir, as nossas necessidades, vazios, as nossas memórias inconscientes, pois a Lua representa a nossa energia feminina, por isso, existem tantos ciclos da Lua, aliados ao nosso ciclo menstrual, que por sinal rege-se por 4 períodos de 7 dias de acordo com as Luas. Quando a mulher se alinha no seu ciclo natural de acordo com as luas, entra em conexão consigo mesma… a Vénus, é a mulher, a amante, a sexualidade sagrada, a beleza, intimidade a sedução, os dinheiros… é também uma energia feminina, que desperta em nós, o gosto pela nossa beleza, pelos nossos prazeres, pela capacidade em amar em entrega, pela fusão na intimidade.

Entrevista realizada por: Vera Cristina

Numerologia | O que nos traz o mês de Junho!

Olá Junho! Contigo trazes a oportunidade de vivermos os nossos afetos! Neste mês, valorizemos quem está lá sempre por nós… A nossa família!

É fácil darmos como dado adquirido a nossa família, mas este mês relembra que nutrir os afetos, é nutrir o nosso ninho, é nutrir a nossa linha ancestral, os ausentes e os presentes e agradecer de alma e coração todos aqueles que fazem parte da nossa família!

Este mês também relembra que assumir compromissos e responsabilidades através da nossa família, faz parte do nosso ciclo evolutivo. E, aceitarmos as pessoas como elas são na sua essência…

É o mês de sentirmos a beleza e o conforto… beleza em tudo, desde o ser humano, à natureza que faz parte de nós. O conforto, da nossa cama, do nosso lar, do nosso espaço… colocar umas flores, uma vela, uma tela, um tapete, que simbolize a cor, o amor, a alegria e os nossos sonhos! Como estamos num ano de ação e iniciativas, que parta de si, a iniciativa de nutrir a sua família e de alimentar os laços que vos unem.
Invista também em momentos de introspecção e reflexão, em como dar de si com sabedoria! A sabedoria implica um equilibrio emocional interior, entre dar e receber… entre ajudar mas não viver o problema do outro… entre aconselhar e não querer mudar o outro.. e entre Ser Amor e não condicionar a dádiva ao outro!
E, já agora, alimente sempre a sua criança interior, pois ela sabe sempre o que é melhor para si!

Por: Helena Sousa | Numeróloga |Contacto: https://www.facebook.com/Centelha-Mágica

Quarto Crescente 1 Junho | A lua crescente e a psique feminina – vamos trabalhar a permissão?

Grande parte dos condicionalismos que escuto e que observo no corpo nas sessões terapêuticas com mulheres vêm da não permissão. Os educadores, a família, os círculos sociais desde cedo focam-se em formatar as meninas a um modelo de conduta e comportamentos que espelha uma resposta tendenciosa: “tu és frágil, tu és uma tentação, tu és sábia, tu és misteriosa, tu és vida e morte”… “isso gera-nos medo, logo há que puxar da gaiola, colocar-te lá dentro e atirar a chave para longe”. De passagem, passarás a sentir medo e vergonha e, oxalá, conformas-te. Há quem lhe chame proteção e educação, eu chamo-lhe inconsciência e tudo o que traz de violência consigo.

A menina cresce, sai da gaiola e depara-se com uma sociedade que instiga a competição, que apresenta o empreendedorismo como grande tendência profissional, que carrega na estereotipação da corpo feminina e vende massivamente esta “imagem perfeita”, que diz que as mulheres bem sucedidas são aquelas que dão cartas (descabelam-se?) em todas as áreas da vida. “Tu consegues, tu podes tudo, sê feliz, realiza-te”, passa a ser o discurso. E na menina, que entretanto tornou-se mulher, emergem sentimentos de insegurança, não merecimento, desadequação e desvalorização. Ela pode ter saído da gaiola… mas a gaiola não saiu dela. E a força anímica existente para criar os seus sonhos em projetos de vida realizados (sem se descabelar!) vai-se. Nada contra uma linguagem e modelos positivos, atenção, apenas sigo a noção de que o crescimento deve começar pelas raízes, que acumulam toda a história e vivência pessoais. Tudo a favor da permissão.

Como trabalhá-la, então, desde o aspecto feminino? Seguindo o giro das fases da lua, se na lua nova o tema é o da paragem para reciclar, renovar e dar espaço para que a visão e o sentir sábios sobre o novo ciclo sejam intuidos, na sua fase crescente, que culmina no quarto crescente, a proposta é a de convocar toda esta energia fresca e revitalizada para a construção do seu projeto (uma pequena mudança de hábitos ou uma mudança profunda de vida). A mulher volta, psico-emocionalmente, a ser a menina e a jovem que têm o olhar exploratório e curioso, o coração aberto, o encantamento na alma e a alegria e excitação de estar viva no corpo, o sorriso fácil na boca e o brilho no olhar. Lembras-te dela? Ela permite-se porque é inocente (o que não significa que seja ingénua e tola) e liga-se à força criadora da vida.

Na fase crescente da lua abre-se espaço interno para a descoberta:

. Quais eram os meus sonhos quando era menina (9-12 anos)?

. Como posso ligar-me profundamente aos 5 sentidos e sentir mais e diferente?
. Quais as atividades que posso fazer autonomamente (sem o apoio e/ou a companhia de outras pessoas);
. Como posso usar a minha inteligência para aprender algo novo?
. Expressar os meus pontos de vista, assertivamente (eu posso e mereço que a minha voz seja ouvida).

Sai para o teu mundo, mulher. Ao teu ritmo mas um pouco mais, a cada dia. Ele espera-te de braços abertos!

Por: Tamar | O Mel da Deusa | Contacto: https://www.facebook.com/omeldadeusaintimidadesagrada/?ref=br_rs

Lua Nova de 25 de Maio | A Lua Nova e a escuta activa do corpo!

A escuta activa do corpo é um acto de profundo compromisso contigo própria: de te conheceres melhor, de confiares plenamente na sua sabedoria, de aceder a dimensões ainda não conhecidas, de te honrares e à vida. Se te permitires.

Se te permitires adentrar nesta viagem de descoberta, percepcionarás um manancial riquíssimo de informação sobre ti e sobre o ambiente que te circunda. Se te permitires seguir essa informação, descobrirás que reforças a confianças pessoal, que a vida flui magicamente (depois irás perceber que flui apenas naturalmente) e que começas a experienciar momentos de liberdade plena, que mais não é do que agir com base no sentir interno, reduzindo a dependência da validação dos outros, supostamente mais entendidos que tu. Se permitires manter-te ligada a esse fluxo de possibilidades criativas tão tuas, irás apaixonar-te (mais) pela vida. E irás encontrar-te num estado de ser em celebração, em agradecimento, em presença, em prazer e cheia de energia. E com desejo! De momentos contigo, de momentos de partilha.

Esta é uma espiral de movimento crescente, cada vez mais expandida, cada vez mais profunda em autenticidade. Para nela entrar, basta um passo dar. E depois outro e outro e… outro… e…descobrir que o corpo regista e armazena tudo o que vivemos, pelo que há muito que transmutar e conscientemente experienciar.

O corpo fala através da intuição, de sentimentos, de sensações (temperatura, estremecimento, vazio/cheio, borboletas no estômago, coração apertado, relaxamento, entre tantas outras) e todas nós temos o nosso próprio código de linguagem característico e natural, o qual pode ter variações e upgrades, à medida que o vamos conhecendo melhor e expondo-o a novas situações ou a novas formas de abordar as mesmas situações. Sintonizares-te com as mensagens do teu corpo é, mais espontânea e livremente, alinhares-te com a tua energia sexual e com as formas com que ela se quer expressar através de ti e, em consciência, observares-te e conheceres-te, tornando-o uma bússula nas decisões mais significativas ou nas mais singelas. Estou a falar de como te alimentares, do que criar, com quem te relacionares, para onde viajar, que curso tirar, fazer amor ou não, que métodos de protecção sexual e de fertilidade adoptar, que flor escolher. Sem necessidade de esperar aprovação ou pedir conselhos; com muita vontade de veres e sentires o poder das tuas escolhas; com foco no interior do corpo, desfocando da sua aparência.

Já a lua nova traz a energia simbólica da pausa para renovação dos pensamentos, emoções e do corpo físico, através de um profundo questionamento e análise do que o coração quer. Quando a cabeça e as emoções autênticas se articulam é quando é possível comprometer-nos com as ações a tomar durante o novo ciclo que se inicia. Estando comprovada a ligação do corpo da mulher às fases da lua e os impactes na sua psique, é benéfico aproveitar a lua nova para virar o olhar para dentro e, no escuro, ver através de questões como:

. Onde ainda receio e do que fujo ou escondo?

. Em que grau e medida afiro o amor que nutro por mim própria?

. Como avalio a minha capacidade de dizer “não” ao que não me honra, não gosto e não quero?

. Permito-me dizer “sim” aquilo que ainda não conheço e arriscar?

. O que ensinaram sobre o sexo que não faz/nunca fez sentido para a mulher que sou?

. Que partes do meu corpo sinto fechadas, bloqueadas?

Se funciona realmente? Vai dentro e escuta!

Por: Tamar | O Mel da Deusa | Contacto: https://www.facebook.com/omeldadeusaintimidadesagrada/?ref=br_rs

O corpo como árvore e os benefícios do enraizamento e do centramento!

Há pessoas que são árvores. Para si mesmas, nas suas relações, para a comunidade.

Caminham com solidez, revelam estrutura interna, têm sede de crescimento, florescem como que naturalmente nas devidas épocas e materializam os seus frutos de sabedoria madura.Geralmente são também aquelas que, sem culpa e hesitação, exercem o seu direito a dizer “não” e mantêm-se alinhadas com todas as actividades e propostas que podem dar vida ao seu propósito e intenção, o seu projecto de vida.

Olha-se para elas e, em comparação, sente-se que se está longe desta assertividade e desta verticalidade. A verdade, contudo, é que com elas partilhamos a mesma anatomia.

Nesta anatomia, os pés são as raízes que lhe dão estrutura, solidez e amparo para que, através dos braços (os ramos e galhos), abra-se às experiências constantes e enriquecedoras que a vida traz, com flexibilidade e elegância. Já a cabeça corresponde à copa da árvore, a ponta e o topo que apontam para o céu, que dá clareza, propósito e direcção à visão. E que dizer da seiva interna? Ah, a seiva é a minha preferida: é o alento, a energia vital criativa, a força sexual que faz alimenta, regenera, faz florescer e expandir.

Como um todo, a árvore lembra que o tempo não é só aquele que o relógio marca, que o ritmo não é só aquele que a vida diária impõe, que o dar e o receber são o fluxo sagrado, o qual não podemos reter, que a ligação da terra e da matéria ao céu e ao espírito faz-se a partir e através do corpo – aquele que nos acompanha, que nos dá forma e nos permite cumprir os temas de vida que viemos cuidar, assim como a entrega ao prazer, à beleza da vida, à imaginação, como a árvore se entrega aos ventos que surgem.

E este é outro ensinamento rico das árvores: dançar com o vento mantendo-se no chão. Quantos de nós, em momentos de turbilhão emocional ou mente confusa perdem-se de si mesmos? Vão atrás da brisa mais forte que se levanta diante deles?

A prática diária do enraizamento e do centramento são fundamentais não só para manter a ligação ao corpo e aceder directamente às informações que ele tem para revelar mas sobretudo para conhecer a sua verdade, o mesmo será dizer, conhecer-se. Com esta dupla ligação é natural que o modus operandi de encarar os acontecimentos beneficie de uma reformulação no sentido da clareza, da simplicidade e da facilidade com que a vida passa a desenrolar-se, assim como a própria aceitação da variação entre estados emocionais, sem se prender (ou perder). É igualmente natural que se comece a sentir mais vitalidade e energia a circular internamente e uma maior capacidade de gerir como, quanto e com quem a partilhamos.
Embora complementares, estas práticas são distintas: enquanto o enraizamento é feito a partir dos pés para ligar a pessoa ao meio externo, o centramento visa renovar a ligação a si mesmo, ao seu mundo interno, através da tomada de consciência de um ponto ou área do corpo que, intuitiva e sensivelmente, é percepcionada como mais viva ou “a chamar por nós”. Em ambos, a visualização criativa e a respiração profunda facilitam e acrescem as possibilidades de ligação.

Quando se pensa no tipo de trabalho que é facultado através das metodologias de sexualidade sagrada, é comum ir-se directamente para os genitais e a nudez, o que gera reservas e, até mesmo, medo. Afinal, é isto também e fundamentalmente: possibilitar que cada pessoa relembre o seu corpo como uma entidade viva, inteligente e perfeita, tal como todas as entidades vivas da terra, sujeitas a ciclos, a fases e a ritmos que cooperam, respeitosa e harmoniosamente, entre si.
Por: Tamar |Contacto:  https://www.facebook.com/omeldadeusaintimidadesagrada/

Deusa Latona | Deusa da maternidade e a protecção das crianças!

A Deusa Latona é uma deusa romana que tem sobre a sua alçada a maternidade e a protecção das crianças, mãe da Deusa Diana e do Deus Febo com Júpiter.

Era uma das amantes de Júpiter causando a ira da Deusa Juno, esposa de Júpiter e Rainha dos Deuses, e esta pediu à Deusa Gaia para não ceder nenhum lugar na Terra para Latona dar à Luz os seus filhos gémeos.

A Deusa Latona acabou por dar à Luz numa ilha, depois de fugir da serpente Píton (serpente nascida das profundezas da Terra enviada por Juno).

Ao trabalhar com esta deusa a energia que se sente é de mãe protectora, da qual todas nós mulheres temos um pouco, seja perante os nossos filhos, seja perante as sementes que desejamos semear na terra e mesmo depois de crescidas esta protecção mantém-se.
Esta deusa faz-nos relembrar que quando desejamos algo todas temos um pouco de mãe em nós, então lutamos para que esse algo se manifeste, fazemos a gestação das nossas sementes e procuramos o melhor local para as semear, mesmo que por vezes as condições não sejam as melhores, ou não tenhamos os apoios que esperávamos ter, ou que tenhamos de fugir das “serpentes”(especialmente as interiores podemos fazer o paralelismo com medos e procrastinação, apesar das serpentes não significarem nada de negativo e sim transmutação e cura).
Tal como a Deusa Latona procurou um local sagrado para dar à Luz, e passou por vários perigos, nós também devemos procurar o local mais sagrado e a melhor hora para plantar as nossas sementes, os perigos, esses vão sempre existir, especialmente os que residem dentro de nós e que nos boicotam conscientemente.
Podemos pedir a esta deusa que nos ajude a nutrir as nossas sementes, a escolher o melhor local e a proteger as mesmas durante todo o seu crescimento. Não existe nada mais sagrado do que ver as nossas sementes germinarem mesmo que essas sementes sejam plantadas dentro de nós, como o bem me quero.

Por: Diana Faustino | Sacerdócio do Sagrado Feminino | http://sersagradofeminino.wixsite.com/sacerdotisas

Verdades do Corpo | O nosso corpo diz sempre a verdade, sabias?

Entramos numa Era de Revolução na Saúde… Sustentados por um novo conjunto de modelos de investigação, que unem os vários fragmentos do conhecimento humano, surgem agora ferramentas capazes de penetrar cirurgicamente nas verdadeiras causas por detrás das doenças física, psíquicas e emocionais. O velho paradigma que afirma que a ciência é o único caminho para a evolução humana está a ficar decadente, tal como as consciências que a sustentam. Até que ponto das doenças não somente um via para consciencializar a desconexão com a essência humana, terrestre e cósmica? Só se pode despertar uma Consciência adormecida através da dor.

Não será a doença uma oportunidade de nos levar à capa mais dura da nossa Existência, aos nossos conflitos inconscientes, às feridas emocionais por resolver da família? O nosso ADN contém toda a informação biológica intemporal resultante das inúmeras aprendizagens que a raça humana teve que ter para conseguir para se adaptar neste planeta inóspito. Todos nós somos resultados de programas biológicos que nos permitem manter vivos. No entanto, uma ciência nunca poderá perder a sua bússola ética e humana. Basta descolorarmos às salas frias e inóspitas do ambiente estéril hospitalar para intuirmos que a saúde tem sido injustamente maltratada. Onde se encontra o espírito? Até que ponto as doenças não são mensageiros da divindade humana? Será que somos ingénuos em acreditar que existe uma consciência universal que governa tudo ou estamos a ser arrogantes em negar essa possibilidade?

Nesta palestra, inserida no Ciclo de conferências Viver O Feminino, 3 de Junho, Casa das Artes Porto (vê mais informação sobre este evento aqui), será necessário expor os limites visão antiga em relação ao novo paradigma da Saúde e Consciência Humana. Esta visão é longe de ser única. Várias mentes do passado e atuais foram construindo uma nova forma de encarar a doença, continuamente reforçada pelos resultados práticos, pelas novas evidências cientificas e pelos testemunhos pessoais por quem ousa atravessar esta barreira desconhecida na mente humana. Modelos tais como a medicina tradicional chinesa, a nova medicina germânica, a psicologia do inconsciente freudiano, a psicogenealogia, os campos morfogenéticos, a visão holográfica do cérebro, a física quântica e os seus modelos caóticos multi dimensionais e o biocentrismo, todos aponta na mesma direção: obrigatório mudar a relação com nós mesmos.

Em plena época de crise económica, politica, cientifica e religiosa, nada mais útil que injetar uma série de venenos saudáveis que levam à cura da verdadeira causa da doença humana: A desfragmentação da Mente com o Corpo. “Qualquer verdade passa por três estágios:

Primeiro, é ridicularizada. Segundo, é violentamente combatida. Terceiro, é aceita como óbvia e evidente.” Arthur Schopenhauer

Por: Marco Sousa

Resistências e contra-fluxos | A que andas a resistir?

Comecei o dia a lidar com resistências.

O dia foi seguindo falando em resistências.

E tornou-se evidente que urge reflectir sobre resistências.

O que são resistências?

Como as vivemos?

O que significam?

Acredito que não se pode generalizar, nem julgar que há uma resposta que serve para tudo.

Seja em relação a resistências ou ao que quer que seja 😉

No entanto há algumas coisas que vou notando:

– Às vezes, quando queremos muito mudar, surgem as resistências. Aí, é importante perguntar: Quero mesmo mudar? Será que tenho medo do que acontecerá quando levar a cabo esta mudança? O que acho que vou perder se ela se tornar real?

– Outras vezes, sabemos que queremos mesmo. Já ultrapassamos os nossos principais receios e inseguranças. E ainda assim notamos as resistências. Por exemplo, o carro avaria e não temos como ir para o local. Temos uma despesa extra e parece que o dinheiro não vai chegar. À ultima da hora ficamos com dores de cabeça ou alguém próximo adoece. Perante estas situações há quem ache que talvez não seja para prosseguir. Mas muitas vezes eu noto precisamente o oposto. É que parece que quanto mais importante algo é, mais podemos notar e sentir resistências a ser activadas. Nossas ou de quem está à nossa volta. E é para desistir? Não, pode ser precisamente pelo contrário. Para nos mostrar  que estamos realmente no caminho certo (seja lá o que for que entendemos como certo!). E para testar a nossa vontade e persistência. E a nossa confiança.

Acontece que muita gente se fica pelo caminho.

Se não desiste ao primeiro obstáculo… desiste no segundo. Ou terceiro.

Mas é importante lembrar… quanto maior o passo, maior a persistência e confiança necessária.

É que nunca estamos sozinhos neste caminho!

Por muito que às vezes assim pareça…

Por: Cristina Gomes | Contacto: www.cristinagomesterapias.com

Sexualidade Sagrada – Religar o Corpo à Consciência

Porque é que o Sagrado foi remetido para fora dos Corpos e tido como exclusivo de um plano mental e etéreo?: Como é que a vergonha, o medo e o controlo afastaram as Mulheres da sabedoria intuitiva sobre a  sua Sexualidade, com a expressão dos seus corpos e da consciência dos seus ciclos?

As primeiras celebrações e cultos de que há registo histórico honravam a Matriz Feminina, através de cultos de fertilidade e dos ciclos lunares e ao ritmo das estações. O Sagrado era feminino, pois era sobretudo celebrado por Mulheres que detinham toda a organização social da tribo, enquanto os homens caçavam. Segundo Monica Sjoo e Barbara Mor, autoras do grande obra ” The Great Cosmic Mother“, a espiritualidade ancestral estava profundamente enraizada nos corpos, tidos como sagrados, porque geravam vida, morte e renascimento, tal como a Natureza que as acolhia e nutria.

A gestão do tempo e do espaço das comunidades era feita por calendários lunares e pelos ciclos dos seus corpos, tendo uma profunda consciência destas duas forças – a da Lua e a da Menstruação – na orientação da sua sexualidade: quer saber o melhor momento para conceber, para colher alimentos ou curar feridas, quer perceber a melhor fase para abortar ou encerrar capítulos de vida, as mulheres detinham esse conhecimento de Corpo intuitivo, selvagem e autêntico profundamente ligado aos Ciclos solares e lunares  sazonais.

O Sagrado era o Corpo, a Terra, e os Ciclos.

A sua sexualidade, desde o ciclo menstrual, as relações sexuais, a gravidez, o parto a amamentação, a menopausa e a morte, tão igual aos ciclos de vida-morte-vida da Mãe Natureza, era uma dádiva inerente dos seus corpos, inquestionável sabedoria que orientava toda a comunidade na sua vivência colectiva. Não seria de estranhar que os corpos fossem explorados de uma forma natural, sem reservas e vergonhas, para que esse conhecimento tão visceral e intuitivo brotasse para o quotidiano das sociedades matrifocais.

Mas, segundo Monica Sjoo e Barbara Mor, houve uma profunda mudança social, política, económica e religiosa há cerca de 7.000 anos, quando as sociedades iniciaram uma intensa sedentarização, com a agricultura e criação de gado, que fixaram permanentemente as pessoas em locais definidos.  Os sistemas matriarcais baseados nos ciclos sazonais, no sagrado feminino e numa estrutura democrática circular, não tinham mais lugar nesta nova era, onde a propriedade privada e o poder do mais forte deu lugar a uma sociedade profundamente hierarquizada, encimada por um todo poderoso rei, chefe ou líder.

As grandes civilizações pré-clássicas, como o Egipto, a Abissínia ou a Maia, cujas alicerces sociais e políticos se baseavam em literais pirâmides de poder, cujo cume era exclusivo de um homem todo poderoso, deu lugar a uma transferência de culto: do paganismo terreno e da espiritualidade multidimensional, onde cada elemento da natureza e dos corpos eram por si só “deuses”, passou-se a reverenciar um senhor todo poderoso no topo dessa pirâmide, de quem cuja representação directa seria o grande astro rei- o Sol.

Ao longo de toda a História, esta religiosidade solar, em contraste com a espiritualidade lunar e terrena das sociedades matrifocais tribais, serviu o poder político de inúmeros sistemas patriarcais, baseados num grande senhor todo poderoso, onde a energia e o foco de toda a estrutura política e religiosa ( poderes intensamente interligados), não estariam mais nos ciclos, no corpo, no útero das mulheres e da Mãe Terra, mas antes, num topo bem inalcançável de uma pirâmide, de um Céu invisível e longe dos corpos físicos e terrenos, capaz de controlar tudo e todos sob os desígnios de um Deus todo Poderoso, representado directamente por um líder ( reis do Egipto, Imperadores europeus, ditadores e actualmente os grandes líderes das corporações multibilionárias da indústria do armamento e da petro-química).

Para sustentar um poder patriarcal, piramidal ou fálico, parafraseando as autoras, retido nas mãos de muitos poucos homens no mundo, é pois necessário que o conhecimento, a sabedoria e a partilha dos saberes intuitivos e naturais dos nossos corpos, da vida e do universo, sejam retidos e tornados pouco acessíveis.

Assim pensaram os primeiros patriarcas das grandes civilizações quando pintaram de vergonha e medo o sangue menstrual da mulher, tema citado na Bíblia, bem como mais tarde o puritanismo da Igreja e das outras organizações religiosas orientais que colocaram o prazer como imoral e proibido dos corpos femininos e o controlo dos seus ciclos.

O Sagrado foi separado do Corpo e da Terra para se unir a um Céu, invisível e distante de todos, servido propósitos exclusivos de poucos.  No entanto, o que ficou silenciado nos corpos de cada uma de nós Mulheres está hoje a renascer, regado e despertado por uma nova consciência de liberdade que nos dá acesso a uma sabedoria que terá a idade da própria Terra, tão mais antiga do que qualquer civilização patriarcal.

Os nossos corpo despertam para uma ecologia espiritual, como defende Starwak, para um resgate da Mulher Selvagem, como nos ensina Clarissa Pinkolas Éstes e para um re-ligar do Corpo à Consciência de que o Sagrado não está fora de nós, mas bem dentro da nossa alma, do nosso Corpo e que os nossos ciclos são as expressão mais sagrada da Vida. Cabe a cada uma de nós Mulheres fazer esse resgate do Sagrado Feminino.

Marta Conceição | Mulher, Mãe, buscadora do Sagrado Feminino | Professora de Exercício e Mindfulness Corporal

* Já agora vê mais informação sobre o Ciclo de Conferências no seguinte link: https://www.facebook.com/events/1366553996747543/

Testemunhos | Livro “Filhas da Terra” – Histórias semente!

Filhas da Terra é um livro cocriado e escrito por dezasseis mulheres. É um abraço entre o sentir de um oceano, um laço entre o Brasil e Portugal.

Filhas da Terra é um testemunho de vida de quem se deixou abraçar neste laço. É a pegada no caminho desta Terra que cada filha percorreu e continua a percorrer. É a palavra, o olhar, o gesto, a inspiração, a motivação, o legado.

E ler cada história é viajar pelos múltiplos horizontes que se desvelam, como se fossemos protagonistas de cada ensinamento manifesto.

É sentir a mensagem e ser mensageira da história. É sentir a vibração sentida e transformada na palavra escrita… É encontrarmo-nos, de certa forma, no sentir daquela outra mulher, que no fundo também somos nós.

Quando as mulheres se conectam a elas mesmas emerge uma força criativa, materializa-se o fio vermelho que nos une. O bater do coração unifica-se com o coração da Terra. Silenciosamente, outros corações vão batendo no compasso e flui, no acordar de outras mulheres, uma inigualável sinfonia.

E é esta é mensagem deste livro…

Há uma mãe que aguarda pelo retorno das suas filhas. Embaladas pelo sono do patriarcado, silenciadas pelo tempo, esquecidas de si mesmas pela desconexão à sua Natureza, aos seus Ciclos e à sua Sabedoria Ancestral, as filhas estão, neste momento, neste tempo, a sentir o chamado. Há uma voz, que se faz ouvir como uma distante melodia, suave, presente e interior, que as chama à observação, à coragem, ao mergulho, ao descamar de quem realmente são. Ao resgate do seu Poder.

Ouves o chamado Filha da Terra?

Quando te permitires, quando te lançares ao rio da tua vida, quando silenciares e fizeres ouvir a tua voz, irás sentir em ti forças que se ativarão, despertadas das sombras, como sementes que serão lançadas à terra neste novo despertar, neste acordar da aurora profetizada e esperada. A ti, caberá, então, cumprires-te como Filha da Terra!

Com Amor

Helena Pereira

(Encomenda do livro direta às autoras. Para encomendar Helena Pereira – helenadaponte7@gmail.com)

Mulheres Inspiradoras María Wonenburger Planells

Somos as netas de todas as mulheres que nós antecedem e das quais somos herdeiras, são mulheres de coragem, inspiradoras e que nos continuam a inspirar. Conhecendo um pouco do seu contributo, da sua força, da sua ação isolada conseguimos aprender ou re-aprender, reconhecer e relembrar a sua presença na construção do social que levaram a cabo. Como Mulheres, ouvimos, sentimos a sua palavra. São Mulheres, que lutaram com coragem e tenacidade, contra o adormecer, o silenciar, o esquecimento.
São MULHERES INSPIRADORAS,
*Ilustração Circulo da Lua

 

 

MARÍA WONENBERGER PLANELLS

MULHERES NA CIÊNCIA

Galiza,17 de julho de 1927

Corunha, 14 de junho de 2014

 

PALAVRAS CHAVES

Matemática galega;

Desenvolveu a teoria dos grupos;

Foi a primeira mulher espanhola a obter uma Bolsa Fullbright, para estudos de doutoramento em matemática;

Trabalhou nos Estados Unidos e no Canada.

Por: Cristina Neves | Circulo da Lua

Deusa Aurora | Dia 10 de Maio, Lua Cheia em Escorpião!

A Deusa Aurora é uma deusa da mitologia romana que governa o amanhecer. Ela aclamava a chegada do amanhecer voando pelos céus. Filha de Hiperião e Teia, é irmã do Deus Sol e da Deusa Luna, e teve cinco filhos: Sul, Norte, Este e Oeste, o quinto foi morto, formando as quatro direcções sagradas.

A Deusa Aurora é vista nos céus a anunciar a chegada do seu irmão Sol e por vezes, se ficarmos atentos conseguimos contemplar os rastos de nuvens deixados pela carruagem nos céus da manhã. Esta semana entramos, dia 10, em Lua Cheia em Escorpião, e é uma excelente oportunidade para fazer amanhecer em nós tudo o que realmente não queremos ver, mas que precisa de ser trabalhado para passarmos à fase seguinte da nossa vida.

A Deusa Aurora tem a capacidade de acender em nós o nosso sol interno e fazer-nos ganhar uma nova consciência sobre o que somos e o nosso potencial, os nossos cantos mais escuros, as histórias mais bem guardadas, têm agora a possibilidade de serem resgatados e de lhe ser dada numa nova energia e transmutação, padrões antigos, formas de estar que não comungam mais com o que realmente somos serão expostas para serem trabalhadas e interiorizadas.

Perguntamos vezes sem conta “Quem sou? Qual é a minha missão? Que caminho é o meu?” e nesta Lua Cheia temos a possibilidade de ver a nossa verdade mais nítida, apenas precisamos de nos preparar para realmente ver, abrir portas, gavetas e armários deixar a aurora iluminar o nosso ser.

Aurora tinha muitos amantes o que podemos fazer um paralelismo com os vários e múltiplos caminhos que nos são apresentados ao longo da vida e a nossa necessidade de beber de todas as fontes, mas cada vez mais temos a necessidade de definir a nossa energia, o que realmente ressoa dentro do nosso coração e ter a coragem de no meio de tantas escolhas ficar com o que realmente é nosso.

Temos aqui a possibilidade do novo, que no fundo é também a energia que cada alvorada nos traz, cada dia nasce com um gosto novo a novas oportunidades e ao mesmo tempo a mistério das surpresas que se avizinham, apenas precisamos de estar disponíveis para que tudo o que é realmente nosso se apresente: basta deixar a Aurora amanhecer em nós.

Por: Diana Faustino | Sacerdócio do Sagrado Feminino | http://sersagradofeminino.wixsite.com/sacerdotisas

A Grande Mãe | A importância do dia da Mãe?

Todos os anos, recorda-mos e celebramos o Dia da Mãe, por todo o mundo. É um dia especial dedicado a Mãe. Entre compras e flores e manifestações de afeto, podemos parar um pouco, e refletir na intenção e no propósito de existir no calendário um dia dedicado a todas as Mães.

Para mim, que trabalho com o Sagrado Feminino, é uma bênção a ideia de dedicar um dia especial ás Mães. Estejam elas, presentes nas nossas vidas fisicamente ou não. Porquê, nomear um dia dedicado a Mãe se torna uma bênção e algo maravilhoso? O Dia das Mães… traz-nos…  a oportunidade e o momento de reflexão sob a sociedade em geral e sob cada mulher.

No século XX, uma jovem norte americana, chamada Anna Javis, perderá a sua mãe em tenra idade e entrará em depressão profunda pela sua partida violenta. Sentindo o peso da orfandade na sua caminhada, um grupo de amigas na tentativa de animar a jovem, organizam uma festa para homenagear a memória da mãe de Anna. Ao saber, a jovem colocou a intenção de que a festa fosse partilhada com outras mães, independentemente de estarem vivas ou terem partido. Em pouco tempo, este gesto se espalhou pelos Estados Unidos, sendo oficializado e comemorado num dia especial – o Dia da Mãe.

Aos poucos, a homenagem foi sendo acolhida noutros países e continentes.

O Dia das Mães… é um dia para refletir no Sagrado Feminino que habita em cada uma de nós, não apenas numa procura de cura pessoal, que algumas mulheres abraçam individualmente e outras em círculo. Mas, torna-se também ele, uma referência para honrar a Mãe e o Sagrado Feminino que habita em cada Mãe, em cada mulher por toda a humanidade.

Relembrar os valores femininos do amor, da dedicação, da humildade e da paciência, como sentimentos e manifestações femininas que precisam de ser vividos de forma a fortalecer e possibilitar a mudança em diversas áreas, a social, a política, a familiar, a económica, a espiritual e a cultural. É urgente, que todas as mulheres que desempenham diversos papéis sociais em diversas áreas, usem a força feminina do amor, de mãe para consciencializar mentes e corações. Relembrar também, neste dia especial o amor presente que imana cheio de vida, no próprio Eu de cada Ser, aos outros, ao reino animal, vegetal, mineral e a todas as formas de vida, a Mãe Terra e a Mãe Lua… É também um dia, propício para refletir no papel e nos princípios masculinos e femininos, olhando-os numa perspetiva de uma visão cósmica e de integração num todo como seres humanos com valores inerentes a própria natureza, unimos assim neste dia os princípios femininos e masculinos, a emoção e a razão, o amor e o poder, a passividade e a ação num todo harmónico de forma a vencer dogmas e ilusões de separação e dualidade sem hierarquias, nem competição. Num casamento perfeito e harmonioso entre todos, pois todos (homens e mulheres) somos amados pela Grande Mãe.

Quero lembrar, hoje a minha Mãe… e a Mãe de todas que leem este artigo neste dia especial.

A Mãe, que se permitiu ser Mãe, que alimentou, sustentou no seu corpo e acarinhou no seu ventre até o meu nascido. Que deu a sua energia para eu vir ao mundo. Que me embalou e me alimentou quando era criança. Que me educou e orientou até voar com as minhas próprias asas antes de partir para a sua caminhada.

Vejo em ti Mãe, um poema vivo, íntimo, natural e profundo de uma simplicidade extraordinária e grandeza que muitas vezes se torna despercebido para muitos homens e mulheres que todavia estão numa consciência adormecida, ao não se permitirem o reconhecimento especial as suas mães.

Honramos a Mãe Terra.

Honramos as nossas ancestrais, as mães das nossa mães, bisavós…

Honramos as futuras mães, que em estado de graça irão muito em breve dar a luz e realizarem a missão de amor incondicional que é ser Mãe.

Honramos todas as mães, que perderam os seus filhos e filhas e que continuam mesma assim sendo mães.

Honramos todas as mulheres que perderam os seus bebés, ainda no seu ventre sagrado e que sentiram o despertar do que é ser Mãe, a transformação e o renascer.

Mães de Coração e do Amor…

Felicidades a todas as Mães!

Por: Cristina Neves | Círculo da Lua | https://www.facebook.com/circulo.dalua.9

Sentir realização na partilha. | A Felicidade Partilhada!

Por alguns anos, segui um Guru, a quem honro todos os ensinamentos e realizações, mas recentemente chegou a uma ruptura natural. Nunca pensei que me tocasse a mim, um dia, ter um Mestre espiritual, pois sempre entendi que as respostas a todas as nossas perguntas, estão na manifestação e comportamentos da matéria – na observação da própria natureza.

Mas a vida coloca-nos nas mãos, exactamente aquilo que precisamos de descobrir e aprofundar. Ser devota deste Ser, fez-me entender o porquê, de muitas pessoas procurarem, e se identificarem com a ideia de que precisamos de um Guru, ou a rigidez e renúncia de muitas outras. Aqui ou ali, devotos de alguém ou não, todos procuramos o mesmo – Realização. Antes de muitos desejarem fortuna, fartura e poder, t-o-d-o-s queremos ser felizes. Todos queremos ser amados e amar, compreendidos e compreender.


Quando senti fechar este trabalho com este Ser, dei-me conta da ausência de algo muito importante: o meu grupo. O meu seio de vulnerabilidade. Foi então que percebi que há como que dois tipos de felicidade: individual e partilhada, que no final são uma só. Aqui interessa-me falar sobre a partilhada, pois actualmente arrisco a afirmar, que a procuramos mais do que tudo, (ainda que inconscientemente) este meio onde possamos ser autênticos e compreendidos. Num mundo, onde são cada vez mais os condicionamentos, medos, dispersão, onde o tempo parece correr a uma velocidade alucinante, a tendência a nos desalinharmos de nós próprios, faz com que a qualidade das relações sejam fracas, por termos receio de nos mostrarmos totalmente ao outro. Estamos alienados dos nossos instintos, da nossa natureza, cansados, solitários (ainda que com milhares de amigos nas redes sociais) e tristes.

Os nosso corpos estão fechados, sonâmbulos e de peito retraído. O mais lamentável é que o tempo que, parece que não temos, faz com que olhemos somente e só, para os nossos umbigos, para as nossas pequenas histórias pessoais, mas de uma maneira supérflua e pouco inteligente. Não há tempo para o outro, já não há tempo para observar, para escutar, para abraçar, cuidar e receber. Desde sempre que vivemos em tribo, está na nossa história, no nosso sangue. Somos animais colectivos, que sempre vivemos em comunidade e acompanhamos vida/morte. Somos Humanos, nós observamos, escutamos, abraçamos, cuidamos e recebemos. Este grande buraco, esta carência vestida de grandes ilusões, corrói-nos por dentro, faz não saber o que fazermos com as mãos e como olhar mais que um minuto bem nos olhos de alguém, e não é porque ficamos sem jeito, é porque no olhar profundo vive uma alma, e ela relembra-nos quem somos. 

Sim, vamos e precisamos de encontros, retiros, círculos, workshop, aulas onde nos possamos conhecer, para nos reconhecermos no outro, onde nos possamos despir sem medo. É urgente voltar a reunir e partilhar, todos no mesmo degrau, todos na mesma abertura vulnerável e relembrar que o trabalho é UM só. Afinal o que levamos nos nossos corações, quando partirmos, senão o amor que damos e recebemos?

Por: Carolina Maria | MANDRÁGORA PROJECT | Contacto: https://www.facebook.com/projectomandragora/?fref=ts